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Posts Tagged ‘2014’

Dia 18 de janeiro, abertura do Campeonato Paulista. O Palmeiras entrou em campo com Prass; Serginho, Henrique, Tiago Alves e Juninho; Oliveira, Renato, Wesley e Mazinho; Diogo, Vinícius e Alan Kardec.

Dia 30 de março, semifinal do Paulistão. O time que iniciou o jogo no Pacaembu foi Prass; Bruno, Tiago Alves, Lúcio, Wellington e Juninho; Wesley, Mendieta e Bruno César; Leandro, Vinícius e Alan Kardec.

Dia 27 de julho, Derby pelo primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Os onze iniciais foram Fábio, Wendel, Tobio, Oliveira e Victor Luís; Renato, Wesley, Mendieta e Felipe Menezes; Mouche e Henrique.

3 jogos, 7 meses e 24 jogadores jogadores diferentes: tá na cara que isso não pode dar certo. Eu sei que trocamos de treinador, que sofremos com algumas lesões importantes e que houveram transferências, mas não é normal.

Na verdade, este cenário apenas explicita a falta de qualidade do elenco. Uma ou outra alteração é totalmente normal, mas quando a escalação do time muda em 10 jogadores em pouco mais de três meses, é porque algo está errado. É porque não temos titulares. É porque mudar parece que vai resolver, mas não resolve.

Defendo total paciência com Gareca (até porque enfrentamos times com elencos melhores e mais entrosados), mas precisamos abrir os olhos. Se for necessário contratar (e é!), que se vá direto ao ponto: laterais, meia e centroavante. Não precisam ser craques, mas têm que ser acima dos “nota 5” que já temos no grupo.

É preciso trabalhar, mas também é preciso ter qualidade. caso contrário, vamos continuar com este gosto amargo na garganta após jogos decisivos.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Mal foram embora e as vitórias já voltaram, Palestrinos.

Embora “7 jogos de invencibilidade” virem rapidamente “2 jogos sem vencer” para a incansável imprensa, o Palmeiras ontem bateu o São Bernardo, no Pacaembu, e está a três pontos da classificação antecipada.

Um São Bernardo complicado, diga-se de passagem. Um dos poucos times do interior que merecem atenção junto com Audax, Botafogo e Santos, o time aurinegro complicou nostro triunfo na noite de ontem. Mas foi aí que, em tempos de Carnaval, apareceu o nosso diferencial: a harmonia nota dez.

Nós não temos o melhor ataque nem a melhor defesa da competição, mas temos algo muito mais valioso que isso: o equilibro.

Em números gerais, somos o segundo melhor ataque (atrás do Peixe), a segunda melhor defesa (atrás do Ituano) e temos o segundo melhor saldo de gols (novamente atrás do time do litoral). Mas nostro equilíbrio vai além dos frios números da tabela de classificação.

A espinha dorsal que perdeu Henrique, hoje se sustenta convicta com Prass-Lúcio-Wesley-Valdívia-Kardec. São esses os pilares do time e, quando um deles não joga, claramente cai o rendimento e a confiança da equipe.

O lance é vencer a Lusinha na próxima quinta e aproveitar a classificação antecipada para descansar quem deve ser descansado, dando chances a quem pode aproveitá-las. Patrick Vieira, por exemplo, merece mais chances. Da mesma forma, dar sequência a Eguren, Marquinhos Gabriel e tentar soluções para Alan Kardec (Rodolfo) faria bem ao andamento do ano.

De qualquer maneira, se o carnaval do futebol fosse hoje, o quesito harmonia da Sociedade Esportiva Palmeiras teria nota 10.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Sim, vitorioso.

O resultado de ontem não foi um 4 a 0 com direito a 2 gols do Evair. Também não teve a mesma importância que as vitórias nas Libertadores de 1999 e 2000.

Foi só um empate. Suado. Difícil. Tenso. E até inesperado se considerarmos o momento do jogo. Um prato cheio para os palestrinos mais pessimistas.

Mas ontem nós ganhamos e eu posso enumerar as razões para você.

1) Prass

Ok, até o palmeirense mais pessimista admite que o Prass está pegando muito. Isso ficou claro contra o XV e em várias oportunidades no ano passado. Mas, apesar de ter falhado em uma reposição ontem, ele mostrou que dá conta do recado. Quando foi a última vez que você sentiu isso?

2) Liderança

Sendo bem racional – o que é difícil pra mim –, o empate nos devolveu a liderança. E, para melhorar, ajudou a afundar ainda mais o adversário. Ou seja: não perdemos a confiança e eles continuam com o c* na mão.

3) Juninho e Mazinho

“Você está louco?” Não, eu não estou. Como todos vocês, eu não aguento vê-los vestindo nosso manto. Mas ontem os dois erraram tanto que o Kleina deve estar reconsiderando suas titularidades. Não é mesmo, Gilsão?

4) Banco

Estamos construindo um banco cada vez mais qualificado. Ontem o Diogo entrou e deu uma bela assistência para o gol de empate. O Josimar não é ruim e o Bruno César tem tudo para qualificar nosso meio-campo (seja ao lado do Mago ou substituindo-o em partidas como a de ontem).

