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Archive for abril \30\UTC 2015

1º de Maio é Dia do Trabalho, Palestrinos. Mas para o nostro elenco, o feriado vai passar longe: esta sexta-feira será um dia pra lá de importante.

Afinal, a decisão do Paulistão está aí. A semana voou, a recuperação física aconteceu, vimos nostros reservas empatarem miseravelmente  pela Copa do Brasil e, com o elenco completo novamente, chegou a hora da verdade.

Meus palpites é que Arouca não joga e que Valdivia volta ao time titular. OsWaldo vai manter apenas Gabriel na contenção, vai colocar Robinho de segundo volante e construir aquele time maroto que vimos tocar bem a bola na primeira partida da final. Leandro Pereira será mantido e Rafael Marques continuará aberto pela direita, formando um 4-1-4-1 promissor.

O time perde a tal da “pegada”, mas se defende da melhor forma do mundo: atacando. Com o meio repleto de jogadores de qualidade, o objetivo é manter a posse de bola a nostro favor e, com a vantagem do empate, explorar o desespero do Santos. Se vai dar certo dentro de campo é outra coisa, mas a estratégia desenhada por Oswaldo me agrade bastante.

É claro que, para isto acontecer, precisamos de um time ligado 90 minutos. Laterais que entendam a função defensiva, um Dudu que infernize os adversários indo pra cima, um Valdivia que encontre os atacantes na diagonal, uma bola parada que saia caprichada dos pés de Cleiton Xavier – e assim por diante.

Seja como for, o dia de amanhã será decisivo para o que vai acontecer domingo. É dia, portanto, de trabalhar por algo muito maior que um treino; é dia de trabalhar por um título. E eu acredito!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Entra ano, sai ano e o assunto é o mesmo, Palestrinos: Jorge Valdivia.

Titular nos últimos jogos e tido como certo na decisão do próximo domingo, o meia tem sido protagonista de mais uma novela infindável. Não bastasse sabermos quando o chileno reúne condições físicas ou não para jogar, já faz meses que ouvimos falar de sua renovação de contrato.

De um lado, a conhecida qualidade que o camisa 10 tem; do outro, o custo-benefício pra lá de duvidoso em sua segunda passagem pela Academia. Vem daí o impasse que gira em torno da política de contratos por produtividade. Pouco mais de dois anos atrás, aliás, Valdivia disse aos microfones que aceitaria de bom grado uma proposta feita nestes moldes – hoje, no entanto, parece ter mudado de opinião.

A impressão que eu tenho é a de que o Palmeiras tem consciência de que finalmente pode viver sem El Mago, mas, ao mesmo tempo, vive aquele receio de que ele reforce algum rival e acabe mostrando o fino da bola logo contra nós mesmos. Contra o Botafogo/SP, ele deu o passe que iniciou o gol da vitória; diante do Corinthians, no entanto, teve atuação apagada e viu o time ganhar em velocidade depois da sua saída.

O ponto é que, seja lá o que Nobre e Mattos estiverem pensando, isso não pode prejudicar o time dentro de campo. Temos que saber separar a final do Campeonato Paulista de 2015 de uma possível renovação de contrato. Até mesmo porque parece óbvio que a escalação ou as substituições de Oswaldo irão impactar o futuro do chileno na equipe.

Seja como for, deixem nostro treinador trabalhar em paz. Vale mais um troféu na prateleira do que dois chutes no vácuo voando.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Verdão e Santos começam a decidir o Campeonato Paulista neste domingo, Palestrinos. E por mais incrível que pareça, é apenas a segunda vez que isso acontece na história do campeonato.

Na primeira delas, em 1959, o alvinegro que já tinha Pelé campeão do mundo era o favorito. Havia vencido o torneio no anterior e estava dando início à máquina de títulos que ganharia a América e o mundo no decorrer dos anos 60. Mas o Palmeiras sempre foi a pedra no sapato daquele time e, com o projeto ainda embrionário da Primeira Academia, venceu.

As imagens abaixo falam por si: apesar de ter saído atrás no marcador, o Palestra capitaneado por Juninho Botelho foi pra cima e virou o jogo no Pacaembu lotado. Pode ter sido surpresa para muitos, mas basta saber um pouco de história para relembrar o quanto a nostra equipe surpreendeu o aclamado Santos FC.

O panorama, hoje, é completamente diferente. Embora tenha tido melhor campanha e passado com tranquilidade pela semifinal, o time da Baixada chega com desfalques. Já o Palmeiras, heróico em Itaquera, chega à decisão empolgado e com a certeza de jogar em um estádio abarrotado de verde e branco.

