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Posts Tagged ‘bolivia’

Esqueçamos por um minuto nostro coração verde, Palestrinos.

O assunto agora é o futebol. Todo ele. Mais precisamente no que diz respeito ao acontecido em terras bolivianas, na noite da última quarta-feira, onde um garoto local morreu atingido por um sinalizador.

A história todos nós já conhecemos e eu não vou dar uma de Denílson chorando ridícula e forçosamente em público. O fato é que, passadas 36 horas do ocorrido, apenas duas atitudes concretas foram tomadas: a prisão preventiva de doze torcedores  alvinegros e a obrigação do nostro rival jogar a Libertadores com os portões fechados.

Vejam só: um torcedor foi estupidamente morto e a punição para tudo isso foi… jogar sem torcida. Aliás, trocando em miúdos, a punição foi jogar a culpa para a torcida.

(Aliás, um breve parenteses: se os que estão presos na Bolívia têm tanta certeza de que o verdadeiro culpado voltou ao Brasil, como bradaram aos microfones, que deem o nome do rapaz e tudo será resolvido. Ficar de proteçãozinho com bandido é ser cúmplice.)

Pode-se discutir se a medida é generalista ou não, justa ou não, mas o fato é que esse ato, sozinho, não é nada. Isso não muda absolutamente nada! Essa medida é retrato cuspido e escarrado da pior confederação do mundo, a Comenbol, que conta com a anuência de outras tão ruins e mafiosas quanto – FIFA, CBF, Concacaf, etc. – para continuar no poder do futebol sul-americano.

Afinal, uma confederação que acha normal que escanteios sejam batidos com proteção policial e que até este ano não punia atletas por acúmulo de cartões amarelos (embora cada um deles valha vistosos 100 dólares), não tem muita moral para pagar de Rei Salomão agora.

O fato é que casos trágicos como este são terríveis, mas infelizmente parecem ser os únicos que têm o poder de causar mudanças reais na vida das pessoas. E este poderia e deveria ter sido tratado como um exemplo, como algo maior, semelhante ao acontecido na Inglaterra em 1985. Seria a oportunidade de finalmente se fazer justiça às centenas de outros garotos, homens e mulheres que já morreram dentro ou nos arredores de um estádio de futebol. Seria a hora de se punir quem organiza, quem participa e quem permite que se mate.

No entanto, a decisão foi puramente especulativa. Que se pense no torneio, não no esporte, muito menos na vida. “Vamos punir o clube, a imprensa internacional dirá que se fez justiça com os bárbaros e pronto, assunto resolvido” – pensou do alto dos seus 200 anos de idade o corpulento Nicolás Leoz.

E, sim, o mundo vai aceitar esta decisão. Todos nós vamos. Eu, você, seus pais, amigos. E daqui a pouco, quando a imprensa requentar o assunto dizendo que já faz um ano que tudo isso aconteceu, comentaremos “Mas já?” – graças a nossa habilidade de esquecer as desgraças cotidianas.

Por favor, entendam: é óbvio que a punição ao clube tem que ser feita. Mas também temos que punir confederação, policiamento local e internacional (afinal, quem embarca com sinalizadores marítimos rumo à Bolívia?) e, acima de tudo, sentar a bunda em uma sala da FIFA e fechar uma nova legislação criminal ligada ao futebol.

Mas, não. Lá se foi a vida de outro torcedor em troca de um estádio vazio.

Portanto, antes de imbecilmente gritar “Chupa, Curintia” e sair por aí achincalhando todo mundo, coloque na sua cabeça que você também foi prejudicado. Todos nós fomos. Porque, mais uma vez, o futebol perdeu.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Missão cumprida, Palestrinos.

Não teve altitude, não teve semente de papoula na comida do hotel, nem chazinho esquisito. Com mais um golaço de Marcos Assunção e uma atuação memorável de Deola, o Verdão bateu o tal do Universitario de Sucre pela vantagem mínima e está praticamente na próxima fase.

Tá com cheiro de mata-mata Felipônico, tá com jeito de gols de falta de Arce, tá com jeito de título pro nostro Alviverde!

O JOGO
O Palmeiras entrou em campo com o time que vem atuando, apenas com Kléber a frente, e encontrou um adversário tão bem disposto quanto fraco tecnicamente. Lembrando aquele fabuloso esquadrão do Potosí, parecia um monte de indiozinho chutando de longe e tentando desesperadamente surpreender.

Mas quem sabe chutar de longe, de perto e de qualquer lugar é Marcos Assunção. Cobrança de falta na gaveta, Verdão 1 a 0. A partir daí, sem Valdívia (que saiu machucado), nos restou a correria e entrega de toda a equipe.

Rivaldo salvou um gol certo, Deola fez grandes defesas, o bandeira anulou muito erradamente um gol legítimo de Lincoln e a partida acabou com a nostra vitória. Justa, na raça e com cara de Felipão.

O MELHOR E O PIOR
Deola pegou demais, foi o melhor em campo disparado. Já Tinga, mais uma vez, deixou a desejar na sua chegada ao ataque.

E AGORA?
Agora temos o Ceará em casa, no domingo, e eu desconfio que o Felipão vai colocar alguns jogadores, como o Assunção, para descansar (já não temos Kléber e Mago, suspensos). Semana que vem tem o jogo de volta contra o catado indígena e, no final de semana, o tão esperado clássico contra a gambazada.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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É hoje, Palestrinos!

Depois de quase um mês de espera após aquele magnífico triunfo sobre o Vitória, no Pacaembú, o Verdão volta a jogar pela Sulamericana. E vamos jogar praticamente na lua, graças a altitude de 2.800m da cidade de Sucre.

Obviamente que isso será um empecilho, mas, sinceramente, nostra cabeça tem que estar acima disso tudo. Somos o Palmeiras, somos fortes, somos infinitamente maiores e, sejam quais forem as condições de jogo, temos que nos impor.

O negócio é não se desgastar muito no início, quando os índios devem aprontar aquela correria clássica, e aproveitar para tocar a bola com inteligência. Se isso será possível com Rivaldo e Tinga em campo não se sabe, mas não custa tentar.

Se a nostra animadora seqüência de vitórias no Brasileirão foi quebrada após aquele empate pra lá de sem sal com o Foguinho, agora é hora de focar na Libertadores via mata-mata. E disso, tenho certeza que o Felipão entende bem.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Parece que chegou o nostro prometido atacante, Palestrinos!

E Marcelo Moreno é o nome dele. A informação foi dada pelo LANCE! e, apesar de não ser oficial, casa com todas as informações que nostra diretoria deu nos últimos dias: jogador de nível bom, cuja negociação seria delicada, mas que chegaria para ser titular.

Moreno apareceu no Vitória, brilhou no Cruzeiro e em pouco tempo foi comprado pelo Shaktar Donetsk. Na Ucrânia ele jogou bem, marcou gols, ganhou a Copa da UEFA e acabou emprestado para o Werder Bremen, onde – hoje – quase não é utilizado.

Ou seja, cumpre todos os requisitos para ser mesmo o nostro novo, digamos, camisa 11 (9 ele não é).

Pessoalmente, acho a contratação totalmente válida. Moreno é jovem, rápido, faz seus gols e ajudaria demais o Palmeiras em 2010.

E você, o que acha deste possível reforço?

Siamo Palestra!

ROJAS.

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