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Archive for março \17\UTC 2016

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Cuca chegou, Palestrinos. E nesta quinta-feira, diante do Nacional, tem não apenas uma estreia como também uma verdadeira final de Copa do Mundo pela frente.

Tudo isso porque o cenário não parece tão preocupante, mas pode ficar. O elenco continua sendo um dos mais completos do país, o título da Copa do Brasil é recente, a diretoria paga salários em dia, a massa tem jogado junto, mas… uma derrota hoje pode pressionar o novo treinador de maneira marcante.

Em outras palavras, caso a desclassificação venha, não irá para a conta de Cuca; já a pressão pelo Campeonato Brasileiro cairá em cheio nele.

Quem aliviou as coisas para ele foi Alberto Valentim. Embora o primeiro tempo tenha sido tão desesperador quanto as partidas diante de Rosário e Nacional, a segunda etapa mostrou um alento à torcida. O time tocou bem a bola, se compactou em linhas próximas e utilizou o que tem de melhor: a velocidade. Este é um caminho que Cuca deve ter em mente daqui pra frente.

Todas as melhores partidas que o Palmeiras fez em 2015 foram pautadas na rapidez de transição entre defesa e ataque. Por mais tentador que seja querer que a bola passe tranquilamente dos pés de Arouca para os de Robinho, dele para Dudu e de Dudu para os nostros atacantes, nostra equipe não funciona assim. Não trocamos passes pela posse de bola; trocamos passes para poder dar o bote em velocidade (algo que o Galo Doido/2013 fazia muito bem).

Hoje, no Uruguai, podemos e devemos esperar um Palmeiras diferente. Pautado na marcação leve de Gabriel, na velocidade de Dudu e Allione e no oportunismo de Robinho e Alecsandro – algo que a valentia de Valentim trouxe volta. Hoje, no Uruguai, podemos e devemos esperar pela vitória.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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PALMEIRAS X NACIONAL-URU

Foto: ALEX SILVA/ESTADÃO CONTEÚDO

Ontem foi um dia de despedidas, Palestrinos. Lá se foram 3 pontos importantíssimos, Marcelo Oliveira e a paz que havia voltado a pairar sobre a Academia de Futebol.

Mas a verdade é que Oliveira não cai pela derrota de ontem. A demissão de nostro ex-treinador é pautada na evolução negativa que a equipe vem mostrando desde o título da Copa do Brasil. Mesmo com o elenco principal mantido – e até mesmo com a chegada de alguns reforços -, o Palmeiras deste ano não empolgou em absolutamente nenhuma partida.

Mesmo nos jogos em que vencemos, ficava sempre aquela sensação de que poderíamos ter perdido. Foi assim diante do Rosário e até mesmo do Capivariano, fora as derrotas sofridas no Paulistão (que nem merecem ser comentadas). Na minha opinião, a passagem de Marcelo Oliveira pelo Palestra foi um jogo do 7 erros, os quais especifico melhor abaixo.

#01. Pragmatismo tático: o time jogava no 4-2-3-1 e ponto. Não interessa qual seria o adversário nem mesmo quais atletas estavam a disposição, Oliveira nunca mudou o sistema de jogo. E quando fingiu que faria isso, escalou os jogadores errados nas posições erradas.

#02. Trocando alhos por bugalhos: nem sempre a questão é quem joga; muitas vezes é onde esse atleta joga. Escalar Robinho na ponta direita e Dudu centralizado, por exemplo, é um erro crasso. Insistindo nisso, nostro ex-comandante bloqueou o que de melhor em ambos os atletas, além do andamento do time. Pode-se fazer a mesma leitura na dúvida entre Zé Roberto ser meia ou lateral, Jean ser segundo volante ou meia e por aí vai.

#03. Aposta nos figurões: embora conte com bons jovens no elenco, o único que Marcelo prestigiou foi Gabriel Jesus. Manteve Thiago Matins e Nathan fora para colocar Leandro Almeida e Victor Ramos; deixa Lucas em péssima fase atuar sem nem levar João Pedro ou Taylor para o banco; e simplesmente podou do time nomes como Matheus Sales e Erik.

#04. Sociedade Espalhada Palmeiras: a compactação do time era digna de pelada de final de semana. Todos os jogadores esparramados pelo campo, nenhuma aproximação e possibilidade zero de sair uma simples tabela. O esquema tático era cada um por si: pegou a bola, se vira.

#05. Aerotime: o Palmeiras deve ter um dos ataque com menor estatura do país. No entanto, mesmo com Cristaldo, Allione, Dudu, Jesus e Robinho em campo, a única jogada que tínhamos era chegar até a linha de fundo para cruzar. Quando funcionou, foi só com a bola parada.

#06. Time de um tempo só: exceto pelo jogo decisivo da Copa do Brasil, o Palmeiras nunca jogou 90 minutos de bons de bom futebol com MO. Por vezes jogava muito bem o primeiro e depois recuava bizarramente no segundo; em outras ocasiões começava muito mal a partida e corrida para se recuperar no segundo; mas manter uma sequência que é bom… nada.

#07. Não aproveitou o apoio: a torcida do Palmeiras gostava de Oliveira. Deixou isso claro antes e depois de várias partidas (inclusive ontem) e as coisas ainda melhoraram após a conquista da Copa do Brasil. O que ele fez, no entanto, foi enfiar sua cabeça ainda mais em crenças só dele, fazendo com que a nostra voz naturalmente mudasse de opinião.

Enfim, lá se foi Gargamel. Confesso que não confio tanto no trabalho de Cuca, nem acho que hajam bons nomes disponíveis no mercado, mas a mudança se fez necessária. Esperar por uma eliminação precoce na Libertadores seria o pior dos mundos.

Marcelo Oliveira sempre terá seu nome em nostra história graças ao troféu conqusitado em 2015, mas, no almanaque do futebol, errou demais. Que se encontre em outro lugar.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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