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Archive for outubro \31\UTC 2018

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Por mais que números, estatísticas e probabilidades tentem explicar ou diagnosticar esse jogo que tanto amamos, uma coisa é incontestável: o futebol não se explica.

Ou você é capaz de explicar como um limitado Euller entra em campo aos 40 minutos do segundo tempo e seis minutos depois, com uma cabeçada e uma trombada, classifica o Palmeiras em um jogo perdido? É possível explicar uma falta do meio-campo entrar no ângulo aos 43, dando a vantagem de três gols que você precisava? E um chute do meio da rua, fora de casa, minutos antes da desclassificação? Me diz como conta para uma criança que o primeiro tempo virou 3 a 0 pra gente, mas depois levamos quatro

Na vitória ou na derrota, o futebol não se explica.
Por isso é que se há de jogar.

Há de se correr a exaustão, acreditando que o todo o suor derramado voltará em forma de gols. Há de gritar e apoiar até o jogo acabar, sem olhar para o relógio ou para o placar. Há de se defender como se o mundo dependesse de ti e de se atacar como se outro mundo só nosso fosse surgir quando a bola tocar a rede.

Há de se acreditar no goleiro da medalha olímpica e de tantas defesas no ano. Há de se apoiar a dupla de laterais que nunca chegou a ser titular, mas virou. Há de se levantar na arquibancada como se jogássemos para cima a dupla de zaga improvável que nos conquistou. Há de se orgulhar de um meio-campo técnico que, se não jogou na Bombonera, pode jogar – e muito! – hoje. Há de se endiabrar com dois dos melhores pontas do futebol brasileiro, trincando com um 9 que parece bobo, mas não é. Há de se olhar para o banco e confiar em quem já nos deu tanta alegria.

Mas, acima de tudo, há de se lembrar que tudo o que passamos nos últimos 104 anos de história não vão mudar com o resultado do jogo de hoje.

Aliás, há de se lembrar que resultados não explicam jogos. Ou você acha que não estaríamos elogiando a tranquilidade de um jogo sem gols na semana passada, não fosse um apagão de cinco minutos? Ou acredita de verdade que o Grêmio de Renato não seria coberto de louros pela vitória sem grandes emoções diante do River, não fossem casos e acasos?

Há de se acreditar. Há de se apoiar.
E, acima de tudo, há de se jogar futebol.

Vamos, Palmeiras!

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Caro Palestrino,

Eu sei que hoje está difícil de acreditar, mas vai dar.

Apesar da ressaca, da revolta, da retranca, da realidade, dos malos recuerdos, falsos regalos e da reviravolta… vai dar.

Mesmo com a desvantagem, o demérito, as derrapagens, o decréscimo, a debilidade e o descrédito… vai dar.

Muito embora vá ser complicado, combalido, confrontado, combatido, descompensado e desconversado, compelido… vai dar.

Porque é futebol. Tem bola parada, bola rolando, bola desviada, na trave e entrando, jogada ensaiada, certa e errada, acaso e por acaso, vitória e virada.

Vai dar porque tem Dudu, William, Moisés, Weverton, Mayke, Cachorro Louco, Goméz, Luan, Dracena, Deyverson, Diogo, Lucas Lima, Borja e Felipão. Tem corredor verde na Turiassú, Palestra lotado, time empurrado, adversário calado e porque Libertadores – você bem sabe – é obsessão.

Vai dar porque estaremos todos lá. De corpo e mente presente. Porque já passamos por dias melhores e piores, tivemos heróis e algozes, lentos e velozes, mas nunca descrentes.

Eu sei que hoje está difícil de acreditar, Palestrino. Mas vai dar.

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