Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘Academia’

Finalmente Rivaldo se aposentou, Palestrinos.

E se a simples notícia da sua aposentadoria já mereceria um post aqui no Siamo, a necessidade de uma homenagem aumenta ao lembrarmos a importância que o meia teve em nostra reconstrução nos anos 90.

Rivaldo chegou a Academia em 1994, ano seguinte ao título Paulista que encerrou a nostra fila de 17 anos. E foi determinante para o bicampeonato do Paulista e do Brasileiro, que determinaram de vez a nostra mudança de mentalidade. Se os anos 80 haviam nos deixado com aquela imagem de que nunca venceríamos, foi a partir de 94 que acreditamos que poderíamos vencer sempre.

Alto, desengonçado e habilidosíssimo com a perna esquerda, Rivaldo nos ganhou rapidamente. Algo nada usual para alguém que chegou diretamente do Corinthians, diga-se de passagem, mas totalmente justificável por sua aversão crônica as câmeras e microfones. Quem fala pouco não se compromete – e Rivaldo sempre levou isso ao pé esquerdo da letra.

Dentre seus grande momentos com a camisa do Palestra estão os dois gols na final do Brasileiro de 1994 e as inúmeras jogadas mortais tramadas ao lado de Djalminha, Muller e Luizão em 96. Seu sucesso foi tanto que, dois anos após chegar, ele se foi para a Espanha brilhar ainda mais. O resto da história nós conhecemos: La Coruña, Barcelona, Milan, Seleção Brasileira… sempre com títulos, sempre com gols, sempre quieto e decisivo.

Nem suas passagens desastradas e tardias por São Caetano, Mogi e SPFW apagaram o brilho de uma carreira perfeita. É comum ouvir que, tivesse ele um pouco mais de “marketing”, teria sido muito mais rico e famoso – o que pode até ser verdade. Mas quem fala com os pés não precisa falar para as câmeras. E os pés de Rivaldo, bem como sua cabeça, gritaram em alto e bom som por 20 anos.

Obrigado, Rivaldo! Aproveita pra descansar bem quietinho na sua Recife amada.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Anúncios

Read Full Post »

Entra ano, sai ano, ele está em nostro elenco, Palestrinos.

Volante de formação e lateral por obrigação, Wendel já perambula pela Academia – entre empréstimos e serviços prestados – há mais de 10 anos.

A maioria torce o nariz para ele, alguns o defendem, mas a verdade é que, para um jogador medíocre, Wendel deve ser um dos mais longevos atletas nota 5 da história do Palmeiras. E, sinceramente, se você consegue se manter no Palestra por tanto tempo, passando por tantos técnicos, alguma qualidade você tem. Nostro camisa 13 é veloz, voluntarioso, faz o simples, mas, acima de tudo, demonstra vontade de vestir o manto alviverde.

Talvez sabedor de suas limitações e de sua eterna iminente saída do clube, Wendel se entrega a todos os jogos como se fossem sempre seus últimos com a camisa do Palmeiras. Pouco importa o torneio ou a importância do sertame, ele se esforça sempre no limite. Dá carrinho, se joga, come grama, tenta minizar suas falhas com suor. E tem dado certo. Este ano, por exemplo, ele começou impecável.

“Não faz mais que a obrigação”, dirão muitos, com alguma razão. Mas parem e pensem no tanto de jogadores iguais – e até piores – que nem sequer se preocuparam em se esforçar. Quantos nós xingamos meses e meses sem ver qualquer reação ou gana de melhorar. Comparado a estes, nostro volante-lateral que virou lateral-volante merece um grande voto de confiança.

Afinal, desde 2003, Wendel está aí. E tem feito por merecer.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

 

Não existe império que dure pra sempre, Palestrinos.

Assim como aconteceu com otomanos, romanos e americanos, fora de campo, o futebol nos mostra cada vez mais ser cíclico dentro dele. Pode parar e pensar: dificilmente um time se mantém mais de três ou quatro anos absoluto no topo.

Mirando para a Europa, já tivemos de tudo: um “Ajax” imbatível; um Milan “imbatível”, um Real Madrid “imbatível”, um “Barça” imbatível, um “Manchester” imbatível… a bola da vez é o Bayern que, escrevam, será “imbatível” por no máximo mais dois anos.

Aqui no Brasil, o cenário é bem parecido – sendo, muitas vezes, até mais dinâmico.  O Santos de Pelé brilhou absoluto entre 1961-65; o Inter de Falcão atropelou em 75/76; a mostra amada Academia teve duas fases e precedeu um jejum maldito de 17 anos; o Flamengo de Zico desfilou entre 1980 e 1983; o SPFW de Telê durou 3 anos; e por aí vai.

O fato é que, graças a San Genaro, o futebol tem períodos. O grande lance, no entanto, é que esses períodos não caem do céu. É preciso se preparar para estar na liderança.

É óbvio que alguns fatores podem ser fruto de sorte. Um grande craque que alavanca as contas e a massa, um baita patrocinador que injeta milhões, uma conquista fortuita que acorda um gigante… Mas, mesmo nestes exemplos, houve preparo de alguma forma.

Ou vocês acham que Pelé e Neymar foram parar em Santos por vontade própria? Alguém os encontrou, o clube foi atrás, negociou, fez dinâmicas para trazê-los e etc. Da mesma forma, a combinação Palmeiras/Parmalat só deu certo porque haviam pessoas capacitadas cuidando de tudo. Mesmo quando, em um arroubo do destino, o Paulista de Jundiaí venceu a Copa do Brasil, houve um grande trabalho técnico para isso acontecer.

Dois grandes exemplos disso estiveram em campo na noite de ontem decidindo a Recopa. De um lado, o atual campeão da Libertadores e do mundo que até um ano atrás era chacota por nunca ter sido campeão continental; do outro, um ex-campeão continental e mundial que não consegue nem mais beliscar um estadual. Os times estão aí por vontade própria. Plantaram e colheram seu sucesso e seu fracasso.

Pelos ares do mundo do futebol, é bem provável que daqui a uns dois anos o Corinthians esteja com dificuldades dentro de campo. Mas, se não se desestruturar fora dele, possivelmente volte a brilhar algum tempo depois. O que não dá é viver de Juvenais e Mustafás por mais de uma década.

Nós já caímos duas vezes nos últimos dez anos. Ou arrumamos a casa a partir deste ano, ou a sorte vai demorar a sorrir para a gente novamente.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Jorge Luis Valdivia Toro, Palestrinos.

Este é o nome do fantasma que já há algum tempo ronda a Academia. Dizem que ele vai até lá diariamente, que mudou o comportamento, que anda treinando à exaustão. Dizem que está mais maduro, mais caseiro, querendo ficar longe de confusão. Mas, a mim, amigos, a mim eles não enganam, não.

A verdade é que o respeito e a paciência chegaram ao fim. Se é que ainda havia alguma dessas coisas, elas se esvaíram após a semana decisiva de jogos diante de Tijuana e Santos. Afinal, liberado pelo departamento médico e pela comissão técnica, ele mesmo escolheu não jogar. Disse não se sentir a vontade ainda. E nem contestado foi.

A situação, hoje, é bastante clara: apesar de dizer o contrário aos microfones, o Palmeiras já não faz mais questão de tê-lo dentro de campo. E ele, por sua vez, parece decidido a ir embora assim que puder. Como naqueles casamentos em que se vai a paixão, mas fica-se com a fachada para não magoar ninguém e se economizar com a papelada.

Passou da hora de entender que o prejuízo foi feito. Passou da hora de explicar para a torcida que o dinheiro gasto jamais será reavido e que tentaremos negociá-lo com alguém que ainda dê sobrevida ao pseudo-dez. Que seja no Qatar, na China, na Índia. Que seja onde joga-se pouco e exige-se menos. Não aqui.

Muito embora nós, torcedores, também tenhamos culpa no cartório. Porque sempre que Valdivia entrou em campo nos últimos 3 anos e deu um bom passe, nos iludimos achando que ele estava de volta. Cantamos, pedimos, exigimos em campo. É óbvio que ele tem um passe melhor que Tiago Real, Ronny e Wesley. Mas ele, desinteressado, só faz lesionar e fingir que lesiona. Só nos faz crer que em terra de cegos totais, quem tem olho, ainda que cheio de cataratas, seja Mago.

Um mago falso. Cigano barato com truques de carta. Um mágico que parou no tempo e foi suplantado pelo próprio. Está na hora de sumir do nostro mapa, Valdivia.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »