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Posts Tagged ‘2011’

Faço minhas as palavras de São Marcos, Palestrinos.

“Seria melhor termos perdido para o Coritiba e ganhado do Grêmio, do que ter empatado os dois jogos”. É claro que a obviedade de fazer três pontos ao invés de dois se faz flagrante, mas a declaração de nostro santo arqueiro vai um pouco além: ele se refere à necessidade de vencer. O Brasileirão é assim, já que o que desempata times com a mesma pontuação é o número de vitórias. E se na quarta-feira empatamos por culpa do árbitro, sábado foi por nostra própria incompetência.

O JOGO
A partida pode ser resumida em uma frase: o Grêmio veio segurar o empate e o Palmeiras não fez por merecer a vitória. Em um 4-4-2 torto, que colocava Patrik no lugar de Luan, o Palmeiras foi a campo sabendo que precisava improvisar para vencer. Era dia de uma jogada improvável de Valdívia, um chute bem dado por Assunção, de uma jogada diferenciada de Kléber; no entanto, nenhum deles fez o que se esperava.

No primeiro templ, inclusive, mais sofremos do que levamos perigo. Todas as bolas paradas do time visitante eram motivo de perigo e Marcos sofreu pra segurar o zero no placar com socos e defesas providenciais. É justo dizer que Valdívia tentou, driblou e deu bons passes, mas o restante do time (exceto por Cicinho, que fez boa partida) estava apático demais.

Veio a segunda etapa, entrou Dinei e o Verdão começou a pressão que estava faltando. Tivemos chances em bom chute do Mago, em cruzamento que Patrik jogou pra fora, em outro bom arremate do camisa 40 que parou em Victor e em arremate de Dinei travado pela defesa.

A verdade é que parece muito, mais foi pouco para quem jogava em casa. Precisamos atacar e chutar mais, senão o zero continuará persistente em nostro placar.

TROFÉU SÃO MARCOS
Cicinho atacou, defendeu e ainda compensou a fraca atuação de Patrik na direita.

TROFÉU RIVALDO
Kléber decepcionou demais. Apesar da luta tradicional, não tentou um drible e também deixou de arrematar em gol quando teve a chance.

A FALTA QUE FAZ O CAMISA 9
Se até Dinei faz a diferença quando está em campo, imaginem o que não faria um belo centroavante com a nostra camisa 9…

E AGORA?
Agora temos uma seqüência de duas partidas com o Vasco: uma nesta quinta-feira, pela Sil-Americana, e outra no domingo, pelo Brasileirão. Os dois embates serão em São Januário e Felipão deve poupar alguns jogadores no jogo deste meio de semana. Eu, pessoalmente, acho que tem que jogar todo mundo sempre, o Palmeiras precisa ser forte no torneio que for.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Demorou, mas aconteceu, Palestrinos!

Não sei nem dizer há quanto tempo não tínhamos uma rodada como esta… vencer bonito dentro de casa em um dia e assistir bâmbis, gambás e lambaris perdendo no outro. A rodada só não foi totalmente perfeita porque o Flalixo venceu novamente. Mas, para quem começava a cambalear no campeonato, essas duas vitórias seguidas servem para animar e esquentar a briga pelo G4. Que venham os coxinhas!

O JOGO
Sem Kléber e Márcio Araújo, suspensos, Felipão não inventou e manteve o mesmo sistema de jogo para enfrentar o combalido Galo. Colocou Dinei na frente, João Vitor de volante e apostou no agora contratado Luan para fechar o quarteto ofensivo com Valdívia e Maikon Leite.

E foi com muita correria e passes errados que o jogo começou: disposição demais, passes errados demais, emoções de menos. Mas não demorou muito para a partida pegar fogo. Ao melhor estilo Ronaldinho-Copa 2002, Marcos Assunção bateu pra área, a bola subiu em demasia, mas encobriu com perfeição Giovanni: Verdão 1 a 0. O problema foi que, mal a bola rolou, Magno Alves girou, o chute desviou e o time visitante empatou ainda aos 15 minutos.

