Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘ademir da guia’

Screen Shot 2016-01-27 at 2.42.32 PM

Pensar em marcar Iniesta, Messi, Neymar e Suárez hoje em dia é loucura. Pois assista o todo poderoso Barça teve uma sensação parecida ao conhecer Ademir da Guia, Leivinha e Ronaldo 42 anos atrás.

O ano era 1974 e o torneio era o tradicional Ramón de Carranza. As semifinais opuseram o Santos, em seus últimos meses de Pelé, diante do Espanyol, enquanto que o nostro Verde bicampeão brasileiro foi enfrentar o time rico da cidade. O treinador dos blaugranas era o inventor do Carrossel Holandês, Rinus Michels, que dirigia o campeão espanhol com nada mais nada menos que Cruyff e sua dupla de Laranja Mecânica, Johan Neeskens – naturalmente uma pedreira.

Acontece que quem foi ver os holandeses da Catalunha acabou vendo os brasileiros da Turiassu. Leão e Luís Pereira garantiram um jogo sem sustos lá atrás, Edu atacou impiedosamente pela lateral-direita e, lá na frente, Divino e Leivinha infernizaram a vida do adversário. Foi de Leiva, aliás, o tento que abriu o marcador em cobrança de pênalti; já Ronaldo (aquele mesmo que deixou o Corinthians mais alguns anos na fila) ampliou de cabeça e sacramentou a vitória de 2 a 0.

Um feito e tanto, convenhamos.

E pra provar que aquilo não havia sido um golpe do destino, na final o Verdão bateu também no Espanyol (2×1, gols de Leivinha e Luís Pereira), sagrando-se bicampeão do torneio internacional. Já o Peixe tomou 4 do mesmo Barcelona e amargou a lanterna do campeonato, enquanto se preparava para assistir Pelé ir para o New York Cosmos.

Afinal, o que seria o Barça diante da Academia?

Veja abaixo o vídeo da finalíssima do torneio e divirta-se.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Anúncios

Read Full Post »

A história é real, Palestrinos. Ainda noutro dia, sentado atrás de mim na arquibancada, um garoto de uns 6 anos perguntou ao pai onde estava Valdivia.

Fosse um pouquinho mais velho, é provável que o menino houvesse escutado um esculacho de quem estava a sua volta volta. Sua idade, no entanto, o protegeu e, paciente, ele ouviu o pai explicar que o chileno havia saído e que não jogaria mais pelo Palmeiras. Mesmo com o time ganhando e em boa fase, o pequeno não gostou e deixou claro soltando um demorado “ah”.

Para quem já estava de saco cheio de Valdivia, feito eu, pode parecer uma situação bizarra. Mas a verdade é que não é. Até porque, antes de mais nada, aquele é palmeirense que nunca teve ídolos de verdade.

Começando a entender de futebol e do seu time agora, ele não chegou a ver nem mesmo Marcos. Provavelmente já ouviu por diversas vezes seu pai falar do Santo, bem como de Evair, Rivaldo e Edmundo (da mesma forma que eu sempre peço que meu pai fale de Ademir, Dudu, Luís Pereira e Leivinha, dentre muitos outros). Mas o fato é que ninguém nunca conquistou aquele coraçãozinho verde – por isso Valdivia parecia adequado a ele.

As últimas décadas foram pródigas em nos apresentar candidatos a ídolos que deram em água. Valdivia (o “Mago”), Kléber (o “Gladiador”) e Barcos (o “Pirata”) foram alguns deles. Jogadores comuns que, embora tenham tido algum brilhareco vestindo nostra camisa, fatalmente quebraram a expectativa de muitos por aí. E se teve até marmanjo chorando com a partida de um trio destes, por quê aquele garoto não poderia fazer o mesmo?

São os ossos porcos do ofício. De um futebol que hoje é regido por dirigentes incompetentes, empresários sanguessugas e jovens jogadores que nem mesmo atuaram no time de cima e já falam que o Campeonato Inglês os espera. Mesmo agora, com um elenco muito mais recheado, vejo poucas caras capazes de brilhar em nostra sala de troféus – que dirá em um pôster na parede de um quarto alviverde. É duro, mas é real.

A situação não se aplica apenas ao nostro Palmeiras, mas, sinceramente, tem pesado mais para nós. Torço para que Fernando Prass siga em grande nível, para que Zé Roberto se firme como um capitão, Dudu coloque a cabeça (e a bola) no lugar e até para que o recém-chegado Barrios balance as redes dos adversários por muitos anos ainda. E mais ainda do que tudo isso, torço para que aquele garotinho não demore para ter um ídolo. Pelo bem dele e de todos nós.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Há razões para amar, Palestrinos.

E ninguém gosta mais de racionalizar os sentimentos do que nós, os irracionais seres humanos. Preocupados em convencer a todos (e a nós mesmos) de que o que sentimos tem fundamento, passamos incontáveis horas enumerando os motivos de amar.

Amar o Palmeiras, no entanto, é inexplicável.

Eu mesmo poderia escrever aqui uma centena de motivos pelo qual amo a centenária Sociedade Esportiva Palmeiras. É o time do meu pai, do meu irmão e do meu falecido Tio Chico (que, mais velho, foi quem deu início a essa loucura toda na família); é o time que cresci vendo ganhar de tudo e de todos; é o ponto que unia meu pai e meu irmão por pelo menos quatro horas todos os finais de semana (e ainda nos une por horas e horas pela distância do telefone, graças a San Gennaro)…

Motivos, de fato, não faltam.
Mas quem, em sã consciência, explica o amor?

Um sentimento tão forte que eu não sei ilustrar se gosto de futebol por causa do Palmeiras ou se é o inverso. Uma força tão grande que eu não sei se minha cor favorita seria o verde se não fosse pelo Verdão. Algo tão incrível que me faz pensar se os domingos e quartas fariam algum sentido não fosse pelos jogos sempre decisivos.

Meu maior ídolo na vida – podendo ser um cantor, ator ou inventor – é um goleiro. As maiores história que já ouvi são sobre duas Academias. Meu lugar predileto neste mundo é a arquibancada. E meu mantra de paz e energia começa com “Quando surge o alviverde imponente”.

Da mesma forma, minhas maiores decepções vêm do meu maior amor. Quantos gols no último minuto, quantas bolas traidoras, quantos jogos oferecidos a outros que não a mim, quanta expectativa jogada fora depois de 90 e tantos minutos de terno otimismo?

Isso é futebol.
Ou melhor, isso é Palmeiras.

Que como todo bom amor, tem apelidos (Verdão, Verde, Verdugo, Porco, Palestra, Parma, Parmera). Que como todo grande amor, tem lembranças inesquecíveis (aquele Paulista de 93, os 102 gols de 96, a Copa do Brasil de 98, a Liberta de 99, o golaço do Sampaio em 94, o de Alex em 2002, o gol feio e decisivo do Betinho em 2012). Amor que traz até aquilo que não vi (a Arrancada Heroica, as Academias, a temida fila). Amor que, eterno como só ele, já me fez cruzar fronteiras físicas e emocionais para ganhar um afago em forma de gol.

E pensar que esse amor não é só meu não me deixa ciumento. Pelo contrário. O Palestra é o amor de milhões. Se 12, 15 ou 18, tanto faz. O Palmeiras é poliamor. Por amor. Pelo amor! Daqueles tão irresistíveis que, por medo de perder, a gente aceita como é. Eleva suas inúmeras qualidades e diminui seus incontáveis defeitos.

Afinal, não dizem por aí que o amor é cego?

E olha que meu amor tem me maltratado muito nos últimos anos. Admito de peito aberto e consciência pesada. Ele tem ignorado a minha presença, desprezado meu carinho, me dado mais cabelos brancos do que verde-esperança no coração. Tem abusado da minha paciência e, sem reticências, brincado com a minha emoção.

Só que eu amo. E como amo esse meu Palmeiras!
Fico cego, surdo, embora jamais mudo por ele.

Que é capaz de matar meu humor durante as melhores férias do mundo e de transformar uma segunda-feira modorrenta no dia mais esperado do ano. Que me faz guardar ingressos como quem guarda aquele papel de bombom do primeiro encontro. Que me faz pular na chuva como quem pular em um show. Que me faz ajoelhar no cimento, orar contra o sofrimento, dançar sozinho dentro do carro em movimento.

Ah, Palmeiras, como eu te amo.

Você é Divino. Santo. É Oberdan, Junqueira, Romeu, Dudu, Leão, Luís Pereira, César Maluco, Servílio, Heitor, Sampaio, Cléber, Rivaldo, Evair, Edmundo, é Tonhão e Galeano dando carrinho por todo canto! É classe A mesmo com time B, é vencer mesmo com Mustafá.

Você é Palestra Itália. Parque Antarctica. Os Jardins Suspensos da Água Branca, o Allianz Parque, nostra Arena, a Arena Santa. Você sempre será minha casa, ainda que mudem sua fachada, estrutura, design, desenhos e planta. O bom filho a casa torna e retornaremos em breve para suas entranhas.

Você é amor.
Centenário. Milenar. Interplanetário.

100 anos de história. De lutas e de glórias.
Te amo, meu Verdão!

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Nasci exatamente um mês e uma semana antes de o Palmeiras completar 71 anos, Palestrinos.

Perdi a fundação do Palestra Itália, perdi a sua transformação campeã em Sociedade Esportiva Palmeiras e perdi duas Academias indescritíveis até para quem as viveu. Mas, naquele 19 de julho de 1985, ganhei um amor para o resto da vida.

19 de julho, aliás, que é o Dia Internacional do Futebol. O que não quer dizer rigorosamente nada perante o dia 26 de agosto. Mas, talvez por ironia do destino, sejam esses 37 dias que nos aproximam tanto deste esporte tão apaixonante.

Futebol que nasceu para ser jogado por lordes e que, surgindo imponente, acabou dominado por todos. Futebol que chegou da Inglaterra e que, por saber ser brasileiro, se espalhou por todos os cantos. Futebol de defesas que jamais querem ser transpassadas, de fabulosas linhas e atacantes de raça. Abençoado futebol de torcidas que cantam e vibram – principalmente por nostro Alviverde inteiro.

E aí ganhei mais  até que um amor eterno. Ganhei Paulistas, Brasileiros, Rio-São Paulos, Copas do Brasil, Libertadores, Mundiais, divisões de acesso e tudo o mais. Ganhei o prazer de torcer com meu pai, meu irmão, com amigos-irmãos.

Por tudo isso, hoje é um dia Divino. Dia Santo. Dia de Valdir Joaquim de Moraes, Leão, Waldemar Carabina, Alfredo Mostarda, Djalma Dias, Djalma Santos, Luís Pereira, Dudu, Leivinha, Servílio, Edu Bala, César Maluco, Julinho Botelho, Arce, Antônio Carlos, Cléber, Alex, Rivaldo, Oséas, Djalminha, Zinho, Tonhão, Edmundo, César Sampaio, Galeano, Evair e tantos outros craques e cabeças de bagre.

Hoje é dia de São Marcos pegar pênaltis e fazer milagres. É dia de atacantes botinudos nos redimirem, meias habilidosos criarem e de zagueiros sinistros nos derrubarem. Hoje é dia de levantar troféus e, maldito seja!, hoje é segunda – sim, segunda-feira em que vivemos uma segunda divisão pela segunda vez.

A verdade é que hoje é dia de vestir verde e mostrar orgulho por quem muitas vezes nos envergonha. Mas que nunca, jamais, repetirá o famoso bordão do também palmeirense Boris Casoy e será uma vergonha.

Parabéns, Sociedade Esportiva Palmeiras.
Parabéns, palmeirenses.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

 

Unificar ou não: eis a questão, Palestrinos.

Sem dúvidas, o assunto mais polêmico da semana envolve o Palmeiras. Afinal, após décadas de indecisão, a tradicionalmente lenta Confederação Brasileira de Futebol resolveu reconhecer os títulos da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa como legítimos “Campeonatos Brasileiros”.

