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Posts Tagged ‘1993’

Domingo tem Choque-Rei, Palestrinos.

E eu duvido que alguém aqui não está com aquela saudade de ganhar bem um clássico. Saudade daquele jogo tenso, disputado, pegado, apertado, na bola, na raça, na rede, no grito nervoso da arquibancada… jogar clássico é jogar a vida em 90 minutos!

Sejamos sinceros, já faz tempo que não temos uma boa vitória em jogos deste porte. Até porque Santos é clássico também, mas, pra mim, Curintia e SPFW vêm muito acima da lambarizada em importância histórica. E, falando nos cor de rosas, confesso que uma das grandes memórias que trago da minha infância foi forjada em um Palmeiras x SP.

4 de dezembro de 1993 era um domingo. Eu, então com 8 anos, estava naquele Morumbi abarrotado de gente com meu pai, meu irmão e um amigo. Era seminifinal de Brasileiro e, mesmo com a Era Parmalat começando em grande estilo, nostros rivais estavam vivendo os melhores anos das suas vidas. Era um duelo em que, sem exageros, qualquer coisa poderia acontecer.

O estádio estava abarrotado e dividido ao meio (saudade disso também). Nós estávamos nas numeradas, bem abaixo da arquibancada vermelha. E naquele dia, por algum motivo, César Sampaio estava possuído pelo demo. Marcou e atacou o jogo todo, de maneira impressionante. Então, em uma jogada linda do camisa 5, ele serviu Edmundo e o Animal chapou a bola cruzada no canto: 1×0 pra gente. A partir daí, amigos, com a classificação a nostro favor, a pressão do São Paulo cresceu de maneira assustadora: eram ataques, ataques e mais ataques do time de Telê.

Foi quando Sampaio, com aquela cadência meio Dudu/Ademir de ser, rouba uma bola de Leonardo e arranca de trás do meio-campo em um contra ataque. Procura o passe e, sem achar ninguém, ninguém mesmo, resolve correr com ela. Passa por um, por dois e quando Zetti sai nele, simplesmente o finta com o corpo e toca pro fundo do gol. Eu, que tive a brilhante ideia de ir mijar minutos antes do gol, saí correndo do banheiro do Morumbi e, quando apontei no alto dos degraus, consegui ver meu pai pulando de alegria lá longe. Chegando perto dele, ele apenas me chacoalhava e gritava “Que golaço, que golaço!!!”.

A maldição de eliminações para aquele time maldito havia terminado e estávamos na final. Foi, literalmente, lavar a alma. Foi ir além, ter esperança, dormir embriagado de alegria.

E é isso que eu quero domingo. Que Wesley encarne Sampaio, Kardec entre de Evair, Leandro seja Edmundo, que o Pacaembu substitua aquela numerada do Panetone e o nostro Verde vença rumo ao esperado caneco. Vencer clássico não tem preço e este, Palestrinos, terá sabor especial.

PRA CIMA DELAS!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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sampaioxsp

Aproveitando a humilhação sofrida ontem pelo time do Jardim Leonor, em pleno Panettone, gostaria de contar para vocês mais uma dessas minhas histórias inesquecíveis de estádio.

Na verdade, essa foi bastante esquecível.

Era dia 04 de dezembro de 1993, o Morumbi estava lotado e lá estavámos eu (com meus 8 anos), meu pai e meu irmão nas numeradas mistas da Bambineira. O jogo estava muito parelho, com os dois times atacando bastante.

Eis que Edmundo, sempre endiabrado contra elas, abre o marcador para o Verdão. Festa total. Os são paulinos sentavam e se escondiam enquanto nós batíamos no peito, orgulhosos. Só que, a partir do gol, o time de Telê veio pra cima.

E foi uma pressão quase insustentável.

Tanto que, lá pelas tantas da segunda etapa, depois de eu pedir pela milésima vez para alguém me levar ao banheiro, meu irmão pegou na minha mão e disse: “vamos que a coisa tá feia”. Assim, corremos até o banheiro.

E lá, enquanto urinávamos no banheiro vazio, ouvimos o tradicional grito de gol. Gol? Só podia ter sido contra o Palestra… a pressão estava demais. Mas corremos, ainda esperançosos, com as calças nas mãos. E quando apontamos lá em cima dos degrais, vimos nosso pai pulando feito um canguru.

Meu Deus, era gol do Palmeiras!!!

Só o fato de termos perdido o gol já seria ruim. Mas então, ao chegar do lado do meu pai, o velho me chacoalhou e gritou: “E que golaaaaaaaaaço!!!”. Pronto… eu havia perdido um golaço.

E do Sampaio! Driblando todo mundo!

O jogo foi 2 a 0, fomos campeões brasileiros e foi o domingo em que eu mais assisti mesas redondas na minha vida.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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