Daí até o final da primeira etapa o jogo ficou extremamente aberto. Valdívia brilhava de um lado, obrigando o mesmo Giovanni a fazer boas defesas, enquanto Magino Alves assustava Deola do outro. A correria, no entanto, cessou e o primeiro tempo terminou empatado.

Mas quando o relógio apontou quase que o mesmo tempo do primeiro gol, agora na segunda etapa, Luan fez o “gol do fico”. A bola rebatida sobrou na entrada da área e ele, de perna direita, desempatou para o Verdão. Daí pra frente foi um Deus nos acuda: pressão do Atlético, sufoco no Canindé. Nem quando San Genaro nos iluminou, e Patrik fez o terceiro, tivemos calmaria: de novo sofremos um gol na saída de bola.

A coisa seguiu quente até o final, mas o Canindé nos dá mesmo sorte. Verdão 3 a 2, muita disposição em campo e uma semana perfeita fora dele.

TROFÉU SÃO MARCOS
Marcos Assunção participou dos dois primeiros gols e ainda marcou muito.

TROFÉU RIVALDO
Gerley falhou feio no segundo gol e mostrou insegurança durante a partida.

E AGORA, CAÇA-BALADAS?
E não é que os dois jogadores mais criticados da última semana decidiram a partida? Será que é porque eles não foram para a bala ou o “genial” disque-denúncia funcionou? Por San Genaro, não venham me dizer que Luan e Assunção jogaram bem porque torcedores chatospra burro os pressionaram…

REVANCHE MARCADA
É quarta-feira, às 22h, em Curitiba. O que aconteceu será lembrado por muito tempo, mas eu duvido que iremos ver algo parecido ao ocorrido no início do ano lá no Couto Pereira. A derrota pode até vir, futebol se decide dentro de campo, mas aposto que a nostra postura será totalmente diferente.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Ganância: esse é nome da nostra diretoria, Palestrinos.

Afinal, todos sabemos que virou lugar comum no futebol falar que o Palmeiras não revela ninguém. Questiona-se quais são os atletas formados no clube que fizeram sucesso no time de cima e, fazendo uma auto-crítica, nunca temos a resposta. O último “garoto” representativo a brilhar em campo foi Deola; antes dele, só consigo lembrar de Vágner Love.

No entanto, o maior problema é que tudo isso é um contrasenso.

Explico: já faz algum tempo que o clube passou a investir nas categorias de base. Colocou dinheiro, construiu um CT razoável em Guarulhos, espalhou alguns olheiros país afora e começou a trabalhar com treinadores bem preparados. O problema é que, por diversos motivos, aproveitamos mal os garotos.

O primeiro câncer do Palmeiras é o time B. O que era, e recentemente voltou a ser, uma equipe só de garotos foi por muito tempo um depósito de encostados. Todos os jogadores que eram contratados e deixados de lado iam para lá, tirando o espaço da base e inchando o plantel.

O segundo grande problema é a troca de treinadores expressa. Com tanto entra e sai de técnicos, não dá pra esperar que um garoto seja observado a tempo de subir para o time principal. Basta lembrar que jogadores como Elias e Bruno César, por exemplo, já fizeram parte do nostro elenco e jamais disputaram uma partida oficial.

Já o terceiro, e na minha opinião maior problema, é a ganância dos dirigentes. Tudo bem que estamos com o pires na mão, devendo pra Deus e o mundo graças as péssimas e sucessivas más administrações, mas a mentalidade de vender o quanto antes é ridícula! Foi assim que fizemos, por exemplo, com os ainda garotos Zé Love, Taddei e Edmílson – nenhum deles é craque, mas tinham capacidade para crescer jogando com o nostro manto.

O assunto da semana é o garoto Vinícius. Mal subiu para o profissional, o menino recebeu uma proposta da Itália e a diretoria, óbvio, ficou animadíssima para negociá-lo. Vá lá que um garoto de 17 anos, ainda que tenha histórico de ser convocado para as seleções de base, pode não se tornar um grande jogador. Mas daí a aceitar a primeira proposta por ele é idiotice!

O próprio Miguel, atacante da base que joga também em todas as seleções de base, está cogitando deixar o clube. Leia bem: DEIXAR O CLUBE, não ser emprestado e voltar, que é o caminho natural a se fazer quando um atleta muito novo precisa ser testado e ganhar experiência.

Taí o contrasenso que comentei lá em cima. Inveja-se os jovenas valores de Santos, Inter e Grêmio, mas na hora que se revela algum talento, vende-se de primeira. Se é pra ser assim, nem invistam na base: invistam na bolsa.

Vinicius e Miguel, os pratas da casa.

 

Siamo Palestra!

ROJAS.

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É claro que a derrota dói, Palestrinos.

Nunca é fácil perder um clássico, ainda mais quando se joga melhor do primeiro ao último minuto de jogo. Eu sou o primeiro a dizer que esses jogos são diferentes e que as vitórias valem muito. Mas tenho plena certeza de que os aplausos da nostra massa ao final da partida mostra o quanto fomos gigantes. Mesmo com as expulsões, mesmo com as contusões, mesmo com o nervosismo, mesmo com tudo o que todos vimos ontem no Pacembu, o Palmeiras deu orgulho.

Aliás, discordo de todos aqueles que dizem que o Verdão entrou em campo nervoso demais. Exceto por Kleber e Danilo, que cometeu uma estupidez sem tamanho e necessidade, o time estava centrado em jogar desde o primeiro segundo. Como se pode dizer que o Palmeiras entrou pra matar todo mundo se Valdívia, Cicinho, Márcio Araújo, Assunção e Luan jogavam tanta bola?

A verdade é que até o momento da expulsão de Danilo, éramos donos da partida. Depois dali, daquela confusão, da expulsão de Felipão e das lesões do Mago e de Cicinho, pouco futebol se viu no 1º tempo. Tínhamos tudo pra voltar do intervalo acuados. Mas, definitivamente, não foi o que aconteceu.

Com o guerreiro Márcio Araújo revezando com João Vitor pela direita, Assunção marcando demais, Luan tomando conta da esquerda e Kleber brigando tradicionalmente lá na frente, fomos surpreendentemente melhores. O gol de bola parada era a arma que tínhamos. Só não contávamos com o empate também em um escanteio – único lance em que um time com um a menos não pode errar.

Ainda metemos bola na trave e tivemos diversas chances na mais pura raça, mas o 1 a 1 levou o jogo para as penalidades. E aí nem vale a pena sacrificar o garoto pela cobrança perdida; são méritos do goleiro adversário.

Por tudo isso, fico com a certeza de que 2011 será bem melhor do que os últimos anos todos. Temos um time com alma, com raça e com vontade. Orgulhemo-nos!

DANILO
Quem acompanha todas as partidas do Verdão sabe d0 temperamente do nostro camisa 23. Não é raro vê-lo cometendo faltas desnecessárias ou colocando o dedo na cara de atacantes caídos. Ontem, mais uma vez, ele errou feio.

ARBITRAGEM
Que me desculpem os mais xiitas, mas não acredito e nunca vou acreditar em complô. Existem, sim, erros. E infelizmente Paulo César de Oliveira erra demais contra a gente. Acertou incontestalvemente nas expulsões de Danilo e de Felipão, mas errou ao não dar o mesmo peso para o revide de Liedson e o chororô incessante de Tite – fora a vista grossa para as entradas em Kleber.

Não vou colocar a culpa nele, mas mudou completamente o jogo.

AGORA É COPA DO BRASIL!
Temos um elenco preparado, um time com fibra e qualidade necessária para bater o Coritiba em dois jogos. Será bem complicado enfrentá-los, ainda mais no Couto Pereira, mas confio em Felipão e nos nostros atletas. Vamos pra ganhar e ganha bem.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Passou, Palestrinos…

A ferida ainda arde quando esbarramos em alguma lembrança referente à noite de quarta, mas o processo de cicatrização está em andamento. A dor, a decepção, a noite mal dormida, o choro copioso do garotinho, a Copa Sulamericana, tudo vai virar passado.

