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Archive for 29 de janeiro de 2015

1995. Era uma manhã de sábado e o relógio mal havia passado das 8h da manhã . De repente, meu pai entrou no quarto com o caderno de esportes do Estadão nas mãos e começou a gritar: “Puta que o pariu, acorda: contratamos o Van Basten!!!”.

Instantanea e instintivamente, eu e meu irmão levantamos da cama festejando. Dane-se que era cedo, dane-se que não tinha escola, dane-se que o susto: Van Basten era exatamente o que precisávamos praquele time! A comemoração continuou ao longo do dia, da mesa de café até o jantar. E foi na hora da pizza que meu pai, rindo muito, nos relembrou de algo importante: era 1º de abril.

Reparem que o mais impressionante da história, para nós, era o fato de ser “Dia da Mentira”. Nós não duvidamos em nenhum momento que aquilo era verdade. Não pegamos o jornal pra ler, não ligamos a TV pra confirmar e nem internet tínhamos. O fato é que, em épocas de Parmalat, nada era impossível.

Pois vinte anos se passaram até que pudéssemos sentir isso novamente. Claro que não trouxemos nenhum grande craque e que a receita é infinitamente menor. Mas, pela primeira vez nas últimas duas décadas, nós estamos montando um time em que dá pra acreditar de verdade. Sem ter que forçar a amizade, apelar para o amor eterno nem ficar buscando fé onde não há.

Olhar para dentro de campo e se deparar com Fernando Prass, Zé Roberto, Arouca, Valdivia e Dudu do nostro lado é algo que (não) tem preço. Na verdade, vale cada centavo. Vale por cada golaço imaginado antes de dormir, cada triangulação que começamos a construir mentalmente, cada taça que estamos levantando com a força do pensamento.

Enfim, pode até ser que este time não vá a lugar nenhum. Mas 2015, certamente, é o ano em que o Palmeiras está querendo ser o Palmeiras de novo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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