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Posts Tagged ‘brasileiro’

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O sorriso da Luisa é lindo – e contra fatos não há argumentos. No entanto, infelizmente esses dentinhos perfeitamente alinhados não estão sorrindo PELO Palmeiras. Estão sorrindo APESAR dele.

Não que ela saiba o que está acontecendo. Por sorte, seus menos de dois anos ainda não permitem que ela saiba o que anda passando dentro e fora dos jardins outrora suspensos da Água Branca. O que não deixa, em absoluto, o sorriso da Luisa menos lindo e ainda muito mais esperançoso para todos nós palmeirenses.

Acontece que quando o pai dela comemora, ela comemora junto. Faz festa, bota a camisa, grita “Tumelas”, entoa até um “Olê Porquinho” (ela ama porquinhos). O problema é que tanto o pai quanto o tio e o avô dela têm feito pouca festa ultimamente. Para nós, o sorriso lindo da Luisa é hoje muito mais um alento do que qualquer outra coisa.

A verdade é que todos os 15 milhões de palmeirenses querem voltar a sorrir lindamente como a Luisa. Mas, depois de certa idade, fica impossível achar graça do que não tem. E o que aconteceu no último domingo verteu muito mais lágrimas de tristeza do que manifestações de alegria genuína.

Afinal, se salvar dá alívio – mas não é nada além disso. É como o remédio que ameniza, mas não cura; é tormenta que passa, mas deixa estragos; é chuva que cessa, mas fez enchente. E faz mais de uma década que assistimos quase que anualmente a tempestade chegar sem ter o que fazer. Nos protegemos, blindamos e esperamos a pancada tentando fingir para tantas Luisas por aí que não é nada, que é bobagem, que há de passar. Nós, os adultos alviverdes, andamos sofrendo da síndrome do palhaço: sorrimos por fora, mas choramos por dentro.

E, definitivamente, não dá mais. Porque a gente aguenta sofrer, mas não quer se acostumar com isso. A gente criou casca – e das grossas, visto a presença maciça nas arquibancadas –, mas tá doendo mesmo assim. Tá doendo muito. A comemoração vista no Palestra Itália no último jogo desta temporada foi de puro desespero e vergonha, sem qualquer traço de alegria pueril (essa mesma que emoldura o rostinho angelical da Luisa).

A verdade é que o palmeirense quer voltar a sorrir. Chega de tantas administrações de mentira, tantas contratações que desfalcam, tantos Messias que viram Judas. Chega de falsas promessas, de apostar em roleta-russa, de fechar os olhos pra realidade. É preciso mudar de verdade pra surtir efeito. É preciso mudar (quase) tudo para voltar a ser campeão. É preciso recomeçar pra gente finalmente voltar a sorrir.

Assim como sorri tão lindo a minha sobrinha Luisa.

Olê, Porquinho!
Avanti, Palmeiras!
Siamo Palestra!

ROJAS.

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Perdemos de novo, Palestrinos.
E mais uma vez foi de forma traumática.

Porque perder um clássico no último lance, minutos depois de ter tido a chance do jogo nas mãos e ainda tendo seu ex-atacante anotado o tento decisivo dói; mas perder de virada depois de 15 minutos de supremacia, fora de casa, com gol contra de goleiro e podendo ter tomado de 5 após a reviravolta, também dói. Aliás, que conste aqui uma verdade: PARA TORCEDORES DE VERDADE, TODA DERROTA DÓI.

Não importa qual o campeonato, qual a rodada, qual o horário e se era time misto ou completo. Perder é horrível sempre. Até mesmo quando se classifica com uma derrota, ela ainda é uma derrota. E o jogo de ontem doeu por dois motivos: 1) qualquer um sabe que uma vitória no Recife poderia nos trazer de volta a confiança e 2) porque palmeirense/palestrino/palmeirista é otimista sempre.

No ano do centenário, nós temos vivido um fenômeno terrível chamado “torcedor modinha”. Termo que ficou famoso graças aos são paulinos que só lotavam o Morumbi em fase final de Libertadores, mas eram incapazes de ir a um jogo comum do Paulista ou do Brasileiro, esse movimento ganhou força em nostra torcida em 2014. Acredito que, por ser este um ano especial, cada vez mais tenho observado a aparição de idiotas como esses – principalmente nas redes sociais.

Eles têm solução para tudo: palpitam no esquema tático, falam mal da diretoria, sugerem contratações impossíveis de serem feitas, criticam jogadores pelo que assistiram em duas ou três partidas… e ainda se sentem no direito de transformar tudo isso em um ato de autocomiseração. O problema é que, ao fazer isso, automaticamente envergonham a todos nós.

Sou capaz de apostar minha camisa Rhummel de 93 pré-fila que estes sanguessugas não estarão no Pacaembu no próximo sábado, às 21h. Se muito estarão em um bar com pay-per-view e, claro, com o celular na mão, prontos para solucionar essa maldita fase pela qual estamos passando. “Wendel não dá mais. Nobre, traz o Lahm! #VemLahm”, tuitarão, entre risadas, hashtags e margaritas.

