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Posts Tagged ‘atacante’

O barulho que tem sido feito em torno de Gabriel Jesus é totalmente compreensível, Palestrinos.

O garoto tem números impressionantes nas categorias de base (54 gols em 48 partidas), é a maior revelação que temos desde Vágner Love (chegou ao time de cima em 2003) e tem tudo para ser um daqueles raros ídolos nascidos e criados dentro do clube (o último foi Marcos). Não a toa teve seu contrato renovado com todo o cuidado, não a toa já assinou contrato com a Adidas e não a toa tem chamado a atenção de todos – Fred, inclusive, o citou em uma entrevista na SporTV.

Após a última rodada, no entanto, duas declarações chamaram a atenção. A primeira foi de Oswaldo de Oliveira, que atestou estar farto de torcedores clamando pelo atacante como groupies clamavam pelos Beatles; já a segunda veio de Rafael Marques, que revelou que o grupo tem tomado cuidado para blindar o garoto do assédio da imprensa – e até de chegadas dos adversários.

A minha humilde opinião é a de que precisamos ir com calma ao lançar o garoto, mas que é necessário dar cada vez mais chances a Gabriel.

Por um lado é preciso calma porque a base e o profissional são mundos totalmente diferentes. Raros são os atletas que passam reto por essa fase de adaptação. Messi, Tévez e Neymar são alguns exemplos de “anomalias da base”. É claro que nostro bambino d’oro pode ir pelo mesmo caminho, mas vendo tantos que já ficaram sem ter tido o menor sucesso, dá pra entender a paciência de Oswaldo em lançá-lo na equipe.

Por outro lado, é preciso testá-lo dentro de campo. Nostra classificação está sacramentada no Campeonato Paulista e as quatro últimas rodadas parecem ideais para dar chances reais ao camisa 33. Até mesmo porque, sejamos claros, nostro setor ofensivo está totalmente abaixo do ideal. Cristaldo merece ser titular, mas não tem sido unanimidade: é preciso ter alternativas a ele e tanto Leandro Pereira quanto Rafael Marques não têm feito por merecer.

Enfim, acredito que o caminho não seja nem tão ao céu nem tão ao mar. Gabriel merece mais minutos em campo, mas ainda não pode ser alçado ao posto de Menino Jesus.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Cristiano Ronaldo, Messi, Naymar? Que nada. Pelo menos aqui em São Paulo, o assunto da semana responde pelo nome de Eduardo Pereira Rodrigues – o “Dudu”.

Em bem da verdade, tudo aconteceu tão de repente que, do dia pra noite, parecia que o jovem atacante que atuou pelo Grêmio no Brasileirão era o novo Pelé. A bola de neve começou quando, por dias e dias, SCCP e SPFC se digladiaram pelo atacante nos microfones e bastidores. Um dizia estar por detalhes com o clube, outro que faltava apenas o jogador assinar. Foi quando, ainda mais que de repente, o Palmeiras surgiu do nada e anunciou a contratação de Dudu.

Daí, óbvio, a maré virou. Afinal, nós que acompanhávamos tudo a distância, comemoramos a chegada de um bom titular para a temporada 2015; enquanto isso, os torcedores dos outros dois clubes – que ficavam se alfinetando a cada mudança na negociação – mudaram totalmente de opinião e “agradeceram” ao Palmeiras pelo negócio.

Mas, convenhamos, nada mais natural.

Primeiramente porque, de fato, Dudu não é um fora de série. É um jovem com potencial, teve um início de carreira excelente no Cruzeiro, mas preferiu os euros da Ucrânia e desapareceu. Mesmo em 2014, sob a batuta de Felipão, foram apenas 5 assistências e 3 gols no campeonato nacional. No entanto, isso não faz dele um mau negócio. Longe disso. O atleta tem velocidade acima do normal (segundo Muricy Ramalho) e foi o melhor driblador da temporada passada (segundo o Footstats). Não sei o que pensam os outros, mas nós, definitivamente, precisávamos disso.

O segundo motivo é ainda mais implacável: a rivalidade. Nunca vai haver uma só contratação em que dois ou mais rivais se envolvam, sem que o lado que fique sem o possível reforço encontre defeitos na contratação. “Ele é enganação, é caro demais, tem menos de 1.70m, só atua bem em domingos de sol, usa Crocs, passa férias em São Vicente e blá blá blá”. Isso faz parte do mundo do futebol, é gostoso e ajuda a alimentar a mesa de bar e as redes sociais neste início de ano modorrento. Aliás, só lembrando o que o nonno do nostro nonno já dizia: quem desdenha quer comprar (ou melhor, queria).

