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Posts Tagged ‘argentino’

Lá se vai Gareca, Palestrinos. E junto com ele vai um pouco das nostras esperanças de novas ideias em um clube onde mandam as velhas cabeças.

Afinal, o “Projeto Gareca” era muito mais do que a simples chegada de um novo treinador. Era uma aposta em uma mentalidade diferente, em um cara que veio de fora trazendo conceitos que não estamos viciados. Infelizmente, no entanto, foi tudo por terra.

Culpa Gareca tem, sim. É inegável que ao perceber que o time não estava respondendo dentro das quatro linhas, o técnico se desesperou e começou a tomar decisões notoriamente errôneas. Manter Fábio em um momento de pressão extrema foi um exemplo disso. Bem como deixar (acertadamente) Wesley de fora da equipe por algumas rodadas e, de repente, escalá-lo (bizarramente) de capitão. Da mesma forma, recorrer a Eguren e Bruno César para mudar o jogo no sábado depois de meses sem relacioná-los, foi algo no mínimo estranho.

No entanto, é bom que se diga, ele é o menor dos culpados.
Ao meu ver, o elenco e diretoria têm culpa maior que a dele.

Os jogadores porque vêm falhando. A maioria é, sim, de qualidade duvidosa – e isso é culpa de quem monta o time -, mas mesmo para quem é nota 5 estão errando absurdamente. Wesley e Leandro demonstram uma má vontade acima do aceitável, Fábio se mostra um goleiro ainda inexperiente, Tobio chegou e não foi nem sombra do que nos venderam os noticiários, Bruno César e Bernardo parecem ter desistido de jogar, bem como Menezes e Mendieta já cansaram quem acompanha o time de perto.

E o veredito final sobre o grupo é o fato de que Lúcio, Marcelo Oliveira e Henrique têm sido os melhores em campo. Jogadores esforçados e limitados, mas que ao menos se entregam. O problema é que, para vencer, não se vive só de suor (muito menos de Valdivia). Ganha-se títulos com um Galeano, não com onze.

Quem errou e tem errado muito ultimamente é a diretoria. Embora tenha chegado com discurso diferente do que estamos acostumados, Paulo Nobre mostrou demasiada fraqueza nos últimos meses. O pulso firme do início (quando resolveu o caso Barcos e se negou a aumentar o salário de jogadores medianos) deu lugar a uma postura totalmente perdida (deixando Kardec sair por R$20 mil mensais e trazendo reforços nem tão baratos assim no desespero). A decisão de demitir Gareca, aceitando a pressão interna do clube, mostra isso claramente.

E que fique claro que ainda acho Nobre o mais capacitado a ser mandatário do Verdão. Não existem, hoje, candidatos melhores. Só que o Palmeiras é um ninho de cobras e, para comandá-lo, é preciso mais do que MBA e boas ideias. Infelizmente, é preciso fazer parte de um jogo de relacionamento sujo e escroto. Faz-se aliança com velhotes gagás e, automaticamente, arranja-se inimigos mortais sob o mesmo teto.

Este é o verdadeiro problema do Palmeiras: ter os mesmos “donos” desde 1980. E aí, sinceramente, pouco importa quem vai estar a beira do campo. Se é Dorival, Jorginho ou San Gennaro, a única triste certeza que tenho é a de que estamos cada vez mais a deriva.

E já que o Palmeiras segue sendo o mesmo Palmeiras, vamos seguir sendo os mesmos palmeirenses de sempre: na arquibancada, apoiando e protestando belo bem do Campeão do Século.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Já são três os novos hermanos, Palestrinos.

E ao que tudo indica, Tobio, Mouche e Allione não serão os últimos a chegar. Afinal de contas, a cada dia que passa acompanhamos notícias e mais notícias sobre as vindas de Pratto, Ferreyra, Morález e assim por diante.

O fato é que, mentiras ou verdades, ficamos refém de informações rasas e, muitas vezes, falsas expectativas. Por isso fui atrás de mais informações sobre todos estes que descrevi anteriormente e tentei compilar aqui os principais comentários sobre todos eles.

 

FERNANDO TOBIO
Zagueiro de 24 anos, foi moldado no Vélez e jogou apenas por lá – onde fez 112 partidas e 3 gols. Estreou em 2008, foi reserva por três temporadas e tornou-se titular em 2011, sendo um dos bons destaques do time que venceu três campeonatos locais. Participou da seleção sub-20 apenas em 2009 e jamais atuou pela principal. Segundo textos de jornalistas locais, é forte fisicamente e bom o jogo aéreo. Tem chances de ser convocado pois a defesa deles vai passar por vasta reformulação na zaga.

 

PABLO MOUCHE
Apesar de ser reconhecido por suas atuações pelo Boca, o atacante de 26 anos foi formado no pequeno Estudiantes de Buenos Aires. Mas a sua fama xeneize faz diferença porque fez 126 partidas pelo time da Bombonera (a maiores como suplente), marcando 18 tentos em seis anos. Números que entregam Mouche não como um definidor, mas um clássico ponta de lança. Fez parte de todas as seleções de base da argentina, mas, depois de ir para a Turquia em 2012, desapareceu da convocações.

 

AUGUSTÍN ALLIONE
Com 19 anos, o meio-campo parece ser, de longe, a contratação mais promissora. Após três temporadas no time de cima do Vélez, Allione se firmou como titular no último ano e deixou a equipe azul com 47 jogos e 2 gols. É apontado pela imprensa argentina como um jogador que atua pelos lados do campo (um meia de transição, nem camisa 5 fixo nem 10 clássico), muito veloz e habilidoso. Atuou pelo sub-20 hermano no ano passado e, por ser muito jovem, deve se dedicar de corpo e alma ao Palmeiras e ainda pode gerar dinheiro em uma venda futura.

 

LUCAS PRATTO
Centroavante clássico, Pratto chegou ao Boca Juniors antes dos 20 anos por indicação de Martín Palermo. Alto e mais corpulento, o atacante de 26 anos tem aquele estilo Oséas de ser. Gosta de jogo aéreo, de fazer pivô, de ser objetivo. Além do campeonato argentino, já frequentou a Noruega, o Chile e a Itália antes de ir de vez para o Vélez em 2012. Desde então, tem 76 partidas e 29 gols. Nunca jogou pela seleção e parece que, pela concorrência, nem deve jogar. Esforçado e só.

 

FACUNDO FERREYRA
Revelado pelo Banfield em 2008, despontou como um centroavante que combinava altura com certa habilidade. Fez 80 jogos na primeira divisão argentina atuando por Banfield e Vélez, somando 31 gols; desempenho que o Shaktar Donetsk, tarado por atacantes sul-americanos jovens, não deixa escapar. Na Ucrânia já fez 6 gols em 11 jogos, mas, embora possa pesar os problemas bélicos na região, a imprensa local não acredita em sua saída agora – nem por empréstimo. Negócio complicado.

 

MAXIMILIANO MORÁLEZ
Último dos moicanos a aparecer em nostra possível lista de reforços, Maxi tem 27 anos e é o clássico enganche argentino. Ao melhor estilo Valbuena de ser, o meia tem 1.60m de altura (é o menor jogador da liga italiana) e ficou famoso pelos passes e arremates precisos. Sua carreira, no entanto, oscilou muito: passou por Racing, FC Moscow, Vélez, até chegar em 2011 a Atalanta (de onde veio nostro eterno Evair, lembram-se?). Fez apenas um jogo pela seleção principal e sua pedida por Gareca explica-se por coincidir com o seu melhor momento na carreira, no Vélez, quando fez 72 jogos e 20 gols.

 

Enfim, é isso. Tentei tocar nos principais pontos de cada atleta, deixando claro que não se tratam de grandes craques, mas de jogadores que podem ajudar. De fato, Tobio e Allione – que já estão aqui – parecem ajudar em muito. Os centroavantes animam menos pela dificuldade nas negociações (o Vélez diz que nunca recebeu nem um sondagem por Pratto) e Frasquito depende de uma complicada liberação da Europa. A parte boa é que TODOS, sem exceção, elogiam nostro treinador.

Seja como for, o Palmeiras está se mexendo. E se comprar argentino é mais barato e promissor, que assim seja. Verdón, decime que se siente…

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Outra vitória, Palestrinos!

A quarta seguida, quem diria, aliviando o clima pesado de desconfiança que já ameaçavam a paz da equipe e nos colocando no G-4. Sorte a nostra, sorte a de Nobre e mais ainda sorte de Ricardo Gareca, nostro novo treinador, que deve assumir o time em boa situação pouco antes da parada para a Copa do Mundo.

No entanto, como bom palmeirense que deseja o total sucesso do treinador argentino no Verdão, me sinto no direito de dar algumas dicas para ele. Afinal, ajuda nunca é demais.

  • No Palmeiras, a boa fase vai embora embora em 90 minutos: Pouco importa o quão bem o time esteja. Se perder clássico, levar goleada ou for eliminado até de torneio de truco, o bicho pega. É bom manter o time ligado.
  • Estamos somando pontos para não tomar sustos: Sim, o nível do Campeonato Brasileiro está beirando o ridículo. Mas pensar em título com este elenco é sonhar demais. Nostra primeira metade de turno traz uma tabela mais fácil e, por isso mesmo, vale ganhar tudo o que pudermos para não tomar sustos depois.
  • Precisamos de reforços, e rápido: Marcelo Oliveira não é zagueiro, Wendel nunca foi confiável, Mendieta não aguenta ser o armados da equipe e Henrique – que chegaria para o banco de Kardec – não tem reserva.
  • Tenha um time que corra e terá a torcida: Sei que isso parece comum a todas as torcidas, mas não é. Quem já esteve no Palestra ou no Paca lotado sabe que a massa é capaz de virar um jogo depois de um carrinho bem dado.
  • Dê chances a base, mas aposte também nos olheiros: Historicamente, a base do Palmeiras nunca foi o maior recurso. Mesmo os jovens que brilharam com o manto verde vieram de equipes do menores e/ou do interior do estado. Abra os olhos para torneios juniores.
  • Gringos são bem vindos: Poucas torcidas recebem tão bem estrangeiros quanto a nossa. Portanto, vá atrás de bons negócios e os traga para brilhar aqui.
  • Goleiro a gente faz em casa: Bruno deu ruim, Deola deu azar, mas Fábio provou que continuamos bem neste quesito. Confie em Orbedan, Leão, Velloso e São Marcos.

Enfim, poderia dizer até mais, mas este é o básico. Boa sorte ao nostro novo comandante e que, ao seu lado, possamos gritar “campeón” muitas e muitas vezes.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Agora é oficial, Palestrinos: na tarde desta quinta-feira, Paulo Nobre disse com todas as letras que Juan Román Riquelme não virá para o Palmeiras.

Muito se falou sobre a vinda do meia nas últimas semanas – em bem da verdade, só se falou nisso – e as opiniões acaloradas dos torcedores foram bem divididas. Há quem defenda que mesmo sem a perna o boquense seria bem vindo e há quem não o queira nem pintado de ouro.

Eu, apesar de estar mais perto do segundo que do primeiro grupo, confesso que não tem como saber o que seria dele caso fosse contratado.

Afinal, a qualidade técnica de Riquelme é inquestionável. Basta relembrar nostros duelos contra o Boca Juniors no ínicio dos anos 2000, além das centenas de vídeos com gols de falta e dribles incríveis do meia para saber disso. Existe até um vídeo que resume o primeiro semestre dele no ano passado e vê-se que ele sabe jogar muita bola.

Por outro lado, mais de dez anos se passaram desde a maioria das imagens tão reprisadas e “El Díez” está completamente parado há sete meses. Ele, aliás, pouco saiu de casa neste período e concedeu diversas entrevistas se dizendo feliz por estar em casa com sua cuia de mate.

O fato é que Arnaldo Tirone foi até lá e ofereceu algo em torno de R$420 mil mensais para que ele viesse jogar no Brasil por 3 temporadas. Obviamente, brilharam os olhos do rapaz. Mesmo quem já ganhou bastante dinheiro na Espanha não seria maluco de recusar quase R$5 milhões por temporada (ainda mais levando-se em conta a atual economia argentina).

Os cavaleiros do apocalipse logo levantaram suas armas a favor do hermano. Argumentaram que mandamos 20 jogadores embora e contratamos apenas 2; afirmaram que ele, com vontade, é um 10 dos sonhos; disseram que se o Daniel Carvalho merecia R$200 mil, Riquelme merecia muito mais.

Mas, entendam, tudo isso é achismo. Jamais saberemos se ele iria mesmo jogar se esforçar pelo Palmeiras. Eu, pessoalmente, sempre tive um pé atrás com o negócio pelo simples motivo de que acho que tudo precisa ser feito de cabeça fria (não no último dia de mandato do ex-presidente). Contratá-lo sem analisar a situação seria um ato desesperado. A situação foi analisada e decidiram pelo não. Estamos com uma nova diretoria e a nova diretoria irá trabalhar diferente.

Eu apoio a decisão de Nobre e Brunoro. E você?

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Hernán Barcos, Palestrinos, este é o cara.

Um atacante que chegou cheio de informações desencontradas, que era uma aposta, que causou (mais um) desconforto entre Felipão e Frizzo, o camisa 9 que usa a 29, o Pirata que impôs respeito a quem lhe chamou de Zé Ramalho. Um cara pacífico, centrado e, até agora, matador.

Não, ele não é um craque. Longe disso. Mas perto das opções que temos e tivemos no elenco recentemente, é uma dádiva. É um cara, no mínimo, diferente. A reação de todo palmeirense após o gol de rebote marcado por Maikon Leite na última quinta-feira, diante do Oeste, foi a mesma: “caraca, um atacante que chuta no gol!”.

Parece óbvio, mas não é. Um atacante objetivo é o que há de mais puro no futebol. Um cara que domina, gira e chuta; um cara que faz a sua função sem enfeitar. Ficamos tanto tempo sem ver isso no Palmeiras que é até encantador ver jogadas e gols como os de ontem acontecendo.

Se ele vai marcar mesmo 27 gols no ano eu não sei. Mas que ele já caiu nas graças da massa, isso eu tenho certeza.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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