Feeds:
Posts
Comentários

Archive for dezembro \23\UTC 2015

Querido Papai Noel,

Não há como negar que, este ano, todos fomos bons garotos.

Mesmo depois de um 2014 pra lá de difícil e sem presente algum, nós acreditamos. Nos reinventamos, unimos, lotamos o estádio desde o primeiro amistoso disputado e levamos o Palmeiras no grito. Na raça. No peito.

Nos tornamos um dos maiores planos de sócio-torcedor do mundo, garantimos audiência a uma das maiores TVs de clube do planeta e, não satisfeitos, levantamos o time a cada pequena queda que houve. Afinal, o título da Copa do brasil pode até mascarar isso, mas não foi um ano muito fácil.

Perdemos o Paulistão de maneira dolorida. Perdemos jogadores importantes por lesão. E, sendo sinceros, quase perdemos a esperança. Em determinado momento da caminhada, as vitórias pararam de vir, o bom futebol sumiu, as mudanças pareciam não fazer efeito. No entanto, nós estivemos lá. O tempo todo.

Fosse diante do Audax no primeiro jogo oficial, diante do Avaí em uma quarta pré-feriado ou na nervosa noite diante do Santos, nós – os bons meninos – estivemos lá.

Por isso, Papai Noel, entendo que o senhor nos deu o presente mais cedo. Por quê esperar até o dia 25 se dia 2 de dezembro  estava ali tão próximo? Muito obrigado por isso. Prometemos que 2016 vai ser ainda melhor; pode preparar o presente desde já.

Abraços,
Massa Alviverde.

Read Full Post »

1415

7 de dezembro de 2014 foi o dia do quase. Do quase “não acredito”, do quase “de novo”, do quase inferno.

Já 7 de dezembro de 2015 tem sido o dia do tomara. Tomara que o espírito da final continue, tomara que a equipe se afine, tomara que mais títulos venham.

A verdade, Palestrinos, é que muitos de nós já pagamos aquele dia da memória por opção própria, mas faz apenas um ano que saímos do pior cenário do mundo.

Certamente quem esteve no Allianz Parque naquela partida diante do Atlético/PR e esteve no mesmo palco na última quarta fez uma correlação entre os momentos. Lembrou do gol sofrido, do empate ainda mais sofrido e do sofrimento extremo que foi aguardar pelo final de outro jogo para poder respirar aliviado.

E é ainda mais bizarro pensar que faz um ano que um gol do Santos no último minuto nos tranquilizou, quase duas semanas que um não-gol do mesmo Santos nos deu esperança e cinco dias que pegamos entupimos a baliza do Gol Sul para pegar pênaltis junto com Fernando Prass.

São coincidências do mundo da bola, redondo que é.

Torçamos apenas para que não seja mera coincidência essa reviravolta que 2015 nos trouxe. Porque se tudo continuar andando nos trilhos, tenho certeza de que o dia 7 de dezembro de 2016 pode nos reservar algo ainda maior e melhor.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Ao contrário de Oberdan, Veloso, Sérgio e São Marcos, Fernando Prass não é da nostra escola de goleiros, Palestrinos. Mas a identificação do arqueiro com o Palmeiras é tão grande que parece ser.

E que fique claro que não estou falando somente de defesas. Afinal de contas, defesas e falhas são comuns, vêm e vão com os jogos. No entanto, palavras e atitudes são eternizada – e, em tão pouco tempo, Prass já é eterno.

Semana que vem, faz três anos que Prass chegou à Academia. Comparado a outros goleiros da nostra história é pouco, mas o momento era tão complicado que não poderia descrever melhor a figura do atual camisa 1. Estávamos de volta a Série B, a moral estava em baixa, os goleiros disponíveis só nos faziam chorar mais pela aposentadoria de Marcos e a confiança, definitivamente, era zero.

Só que Fernando Prass topou o desafio. Encarou os que falavam que ele estava dando um rumo tortuoso à sua carreira e disse, desde sua primeira entrevista, que era um orgulho vestir a camisa do Palmeiras. Independente da divisão, aquela escolha era algo que somente engrandeceria ainda mais a sua caminhada.

2013 foi complicado, mas o objetivo de voltar a elite foi alcançado sem maiores problemas. Veio 2014 e, junto com a alívio de ter escapado de uma nova queda no último minuto, veio a dor de uma lesão que tirou nostro arqueiro de meio campeonato. E quando chegou 2015, amigos, a coisa mudou.

Chegaram novos jogadores, novos patrocinadores, um novo ambiente. E nostra casa, reformada, virou um ponto de apoio. Estávamos sonhando novamente, pensando em voar alto e voltar ao patamar que é e sempre foi da Sociedade Esportiva Palmeiras. E, de novo, Fernando Prass foi o motor que ajudou tudo isso a se concretizar de fato.