(Para quem ainda não entendeu, explico: o Brasileirão do jeito que conhecemos só nasceu a partir de 1971; antes dele, no entanto, haviam estes dois outros torneios com abrangência e importância nacional, que foram agora reconhecidos pela Confederação.)

Desta feita, fica a dúvida: continuamos tetra ou passamos a ser octacampeões nacionais? Na minha sincera opinião, pouco importa. E explico o porquê.

Que o reconhecimento da importância das conquistas é legítimo, todos nós concordamos. Os torneios em questão reuniam os grandes clubes do país a época e é justo que não se deixe de lado uma década de futebol tão bem jogado, onde os grandes esquadrões (leia-se Palmeiras e Santos) jogavam muita bola.

Além do mais, consagrar craques como Ademir da Guia e Pelé como legítimos vencedores de um campeonato nacional é um prêmio mais do que merecido e obrigatório. No entanto, daí a transformar a conta que conhecemos até hoje, fica uma enorme diferença.

E digo isso por vários motivos, entre eles a representatividade dos campeonatos. Nostro Verdão, por exemplo, ganhou ambos os troféus em 1967 – e, convenhamos, não dá pra ser campeão brasileiro duas vezes no mesmo ano (é coisa de argentino). Fora isso, não há motivo nenhum para colocar em um torneio o nome de outro 40 anos depois!

Tanto o Robertão quanto a Taça Brasil eram os maiores torneios do país na época, têm sua grandeza intocável e devem ser reconhecidos assim, como sempre foram. Repaginar eles como “Campeonatos Brasileiros”, para mim, é simbolismo barato de quem quer contar quantas glórias tem no currículo.

Somos os legítimos tetracampeõs brasileiros de 1972, 73, 93 e 94. Assim como somos mais do que legítimos bicampeões da Taça Brasil (60/67) e do Roberto Gomes Pedrosa de (67 /69). Exatamente assim, do jeito que sempre foi.

E se alguns idiotas preferem achar que o Brasileirão vale mais, olhem com bastante atenção a foto aí de cima. Nela estão nada menos que Djalma Santos, Perez, Baldocchi, Minuca, Dudu, Ferrari, Dario, Servilio, César Maluco, Ademir da Guia e Tupãzinho.

Por tudo isso e até pela escrotidão da CBF, não faço questão de ser “octa” de nada. Só faço questão de lembrar as conquistas legítimas de uma década maravilhosa, onde fomos campeões dentro de campo – e é isso que importa.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

ademir4cesar-maluco1rivaldo2

1 Libertadores.
4 Brasileiros.
1 Copa do Brasil.
5 Rio-São Paulo.
22 Paulistas.
Campeão do Século XX.

Ainda que eu ficasse aqui escrevendo com todas as letras todos os títulos da nossa gloriosa Sociedade Esportiva Palmeiras, ainda sim não chegaria aos pés de explicar sua grandeza. Contudo, hoje, mais um fato surgiu para tentar representar isso melhor.

Paulo Vinícius Coelho (PVC, repórter e palmeirense de primeira) e André Kfouri (são-paulino, mas gente boa) irão lançar em breve um livro sobre os 100 maiores jogadores do futebol brasileiro. E, para tal, colocaram no ar uma enquete com 180 nomes para votação popular.

Eu, curioso, fui votar nos meus preferidos e não pude deixar de reparar em uma coisa: são muitos os atletas que passaram pelo Palmeiras nesta lista!

No total, são 27 jogadores. Ou seja, 15% da lista total passou pelo Verdão; ou, sendo mais realistas, mais de 1/4 dos 100 melhores podem ir para o livro porque jogaram com a nostra camisa mágica.

Tem luxos apenas nossos (Oberdan, São Marcos e Ademir “Divino” da Guia), símbolos palestrinos (César Maluco, Waldemar Fiúme, Evair, etc.) e até ciganos campeões mundiais (Cafú, Roque Júnior, Roberto Carlos, Rivaldo e muito mais).

A verdade é que, querendo ou não, nós somos mesmo uma torcida abençoada. Por Deus, por San Genaro e pelos deuses da bola.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »