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Posts Tagged ‘Argentina’

Talvez o ano de 2014 não nos tenha deixado grandes referências sobre o futebol argentino, Palestrinos. Mas, mesmo assim, o título conquistado ontem pelo Racing pode ensinar muita coisa ao Palmeiras.

A começar pelo capítulo “ídolos”. Afinal, após dez anos sem títulos nacionais, o clube de Avellaneda foi atrás de sua maior referência recente: Diego Milito. Depois de deixar seu clube natal em 2004 e passar por muitas temporadas de sucesso na Itália, foi ele quem fez o time e a torcida comprarem a ideia de que o jejum poderia chegar ao fim. E muito embora ele tenha feito apenas seis gols em 19 rodadas, colocar nele a imagem de peça fundamental não é exagero para um elenco que era praticamente o mesmo do ano anterior.

O que nos leva ao segundo capítulo, “as finanças”. É óbvio que o atacante de 34 anos não voltou para a casa para jogar de graça (certamente teria mercado na Ásia e no Oriente Médio), mas também é certo que topou receber um salário muito abaixo do nível europeu. E para isso acontecer, a ligação emocional foi o ponto de partida – não tenham dúvidas. Quando se traz de volta um craque, é mais fácil envolver investidores, pedir a ajuda da torcida e até comover o atleta com seu passado.

Passado este que, para o Racing, não estava sendo muito vitorioso. Para se ter uma ideia, antes de quebrar o atual jejum, o clube passou por outro muito maior: foram 35 anos até o garoto Milito, então vindo da base, ajudar a equipe a conquistar o Torneo Apertura de 2004. Mas é preciso acreditar sempre, e a mentalidade da diretoria do clube ajudou na mudança de ventos do futebol profissional. Este, aliás, é o terceiro capítulo da lição: “mentalidade vencedora”.

Embora ambos sejam chamado de Academia, a intenção deste post não é comparar a histórias dos clubes em si – até porque somos um dos maiores da América, enquanto que eles estão apenas chegando ao top argentino. O momento de ambos, no entanto, é parecido. E é preciso aprender com o sucesso dos outros para que também se tenha sucesso.

A Sociedade Esportiva Palmeiras é centenária, conta com 15 milhões de torcedores apaixonados, já revelou muita gente boa e certamente tem grandes craques espalhados pelo mundo com vontade de jogar no Verdão por ser seu clube de coração (Hulk e Marcelo são exemplos). Ou pensamos com o tamanho que temos ou vai ficar difícil levantar uma taça importante novamente.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Já são três os novos hermanos, Palestrinos.

E ao que tudo indica, Tobio, Mouche e Allione não serão os últimos a chegar. Afinal de contas, a cada dia que passa acompanhamos notícias e mais notícias sobre as vindas de Pratto, Ferreyra, Morález e assim por diante.

O fato é que, mentiras ou verdades, ficamos refém de informações rasas e, muitas vezes, falsas expectativas. Por isso fui atrás de mais informações sobre todos estes que descrevi anteriormente e tentei compilar aqui os principais comentários sobre todos eles.

 

FERNANDO TOBIO
Zagueiro de 24 anos, foi moldado no Vélez e jogou apenas por lá – onde fez 112 partidas e 3 gols. Estreou em 2008, foi reserva por três temporadas e tornou-se titular em 2011, sendo um dos bons destaques do time que venceu três campeonatos locais. Participou da seleção sub-20 apenas em 2009 e jamais atuou pela principal. Segundo textos de jornalistas locais, é forte fisicamente e bom o jogo aéreo. Tem chances de ser convocado pois a defesa deles vai passar por vasta reformulação na zaga.

 

PABLO MOUCHE
Apesar de ser reconhecido por suas atuações pelo Boca, o atacante de 26 anos foi formado no pequeno Estudiantes de Buenos Aires. Mas a sua fama xeneize faz diferença porque fez 126 partidas pelo time da Bombonera (a maiores como suplente), marcando 18 tentos em seis anos. Números que entregam Mouche não como um definidor, mas um clássico ponta de lança. Fez parte de todas as seleções de base da argentina, mas, depois de ir para a Turquia em 2012, desapareceu da convocações.

 

AUGUSTÍN ALLIONE
Com 19 anos, o meio-campo parece ser, de longe, a contratação mais promissora. Após três temporadas no time de cima do Vélez, Allione se firmou como titular no último ano e deixou a equipe azul com 47 jogos e 2 gols. É apontado pela imprensa argentina como um jogador que atua pelos lados do campo (um meia de transição, nem camisa 5 fixo nem 10 clássico), muito veloz e habilidoso. Atuou pelo sub-20 hermano no ano passado e, por ser muito jovem, deve se dedicar de corpo e alma ao Palmeiras e ainda pode gerar dinheiro em uma venda futura.