Só nos resta torcer para que Fernando Prass seja Valdir de Moraes. Que Lucas volte de lesão travestido de Djalma Santos. Que Arouca seja Chinesinho, Dudu encarne Julinho Botelho e Rafael Marques tenha tarde de Nardo. Que à beira do campo, nostro Oswaldo com W dê um nó tático na grafia e vire Osvaldo Brandão. E, claro, que a alegria que tomou o Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho 56 anos atrás, retorne este domingo ao renovado Allianz Parque.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Vitória, Palestrinos!!!

Sofrida, suada e por isso mesmo deliciosamente heróica. A verdade é que, quando Fernando Prass pegou a cobrança de Petros, fez muito mais do que nos classificar para a final do Paulistão: fez renascer aquele Palmeiras que não tem medo de ganhar.

Sem exagero algum, essa é uma vitória que tem o poder de afastar para bem longe a década passada e todas as dragas que passaram por aqui – seja dentro ou fora de campo. Até porque o que vimos dentro de campo neste domingo, foi um time que quis vencer a qualquer custo. Sem medo, sem fraquejar, sem sentir a pressão. Saiu na frente, recuou, tomou a virada, mas teve fome de ir ao ataque para empatar e levar nos pênaltis.

Claro que isso não quer dizer que temos um esquadrão. Estamos anos-luz de ter de volta a Era Parmalat e uma nova Academia. Mas quando os resultados vêm, cria-se um ambiente fácil de se sentir (embora difícil de se explicar) onde tudo fica mais real e palpável.

São vitórias como esta e como a obtida diante do SPFC, poucas semanas atrás, que constroem uma equipe e uma torcida confiantes. São triunfos como estes que criam aquele clima que nos acostumamos na década de 90 de que, sim, sempre é possível. São tardes como a de ontem que fazem 15 milhões de fanáticos recuperarem a força – até porque o orgulho não se foi.

Vibremos com Prass. Comemoremos com Rafael Marques. Lutemos com Gabriel. Infernizemos com Dudu. Criemos com Cleiton Xavier. E, óbvio, busquemos este título diante do Santos a partir do próximo final de semana.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Pode não parecer, mas o jogo do próximo domingo vale muito mais do que uma vaga na final do Paulistão, Palestrinos: vale decidir qual será a cara do Palmeiras em 2015.

De um lado, a escolha de atuar da mesma maneira com o qual o time já tem atuado; de outro, a oportunidade de adicionar qualidade em campo e deixar a equipe mais ofensiva. Em outras palavras, Oswaldo de Oliveira está preso no dilema de ser Marcos Aurélio Galeano – nosso eterno e esforçado volante – ou Eduardo Galeano – o eterno e romântico escritor uruguaio.

Se pesar o fato de jogar na casa de um adversário que não perde por lá há 30 partidas, parece lógica a escolha por manter o 4-2-3-1. Com Gabriel e Arouca na cabeça da área, no entanto, ou sobra gente na frente ou Valdivia segue no banco. Como acredito que Oswaldinho escalará o chileno seja como for, acredito que o time teria Rafael Marques de centroavante com Jorgito no meio.

Agora, caso o nostro treinador considere que a melhor defesa é o ataque, dá para inovar e jogar no 4-1-4-1. Neste caso, Oswaldo teria que sacar Gabriel dos onze iniciais, isolar Arouca como primeiro volante e contar com um meio-campo repleto de meias. Embora alguns digam que Robinho pode ser um segundo volante, a real é que todos – exceto Valdivia – teriam a obrigação de marcar.

Eu, pessoalmente, gostaria de ver a segunda formação em campo. Mas não neste jogo. Contra uma maiúca que reúne tanta gente boa e rápida como a do Curintia, acredito que a primeira ideia seja mais segura. Com Guerrero dengoso e Vágner Love sozinho na frente, teremos formações espelhadas em campo. Vai ser um dérbi de igual pra igual, decidido por detalhes – através da falha e do talento de alguém.

Afinal, como escreveu Eduardo Galeano: “Por sorte ainda aparece nos gramados algum descarado cara-de-pau que sai não se sabe de onde e comete o disparate de desmoralizar toda a equipe rival, e ao juiz, e ao público das arquibancadas, pelo puro prazer do corpo que se lança à aventura proibida da liberdade”. E eu espero que este cara-de-pau seja nostro – ainda que seja Jorge Valdivia.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Ao se afastar do futebol na última segunda-feira, Muricy Ramalho fez muito mais do que deixar o SPFC. Embora em uma situação anormal e de forma tocante, ele fez ruir uma parte mais da podre estrutura do futebol brasileiro.

