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Posts Tagged ‘Arouca’

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Que Alexandre Mattos negocia e contrata com eficiência todos nós sabemos, Palestrinos. Em menos de duas temporadas ele já trouxe quase 40 novos nomes para a equipe e ajudou na reconstrução do time que quase caiu em 2014.

A grande questão é que assinar contratos é apenas um dos trabalhos de um diretor de futebol. Agora chegou a hora dele exercer algo que também ter que ser exigido por quem assina seu contracheque: cobrar os atletas.

Afinal de contas, se é verdade que Marcelo Oliveira segue sem dar padrão de jogo ao time, é igualmente vero que grande parte do elenco parece omissa e descompromissada. Logo eles, que dizem ter um ótimo ambiente e elogiam a diretoria por pagar em dia, têm parecido cada dia mais preguiçosos.

De forma alguma estou eximindo nostro treinador de culpa; acredito que ele ainda não achou a formação ideal e o prazo dele para fazer isso está cada dia mais curto. Mas, mesmo sem um padrão tático, não dá para esperar nem que nostro time C tenha dificuldades para enfrentar Linense, São Bento e coisas que os valham. Os jogadores precisam ser cobrados – e alguns deles em especial.

Robinho, sempre lento, é claramente um deles. Lucas, Egídio e Arouca também. Mesmo quem estava atuando bem (casos de Vitor Hugo e Matheus Sales, por exemplo) caíram demais em 2016. Não é só falta de vontade e de raça, em alguns casos falta confiança ou concentração. Tem vezes que um título, ao invés de motivas, traz a soberba. Dá para ver no rosto de jogadores como Fernando Prass e Dudu o desânimo com alguns de seus colegas.

É por isso que Alexandre Mattos tem que entrar em ação. Os atletas têm boa relação com ele e uma conversa em particular pode despertar algo que anda adormecido: o brio. Todos jogador de futebol é vaidoso e é preciso mostrar a eles que, se a Sociedade Esportiva Palmeiras não brilha, eles também ficam opacos perante a mídia. Em outras palavras, Mattos precisa cobrá-los sem que eles espanem.

Como ele fará isso eu não sei – mesmo porque não sou quem é pago para isso. Só espero que ele o faça rápido.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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A temporada 2016 ainda não começa hoje, Palestrinos.

Muito embora a disputa do primeiro torneio do ano tenha início esta noite, a Copa Antel é amistosa e ainda não vai revelar pra valer o que deve ser o Palmeiras nesta temporada. Teremos alguns desfalques por limitação física (Barrios, Cleiton Xavier, Gabriel) e outros por tempo de casa (Jean). No entanto, dá pra começar a imaginar as opções de Marcelo Oliveira.

O tradicional 4-2-3-1
Formação predileta do nostro treinador, deve ser a base ao menos para o início do ano. O ponto forte segue sendo uma boa dupla de volantes e a velocidade pelos lados do campo; já o ponto fraco fica com a dependência que teremos de Robinho.
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O cauteloso 4-3-1-2
Com a boa oferta de volantes, Marcelo pode optar por um esquema mais cauteloso. O ponto forte seria a proteção a frente da zaga e a liberdade para os laterais; já o problema segue sendo a dependência de um meia de ligação.
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Ousadia e alegria no 4-3-3
Embora seja possível dizer que jogamos assim durante momentos da temporada 2015, o Palmeiras nunca teve 3 atacantes de fato. Neste caso estaria aberta mais uma vaga na frente; já no meio, a disputa seria ainda maior e poderia sobrar para Robinho ficar de fora.
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Armação ilimitada no 4-1-4-1
Com as novas opções de meio, em alguns momento Marcelo pode escolher o toque de bola em detrimento a velocidade. Ponto forte para a cadência de jogo, mas ponto fraco por ter meio banco de reservas com atacantes.
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Segurando a onda no 3-5-2
Embora seja a opção menos provável (já que não temos 3 zagueiros confiáveis), pode ser usada em casos extremos. O ponto positivo é a liberdade que damos aos laterais e às jogadas de fundo; já o ponto fraco fica por conta do meio, onde sobrarão muitos atletas.
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São cinco desenhos diferentes com cinco alternativas para nostro treinador trabalhar a equipe. Como se pode ver, o tamanho do grupo faz com que sobrem opções em várias posições (Lucas Taylor, Victor Luís, Mouche) e eu sinceramente não sei como a comissão técnica vai trabalhar em relação a isso.

No entanto, é inegável que o grupo está mais forte que em 2015 – e vai ser impossível Marcelo reclamar da falta de atletas. O principal trabalho, agora, é conseguir formar um time que possa enfrentar campeonatos paralelos sem perder o entrosamento e ter um gargalo em qualidade. Dá pra acreditar.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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E veio o pior, Palestrinos. Após 8 rodadas sem conhecer nenhuma derrota, calhou de amargarmos logo duas na sequência neste Brasileirão.

Bom dizer que nenhuma delas é calamitosa; Atlético/PR e Cruzeiro são times que estão se arrumando e ainda irão roubar pontos de muita gente neste campeonato. Mas, pelas circunstâncias em que perdemos os jogos (um com a casa lotada e o outro depois de buscar o resultado), dá pra entender a reação da massa quanto a esses dois reveses.

A questão é que, em pontos corridos, não dá pra ficar chorando os jogos derramados. Temos mais duas partidas até o final do primeiro turno e o objetivo é um só: conquistar os seis pontos. Pela frente vêm o Coritiba em crise e o Flamengo, em ascensão, mas jogando no Allianz Parque. 100% de aproveitamento é mais do que possível.

Marcelo Oliveira terá de lidar com a suspensão de Lucas e Victor Ramos, porém o principal é tentar arrumar nostro meio-campo. Desde que Gabriel saiu da equipe ainda não conseguimos achar uma formação útil, ficando com buracos tanto na marcação quanto na armação de jogadas. Robinho está mal (com Cleiton Xavier pior), Dudu e Rafael caíram demais e é preciso reequilibrar o sistema de jogo.

Na minha humilde opinião, chegou a hora de mudar o esquema. Fazer um 4-4-2 clássico, usar os atacantes de qualidade que temos no elenco e forçar o jogo pelo meio. Podemos até colocar Zé Roberto de volta no time, ajudando Arouca na proteção e saída de bola.

O importante é que, ao contrário dos últimos anos, opções existem. E eu confio que nostro comandante irá encontrar a solução ideal para que voltemos ao G4.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Quem assistiu todos os jogos do Palmeiras na temporada sabe que as coisas não vão às mil maravilhas, Palestrinos. E, ao meu modo de ver, o sistema de jogo tem muito a ver com este desempenho.

Desde que chegou a Academia, Oswaldo optou pelo 4-2-3-1. O sistema é utilizado por várias equipe brasileiras e estrangeiras, não tem muito de inovador, mas com os jogadores certos pode funcionar bem. Nostra equipe mesmo já fez alguns bons jogos atuando assim este ano. O ponto é que temos falhas a resolver – e este esquema não tem ajudado.

A primeira delas é a claríssima fraqueza de nostra defesa, que implica em ter proteção extra. Isso implica em laterais que subam pouco ou em volantes que estejam dispostos a se matar. O que, de cara, já mata dois conceitos primário de Oswaldinho: Zé Roberto na lateral e Robinho (ou CX) de segundo volante. Sem uma dupla de zaga confiável, fica impossível jogar assim.

A segunda é a nostra principal fonte de preocupação dos últimos anos: a criação de jogadas. Embora tenhamos mais opções do que nunca (Robinho, Cleiton e até ele, Valdivia), a distribuição de jogo ainda é um problema para nós. Muito pelo problema dos volantes e muito pelo próximo ponto – o constante isolamento dos pontas.

Seja Dudu, Rafael Marques, Kelvin ou Maikon Leite a receber a bola, o Palmeiras se especializou em isolar seus pontas em 2015. A bola até chega neles, mas a jogada morre. Ou eles tentam ir pra cima ou – o que é mais comum – eles fazem um cruzamento só para se livrar da bola. É preciso que os laterais e o pivô se aproximem e facilitem as tabelas.

Por fim, é preciso rever este esquema com um atacante único. Que até funciona bem com a altura e força de Leandro Pereira, mas com nostros outros dois avantes (Cristaldo e Gabriel Jesus), muito menores e mais fracos, não. Ou centralizamos Rafael Marques ou jogamos com dois na frente.