Por fim, o terceiro ponto desta saga é todo pintado de verde e branco, e responde pela alcunha de “orgulho”. Exatamente isso que você leu: orgulho. Pode parecer exagero, mas quem é palmeirense sabe a importância de se entrar em uma negociação complicada como essa tantos anos depois, ver o clube agir em silêncio (interna e externamente) e conseguir sair vitorioso pra cima de outros que – por motivos variados – se acham constantemente acima do bem e do mal.

Em suma, sendo extremamente sincero, pode ter sido apenas uma boa contratação. Mas foi uma daquelas que sacode o mercado, lota a banca de jornal, faz o café da empresa parecer uma mesa redonda e faz crescer as nossas esperanças de um Palmeiras melhor em 2015.

Se vai dar certo ou não, só o tempo dirá. Ou alguém já se esqueceu o que já falaram sobre o incrível Pato ou internacional Álvaro Pereira? Fiquem a vontade, amigos: o chapéu – bem como o choro – é livre.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Eis o enigma da vez, Palestrinos: Leandro rende mal porque nunca foi bom ou nunca foi bom porque rende mal?

Afinal, já não é de hoje que o atacante vem apresentando um futebol bem abaixo das expectativas. Sendo realistas, desde o término da Série B ele ainda não fez um jogo memorável sequer – e olha que já estamos em agosto de 2014.

O descontentamento da torcida é geral. E ontem, diante do Avaí, isso ficou mais que aparente. Quando Leandro deixou o gramado, substituído por Mouche, a massa presente ao Pacaembu comemorou como se fosse um gol. Conversando com amigos nos últimos dias, percebi que existem duas correntes sobre a fase do camisa 38.

  • A primeira diz respeito a sua qualidade técnica: para esses, Leandro não é nada demais. Fez bons jogos no ano passado porque os adversários eram mais fracos e a facilidade com a qual o Grêmio o deixou sair deixa claro que ele nunca foi grande coisa.
  • A segunda parte dos torcedores incorre na vontade do atleta: para estes, Leandro deixou de render por causa de sua displicência. Argumentam que ele corre de menos, firula demais e anda desmotivado.

Eu, pessoalmente, acho que é uma mistura das duas coisas.

Que Leandro não é craque está mais do que óbvio; fosse ele um jogador tão acima da média, de fato o Grêmio jamais o venderia com apenas 20 anos de idade. No entanto, o jogador também está longe de ser um cabeça de bagre. É aí que entra a parte da má vontade: ele realmente parece não ter consciência da importância que tem em campo. Com companheiros mais limitados, sua técnica e improvisação com dribles podem ser importantíssimas para a equipe – o problema é que ele não liga pra isso.

Enfim, Leandro está mesmo merecendo o banco de reservas. Mas que seria importante recuperar um jogador que custou 5 milhões de Euros aos nossos cofres, isso seria.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Prezado Nobre,

Antes de mais nada, gostaria de dizer que lhe admiro. Ouvi falar muito bem do senhor quando assumiu e, um ano depois, tenho uma imagem muito positiva da sua gestão.

Muito me alegra ter um presidente nitidamente inteligente e preparado, que ao menos estudou antes de assumir o cargo que ocupa e, mais do que tudo, tem um plano para o Palmeiras.

Mas dessa vez, presidente, você errou.

É claro que uma negociação deste porte demora. Só malucos como os donos de City, Chelsea e PSG gastam milhões sem pensar nas consequências. Você foi atrás de um investidor, conseguiu a grana, negociou o salário, renegociou… mas foi pouco. Foi devagar. Foi um erro.

Depois do ano que Kardec teve em 2013 e justamente por ser sabedor da qualidade do atacante – além da duração de seu vínculo contratual –, você e o Brunoro deveriam ter se antecipado, Paulo. Aposto que você conhece o mundo dos negócios e saberia mensurar a procura enlouquecida que haveria pelo nosso nostro atacante (falaram até em Seleção, presidente, Se-le-ção).

Neste momento, pouco adianta você culpar o pai dele ou o time da Vila Sônia. Nós inclusive acreditamos que o “Alan pai” e que a turma cor-de-rosa tenha pouca ou nenhum ética. Mas, agora, tanto faz.

