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Posts Tagged ‘2013’

Lá se vai mais um ano triste para nós, Palestrinos.

Mais um ano modorrento, totalmente esquecível e abaixo do que merecemos. Mais um ano em que fomos quase tudo o que não queremos e merecemos ser – e onde escrevo “quase tudo”, leia-se que ao menos tivemos honra.

Sim, honra. porque em tempos de STJD mediando resultados obtidos dentro de campo, jogar a Série B e voltar à Série A do Brasileirão sem precisar de qualquer ajuda se torna praticamente uma qualidade – onde escrevo “qualidade”, leia-se que nada apaga a incompetência que nos levou duas vezes em dez anos ao limbo.

2013 foi um ano em que tivemos a certeza de que deve-se pagar pelos erros cometidos da melhor maneira possível. Jogar e vencer uma divisão inferior foi, sim, obrigação, mas também pode ter sido sinal de um renascimento tardio – e por “renascimento tardio”, leia-se ter um 2014 digno de um dos maiores times do mundo.

O que nos deixa com um grande pé atrás é justamente essa insegurança com o futuro. Ano que vem é ano de centenário, mas a verdade é que, quem acompanha, sabe que não teremos grandes mudanças no elenco. Em 2014, continuaremos sendo medíocres – e por “medíocres”, leia-se um elenco limitado, que terá seu desempenho jogado ao sabor do vento (ou da sorte, chame como quiser).

Em bem da verdade, o que me fez escrever este post foi justamente a mistura entre a palhaçada que assistimos ontem no Rio de Janeiro e uma breve leitura nas notícias de hoje do Palmeiras (renovações emperradas com todos os jogadores). Se por um lado me orgulho de pagar pelo que devo, por outro me preocupa ter que ser o Fluminense do ano que vem – e por “Fluminense do ano que vem”, leia-se rebaixado novamente.

Enfim, espero que essa diretoria que tem ao menos tentado fazer diferente até agora, entenda a diferença entre a tentativa e o mundo real. Trabalhar com salários mais baixos e bonificações por metas é louvável; a merda é fazer isso a ferro e fogo, correndo o risco de ficar com um elenco sub-20 no ano que vem. E nem escrevo isso pelo centenário: escrevo pela nossa sobrevivência – e por “sobrevivência”, leia-se um 2014 do tamanho que merecemos.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Paulo Nobre e José Carlos Brunoro. Dois grandes profissionais em suas áreas de atuação, dois homens de discurso firme, mas dois indivíduos que, mais uma vez, estão deixando a tal “modernização do Palmeiras” só no gogó.

Eu já deveria saber. Me iludi com Belluzzo e prometi nunca mais acreditar piamente em nenhum homem poderoso do Palestra. Mas, depois de tantos anos na mão de Mustafá e depois de um mandato do nível de Tirone e Frizzo, caí na armadilha. Li, vi e ouvi entrevistas muito bem posicionadas, apoiei algumas ações que pareciam absurdas (como a saída de Barcos) e até mesmo concordei que 2013 era o ano de economizar; contudo, a atual situação chegou a um ponto que passa do normal.

O Palmeiras já havia subido, virtualmente, desde o final do primeiro turno. Conquistou matematicamente o acesso tem 5 rodadas. Já é até campeão com 2 jogos de antecipação. E o planejamento para 2014, que poderia estar indo de vento em polpa, parece nem ter começado. Não se sabe quem é o técnico, não se sabe quais jogadores ficam, nem mesmo se vamos atrás de posições carentes – isso sem falar na situação bizarra do contrato de Luís Felipe ou na tal briga sem sentido com a WTorre (o Palmeiras tem razão, não tem porque discurtir).

A perspectiva, hoje, é tão obscura quanto a de um ano atrás.

Ontem, ao ouvir a entrevista de Fernando Prass, parecia estar ouvindo o goleiro de um time do interior falando. Ele disse que os atletas estão inseguros, que ninguém sabe se Kleina sai ou fica, que empresários circulam com propostas e ninguém sabe o que fazer. Isso é inadmissível, é completamente desajustado e amador.