Kardec (Bônus)

Puta golaço, presença na área, fala bem, é da paz e ainda tem visibilidade. #FicaKardec, #ChupaBarcos.

Siamo Palestra!

ELTON REALE

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Todo fim de ano temos problemas com renovação de contratos, Palestrinos.

É praxe do futebol, mas no Palmeiras as coisas são sempre mais conturbadas. Neste ano, quando Paulo Nobre decidiu instaurar uma nova (e acertada) política de salários, sabíamos das dificuldades. Perdemos Vílson e Márcio Araújo, por exemplo, que não aceitaram este novo estilo – e é direito deles. No entanto, um jogador em especial se destacou negativamente na hora de renovar.

Luís Felipe tem 20 anos. É cria do próprio Verdão, passou por alguns empréstimos e ganhou a titularidade no ano passado. Com seu contrato acabando em março deste ano, a diretoria propôs uma renovação ao lateral que aceitou de bate pronto. Afinal, qual jovem levemente inteligente não gostaria de ser titular no centenário do Palmeiras?

O problema foi que, por um erro crasso de digitação em uma parte do contrato (trocaram dez/2014 por dez/2013), o mesmo perdeu a validade legal. Até aí, nada demais, bastaria que ele assinasse novamente a papelada.

No entanto, na hora H, ele negou. Muito mal assessorado por algum empresário ganancioso, o garoto pediu o triplo do aumento anteriormente acordado, mais um alto valor em luvas e disse que, se não fosse assim, iria embora porque tinha o interesse do Benfica. Nobre, irritado, disse então que ele deveria sair. E que iria treinar em separado até março, quando poderia se dirigir para onde quisesse.

Só que o Palmeiras tinha uma carta na manga, já que o contrato anteriormente assinado continha as duas datas (correta e incorreta) – o que obviamente retrata má fé de quem deu pra trás. Ontem, a Federação Paulista de Futebol anunciou ter aceitado a renovação e anunciou que o lateral é do Palmeiras até dezembro deste ano. Podemos reintegrá-lo (o que acho difícil) ou tentar negociá-lo com o Benfica como parte do negócio pela compra de Alan Kardec (o que seria excelente).

Só fico eu aqui imaginando o que se passa na cabeça de Luís Felipe agora. De titular de um dos maiores clubes do mundo, para treinar com o sub-20 em Guarulhos. Será que ele aprendeu a lição?

Como diz o velho jargão, a vingança do Porco vem a cavalo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Domingo tem Choque-Rei, Palestrinos.

E eu duvido que alguém aqui não está com aquela saudade de ganhar bem um clássico. Saudade daquele jogo tenso, disputado, pegado, apertado, na bola, na raça, na rede, no grito nervoso da arquibancada… jogar clássico é jogar a vida em 90 minutos!

Sejamos sinceros, já faz tempo que não temos uma boa vitória em jogos deste porte. Até porque Santos é clássico também, mas, pra mim, Curintia e SPFW vêm muito acima da lambarizada em importância histórica. E, falando nos cor de rosas, confesso que uma das grandes memórias que trago da minha infância foi forjada em um Palmeiras x SP.

4 de dezembro de 1993 era um domingo. Eu, então com 8 anos, estava naquele Morumbi abarrotado de gente com meu pai, meu irmão e um amigo. Era seminifinal de Brasileiro e, mesmo com a Era Parmalat começando em grande estilo, nostros rivais estavam vivendo os melhores anos das suas vidas. Era um duelo em que, sem exageros, qualquer coisa poderia acontecer.

O estádio estava abarrotado e dividido ao meio (saudade disso também). Nós estávamos nas numeradas, bem abaixo da arquibancada vermelha. E naquele dia, por algum motivo, César Sampaio estava possuído pelo demo. Marcou e atacou o jogo todo, de maneira impressionante. Então, em uma jogada linda do camisa 5, ele serviu Edmundo e o Animal chapou a bola cruzada no canto: 1×0 pra gente. A partir daí, amigos, com a classificação a nostro favor, a pressão do São Paulo cresceu de maneira assustadora: eram ataques, ataques e mais ataques do time de Telê.

Foi quando Sampaio, com aquela cadência meio Dudu/Ademir de ser, rouba uma bola de Leonardo e arranca de trás do meio-campo em um contra ataque. Procura o passe e, sem achar ninguém, ninguém mesmo, resolve correr com ela. Passa por um, por dois e quando Zetti sai nele, simplesmente o finta com o corpo e toca pro fundo do gol. Eu, que tive a brilhante ideia de ir mijar minutos antes do gol, saí correndo do banheiro do Morumbi e, quando apontei no alto dos degraus, consegui ver meu pai pulando de alegria lá longe. Chegando perto dele, ele apenas me chacoalhava e gritava “Que golaço, que golaço!!!”.

A maldição de eliminações para aquele time maldito havia terminado e estávamos na final. Foi, literalmente, lavar a alma. Foi ir além, ter esperança, dormir embriagado de alegria.