O que nós queríamos, Nobre, era um Brasileirão digno. Leia novamente: um campeonato digno, não um esquadrão invencível. E, pra isso, precisávamos de reforços, não de desfalques. Muito menos da trinca Prass-Valdivia-Kardec, os raros talentos deste time.

Por isso estamos chateados contigo. Por isso temos certeza de que você errou. E nem por isso te achamos o pior presidente do mundo. Longe disso, meu caro! Só queria que, ao chegar a frente do microfone, você assumisse que errou.

Tentou, brigou, chafurdou, mas perdeu essa. Que a vida continua. Sem colocar a culpa em ninguém nem falar da década de 40. Até porque o Palestra que virou Palmeiras jamais perderia um de seus principais jogadores dessa maneira. Fosse por herança da Itália, por respeito ao Brasil ou por amor próprio mesmo.

Continuamos ao lado da Sociedade Esportiva Palmeiras como sempre estivemos. E, por consequência, estaremos ao seu lado também. Que a tal “austeridade econômica” chegue até os nostros cofres, mas não esvazie nostra sala de  troféus.

Obrigado pela atenção e Siamo Palestra,
ROJAS.

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Ao que tudo indica, lá se foi Kardec, Palestrinos.

Mais um raro exemplo de jogador que chegou faz pouco tempo, mas que se enquadrou bem no clube e tinha tudo para ser um ídolo da torcida. E quando digo “torcida”, neste caso me refiro principalmente a molecada.

Quem tem contato com crianças e adolescentes sabe o poder que ídolos têm em suas vidas. E é claro que com o futebol não é diferente: se o garoto olha para seu time e reconhece nele um ou dois atletas icônicos, se sente muito mais motivada a apoiar toda a equipe. O problema é que, de novo, estamos perdendo um possível ícone para outros.

E aí, o garoto e a garota que passam a semana assistindo jogos dos campeonatos europeus para ver Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar e outros craques mundiais, simplesmente perde o interesse pelo clube. Deixa de comprar camisa, deixa de ir ao jogo, deixa de pedir que o pai assine o pay-per-view… enfim, deixa de ajudar dentro e fora de campo.

Essa nova categoria de torcedores foi carinhosamente apelidada de “Geração Playstation”. Nada contra o video game (pelo contrário, eu mesmo jogo pra cacete), mas é assim que se denomina quem nasceu aqui, mora aqui, mas torce por uma agremiação de fora do país.

O futebol brasileiro, como um todo, está alimentando essa geração. E o Palmeiras não foge a regra e vai fazendo igual. Depois de Marcos, não tivemos mais ninguém. Barcos despontou e acabou vendido, Kardec chegou, mas também o perdemos. Hoje, quem mais chama a atenção da molecada são Prass, Lúcio e Valdivia – e olhe lá, fazendo um esforço. Não que eu sonhe em ter Ribéry no comando de ataque, mas a chance de Rodolfo e Diogo chamarem a atenção é infinitamente menor do que aconteceu com nostros ex-atacantes.

E aí, meus caros Brunoro e Nobre, seu argumento de um clube melhor se esvai. Pagar um salário um pouco maior por Kardec não é gasto, é investimento. Porque se o pequeno palestrino pediria de aniversário a camisa 14 do Verdão, agora vai preferir a 10 do Robben. Capicce?

O Palmeiras e o futebol brasileiro, como um todo, estão alimentando o desamor da criançada pelo nostro futebol. E nem dá pra dizer que eles estão errados.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Existe uma máxima do futebol que diz que jogador sem a confiança da torcida não vinga, Palestrinos. E cada vez mais eu acho que essa máxima está correta.

Vinícius é o típico jogador que ninguém confia. É da base, atua pelo profissional desde os 16 anos, já fez mais de uma centena de partidas com o nostro manto, mas… nunca empolgou. Nunca mesmo. Nem quando fez gol (e foram apenas oito em 103 jogos), nem quando arriscou alguns dribles, nem quando teve uma sequência de jogos. E olha que não foram poucos!

Antônio Carlos, Felipão e Kleina cansaram de dar chances a ele. O escalaram de ponta esquerda, ponta direita e até centralizado dentro da área. O menino, no entanto, sempre mostrou limitações. Na finalização principalmente – e aí não existe atacante que passe impune. Aos 20 anos, foi emprestado ao Vitória. E pode ter sido só o primeiro.

O elenco conta com outros atletas em situação semelhante, começando pelo gol. Muito embora eu o julgue mais azarado do que tecnicamente deficiente, Bruno poderia buscar espaço em outro clube. Com 28 anos e a sombra de Fernando Prass, ele mesmo sabe que jamais será titular do Palmeiras com frequência. Teve essa chance em 2013 e a jogou fora – junto com a nostra vaga nas quartas da Libertadores.

Quem vive situação parecida são Tiago Alves, Serginho, Felipe Menezes, Miguel e Diogo. O primeiro até deve ficar porque foi pedido de Kleina e por que temos poucas opções defensivas, mas os outro quatro certamente devem debandar até o fim do ano. Ao contrário de valores como Patrick Vieira e Marquinhos Gabriel – que sempre recebem o apoio ao entrar em campo – todos tiveram suas chances, mas não as aproveitam, deixando todos nós apreensivos em suas entradas.

Esperamos, portanto, que Vinícius tenha sido só o primeiro desse bonde. Precisamos de opções com muita vontade, mas também com a confiança da massa.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Um dos assuntos da vez é Leandro, Palestrinos.

Jovem, rápido e habilidoso, o camisa 38 ganhou nostra torcida em pouco tempo.

Apesar de ter chegado em meio a polêmica negociação de Barcos, é inegável que o garoto já mostrou ser muito bom de bola e que ele seja titular absoluto de nostro ataque, ao lado de Alan Kardec. O papo da vez, no entanto, não diz respeito ao jogador que ele é, mas sim a como fazer ele ficar no Palmeiras.

Por contrato, ele está emprestado até o final deste ano. A partir daí, existem dois caminhos:

  • Renovar o empréstimo por mais 1 ano: Está lá no contrato. Se o Palmeiras quiser permanecer com o atleta, basta reajustar seu salário e automaticamente tê-lo até dezembro de 2014.
  • Comprá-lo em definitivo: Neste caso, será necessário pagar algo em torno de R$13 milhões ao Grêmio e ajustar o contrato de acordo com a pedida do atacante.

Obviamente a segunda alternativa seria a melhor para o clube. Afinal, mais do que tê-lo por mais uma temporada, poderíamos contar com Leandro por quanto tempo quiséssemos, podendo ainda revendê-lo no futuro e fazer um bom dinheiro (lembrando que ele já foi convocado e, após a Copa/2014, haverá uma mudança de geração na Seleção). No entanto, o entrave dessa alternativa é igualmente óbvio: não temos o dinheiro.

Assim sendo, analisando a situação pelo fluxo do caixa, o primeiro ponto parece ser bastante plausível. O entrave é que, renovando-se o empréstimo, o Palmeiras perde o direito aos 15% do valor que tem caso o atacante seja negociado até dezembro deste ano. Ou seja, se o problema é grana, eu, você, Nobre e Brunoro temos um verdadeiro impasse pela frente.

Pois foi de uma conversa sobre este assunto com o meu pai que nasceu uma alternativa audaciosa: o Projeto Leandro. A ideia, basicamente, consiste em comprar o atleta com a ajuda de um time europeu, contar com ele por mais um ou dois anos e depois repassá-lo, ganhando a diferença válida pelo período em que ele se valorizou aqui.

Calma que eu explico.

  • Passo 1: Sondar empresários com moral ligados a clubes europeus que possam já ter interesse no futebol de Leandro (vale de Barcelona a Shaktar, DVD com jogadas bonitas e cabelo bacana ele já tem).
  • Passo 2: Argumentar com o interessado que Leandro tem apenas 20 anos, ainda precisa se firmar como titular no futebol brasileiro e que será valorizado jogando pelo Palmeiras.
  • Passo 3: Precificar o atleta e o período pelo qual ele ainda ficará no clube (um a dois anos), pedindo como adiantamento justamente o dinheiro cobrado pelo Grêmio.
  • E pronto! Leandro fica no clube por mais um tempo, nós ganhamos um dinheiro em cima do que foi pago e ainda nos preparamos para a saída dele com tempo suficiente para substituí-lo.

Sim, eu sei o que você está pensando. Se o clube europeu tem interesse nele, vai vir e pagar menos agora – não mais depois. O lance é que poucos europeus devem conhecer Leandro e, se o Palmeiras for rápido nessa negociação, podemos ter um negócio inteligentemente encaminhado.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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