Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘2012’

Sejamos francos, Palestrinos: nostra fase vai de mal a pior.

O time não apresenta melhora, as variações táticas tampouco e a impaciência aumenta a cada jogo. No entanto, digo de peito aberto que eu escolhi esperar. E quando digo esperar, me refiro a esperar pelo melhor, óbvio.

Primeiro porque não há tempo para mudar mais nada. Gostemos ou não o elenco está fechado, Marcelo Oliveira seguirá como treinador e, com os recentes tropeços no Brasileirão, a Copa do Brasil virou nostra única aposta para o ano.

Segundo porque é verdade que nostro time oscila demais, mas, em um duelo de 180 minutos, um só tempo muito bem jogado pode fazer toda a diferença. Nós já vimos este mesmo elenco ter momentos especiais diante de Cruzeiro, Inter e Corinthians esta temporada e podemos acreditar em ao menos 45 minutos muito bem jogados na decisão.

Terceiro porque, jogador a jogador, não consigo ver favoritismo de nenhum dos dois lados. Embora o momento do Santos seja muito melhor, nós temos um grupo que pode trazer o título pra casa. Eu quero acreditar em Prass, Vitor Hugo, Arouca, Zé, Jesus, Barrios. Faço questão de acreditar que, no mínimo, eles vão se doar dentro de campo.

E por último, mas não menos importante, porque é nestes momentos que a camisa pesa. E como pesa! Independente do que temos apresentado dentro de campo, somos e sempre vamos ser o Palmeiras. Sem exageros ou pieguice. Não precisa ser o Zé Roberto nem bater no peito do amigo ao lado para saber que o Palestra é grande… Basta lembrar o gol espírita do Óseas em 98, os dois tentos do Euller contra o Flamento em 99 e até o improvável gol do esquecível Betinho em 2012.

É normal estar ansioso e preocupado.
Anormal é desacreditar que podemos chegar lá.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Anúncios

Read Full Post »

Parece que quanto mais rezamos, mais assombração nos aparece, Palestrinos. Depois de achar que tínhamos exorcizado Valdivia, ele voltou a tona com força.

Talvez por estar prestes a deixar o país ou por simples vontade de aparecer, o chileno fez críticas a Paulo Nobre e Alexandre Mattos, inundou as manchetes “esportivas” e, de quebra, trouxe Marcos Assunção junto com ele. Não que quisesse de fato trazer o volante de outrora para discussão, mas, ao citar o nome do ex-companheiro em suas entrevistas, deu chance de resposta ao veterano cobrador de faltas. E foi aí que o bicho pegou.

A real é que a imprensa adora este tipo de matéria e é óbvio que as palavras do meia iriam causar. O barulho foi tanto que o assunto dominou todas as redes sociais alviverdes – além, é claro, dos já tradicionais grupos de WhatsApp. O que mais me intriga nisso tudo é: por que diabos estamos falando sobre isso?

Tanto Valdivia como Assunção são jogadores comuns e nenhum deles irá constar em nostra história gloriosa. Ajudaram dentro de campo em alguns momentos importantes do Século XXI, mas foi só isso. Pouco ou nada importa se eles brigaram, discutiram ou se mataram. Dar cartaz a esta polêmica é alimentar assunto vazio.

Ao invés de falarmos disso, por exemplo, por quê não saudamos São Marcos? Hoje nostro eterno ídolo completa 42 anos e merece todos os posts e papos de bar da nação palestrina. Seja debaixo das traves ou com o microfone na mão, Marcão sempre nos deu alegrias. Parabéns ao Santo e vida longa aos craques que já envergaram nostro manto alviverde?

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

 

1) Idolatria – Talvez você não saiba, Hernán, mas a torcida do Palmeiras é extremamente exigente. Nossos ídolos são Ademir da Guia, Dudu, Marcos, Rivaldo, Evair… E você, em menos de um ano, já mostrou que tem tudo para estar ao lado deles. Basta querer.

 

2) Casa – Olhe bem para a sua carreira e responda: quantas vezes você já jogou em um clube que realmente pode chamar de “casa”? Sua maior passagem por uma equipe foi na LDU, com apenas dois anos. Você está com 28, aceite o Palmeiras como o seu lar e fique o quanto quiser.

 

3) Gols – Centroavante que é, você sabe que sua fama é feita por gols. E isso você sabe fazer. Foram quase 30 este ano, no campeonato mais forte que você já disputou. Ano que vem, com a total confiança do time e da torcida, disputando todos os jogos, tende a marcar ainda mais.

 

4) Seleção – Você chegou até a seleção argentina marcando gols pelo Palmeiras. E ano que vem vai jogar nada menos que uma Taça Libertadores. É claro que você quer ter a certeza de que teremos um elenco forte e que a Série B te assusta, mas seja sincero: a Série B do Brasileiro é muito mais fraca que os campeonatos argentino, paraguaio, sérvio, chinês e equatoriano?

 

5) Série B, aqui, é A – Jogos semanais na televisão. Cobertura total da mídia. Times competitivos. Se você acha que jogar a segunda divisão vai te tirar de foco, caro Pirata, pode pensar de novo porque acontecerá exatamente o contrário. Pergunta lá pro Sabella!

 

6) Copa caseira – A Copa será aqui nos trópicos, Barquito. E não há Higuaín ou Agüero que conheçam ou sejam mais respeitados neste país como você já é. Pense bem.

 

7) La plata – Sejamos práticos: a Europa paga bem e, se você receber uma proposta, o dinheiro pesa. Mas lembre-se de que, aqui, você não receberá somente o salário do clube; com a fama conquistada aqui no Brasil, você vai conseguir fazer campanhas publicitárias e arrebanhar diversos patrocínios pessoais.

 

8) Exemplo Santo – Marcos, campeão do mundo em 2002, não só jogou a Série B no ano seguinte como foi o líder da equipe – motivando e ensinando a molecada. Se você pretende continuar a trilhar seu caminho de ídolo, não nos abandone em um momento tão complicado quanto este.

 

9) Um novo Palmeiras – Recentemente, ninguém representou tão bem a imagem de um Palmeiras vencedor como você. Embora Assunção seja mais experiente e tenha mais tempo de casa, é em você que confiamos e depositamos todas as esperanças quando a bola rola. Seja o incentivador dessa nova cara da Sociedade Esportiva Palmeiras.

 

Com carinho,
ROJAS.

 

Siamo Palestra!

Read Full Post »

Torcer pelo Palmeiras nos últimos dois meses foi como torcer por um parente que está em coma profundo. Todos nós sabíamos que a recuperação era possível, mas tínhamos ainda mais consciência de que era algo quase intangível, próximo de um milagre sem precedentes.

Assim, acreditamos e nos apegamos aos pequenos sinais vitais demonstrados. As boas vitórias sobre Ponte Preta e  Cruzeiro, por exemplo, soaram como se aquele amado guerreiro tivesse mexido os dedos e entreaberto os olhos. Sinais que, infelizmente, não demoraram a se mostrar ilusórios.

Mas nós, apaixonados, não desistimos. Mesmo depois de uma partida desastrosa no Morumbi e de uma derrota quase fatal para o Coritiba, acreditamos. Mesmo quando o médico nos chamou em silêncio ao corredor e nos comunicou que era questão de tempo. Mesmo quando todos já preparavam o velório, nós estávamos lá.

Ontem, contudo, os aparelhos finalmente foram desligados. E, a curto prazo, acabou a esperança. Não a esperança de ver ressurgir o nosso Palmeiras, porque essa, façam quantos velórios fizerem, nunca se esvai.

Quem morreu foi este time, não a nossa idolatrada Sociedade Esportiva Palmeiras. O Palestra que amamos segue vivo e cada vez maior, embora tentem diminuí-lo a cada ano que passa.

Portanto, choremos hoje, mas nos reergamos amanhã. Porque se não formos nós a mudarmos este clube, não serão as ratazanas a fazê-lo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Hoje eu acordei, dei de cara com duas camisas do Palmeiras no varal de casa, abaixei a cabeça e segui reto e rápido pela cozinha. Mas, naqueles poucos segundos que fiquei observando-as, me bateu uma tristeza profunda.

Ambas são praticamente idênticas, titulares, recebidas como presente de aniversário por pessoas que eu amo. A pequena diferença é que uma tem o escudo de campeão da Copa do Brasil e a outra ainda não – o que me fez lembrar dolorosamente do título conquistado a apenas dois meses.