E é isso que eu quero domingo. Que Wesley encarne Sampaio, Kardec entre de Evair, Leandro seja Edmundo, que o Pacaembu substitua aquela numerada do Panetone e o nostro Verde vença rumo ao esperado caneco. Vencer clássico não tem preço e este, Palestrinos, terá sabor especial.

PRA CIMA DELAS!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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De fato, 2014 começou diferente, Palestrinos.

E não me refiro apenas a nossa volta à Série A; me refiro ao elenco.

Após o acesso e a renovação de contrato, Kleina ganhou alguns dos reforços com os quais tanto sonhava. A maioria deles, aliás, para os setores que mais nos faltavam: o meio ofensivo e o ataque. Chegaram Bruno César, Maquinhos Gabriel, Diogo, Rodolfo – além do “fico” de Leandro e as voltas de Patrick Vieira e Mazinho. O problema é que, ao cobrir os pés, descobrimos a cabeça.

Apesar da chegada de William Matheus para esquerda, Lúcio e Victorino para a zaga, além de França para a meia defensiva, perdemos justamente jogadores de marcação. Foram embora Vilson, Luis Felipe, Márcio Araújo, Léo Gago, Charles e, agora, o capitão Henrique (vendido para o Napoli por 4 milhões de Euros).  O que estava sobrando antes, falta agora – e vice-versa.

Levando-se em conta a falta de forma de Victorino, para a zaga, por exemplo, hoje temos apenas Lúcio, o improvisado Marcelo Oliveira e garotos da base. Para o meio, sem a presença do lesionado Eguren, nossos volantes para o momentos são apenas Renatinho e França (me nego a taxar Wesley de volante, dada sua natural característica ofensiva).

O gol que sofremos sábado evidencia a necessidade de buscar reforços para o setor defensivo. Por mais que a melhor defesa seja o ataque (e é nisso que nostro treinador em apostando), teremos de encarar momentos onde o time tem de se fechar e defender como pode. E aí, amicos, pode faltar a proteção que precisamos para o nosso miolo ainda desmiolado de zaga.

Valdívia, Bruno César, Leandro, Diogo e Kardec são mesmo importantes. Mas não se pode esquecer de que Henrique foi embora. É hora de garantir um ano tranquilo procurando mais opções defensivas.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Mais um jogo e mais uma vitória, Palestrinos.

Dessa vez com uma formação diferente, mais próxima do que pode ser o Palmeiras-2014. Lúcio mais uma vez titular na linha de três zagueiros, Wendel na direita para que o time jogue com um volante mais solto somente (Wesley) e o time trabalhando sempre pelas laterais (Mazinho/Marquinhos Gabriel e Leandro). Mas o destaque da partida, como costuma ser, foi Valdívia.

E olha que o chileno nem fez nada demais. Passou o primeiro tempo praticamente apagado até fazer o dele e entrar no jogo com suas famosas enfiadas em diagonal. Não foi aquele Valdívia que nós conhecemos, mas, comparado com Menezes, fica parecendo mesmo o Pelé Branco. O camisa 10 sempre foi supervalorizado – e, ao meu ver, não tem nenhum problema, que assim seja! Que encham a bola dele, ele faça suas jogadas na Copa e, após o Mundial, algum time europeu tire do Verdão por uma grana boa.

Já escrevemos aqui sobre o jogador. Sua qualidade é inegável e ele, de fato, pode resolver o jogo em um só lance. Mas dada a sua condição física, sua idade, seu alto salário e seu histórico de suspensões gratuitas, o melhor seria mesmo fazer algum dinheiro com Valdívia.

Antes de você começar a me xingar, sim, eu gosto do futebol do “Mago”. E adoraria contar com essa bola em todos os jogos do ano. O problema, no entanto, é que isso já se mostrou por diversas vezes um sonho. O treino dele tem que ser diferenciado, suas lesões demoram o triplo e, dada a atual política salarial do Palmeiras, é capaz de seu salário gerar descontentamento com o tempo.

Em tempo: não acho Bruno César mais jogador que ele, até porque são meias com estilos diferentes. Valdívia é inegavelmente mais técnico e plástico, enquanto o novo camisa 7 cai mais pela esquerda, tem mais velocidade e chuta de fora da área com frequência.

O técnico chileno, Jorge Sampaoli, já disse que conta com ele como titular na Copa do Mundo. E levando-se em conta que o Chile jogará diante de Espanha e Holanda, com algumas boas atuações é muito provável que algum bilionário louco do leste europeu se proponha a pagar alguns milhões pelo meia. Seria ótimo para o investidor (que gastou R$20 milhões na sua reaquisição), poderia ser melhor ainda para o atleta (menos jogos, mais dinheiro) e ainda renderia uma grana para nós pensarmos na compra de Kardec e outros reforços pontuais.

Por isso, quando Valdívia entrar em campo neste primeiro semestre, eu serei o primeiro a torcer por uma boa exibição. Afinal, a esta altura, a importância do Mago é muito mais financeira do que técnica.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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