Confesso que continuo querendo acreditar em Paulo Nobre. Mas, até agora, a diretoria que se vendeu como digna de Barcelona está se revelando ser mais desajustada que a do Bragantino.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Um dos assuntos da vez é Leandro, Palestrinos.

Jovem, rápido e habilidoso, o camisa 38 ganhou nostra torcida em pouco tempo.

Apesar de ter chegado em meio a polêmica negociação de Barcos, é inegável que o garoto já mostrou ser muito bom de bola e que ele seja titular absoluto de nostro ataque, ao lado de Alan Kardec. O papo da vez, no entanto, não diz respeito ao jogador que ele é, mas sim a como fazer ele ficar no Palmeiras.

Por contrato, ele está emprestado até o final deste ano. A partir daí, existem dois caminhos:

  • Renovar o empréstimo por mais 1 ano: Está lá no contrato. Se o Palmeiras quiser permanecer com o atleta, basta reajustar seu salário e automaticamente tê-lo até dezembro de 2014.
  • Comprá-lo em definitivo: Neste caso, será necessário pagar algo em torno de R$13 milhões ao Grêmio e ajustar o contrato de acordo com a pedida do atacante.

Obviamente a segunda alternativa seria a melhor para o clube. Afinal, mais do que tê-lo por mais uma temporada, poderíamos contar com Leandro por quanto tempo quiséssemos, podendo ainda revendê-lo no futuro e fazer um bom dinheiro (lembrando que ele já foi convocado e, após a Copa/2014, haverá uma mudança de geração na Seleção). No entanto, o entrave dessa alternativa é igualmente óbvio: não temos o dinheiro.

Assim sendo, analisando a situação pelo fluxo do caixa, o primeiro ponto parece ser bastante plausível. O entrave é que, renovando-se o empréstimo, o Palmeiras perde o direito aos 15% do valor que tem caso o atacante seja negociado até dezembro deste ano. Ou seja, se o problema é grana, eu, você, Nobre e Brunoro temos um verdadeiro impasse pela frente.

Pois foi de uma conversa sobre este assunto com o meu pai que nasceu uma alternativa audaciosa: o Projeto Leandro. A ideia, basicamente, consiste em comprar o atleta com a ajuda de um time europeu, contar com ele por mais um ou dois anos e depois repassá-lo, ganhando a diferença válida pelo período em que ele se valorizou aqui.

Calma que eu explico.

  • Passo 1: Sondar empresários com moral ligados a clubes europeus que possam já ter interesse no futebol de Leandro (vale de Barcelona a Shaktar, DVD com jogadas bonitas e cabelo bacana ele já tem).
  • Passo 2: Argumentar com o interessado que Leandro tem apenas 20 anos, ainda precisa se firmar como titular no futebol brasileiro e que será valorizado jogando pelo Palmeiras.
  • Passo 3: Precificar o atleta e o período pelo qual ele ainda ficará no clube (um a dois anos), pedindo como adiantamento justamente o dinheiro cobrado pelo Grêmio.
  • E pronto! Leandro fica no clube por mais um tempo, nós ganhamos um dinheiro em cima do que foi pago e ainda nos preparamos para a saída dele com tempo suficiente para substituí-lo.

Sim, eu sei o que você está pensando. Se o clube europeu tem interesse nele, vai vir e pagar menos agora – não mais depois. O lance é que poucos europeus devem conhecer Leandro e, se o Palmeiras for rápido nessa negociação, podemos ter um negócio inteligentemente encaminhado.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Era uma vez três porquinhos. Eles eram bastante jovens, mas apesar da pouca idade, já tinham grandes responsabilidades. Por isso, apesar de morarem cada qual em sua casa, prometeram superar as dificuldades sempre unidos. E um dia uma dessas dificuldades chegou travestida de lobo.

O Lobo Mau foi até a casa do primeiro dos porquinhos, feita de palha, e gritou para ele sair. Ouvindo a recusa do suíno, bradou feroz que iria soprar e soprar até a sua casa derrubar. E assim o fez. Vendo que a coisa estava feia, o porquinho saiu correndo em direção a casa de seus irmãos, mas sentiu a virilha e caiu no meio do caminho.

Antes de ser devorado, falou que a culpa era do departamento médico do clube e que o trabalho preventivo de fisioterapia estava sendo mal feito.

No entanto, o Lobo Mau ainda não estava satisfeito e partiu decidido para a casa do segundo porquinho, feita de madeira. Chegando lá, repetiu a celeuma e prometeu derrubar o casebre caso o dono da casa não saísse. Percebendo a recusa, soprou e soprou e soprou até tudo desabar. Percebendo isso, o suíno tentou correr de seu predador, mas, sentindo uma contratura na coxa, acabou devorado.

Antes de sucumbir, no entanto, culpou a comissão técnica pela alta carga de trabalho nos treinamentos, o que deixou a sua musculatura cansada para o momento decisivo.

Insaciável e sem ligar para as críticas, o lobo rumou para a terceira casa. Apesar de esta ser construída de tijolo, ele prometeu soprar mais e mais forte, até colocar tudo no chão. E assim o fez repetidas vezes, para deleite do porquinho que, em perfeita condição física, ria de seu algoz. O problema foi que a porta estava destrancada e, assim que o Lobo Mau invadiu sua sala, o terceiro porco se atirou no chão parecendo também estar lesionado.

Dessa vez, porém, antes de devorá-lo, o lobo reparou que sua pata estava repousada sobre um músculo bem diferente: o bolso.

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MORAL DA HISTÓRIA
Eu não sei se a culpa é do departamento médico/fisiológico/fisioterápico, da comissão técnica ou das dores causadas pela falta de pagamento dos direitos de imagem do elenco. O que eu sei é que não é normal um time com média de idade tão baixa ter tantas lesões musculares.

Ontem, na emblemática vitória da molecada raçuda diante do fraquíssimo time do Tigre, Patrick Vieira se juntou a Valdivia, Maikon Leite, Henrique, Kleber, Wesley e Leandro Amaro no time dos que estouraram músculos em 2013. É preciso ver isso aí. E rápido!

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Siamo Palestra!

ROJAS.

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Lá vem o Paulistão, Palestrinos…

Domingo vamos receber o Bragantino no Pacaembú e a temporada 2013 estará oficialmente aberta. E, verdade seja dita, tem tudo para ser um jogo complicadíssimo. Menos pela qualidade do adversário, mais pela nossa própria desqualificação organizacional. Todo o ano de 2013 vai ser duro para nós.

Por isso, até entendo o olhar desconfiado daqueles que estarão nas arquibancadas no próximo final de semana. Fomos rebaixados há pouco mais de um mês, dispensamos 21 jogadores e contratamos apenas 2, nostro novo presidente assumirá o cargo com o campeonato já iniciado, nostros rivais estão anos luz a nossa frente e por aí vai. O que eu não aceito é que nós deixemos de lutar.

Afinal de contas, a alma do futebol reside também aí: no impossível.

Por mais complicadas que as coisas estejam, só nós torcedores podemos empurrar o Palmeiras rumo a um horizonte melhor. E se até nós desistirmos do Palestra, quem vai olhar por ele? Jogadores duvidosos, a imprensa ávida por crise, ratos que se auto proclamam diretores e conselheiros? É nossa missão manter viva a história de glórias da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Ainda que nos custe algumas tardes de irritação e muitas noites mal dormidas, nostra paixão tem que vir em primeiro lugar. Até porque apoiar só quando ganha a Copa do Brasil é fácil demais. Palmeirense de verdade torce em todos os momentos, até nesta apática e inchada Copa São Paulo de Juniores. Está em nostro DNA, é mais forte do que modinha e badalação.

Desconfiar é aceitável, deixar de torcer não.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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presidentes

Eu não sou sócio do Palmeiras, Palestrinos.

Sou sócio-torcedor já faz algum tempo, mas, por morar longe do clube, nunca tive um título oficial. Recentemente até me interessei em ter um, contudo os valores não me permitem fazê-lo. O fato é que, ainda que eu fosse um sócio do clube, não votaria em ninguém.