Quando ganhamos a taça, me lembro de bradar por todos os cantos que a fase havia mudado. Ledo engano; a fase (ruim) desgraçadamente continua. Ontem foi a derrota que eu menos senti na história do dérbi. Logo eu, sempre otimista, pela primeira vez na vida assisti a um clássico calado, apático, abnegado. Não abri a boca, não reclamei, não elogiei.

O Palmeiras, que já não tinha tanta qualidade técnica nem um emocional apurado, agora também é um time sem comando. Querendo vocês ou não, Felipão era o melhor comandante. E não tem Narciso, Jorginho, Leão ou Kleina que salvem o time agora. Fico feliz por ver o comportamento da torcida ontem e por falar com palestrinos que ainda acreditam; mas eu, sinceramente, já joguei a toalha.

Aquelas camisas vão continuar indo e voltando para o varal porque nunca as deixarei de usar. Da mesma forma seguriá a minha tristeza, estampada na janela do meu rosto todos os dias, por muito tempo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

A semana não passa, Palestrinos.

Não importa o quanto você trabalhe, estude, se mate, se ocupe… a semana não passa! E essa ansiedade genuína é digna daqueles que chegam a uma decisão tão importante.

E pouco  me importa que muitos queiram diminuir este nostro momento: só nós é que sabemos o real tamanho dele. Só nós é que sofremos e esperamos tanto por uma final deste calibre. Só nós temos a consciência do quanto esta taça pode fazer a diferença para a nostra história daqui para frente.

Quando o árbitro apitar e a bola rolar na Arena Barueri, vai estar em jogo não só a final da Copa do Brasil, mas também uma possível mudança de rumo em nostra combalida história atual.

Que Bruno esteja iluminado pelo espírito de São Marcos, que Luis Pereira se faça incorporado em Thiago Heleno, que a raça de Galeano sue a camisa de nostros volantes, que maestros como Alex, Djalminha, Da Guia e Rivaldo inspirem Valdivia, que Evair encarne em Barcos e que Felipão seja Felipão.

É quinta-feira!

_______________________________________________________

Desculpem estragar o post motivacional com este assunto, mas é um absurdo o horário do jogo ter sido mudado para às 21:50h não para a Globo transmiti-lo, mas para não concorrer com a audiência da novela. E absurso maior ainda é a nostra diretoria sequer defender o torcedor que usa o transporte público e que acorda cedo no dia seguinte.

Somos heróis, amigos, somos heróis.

_______________________________________________________

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Não há como negar que começo do ano está fantástico, Palestrinos.

Seguindo uma reação que começou nas últimas rodadas do Brasileiro de 2011, o Palmeiras se levantou, a diretoria resolveu trabalhar, Felipão fez alguns cortes necessários e o nostro time já está invicto há 20 partidas.

Você dirá que boa parte delas foram diante de times inexpressivos, que oferecem pouca ou nenhuma resistência aos grandes. Mas, se fosse tão fácil assim, teríamos ao menos uns dez times invictos no país. É preciso reconhecer as qualidades (e os defeitos) desse Palmeiras/2012.

E a mais óbvia delas é o ataque. Daniel Carvalho e Barcos caíram como luva no setor ofensivo, Maikon Leite voltou a jogar a sua bola e hoje temos o melhor ataque do Paulistão sem precisar tanto da bola parada de Marcos Assunção.

Outro ponto positivo foi a chegada dos laterais Juninho e Artur: com eles, o Palmeiras tem atacado e defendido com mais velocidade, além de ganhar os bons passes do lateral-esquerdo e as cabeçadas certeiras do lateral-direito lá na frente.

A terceira boa nova chega a ser surpreendente e atende pelo nome de João Vitor. Longe de ser um grande jogador, o volante equilibrou a marcação junto com Márcio Araújo e tem ajudado demais o lateral direito da equipe.

Mas é claro que ainda não somos um time pronto.

Nostra defesa tem sofrido demais nas bolas aéreas, ainda faltam opções para o banco (um atacante melhor que Bueno e Fernandão, um volante melhor que Chico e um meia muito melhor que Patrik) e é preciso encontrar uma forma mais ofensiva de jogar quando estivermos atrás do placar.

A verdade é que merecemos a liderança, merecemos a série sem derrotas, mas ainda não temos um time 100% confiável. A única certeza que tenho é a de que, sem ilusões, estamos no caminho certo – queiram os críticos, ou não.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Older Posts »