A final do Paulista, alguns dos bons momentos vividos no Brasileiro e a taça da Copa do Brasil tiveram todos a participação ativa do nostro neo santo. Pegou pênaltis, fez defesas incríveis e, mais do que tudo isso, falou em prol de todos nós sempre que alguma pergunta maliciosa ou provocação estúpida era feita. Prass encarnou o Palmeiras e o Palmeiras abraçou Fernando Prass.

Por isso, sempre que lembrarem deste título, lembrem-se de Prass. O cara que não nasceu palmeirense, mas, acima de tudo, escolheu se tornar um. Prass sempre.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

O dia 12 de junho de 1993 é insuperável. Mas, guardadas as devidas proporções, dia 02 de dezembro de 2015 também pode se tornar um dia histórico para todos nós.

Para a história do clube, a noite da última quarta-feira já está marcada. Afinal, títulos são eternizados e assim será com nostro tricampeonato. A conquista da Copa do Brasil, no entanto, pode ir além de um troféu na prateleira: pode ser um sinal claro de novos tempos.

Quando enfiamos uma sacolada no Corinthians e acabamos com a fila de 17 anos sem títulos, começou uma nova era. Não apenas pelo investimento da Parmalat, mas também pelo bom futebol e confiança dos jogadores que passaram pelo clube na década seguinte. E, ao que me parece, a vitória nos pênaltis diante do Santos, combinada com o aporte financeira da Crefisa e da FAM, pode dar início a uma nova era vitoriosa na nostra eterna Academia.

Temos a base de um bom time, um treinador com DNA vencedor (três títulos nacionais em três anos) e um presidente que agora pode trabalhar sem pressão. Tudo isso, combinado a clara harmonia que foi construída entre torcida e equipe dentro do reformado Palestra Itália durante todo o ano de 2015, nos faz ver um horizonte de vitórias.

Um lugar onde Prass e Zé Roberto são líderes; onde Dudu e Jesus são os craques; onde Vitor Hugo, Arouca, Robinho e Barrios formam uma espinha confiável para uma temporada com Libertadores.

Como já escrevi aqui tantas e tantas vezes, acredito que o futebol é cíclico. Todos os clubes têm altos e baixos, por maiores e mais tradicionais que sejam. Os últimos anos foram de muito sofrimento para todos nós, mas, quem sabe, os próximos não sejam da mais pura e absoluta alegria?

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Se Marcos virou Santo por ser importante em momentos decisivos, por quê Prass não poderia ser canonizado na noite de hoje?

Se Neném já substituiu Arce e deu conta do recado, por quê João Pedro não poderia brilhar em uma vaga que nem tem um dono tão certeiro?

Se o jovem Roque Júnior mostrou personalidade logo que chegou a Academia, por quê o recém-chegado Vitor Hugo não poderia bater no peito?

Se um reserva do naipe de Agnaldo Liz nos guiou para o primeiro caneco da Copa, por quê Jackson também não pode?

Se o frágil Juninho nos conduziu no pressionado Alto da Glória, por quê o rodado Zé Roberto não pode nos conduzir até a mesma glória?

Se, apesar dos apesares, Galeano já nos deu tantas alegrias, por quê o promissor Matheus Sales não poderia copiá-lo na raça e na sorte?

Se o indiferente Darci já matou o Santos no mesmo torneio, anos atrás, por quê haveria de ser diferente com Arouca?

Se Alex Cabeção voltou do sono profundo por tantas e tantas vezes, por quê cazzo Robinho não poderia se inspirar em seu exemplo?

Se Mazinho “Messi Black” deitou e rolou rumo ao lugar mais alto do pódio, por quê Dudu passaria incólume?

Se a camisa 33 nos deu o bicampeonato através de Betinho, por quê não poderia fazer o mesmo vestida pelo predestinado Gabriel Jesus?

Se o trombador Óseas foi capaz de decidir a final de 98 para nós, por quê o matador Lucas Barrios não seria capaz de fazer o mesmo?

Se o estádio municipal de Barueri já foi palco de uma de nostras mais surpreendentes campanhas, por quê o Allianz Parque não será o local de mais um caneco?

Enfim, se é com Fernando Prass; João Pedro, Vitor Hugo, Jackson e Zé Roberto; Matheus Sales, Arouca e Robinho; Dudu, Gabriel Jesus e Barrios que entraremos em campo esta noite, por quê não acreditar?

Por que não ganhar?
Por quê não calar a todos?
Por quê não ser tricampeão?

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »