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Posts Tagged ‘assunção’

Parece que quanto mais rezamos, mais assombração nos aparece, Palestrinos. Depois de achar que tínhamos exorcizado Valdivia, ele voltou a tona com força.

Talvez por estar prestes a deixar o país ou por simples vontade de aparecer, o chileno fez críticas a Paulo Nobre e Alexandre Mattos, inundou as manchetes “esportivas” e, de quebra, trouxe Marcos Assunção junto com ele. Não que quisesse de fato trazer o volante de outrora para discussão, mas, ao citar o nome do ex-companheiro em suas entrevistas, deu chance de resposta ao veterano cobrador de faltas. E foi aí que o bicho pegou.

A real é que a imprensa adora este tipo de matéria e é óbvio que as palavras do meia iriam causar. O barulho foi tanto que o assunto dominou todas as redes sociais alviverdes – além, é claro, dos já tradicionais grupos de WhatsApp. O que mais me intriga nisso tudo é: por que diabos estamos falando sobre isso?

Tanto Valdivia como Assunção são jogadores comuns e nenhum deles irá constar em nostra história gloriosa. Ajudaram dentro de campo em alguns momentos importantes do Século XXI, mas foi só isso. Pouco ou nada importa se eles brigaram, discutiram ou se mataram. Dar cartaz a esta polêmica é alimentar assunto vazio.

Ao invés de falarmos disso, por exemplo, por quê não saudamos São Marcos? Hoje nostro eterno ídolo completa 42 anos e merece todos os posts e papos de bar da nação palestrina. Seja debaixo das traves ou com o microfone na mão, Marcão sempre nos deu alegrias. Parabéns ao Santo e vida longa aos craques que já envergaram nostro manto alviverde?

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Muita calma com o andar da carruagem, Palestrinos.

Ontem fomos derrotados pelo Libertad, fora de casa, e isso não tem nada demais. O aproveitamento do time paraguaio em casa tem sido maior que 80% em casa nos últimos anos e, apesar do nostro mal jogo, não dá para incriminar a equipe pela noite ruim.

Nostra zaga estava mal, Prass sem tempo de bola, os laterais nulos e só quem tentou algo foi Vinícius… No entanto, dá pra recuperar já na semana que vem. Temos que ganhar os três confrontos em casa, mais o jogo fora contra o fraquissímo time do Tigre. Com esta campanha nada surrealista, nos classificaremos.

O importante é lembrar que, antes de soar as cornetas, devemos lembrar que o time está sendo montado. Valdívia e Kleber ainda não estão em condições totais, não sabemos se Vílson é zagueiro ou volante nem quem é o dono da lateral-direita, por exemplo. Isso tudo exige tempo e, infelizmente, paciência.

É claro que quando a nostra camisa entra em campo, seja contra quem for, esperamos e torcemos pela vitória. Mas, agora, lembrem-se, é hora de apoiar e confiar. 2013 será difícil, no entanto necessário. Eu canto, eu sou Palmeiras até morrer!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Marcos Assunção tem muito crédito, Palestrinos.

Embora muitos torcedores sempre tenham contestado sua idade e seu vigor físico, é inegável que os serviços prestados pelo volante nos últimos anos foram incríveis. Não bastassem sua experiência e liderança natural dentro do grupo, a eficiente bola parada que saiu de seus pés nos fez lembrar os tempos vitoriosos de Chiqui Arce.

Mas o assunto da semana não é exatamente esse e sim a sua saída. Antes tida como quase impossível, ela confirmada ontem de manhã pelo Palmeiras e posteriormente pelo próprio jogador. Muitos atacaram o atleta, muitos defenderam Assunção, mas acho bom fazer uma análise mais comedida da coisa.

O primeiro ponto é sobre a sua permanência para 2013 de acordo com critérios técnicos. Beirando os 37 anos e com problemas no joelho, o camisa 29 de fato não parecia muito necessário ao grupo dentro de campo. Embora o elenco esteja esvaziado, vamos ter jogos duros este ano e vale apostar na juventude.

Já o segundo ponto trata do lado financeiro. Uns falaram em R$250 mil, outros até em R$400. Mas, na verdade, ninguém sabe quais valores são reais. Eles assustam, sim, mas tenho certeza que vocês ficariam surpresos com os valores dos salários do futebol hoje em dia. No Palmeiras, por exemplo, Barcos não está nem entre os 10 maiores salários. Isso quer dizer que muitos jogadores medíocres – e com uma folha corrida bem abaixo da de Marcos Assunção – ganham valores que ultrapassam R$100 mil mensais. Dito isso, eu não pagaria mais de R$200 mil ao nostro ex-capitão. Mas também não o faria por ninguém do elenco, a não ser Barcos e, talvez, Henrique.

No entanto, é o terceiro ponto que mais me deixa maluco nessa história: a organização. Se a diretoria pretende negociar a permanência de atletas, tem que agir rápido, não esperar a última semana do ano. Assim como anunciaram dispensas tão logo caímos, deveriam também ter negociado as permanências. É um desrespeito com qualquer atleta, de qualquer nível, se reapresentar com o elenco e ser dispensado poucos dias depois.

O Palmeiras, infelizmente, virou um antro de desorganização e falta de comando. Uma combinação que gera desrespeito e vergonha para nós, os milhões de apaixonados. Por isso peço desculpas e agradeço a Marcos Assunção pelas duas últimas temporadas de serviços prestados à Sociedade Esportiva Palmeiras.

Hoje você já não faz parte dos planos, mas sigamos as nossas vidas com esse carinho conquistado dentro e fora de campo. Você é grande, meu caro, muito obrigado!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Não faz tanto tempo assim, Palestrinos, e o mês de janeiro era um dos meus preferidos.

Lembro-me de abrir ansioso as páginas esportivas dos jornais, de acessar incessantemente a internet, escutar rádio AM o dia todo e não perder um só programa esportivo na TV com o objetivo de ver quem o Palmeiras iria trazer para a temporada que se aproximava.

Estávamos comprando um novo matador para vestir a 9? Será que aquele meia do interior que todos queriam havia chegado? E aquele volante botinudo que não deu certo, alguém quis levar embora? Até a metade do Campeonato Paulista eu era uma felicidade só. Mesmo sabendo dos boatos que nunca se tornariam realidade, a expectativa era tanta que não cabia em mim.

De uns anos pra cá, no entanto, o mês de janeiro tem sido o pior. Descrente e totalmente desprovido de qualquer esperança, tenho corrido das notícias esportivas desde dezembro. É claro que elas ainda chegam, seja através de um amigo, das redes sociais ou da minha própria curiosidade. Mas confesso que ando fugindo.

E sem fazer nenhuma mea culpa, me isento de qualquer crítica. Afinal de contas, contratações de baixo calão e até dificuldade em renovar contratos não me fazem acreditar em um 2013 melhor.

Enfim, não bastasse roubarem nostras glórias e lágrimas, esses malditos velhos que se auto intitulam gestores conseguiram ir além: estão roubando também os nostros sonhos.

E ainda assim… Siamo Palestra!

ROJAS.

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Depois de tantas lágrimas, tanta piada, tanta dedicação… é campeão!

Depois de tantas derrotas, tantos tropeços, jogos em vão… é campeão!

Depois de rebaixamento, sofrimento, depressão… é campeão!

Depois de levar de seis, de quase virar freguês, de superação… é campeão!

Depois de jogar com garra, com alma, com o coração… é campeão!

Depois de suar o bigode, de dar carrinho, ralar a bunda no chão… é campeão!

Depois de tantos problemas, tanta tempestade e tanto trabalho…
É CAMPEÃO, CARALHO!!!

 

Siamo Palestra!

ROJAS.

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O futebol está ficando chato, Palestrinos, e não é de hoje.

Ontem, ao final da partida em que batemos a bambizada por um a zero, tivemos mais alguns exemplos disso. O ocorrido foi que, enquanto ainda davam depoimentos dentro de campo, alguns de nostros jogadores souberam do gol do Vasco. E ali, em meio ao arrombo de alegria de ambas as torcidas, a maioria se calou.

Deola disse que entrará em campo para vencer porque é um clássico, Assunção concordou com nostro arqueiro, Felipão disse que não vê alegria em tirar o título do rival… a chatice de sempre. Eis que surge ele, sempre ele, Jorge Valdívia e destoa do coro: “A vitória não vai apagar o ano ruim que tivemos, mas seria um presente para o torcedor”.

Perfeito! É isso. Sem desrespeitar ninguém, o chileno falou toda a verdade. Se tirar o título do Curintia não é motivação extra aos jogadores, o que será? A torcida quer isso, a torcida irá cobrar isso, a torcida vai apoiar por isso.

Semana passada, escrevi aqui que seria ridículo dobrar o bicho dos jogadores para esta partida – e não mudo uma vírgula no que está escrito… Vai pensar em dinheiro na véspera de um jogo como esse?! No entanto, motivação não pode faltar! Foi isso que o Mago quis dizer com a palavra “presente”; em meio a um ano tão decepcionante, ter esse gostinho seria um ato de dignidade por meio dos atletas. E eu ainda vou além: só espero que o time corra e se entregue, independente do que acontecer ao final dos noventa minutos.

Para ser sincero, tenho certeza de que todos os atletas pensam isso. Mas, ali, na frente dos microfones, preferem ser “certinhos”. Contudo, compreendam de uma vez por todas: rivalidade é uma parte indispensável do futebol! E falar como Valdívia falou é totalmente coerente. Não incentiva violência, não dá poder ao adversário. Pelo contrário, isso só contribui a conversa do almoço, do escritório, do bar.

Tenho certeza de que teremos um partidaço no domingo. E vamos, sim, jogar com os ouvidos no jogo do Vasco. Não tem essa de “contra o Corinthians é sempre assim e mimimi”. Fosse ao contrário, teríamos a mesma situação.

Viva a rivalidade, viva Valdívia, vida o politicamente incorreto!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Vitória, Palestrinos, vitória!

No final das contas, é isso o que vale no futebol. Principalmente quando se vence um clássico como o de ontem. E eu espero que os jogadores tenham entendido que o valor da vitória foi especial justamente por causa disso: porque vencemos um rival. Não existe bicho que pague este sentimento.

Ontem, no Pacaembu com quase 20 mil pessoas, o Palmeiras voltou a jogar bem. Assim como fez diante do Bahia e já havia feito em parte do jogo contra o Vasco, o time foi organizado, arrumado e fez por merecer os três pontos. Exceto por alguns vacilos de Leandro Amaro e Patrik, e a atuação bastante apagada de Ricardo Bueno, o Verdão foi bem.

Valdívia e Henrique estão bem melhor fisicamente, os laterais voltaram a apoiar, Márcio Araújo voltou muito bem ao meio, Luan segue em boa fase e Assunção, como sempre, foi letal. Mesmo com as mexidas cautelosas de Felipão, pouco houve de pressão por parte dos bâmbis.

E domingo, diante da gambazada, temos que ter o mesmo espírito. Pouco importa que o campeonato chegou ao fim e, mais, pouco importa se o Vasco ganhará ou não o Brasileiro. Temos que vencer por nós, pela nostra dignidade, pela nostra história e força.

Vitória vale bem mais que dinheiro. E com bicho dobrado ou não, eu sou mais Palmeiras.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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