A verdade é que, por mais que seja apenas maio, soluções não faltam. Ao contrário do ano passado, este ano temos muitas outras opções. É claro que as lesões constantes têm atrapalhado (principalmente a de Arouca), mas é possível driblá-las usando inteligência e – o mais importante neste post – as variações táticas.

Dá pra montar este Palmeiras no clássica 4-2-2-2 (com dois volantes, dois meias e dois atacantes de ofício), dá pra fazer o 4-1-2-1-2 (hexágono clássico, com apenas um meia armador e três homens que se movimentem), até mesmo um 3-5-2 (aqui sim usando Zé Roberto na ala esquerda) ou um 4-3-3 (Jesus, Dudu e Leandro Pereira na frente). Meu pensamento é simples: se os técnicos da Ponte e da Chapecoense conseguem montar times competitivos, por que o do Palmeiras não conseguiria?

Abre os olhos, Oswaldo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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1º de Maio é Dia do Trabalho, Palestrinos. Mas para o nostro elenco, o feriado vai passar longe: esta sexta-feira será um dia pra lá de importante.

Afinal, a decisão do Paulistão está aí. A semana voou, a recuperação física aconteceu, vimos nostros reservas empatarem miseravelmente  pela Copa do Brasil e, com o elenco completo novamente, chegou a hora da verdade.

Meus palpites é que Arouca não joga e que Valdivia volta ao time titular. OsWaldo vai manter apenas Gabriel na contenção, vai colocar Robinho de segundo volante e construir aquele time maroto que vimos tocar bem a bola na primeira partida da final. Leandro Pereira será mantido e Rafael Marques continuará aberto pela direita, formando um 4-1-4-1 promissor.

O time perde a tal da “pegada”, mas se defende da melhor forma do mundo: atacando. Com o meio repleto de jogadores de qualidade, o objetivo é manter a posse de bola a nostro favor e, com a vantagem do empate, explorar o desespero do Santos. Se vai dar certo dentro de campo é outra coisa, mas a estratégia desenhada por Oswaldo me agrade bastante.

É claro que, para isto acontecer, precisamos de um time ligado 90 minutos. Laterais que entendam a função defensiva, um Dudu que infernize os adversários indo pra cima, um Valdivia que encontre os atacantes na diagonal, uma bola parada que saia caprichada dos pés de Cleiton Xavier – e assim por diante.

Seja como for, o dia de amanhã será decisivo para o que vai acontecer domingo. É dia, portanto, de trabalhar por algo muito maior que um treino; é dia de trabalhar por um título. E eu acredito!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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1995. Era uma manhã de sábado e o relógio mal havia passado das 8h da manhã . De repente, meu pai entrou no quarto com o caderno de esportes do Estadão nas mãos e começou a gritar: “Puta que o pariu, acorda: contratamos o Van Basten!!!”.

Instantanea e instintivamente, eu e meu irmão levantamos da cama festejando. Dane-se que era cedo, dane-se que não tinha escola, dane-se que o susto: Van Basten era exatamente o que precisávamos praquele time! A comemoração continuou ao longo do dia, da mesa de café até o jantar. E foi na hora da pizza que meu pai, rindo muito, nos relembrou de algo importante: era 1º de abril.

Reparem que o mais impressionante da história, para nós, era o fato de ser “Dia da Mentira”. Nós não duvidamos em nenhum momento que aquilo era verdade. Não pegamos o jornal pra ler, não ligamos a TV pra confirmar e nem internet tínhamos. O fato é que, em épocas de Parmalat, nada era impossível.

Pois vinte anos se passaram até que pudéssemos sentir isso novamente. Claro que não trouxemos nenhum grande craque e que a receita é infinitamente menor. Mas, pela primeira vez nas últimas duas décadas, nós estamos montando um time em que dá pra acreditar de verdade. Sem ter que forçar a amizade, apelar para o amor eterno nem ficar buscando fé onde não há.

Olhar para dentro de campo e se deparar com Fernando Prass, Zé Roberto, Arouca, Valdivia e Dudu do nostro lado é algo que (não) tem preço. Na verdade, vale cada centavo. Vale por cada golaço imaginado antes de dormir, cada triangulação que começamos a construir mentalmente, cada taça que estamos levantando com a força do pensamento.

Enfim, pode até ser que este time não vá a lugar nenhum. Mas 2015, certamente, é o ano em que o Palmeiras está querendo ser o Palmeiras de novo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Os temas deste post são tão absurdos que nem deveriam estar neste blog, Palestrinos. Mas quando muitos deles infelizmente dizem respeito ao Palmeiras, me sinto na obrigação de escrever sobre.

Para começar a conversa, vou fugir do clichê repitido por tantos sociologistas e – pasmen – repórteres esportivos que dizem que é “apenas futebol”. Porque de forma alguma é “apenas” futebol. Nada que mexa tanto com bilhões de pessoas ao redor do mundo pode ser considerado algo pequeno. Sei que o quanto futebol é vital para mim e para tantos outros que talham seu modo de vida para experimentar ao máximo este esporte tão peculiar.

O fato é que, nos últimos dias, o noticiário esportivo foi tomado por uma enxurrada de matérias sobre racismo, violência e até drogas. Sim, também é fato que nada disso é novidade no esporte – ou na sociedade – mas foi assustador como tudo isso se sobrepôs em tão pouco tempo.

Começou com Tinga, que foi literalmente aclamado de “macaco” no Peru, e continuou com Arouca e o árbitro gaúcho Márcio Chagas da Silva, alvos em Mogi Mirim e no interior do Rio Grande do Sul. Algo que chega a ser ridículo em um esporte com tantos negros envolvidos (e, só por curiosidade, aqui vai um documentário sobre o porquê de termos mais negros dentro do que fora dos campos).

As notícias seguintes falam de violência. Primeiro, a morte de um torcedor santista por vândalos são paulinos; agora, mais recentemente, a agressão a mãe e a filha do nostro atacante Diogo em plena torcida da Portuguesa (clube onde se formou, jogou por tantos anos e tem livre acesso). Veja bem: estou falando de (mais) uma morte e de agressão a duas mulheres – sendo a segunda menor de idade.

Por fim, pouco antes do Carnaval soubemos que foram encontrados 300kg de cocaína e crack em um galpão da TUP (Torcida Uniformizada do Palmeiras, ou seja, uma torcida uniformizada). De novo: 300 QUILOS! Punto e basta.

Toda essa escória de notas está intimamente ligada ao futebol e ao Palmeiras. E, por infeliz obviedade, repito que nenhuma delas é inédita. Nem o racismo (lembrando que antigamente jogadores negros se pintavam de branco para jogar escondidos), nem a violência (são tantas as mortes e confrontos que seria impossível citá-las em um post), muito menos as drogas (que fume a primeira pedra quem nunca sentiu cheiro de maconha nas arquibancadas de um estádio, para pegar leve na lembrança).

O problema é que as coincidências não param por aí. Afinal, a raíz de todas elas é a mesma, a impunidade. É aí que voltamos ao ponto inicial deste post: é impressionante como algo que é levado a sério por tantos  dentro de campo é tratado como lazer fora dele. As leis que valem para uma morte em um supermercado, por exemplo, não têm o mesmo poder quando relacionadas ao futebol. Parece simplesmente que não merecem atenção.

Nem dirigentes, nem justiça, nem políticos levam isso a sério. Mesmo os jogadores tocam de lado quando o assunto diz respeito a eles. E nós, os torcedores apaixonados, ficamos vendidos. Alguns já desistiram de frequentar estádios por medo; outros só vão a jogos pequenos; alguns outros afirmam que já perderam a paixão; e, o pior, temos crianças brasileiras que realmente torcem por Barcelona ou Manchester United como primeiros times.

Se nada disso te incomoda por ser sobre futebol, seja egoísta e pense apenas no Palmeiras. Daqui a pouco, os sites e jornais trarão duas notícias sobre o campeonato e umas dez sobre todos estes outros assuntos. É isso que você quer? Eu não, nem pro nostro Palestra nem pro futebol como um todo.

Que tal fazermos o Bom Senso do torcedor?

Siamo Palestra!

ROJAS.

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