Como já disse várias vezes aqui mesmo neste espaço, não tenho influência nem vivo ativamente o dia a dia de diretores e conselheiros. As informações que tenho vêm por parte de amigos, esses sim envolvidos, que me contam o que acontece nos jardins suspensos. E, ultimamente, muitos deles têm me procurado para falar sobre as eleições do próximo dia 21.

A maioria deles me fala bem de Paulo Nobre. Alguns outros fazem campanha objetivando apoio à eleição de Décio Perin. Eu, sinceramente, não apoio nenhum.

De todos os presidentes que já passaram pelo Palmeiras nas última décadas, o único que atraiu minha atenção e despertou em mim militância favorável foi Luiz Gonzaga Belluzzo. Grande economista e palmeirense que é, eu já o conhecia por meio de entrevistas e textos publicados, o apoiando veementemente na época. O resultado, no entanto, todos nós conhecemos.

A verdade é que, independentemente de quem vença as eleições, esse cara não vai comandar o clube sozinho. Ele precisa de diretores e vices competentes, que o ajudem nesta tarefa. Aí que vem um dos nossos maiores problemas: essas pessoas são as mesmas há 20 anos. E o panorama não parece passível de mudança.

Obviamente, se tivesse o poder do voto eu iria atrás de informação valiosa. Mas pelo que tenho ouvido até agora, tudo me parece muito obscuro. Um é jovem, o outro é experiente, um tem grana, o outro tem apoio, ambos são palmeirenses fervorosos… e por aí vai.

Nestas eleições do Palmeiras, meu voto já tem dono: a Dona Esperanza.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Marcos Assunção tem muito crédito, Palestrinos.

Embora muitos torcedores sempre tenham contestado sua idade e seu vigor físico, é inegável que os serviços prestados pelo volante nos últimos anos foram incríveis. Não bastassem sua experiência e liderança natural dentro do grupo, a eficiente bola parada que saiu de seus pés nos fez lembrar os tempos vitoriosos de Chiqui Arce.

Mas o assunto da semana não é exatamente esse e sim a sua saída. Antes tida como quase impossível, ela confirmada ontem de manhã pelo Palmeiras e posteriormente pelo próprio jogador. Muitos atacaram o atleta, muitos defenderam Assunção, mas acho bom fazer uma análise mais comedida da coisa.

O primeiro ponto é sobre a sua permanência para 2013 de acordo com critérios técnicos. Beirando os 37 anos e com problemas no joelho, o camisa 29 de fato não parecia muito necessário ao grupo dentro de campo. Embora o elenco esteja esvaziado, vamos ter jogos duros este ano e vale apostar na juventude.

Já o segundo ponto trata do lado financeiro. Uns falaram em R$250 mil, outros até em R$400. Mas, na verdade, ninguém sabe quais valores são reais. Eles assustam, sim, mas tenho certeza que vocês ficariam surpresos com os valores dos salários do futebol hoje em dia. No Palmeiras, por exemplo, Barcos não está nem entre os 10 maiores salários. Isso quer dizer que muitos jogadores medíocres – e com uma folha corrida bem abaixo da de Marcos Assunção – ganham valores que ultrapassam R$100 mil mensais. Dito isso, eu não pagaria mais de R$200 mil ao nostro ex-capitão. Mas também não o faria por ninguém do elenco, a não ser Barcos e, talvez, Henrique.

No entanto, é o terceiro ponto que mais me deixa maluco nessa história: a organização. Se a diretoria pretende negociar a permanência de atletas, tem que agir rápido, não esperar a última semana do ano. Assim como anunciaram dispensas tão logo caímos, deveriam também ter negociado as permanências. É um desrespeito com qualquer atleta, de qualquer nível, se reapresentar com o elenco e ser dispensado poucos dias depois.

O Palmeiras, infelizmente, virou um antro de desorganização e falta de comando. Uma combinação que gera desrespeito e vergonha para nós, os milhões de apaixonados. Por isso peço desculpas e agradeço a Marcos Assunção pelas duas últimas temporadas de serviços prestados à Sociedade Esportiva Palmeiras.

Hoje você já não faz parte dos planos, mas sigamos as nossas vidas com esse carinho conquistado dentro e fora de campo. Você é grande, meu caro, muito obrigado!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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