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Posts Tagged ‘Amaral’

Mais um jogo se passou, Palestrinos. E, mais uma vez, passaram também bolas absurdas pelas nostras redes.

Eu sei que nenhuma defesa é intransponível e que falhas acontecem, mas o que vimos no Palestra domingo beirou o ridículo. Não bastassem, aliás, os três gols doados ao adversário por total falta de atenção, toda e qualquer bola levantada na área do Palmeiras traz um pânico amargurante… é preciso rever isso.

Até porque, embora não pareça a primeira vista, os números gerais de nostra defesa são bastante ruins. Com 26 gols sofridos em 23 jogos (média de 1.13/jogo), estamos melhor que o Flamengo, por exemplo – a frente na tabela, mas 30 vezes vazado. No entanto, estamos em pior condição que 11 outras equipes, incluindo rebaixáveis do nível de Joinville, Goiás e Coritiba.

Indo além da frieza dos números, aliás, dá pra lembrar de cabeça alguns dos erros grotescos do nostro sistema defensivo. Dois dos três gols do Dérbi, o segundo tento sofrido diante do Joinville, ambos os tentos contra o Galo, o primeiro gol no Mineirão diante do Cruzeiro – e assim vai, repetidamente, até o momento em que estamos no campeonato. E este, para mim, é o ponto: mais do que sofrer gols, tomamos gols extremamente bobos.

Ou Marcelo começa a pegar pesado com nostro sistema defensivo ou vamos seguir precisando marcar dois gols todos os jogos, porque sempre sofremos ao menos um.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Infelizmente o jogo do último domingo foi além da derrota, Palestrinos: nostro departamento médico informou na tarde desta segunda-feira que Gabriel rompeu o ligamento cruzado do joelho esquerdo.

A notícia é, de fato, bem pior que os três pontos perdidos dentro de campo. Com a iminente cirurgia e o processo de recuperação, o volante só estará disponível novamente em 2016. E quem deve sofrer com isso é o nostro já combalido e espaçado meio-campo – o que nos faz pensar se Marcelo Oliveira deve alterar ou não o esquema tático.

O caminho mais óbvio é que nostro comandante opte por manter o 4-2-3-1 clássico. Neste caso, o treinador só tem duas opções: Andrei Girotto e Amaral – com ligeira vantagem para o primeiro, que tem entrado com frequência. O problema dessa alternativa é que, independente de quem for escolhido, as características não combinam com as de Gabriel. Andrei sai muito mais para o jogo (praticamente como um segundo volante) e Amaral é marcador nato, mas muito pesado (o que quebraria toda a dinâmica da equipe).

Quando olhamos as outras opções existentes, no entanto, parece que manter o sistema faz mais sentido mesmo. A primeira delas seria entrar com três zagueiros, deixando Arouca como volante único e dando mais liberdade para os laterais chegarem à frente para compor o meio; já a segunda seria recuar Robinho ou Cleiton Xavier, garantindo maior qualidade de passe, mas dependendo bastante da ajuda defensiva de Dudu e Rafael Marques.

A verdade é que, por mais numeroso que seja nostro plantel, não existe uma cobertura perfeita para a ausência do camisa 18 para o restante da temporada. Vamos precisar treinar e nos adaptar para acertar este setor que, hoje, já é o que mais preocupa. Acreditemos em Marcelo Oliveira!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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gol_piscina

Pra mim, o gol da piscina é sagrado.

Afinal, foi ali que o Euller fez os dois gols feios mais lindos da história, virando um jogo irreversível diante do Flamengo em 99.

Também foi ali que o Roberto Carlos acertou uma falta literalmente do meio de campo. Ali o Amaral fez o primeiro dele com nostro manto e nem pode comemorar naquele histórico 5×1 contra o Grêmio, pela Libertadores de 1995. Foi exatamente ali que São Marcos pegou o seu primeiro pênalti e, anos depois, quase foi atingido por um raio em um chuvoso Palmeiras x Fluminense, válido pelo Torneio Rio-São Paulo.

E por pura coincidência (ou não), algumas das maiores tragédias recentes de que me lembro aconteceram do outro lado. Aquela virada bizarra na Mercosul de 2000; o recuo de cabeça estapafúrdio de Alexandre no peito de Liédson encaminhando a queda de 2002; a furada em cheio do nostro Santo em 2003; aquele petardo maldito do Cicinho na Libertadores de 2005; e por aí vai.

Tanta coisa boa aconteceu naquele espaço que não tem como não desejar a instantânea canonização daqueles poucos e porcos metros quadrados de grama ainda hoje.

Acontece que semana passada, depois de 81 anos de Estádio Palestra Itália, eu vi um jogo no gol da piscina. Não porque nunca antes quisera estar lá – muito pelo contrário, aliás –, mas porque não havia ali uma arquibancada.

O gol da piscina sempre foi a abertura da belíssima ferradura de concreto verde e branco onde tanto jogou e ganhou a Sociedade Esportiva Palmeiras. Aquele era um lugar mágico onde só os goleiros e os gandulas poderiam estar. Aquele pedacinho de grama que nos fez repetir por anos a fio “essa foi lá pra piscina” quando finalizavam mal uma jogada de ataque. Um espaço tão especial que mesmo nos piores momentos nunca nos puniu (os gols do Sport, aliás, também saíram do outro lado).

É por isso que, mal nasceu o Allianz Parque, eu já tenho meu lugar predileto. É ali no Gol Sul. Entrada pela Turiassu. Setor Inferior. Bem atrás do gol. O abençoado gol da piscina.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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