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7 de dezembro de 2014 foi o dia do quase. Do quase “não acredito”, do quase “de novo”, do quase inferno.

Já 7 de dezembro de 2015 tem sido o dia do tomara. Tomara que o espírito da final continue, tomara que a equipe se afine, tomara que mais títulos venham.

A verdade, Palestrinos, é que muitos de nós já pagamos aquele dia da memória por opção própria, mas faz apenas um ano que saímos do pior cenário do mundo.

Certamente quem esteve no Allianz Parque naquela partida diante do Atlético/PR e esteve no mesmo palco na última quarta fez uma correlação entre os momentos. Lembrou do gol sofrido, do empate ainda mais sofrido e do sofrimento extremo que foi aguardar pelo final de outro jogo para poder respirar aliviado.

E é ainda mais bizarro pensar que faz um ano que um gol do Santos no último minuto nos tranquilizou, quase duas semanas que um não-gol do mesmo Santos nos deu esperança e cinco dias que pegamos entupimos a baliza do Gol Sul para pegar pênaltis junto com Fernando Prass.

São coincidências do mundo da bola, redondo que é.

Torçamos apenas para que não seja mera coincidência essa reviravolta que 2015 nos trouxe. Porque se tudo continuar andando nos trilhos, tenho certeza de que o dia 7 de dezembro de 2016 pode nos reservar algo ainda maior e melhor.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Depois de contratar mais de vinte reforços em velocidade recorde, conhecemos de perto um clichê cruel, Palestrinos: mais do que elenco, é preciso se montar um time.

E o Palmeiras até que ganhou corpo. Com o passar dos meses ganhamos uma espinha dorsal montada no 4-2-3-1, que foi montada por Oswaldo e aprimorada por Marcelo Oliveira. Tivemos altos e baixos, mas a verdade é que o time havia encontrado uma forma de vencer partidas. Pena que essa realidade foi desmentida pelas últimas três partidas do Brasileirão.

Muito se fala na falta inegável que Gabriel faz ao sistema, mas a verdade é que temos falhado demais individualmente. E quando os indivíduos falham demais, naturalmente o coletivo é prejudicado.

Não que caiba aqui apontar o dedo para cada falha, mas as recentes derrotas têm culpados claros em todos os gols. Lucas, que espirrou bizarramente uma bola que sobrou para Walter, não vem jogando mal. Já Cleiton Xavier – que errou um passe decisivo diante do Cruzeiro – e Leandro Almeida – que ficou só olhando no segundo gol do Coritiba – nem merecem estar em campo.

Cada caso é um caso, mas todos têm de ser conversados. Muitas vezes acho que esquecemos que os jogadores de futebol são funcionários muito bem remunerados do clube e que devem ser cobrados naturalmente. Seja pelo treinador, pelo diretor de futebol, pelo presidente ou seja lá quem for.

Espero que neste domingo, diante do Flamengo, a equipe entenda que teremos uma final pela frente. Atenção e vontade têm que ser itens de série. Caso contrário, vamos continuar perdendo jogos em bolas bestas.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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É claro que se acostuma com as vitórias, Palestrinos. Mas não é porque perdemos uma partida em casa que o mundo acabou.

O fato é que foi um domingo onde nada funcionou para o Palmeiras. Pouca inspiração, zero criatividade e muitos erros de passe deram a tônica da derrota diante do arrumado time do Atlético/PR. A impressão era a de que os jogadores não gostaram de acordar mais cedo e simplesmente resolveram dormir por 90 minutos.

Não que tenhamos sido pressionados pelo adversário, mas a derrota acabou chegando por pura incompetência do nostro time. O meio-campo foi engolido pela velocidade e poder de marcação do Furacão e nostros atacantes simplesmente não participaram da partida. Já quase no fim, um erro de Lucas acabou coroando a derrota – a segunda em dez partida sob o comando de Marcelo Oliveira.

E é justamente por este retrospecto recente que não devemos nos desesperar.

Óbvio que, em boa fase e com o estádio lotado, nenhum de nós esperava por um revés. Mas ele chegou e o fato é que essas coisas acontecem em um campeonato por pontos corridos. O negócio é trabalhar bem durante a semana, procurar uma alternativa para variar o trabalho pelas laterais e chegar domingo, no Mineirão, decididos a vencer (o time deles está em má fase e jogará pressionado, por quê não?).

Os aplausos de parte da torcida ao final do jogo revelaram certa tranquilidade por parte da massa. Mas, como a corneta costuma soar mais alto e o amendoim voar um pouco mais longe na internet, já surgiram alguns cavaleiros do apocalipse pra falar besteira. A hora, no entanto, está longe de ser de desespero. Vai, Palmeiras!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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“Tá feliz?”

