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Archive for 10 de dezembro de 2014

Lá se foi Alex, Palestrinos.

Justamente no dia em que sofremos até o último minuto por um time que não merecia um só segundo de atenção, nostro último grande camisa 10 pendurou as chuteiras.

Quis o destino e sua própria vontade que parasse no Coritiba, o clube de onde veio para defender nostras cores em 1997. Ainda me lembro de assistir no Globo Esporte à chegada daquele menino tímido e magro, ostentando um cabelo esquisito em uma cabeça invejável. Alex, em bem da verdade, parecia um mini craque. Seu futebol, pelo contrário, era maiúsculo.

Canhoto e habilidoso, não tardou em chamar a atenção das arquibancadas com seus passes precisos, lançamentos bem feitos e cobranças de falta que começaram a fazer o até então intocado Arce revezar com alguém. É bem verdade que demoramos um pouco para nos acostumar com seu ritmo. Acompanhar um atleta que faz a bola correr por si é tão raro que não foram poucas as vezes em que os chamamos de “Alexotan” (e pagamos por isso até hoje, aguentando craques do naipe de Bruno César e Felipe Menezes).

A primeira cena que me recordo de Alex com a camisa do Palestra foi chutando uma bola na trave durante a decisão do Brasileirão de 1997, diante do Vasco. Depois disso vêm incontáveis jogos inesquecíveis do Cabeção. Suas atuações perfeitas na Libertadores de 1999 (especialmente o jogo de São Januário pelas oitavas e o de volta contra o River na semi); a batida de falta que culminou no épico cabeceio de Galeano, em 2000; e, claro, a fábrica de chapéus inaugurada no Morumbi pelo Torneio Rio-SP de 2002.

Pensando bem, Alex marcou um novo período vitorioso na nostra história. Depois do elenco fantástico das temporadas 93/94 e da seleção do Paulistão de 1996, foi justamente em 98 que nasceu outro ciclo de títulos no Palestra Itália. Vieram Copa do Brasil, Mercosul, Libertadores, Copa dos Campeões… vieram títulos e grandes duelos que duraram quatro bons anos e morreram justamente quando o meia foi embora para a Itália.

Desde então, aliás, não houve palmeirense que não torcesse por Alex. No Parma foi difícil porque o time era fraco. Mas nas passagens por Cruzeiro (que não nos enfrentou em 2003), Fenerbahçe, Seleção (aliás, que vacilo do Felipão!) e novamente pelo Coxa, ele sabia que estávamos com ele. Ainda que fosse contra a gente.

Portanto, passada a tormenta dos últimos dias, só nos resta agradecer a Alexsandro de Souza por tudo o que fez pela Sociedade Esportiva Palmeiras. Valeu, garoto! Só não vou escrever que você aposentou o boné porque não existe um aparato deste que caiba nesta cabeça genial.

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Siamo Palestra!

ROJAS.

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Hoje eu te vi na TV, Dorival.

E confesso que a combinação da legenda “ex-técnico do Palmeiras” com a sua feição de derrota a lá Cuca, me fizeram sentir dó de ti. Afinal de contas, você jogou no Verdão, teu tio é um dos maiores ídolos da nostra história e te considero um homem sincero. O problema foi que eu comecei a te escutar e foi tudo por água abaixo.

Primeiro você disse que não queria ser só “um bombeiro”. Vá lá, até posso entender o seu desejo. Só não posso é acreditar que você considere isso uma anormalidade, visto o que aconteceu com o time desde que você assumiu. Embora o elenco em si seja terrível, o desempenho a seu comando foi tão ruim quanto o de seus comandados.

Invenções como a de Victor Luís no meio e Diogo na ponta esquerda foram algumas das piores coisas que já vi na vida. Isso sem falar na insistência com jogadores totalmente sem condições como Lúcio, Juninho, e, claro, o lixo do Wesley – que não é possível que só você, em todo o planeta, tenha achado que merecia ser titular.

É aqui, aliás, que chegamos ao capítulo “os argentinos”. Eu entendo que todos foram pedidos por Gareca e que você os herdou, mas não tem como achar que eles não mereciam mais chances. Cristaldo tinha que ter sido titular ao lado de Henrique, Mouche se mostrou ótima opção para segundas etapas, Tobio sempre esteve fisicamente acima de Lúcio e você escalou Allione apenas duas vezes (e é verdade que ele foi expulso em ambas). A sua má vontade com eles, no entanto, foi notória.

Some-se a isso também a sua falta de noção ao tremer diante da pressão e colocar Valdivia em campo no 1o tempo diante do Coritiba, no Couto Pereira. Por mais que todos nós soubéssemos da diferença que ele faz em campo, escalar um manco é total despreparo.

E, por fim não dá pra deixar de falar do sistema tático mais indefinido do mundo. Jogamos no 4-3-3, no 4-5-1, no 4-4-2, 3-5-2, 4-3-1-2… jogamos em absolutamente todas as formações existentes durante as partidas disputadas! E não precisa ser um gênio para saber que precisávamos de muito mais proteção para a zaga do que conseguiu fornecer durante todos estes meses.

Hoje eu te vi na TV, Dorival.
E dei graças a San Gennaro que já foi embora.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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