Afinal, não estamos apenas falando de um senhor de quase 60 anos que precisa se cuidar urgentemente. Estamos falando de um treinador pra lá de vitorioso que perdeu a saúde, mas também o frescor para trabalhar com o esporte. Ao deixar nostro rival de muro nesta semana, Muricy escancarou ainda mais o atraso velado de nostro futebol também dentro de campo.

Embora tenha um tricampeonato nacional relativamente recente no currículo, o ex-treinador vinha acumulando fracassos recentes. Salvou sua equipe do rebaixamento em 2013 e até buscou o vice-campeonato em 2014, mas convenhamos que pelo investimento do clube, foi pouco. O mesmo pouco que Felipão, 66 anos de idade, nos ofereceu no rebaixamento de 2012, na Copa do Mundo do ano passado e tem oferecido aos gremistas atualmente. O mesmíssimo “nada” que Abel Braga, 62, mostrou no Inter – que o mostrou o caminho da rua.

A verdade é que nostros treinadores ficaram pra trás. Junte a estes nomes clássicos outros como Parreira, Zagallo, Celso Roth, Nelsinho Bapstista, e tantos outros, que fica claro que precisamos renovar nostros métodos. As críticas feitas ao dia a dia de treinamentos de Muricy, é a mesma que ouvimos sobre Felipão em sua última passagem pelo Palmeiras. Ou sobre Abelão em Porto Alegre, Parreira após a Copa de 2006 e assim por diante.

Até porque, sejamos justos, não é só uma questão de idade: é sobre mentalidade – Marcelo Oliveira (60), Tite (53) e Cuca (51) são prova disso. Tite, aliás, é um exemplo vivo dessa transformação. Não que tenha virado o treinador perfeito que pintam por aí, mas ao menos é um cara que resolveu estudar futebol. Viajou, conversou com outros “professores”, fez cursos, tentou trazer novas ideias ao cotidiano do SCCP. Os resultados que não vinham com Mano Menezes, um ano mais novo, parecem ter começado a aparecer.

Que fique claro que não estou dizendo que a solução líquida e certa esteja em gringos (que o digam Gareca e Diego Aguirre) ou na chamada “nova geração” (Dado Cavalcanti, GIlmar Del Pozzo, Narciso, dentre outros). Contudo, noves fora nostra terrível e histórica linhagem de dirigentes tupiniquins, é preciso mudar urgentemente a forma de pensar futebol também dentro das quatro linhas. De simples exercícios aeróbicos ao treino com bola, passando pela infinidade de números que compõem um 4-4-2, um 3-5-2, um 4-3-3.

É preciso aposentar esses senhores que já nos encheram de alegrias e, hoje, nos enchem apenas de dor de cabeça. Façamos homenagens, mas cobremos que parem. Pelo bem da saúde de treinadores, torcedores, clubes e, óbvio, da nostra amada Sociedade Esportiva Palmeiras.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Bela vitória no sábado de Páscoa, Palestrinos. Em um primeiro tempo de toques rápidos e ousadia da dupla Dudu-Robinho, o Palmeiras passeou pra cima do Mogi Mirim – e só não meteu um chocolate ainda maior porque os erros brotaram na segunda etapa.

Após o jogo, no entanto, a frase que mais me chamou a atenção veio da entrevista de Oswaldo de Oliveira. Envolto por microfones ávidos por palavras sobre Valdivia, nostro treinador disse que o time terá um upgrade com as entradas do chileno e de Cleiton Xavier. Há de se entender.

Afinal, após 20 partidas, o time ideal de OO parece estar escalado: Prass; Lucas, Victor Hugo, Tobio e Zé Roberto; Gabriel, Arouca, Robinho, ? e Dudu; Cristaldo. A única vaga totalmente em aberto é esta do meio-campo. Ora ocupada por Allione, ora ocupada por Rafael Marques, ela deverá ser de Valdivia ou Cleiton Xavier muito em breve. A única surpresa surpresa possível é Egídio entrar bem na lateral e Zé acabar aparecendo no meio (o que eu, pessoalmente, também acho uma bela possibilidade).

De qualquer forma, o comandante está certo. Seja quem for que entrar nesta vaga em aberto, será um ganho de qualidade para um time que ainda busca se afirmar. No momento, nostras melhores partidas foram àquelas em que atacamos tanto, mas tanto, que o sistema defensivo teve pouco tempo para errar.

Seja como for, somente com estes onze aí de cima em campo poderemos saber se somos o time que bailou sobre SPFC e Mogi ou se somos a equipe vacilante que perdeu para Santos e Red Bull. E é claro que, opiniões a parte, preferimos todos a primeira opção.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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