 

LUCAS PRATTO
Centroavante clássico, Pratto chegou ao Boca Juniors antes dos 20 anos por indicação de Martín Palermo. Alto e mais corpulento, o atacante de 26 anos tem aquele estilo Oséas de ser. Gosta de jogo aéreo, de fazer pivô, de ser objetivo. Além do campeonato argentino, já frequentou a Noruega, o Chile e a Itália antes de ir de vez para o Vélez em 2012. Desde então, tem 76 partidas e 29 gols. Nunca jogou pela seleção e parece que, pela concorrência, nem deve jogar. Esforçado e só.

 

FACUNDO FERREYRA
Revelado pelo Banfield em 2008, despontou como um centroavante que combinava altura com certa habilidade. Fez 80 jogos na primeira divisão argentina atuando por Banfield e Vélez, somando 31 gols; desempenho que o Shaktar Donetsk, tarado por atacantes sul-americanos jovens, não deixa escapar. Na Ucrânia já fez 6 gols em 11 jogos, mas, embora possa pesar os problemas bélicos na região, a imprensa local não acredita em sua saída agora – nem por empréstimo. Negócio complicado.

 

MAXIMILIANO MORÁLEZ
Último dos moicanos a aparecer em nostra possível lista de reforços, Maxi tem 27 anos e é o clássico enganche argentino. Ao melhor estilo Valbuena de ser, o meia tem 1.60m de altura (é o menor jogador da liga italiana) e ficou famoso pelos passes e arremates precisos. Sua carreira, no entanto, oscilou muito: passou por Racing, FC Moscow, Vélez, até chegar em 2011 a Atalanta (de onde veio nostro eterno Evair, lembram-se?). Fez apenas um jogo pela seleção principal e sua pedida por Gareca explica-se por coincidir com o seu melhor momento na carreira, no Vélez, quando fez 72 jogos e 20 gols.

 

Enfim, é isso. Tentei tocar nos principais pontos de cada atleta, deixando claro que não se tratam de grandes craques, mas de jogadores que podem ajudar. De fato, Tobio e Allione – que já estão aqui – parecem ajudar em muito. Os centroavantes animam menos pela dificuldade nas negociações (o Vélez diz que nunca recebeu nem um sondagem por Pratto) e Frasquito depende de uma complicada liberação da Europa. A parte boa é que TODOS, sem exceção, elogiam nostro treinador.

Seja como for, o Palmeiras está se mexendo. E se comprar argentino é mais barato e promissor, que assim seja. Verdón, decime que se siente…

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Você conhece Márcio Araújo, Palestrino. Ele está desde 2009 no Palmeiras, já quebrou a barreira dos 200 jogos e, exceto por curtos períodos de tempo, tem sido titular do nostro meio-campo com infalível frequência.

Já Ricardo Darín, não sei se você conhece bem. Ele é um talentosíssimo ator argentino, talvez o latino americano de maior prestígio fora do continente, tem um Oscar e atuou em diversos longa-metragens de sucesso. Uma espécie de Messi com a idade do Maradona.

E, por fim, Deus, tenho certeza absoluta que você conhece bem. Mesmo que não acredite, já ouviu falar. Ele é o “Ele”, com E maiúsculo, dispensa maiores apresentações ou esmiúce de currículo.

O fato é que, por um golpe do destino, os três acabaram se trombando nesta semana.

Ao ser entrevistado aqui, em terras brasilis, sobre a constante pressão que a massa palmeirense faz pela sua saída da equipe já há tantos anos, Márcio Araújo foi enfático: “Deus me abençoou. Não vou largar a minha carreira porque não gostam de mim e nem vou reclamar.”. Nem é preciso dizer que a declaração do camisa 18 causou risos, revoltas e piadas aos montes – algumas delas minhas, inclusive.

Enquanto isso, lá na Argentina, ao ser indagado por um repórter da Playboy sobre religião, Darín disse ser ateu, mas prosseguiu com as seguintes palavras: “O ser humano tem a necessidade de acreditar que algo maior esteja olhando tudo o que acontece aqui. Pode ser uma besteira. (…). Mas quem sabe nós não sejamos valentes o suficiente para aceitar isso. Por isso preferimos acreditar que existe algo superior que nos vá entender, ser misericordioso, perdoar e ajudar.”.

O que me fez pensar que, na verdade, nostro volante deve ter razão. Se após tantos técnicos e momentos distintos, ele ainda é titular do Palmeiras, deve haver um motivo maior.

E se este motivo é o fato dele treinar bem, correr muito, ser gente boa ou simplesmente acreditar em Deus, tanto faz. Prefiro um cabeça de bagre convicto de que pode ser titular do Palestra, a um pseudo-craque que faça o manto verde pesar 400kg a suas costas.

Vai lá, Márcio Araújo. Faça uma corrente antes do jogo, se entregue em toda partida como se fosse a sua última e, mesmo limitado, honre a nostra camisa dentro de campo. Seja pela torcida, pela sua família ou por “Ele”.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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