Se você é palestrino, certamente está ouvindo essa pergunta em looping desde a noite de ontem. Seja dos pais, amigos, da namorada ou do porteiro do prédio, é só isso que nos perguntam há 12 horas.

E a resposta, óbvio, é não.
Porque nós estamos aliviados. Só isso.

Como uma família que acaba de passar por um tornado, não estamos felizes somente pela desgraça ter acabado. Ainda estamos olhando em volta e analisando horrorizados todo o estrago causado pela tormenta. Estamos respirando fundo, pensando no tamanho do trabalho que teremos para tudo ser reerguido de maneira digna.

A única coisa que nos passa pela cabeça agora é “que bom que acabou”.
É por isso que a palavra, de fato, é alívio – e não existe outra melhor.

É claro que isso é melhor que nada (embora isso que estamos passando continue sendo nada). É claro que estamos mirando o futuro (embora saibamos que nada de muito radical vai acontecer). É claro que estamos pensando que 2015 será melhor (embora os últimos anos nos deixem naturalmente desesperançados). Mas, feliz, definitivamente não dá pra estar.

Por isso, da próxima vez que te fizerem a pergunta acima, nem se dê ao trabalho de responder. Aliás, nem precisa. Dias melhores virão.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Doutor Paulo Sérgio de Castilho,

Ao contrário de boa parte da massa, eu já tinha ouvido falar do senhor algumas vezes.

Sabe como é torcedor de futebol fanático, né? A gente lê todas as notícias do jornal e da internet, ouve todos os programas de rádio, assiste todas as mesas redondas da TV, enfim. Acontece que nesta semana em especial, calhou de você estar bem no noticiário do Palmeiras – e aí eu quis mesmo conhecer mais do senhor.

Afinal,confesso sem vergonha nenhuma que, até o dia de ontem, eu não sabia muito bem o que faz um promotor de justiça. Mas fui atrás e descobri que promotores são aqueles que trabalham pelo bem do povo. E, quem diria, logo de cara já simpatizei com o senhor.

Daí fui um pouco mais a fundo e fiquei sabendo que você é ex-jogador de futebol. Fiquei sabendo que se especializou em direito esportivo. Fiquei sabendo que está envolvido com a manutenção do JECRIM, com o novo Código Brasileiro de Justiça e até com alterações no Estatuto do Torcedor. Aliás, está claro que o senhor se preocupa demais com o torcedor. Até horários e dias de jogos já foram mudados a seu pedido – que moral, hein?

Só me espanta um cara que se interessa tanto assim pelo bem do povo propor que o Palmeiras jogasse o jogo do próximo domingo fora de casa. Está bastante óbvio que os 15 milhões de palmeirenses espalhados pelo mundo e os 40 mil que vão acompanhar in loco a partida querem que a partida ocorra no Palestra Itália!

No entanto, segundo as notícias que nos chegaram via imprensa, o senhor se posicionou contra o jogo no Allianz Parque por “motivos de segurança”. Pois vamos lá…

É verdade que o estádio reinaugurado há duas semanas deixa o torcedor bem próximo ao gramado? Sim. É verdade também que o jogo do próximo domingo é deveras tenso? Sim, é. É também verdade que existem animais travestidos de torcerdores e que se não houver cuidado podemos ter episódios lamentáveis de violência? Sim, sem dúvidas. Só me explica, pelo amor de São Marcos: por que diabos jogar em outro local seria tão mais seguro do que jogar no Palestra?!

A solução para um jogo de risco como este – seja ele realizado no nosso estádio, na Rua Javari ou no Santiago Bernabéu – é a mesma: prevenção.

Se a Polícia Militar não vai dar conta do recado (e nem é justo desfalcar uma cidade toda por causa de um jogo), exija-se segurança privada. Que o Palmeiras e a WTorre apresentem quantos homens farão a vigilância do local, exigindo deles um plano de ação completo para o pré e pós-jogo, trabalhando junto com a PM. Simples assim.

Até entendo que se envolver em questões assim deixam o senhor em evidência e aí parece que você está prestando contas a quem o paga. Só que não é assim que se pensa, ainda mais quando se trata de futebol.

A torcida do Palmeiras – e qualquer torcida do mundo – quer sempre jogar no seu próprio estádio. Até porque jogar em casa faz bem a qualquer equipe. E já que ser promotor é pra promover o bem do povo, pra quê tirar um jogão desses da arena mais moderna do país?

Sem carinho,
ROJAS.

Siamo Palestra!

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Está confirmado: nós jogaremos em casa, Palestrinos!

Como se já não bastasse a sequência terrível de derrotas e o temor causado pelo momento ruim, a semana começou com essa discussão estúpida. Primeiro dentro da nostra própria torcida (se é que podemos chamar meia dúzia de infelizes assim), depois graças a histórica incompetência da CBF (o que não chega a ser novidade).

Mal havia terminado a noite de sábado e já pipocavam na internet os comentários (pra lá de tendenciosos) de que deveríamos jogar no Pacaembu – ou no interior, até mesmo em outro estado. Temiam pressão, temiam quebra-quebra, temiam taxar a tal da “Arena” como um lugar de azar e por aí vai. O que é isso, cazzo?!

Pra começar, o estádio está com corpo novo, mas a alma sempre será a mesma. Desde 1933, temos nada menos que 1.064 vitórias jogando em casa. Foi lá que nascemos Palestra e renascemos Palmeiras, foi lá que vencemos um sem número de trofeus (Libertadores, Mercosul, Paulistas, Rio-São Paulo), foi lá que vivemos tardes e noite inesquecíveis de nostras vidas, quase sempre com um sorriso no rosto.

Depois, que me perdoem os puritanos, mas ter medo de jogar no próprio estádio é pequeno demais. Se temos casa, joguemos nela! E se isso vai pressionar mais o time, que assim o seja – pro bem ou pro mal. A questão da violência, então, eu nem debato: que coloquem segurança adequada no estádio e no entorno para segurar os imbecis que lá forem com este fim determinado em suas cabeças.

O calendário do campeonato é tão burro quanto a Confederação que o criou e os presidentes que leram e assinaram. Mas isso não poderia nos prejudicar em uma partida que tem tanta coisa em jogo. Que reclamem gambás e colorados, o problema é todos deles.

Ao ouvir que jogaremos no Palestra, uma ponta de esperança súbita bateu em meu coração verde. Afinal, não há lugar melhor para se estar em uma situação desta do que em casa. E é lá que vamos espantar este pesadelo que anda nos cercando e, junto com ele, este elenco que não anda para canto algum.

Vamos a luta! Que a dureza do prélio não tarda.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Enfim uma partida alentadora, Palestrinos.

Não que tenhamos vencido em Curitiba, mas finalmente jogamos um futebol um pouco melhor e merecemos a vitória. De quebra, não só aguentamos boa parte do segundo tempo com um jogador a menos (Josimar genial), como mostramos que existem recursos dentro do grupo para vencer.

Afinal, verdade seja dita, o elenco até o final do ano é este mesmo. E embora pouco tenha mudado neste primeiro jogo de Dorival, a pegada da equipe foi outra. Logo de cara, o novo treinador desencanou do 4-3-3 utilizado por Kleina e Gareca, colocando em campo um 4-4-2 diferenciado. Com Juninho aberto pela esquerda e Leandro aberto pela direita, o Palmeiras claramente entrou em campo para contra atacar.

Contudo, com o jogo rolando deu pra perceber um time mais compactado e que tocava a bola um pouco melhor. Sofremos o gol quando tínhamos domínio da partida e só paramos depois do gol. Já o segundo tempo todo foi nostro e, fosse Vuaden menos hipócrita – marcando pênalti claro em Marcelo Oliveira -, poderíamos ter saído de campo com os 3 pontos.

Na prática, no entanto, os nomes pouco mudaram. Weldinho e Wellington (depois Victorino) só jogaram porque Wendel e Lúcio não poderiam entrar em campo e, do meio pra frente, os nomes foram praticamente os mesmos. A inteligência de Dorival foi perceber que não temos mesmo um meia de ligação e desistir de colocar ali jogadores fracos; optou em um time que joga pelos lados. Nada de Wesley, Menezes, Mendieta ou Mouche: pontos para ele (embora Juninho no meio também não seja uma decisão absoluta).

A impressão que tenho é a de que ele poderia – e talvez ainda vá – colocar Allione na vaga de Diogo ou Leandro, adiantando um deles como segundo atacante. Faz, inclusive, mais sentido do que esperar que os atacantes marquem o campo todo. Dentro de campo, aliás, os destaques foram para Victorino e Henrique, dois monstros da raça (embora Henrique tenha perdido mais um gol no final da partida).

De qualquer forma, ao menos em ânimo a equipe já se renovou. E a salvação da equipe neste Brasileirão continua sendo a mesma: o nostro apoio.

Quarta-feira tem jogo de 6 pontos com o Criciúma.
E nós vamos estar lá novamente.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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