Só que é nostro dever de torcedor pensar no futuro.
Afinal, não dá mais para se conformar com a mediocridade.

Independente de termos uma história de glórias, os últimos dez anos foram inaceitáveis! Não porque não ganhamos muitos títulos – isso é do futebol, é do esporte como um todo -, mas porque estamos sendo administradoss por amadores. E já faz muito mais de uma década!

Nós simplesmente nos acostumamos.

Sem desmerecer o que fizemos dentro de campo, é bom lembrar que os anos 90 foram de glórias porque conseguimos uma parceira que não só injetou dinheiro, como injetou profissionais capacitados para gerir o Palmeiras. Ali, apesar do conhecido câncer chamado Mustafá Contursi, vivemos um período mágico por sermos bem administrados.

E nos acostumamos.

Quando o sapo gordo saiu e Della Monica entrou, nostra esperança pós-Série B voltou. Voltou, engasgou, mas quando Belluzzo entrou na transição seguinte, vibramos novamente com a chance de ter um grande comandante. Gerir futebol, porém, é bem diferente de gerir um escritório de advocacia ou uma consultoria empresarial. Você não ama seus clientes, mas ama o seu time. Foi aí que Belluzzo se perdeu e que nós ficamos novamente na mão.

Novamente nos acostumamos.

Agora, com as eleições chegando em janeiro, o cenário não é menos desesperador: Palaia retrógrado de um lado, Tirone “Contursi” do outro e Paulo Nobre no meio do muro. Não tem pra onde correr, percebem? Nostra cúpula é formada em sua maioria por senhores desatualizados, enraizados por correntes políticas, sem livre pensar. São fantoches de mãos poderosas.

Percebem o tamanho do problema?
Percebem que o futuro já nasce comprometido?
Percebem que não podemos nos acostumar com isso também?

Repito: não estou falando de títulos. Porque quando se é um time grande, eles vêm, é mais do que natural. Nostro problema é bem maior, é uma administração falha, uma coisa que já vem de anos e anos. Mas o caso é desesperador, é frustrante, é inaceitável! Me dá vontade de abrir a janela e gritar, me dá vontade de chutar a cadeira como fez o já famoso japoneisinho flagrado no jogo de quarta.

O problema é que isso não resolveria nada. E, na verdade, eu não sei como resolver. Me desculpem, aliás, por escrever tudo isso sem ter uma solução. Eu nem entendo tanto da política interna do Verdão para saber quem é ruim e quem é bom. Só sei que, de bom mesmo, só temos a nostra torcida. Nostra massa alviverde, nostra voz que tanto canta e que tanto vibra.

E talvez sejamos nós que tenhamos que encontrar a solução para este buraco. A Rádio Mondo Palmeiras, através de Miguel Nicolelis e Roberto Gianetti, sugeriu o voto direto para presidente do clube. E é muito interessante, confesso, se conduzido da maneira correta. Mas se já erramos tantas vezes com presidentes da república, quem garante que saberemos também escolher o presidente da nostra república verde?

Não quero que, tal qual um clube inglês, nostra Sociedade Esportiva seja tomada por um empresário maluco. Não quero pertencer a Traffic, Sonda ou qualquer outro conglomerado. Não quero que a nostra paixão fuja de nossas mãos!

Entre essa indefinição, reformulação do elenco e críticas, confesso estar perdido. Mas cheio de vontade de ajudar da maneira que puder. Sugiro procurarmos a solução. Se você tiver uma idéia, por favor, mostre-a! Seja pra mim, para o Verdazzo, o Forza Palestra, a Rádio Mondo Palmeiras, pra quem for. (eu não os conheço, mas admiro estes espaço e tenho certeza de que eles partilham do meu desespero)

Enfim, vamos salvar o Palmeiras.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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