Enquanto isso, não mais que 7 mil (sendo otimista) estarão nos gelados degraus do estádio municipal, perdendo a voz entre gritos de apoio e urros de raiva por mais um passe errado do mesmo lateral-direito. Mas também apoiando toda vez que o lateral correr em direção a linha de fundo adversária! Sim, nós vimos cada um dos 202 jogos do Wendel, mas ainda acreditamos que ele fará um gol ou um belo cruzamento. Não tentem entender, a gente é assim.

E se você não é, caro amigo, faça um favor pra nós: fique em casa. Vá ao bar ou para a balada, saia para jantar, mas, esteja onde estiver, esqueça do jogo. Cabe aqui um adendo: tem quem não vai ao campo porque não pode. Mora longe ou tem família, compromisso, casamento, enfim. Mas que assistem torcendo de verdade. Porque ou você assiste e passa boas energias para o time que vai a campo, ou é melhor não assistir. Mesmo.

De novo: p caso aqui não é ser xiita. É que se você é mesmo torcedor, desistir não é uma opção. NUNCA.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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O lance protagonizado por Henrique no último domingo foi emblemático, Palestrinos. Vou além, até: foi um retrato do que é – já faz algum tempo – o elenco da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Depois de empatar o clássico em um pênalti, o time cresceu no jogo. Foi além do que podia, graças ao esforço de alguns seus atletas medianos, e chegou próximo ao gol da virada em um lance que deixou claro os limites técnicos da equipe. Leandro driblou Rogério, perdeu o gol e quando conseguiu se redimir rolando a bola para quem vinha de trás, viu Henrique escorregar e jogar fora a chance da virada.

Muitos dirão que Henrique é grosso. Outros que Leandro é o culpado. E mesmo que ambos possam ter certa dose de razão (eu mesmo já não tenho mais paciência com o camisa 38), a grande verdade é que este tipo de lance é o que estamos nos acostumando a ver ao longo da última década.

Foi Henrique, mas poderia ter sido Itamar. Dodô. Ricardo Boiadeiro, Gioino, Vinícius, Kahê, Rodrigão ou qualquer um dos camisas 9 qualquer nota que temos depositado esperança. Foi Leandro, mas poderia ser ali Carlos Castro, Osmar, Cristiano ou Thiago Gentil. Bem como Wendel é Fabinho Capixaba, Juninho é Misso, Josimar é Adãozinho; o Verdão de hoje é o retrato do Verdão dos últimos anos.

Em que pese, claro, ser o ano do centenário. Em que pese ainda mais ter um time na Série A abaixo do que ele era na Série B. E em que pese logicamente a perda de jogadores sensivelmente melhores por motivos pesadamente banais.

O que eu quero dizer é que estamos assim porque nos acostumamos com isso. Não nós, os das arquibancadas, mas eles, os que comandam o clube. Paulo Nobre tem tido gestão desastrosa dentro de campo, mas pode ser espelho de Della Monica, Belluzzo, Tirone, Mustafá e tantos outros aventureiros. O Palmeiras muda de “dono” a cada dois anos e acaba mudando também de cara, de elenco, de treinador… só muda essa sina maldita do mau futebol.

É por isso que, por mais desanimadora que seja a situação hoje, a única solução é irmos ao estádio. Ou levamos este time no grito ou ele vai sucumbir muito antes da hora. Quando empatamos o jogo diante do SP, foram as vozes do Pacaembu quem elevaram o ânimo da equipe.

Esqueçam: a qualidade não existe dentro dele.
Mas tem de estar fora, qualificada pelas nostras vozes.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Quando a fase é ruim não tem jeito: tudo dá errado, Palestrinos.

Você tem a bola do jogo duas vezes e ela não entra.

Você toma gols perto do final das partidas mesmo quando é melhor.

Seu goleiro é acertado por bolas na trave. E elas entram.

Seu melhor jogador sai de campo por lesionar… o nariz.

Seus jogadores limitados se superam, mas não é o bastante.

A torcida canta e vibra o jogo todo, mas não é recompensada.

Enfim, a fase está pesada para nós e não é de hoje. Mas se tem uma coisa que ajuda o azar, essa coisa se chama qualidade. Infelizmente, nostro time é esforçado, mas não passa disso. Os lances finais da partida são a pintura perfeita da nostra situação: bola no pé de um centroavante voluntarioso e ele escorrega; bola na cabeça de um centroavante técnico e ele mata o jogo.

Não tem exemplo nem sorte que mude isso.

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MONSTROS
Lúcio, Renato e Marcelo Oliveira foram gigantes. Mas, de novo: só vontade e suor ainda não ganha jogo; ou ganhamos em qualidade ou perdemos os jogos.

MONSTRUOSOS
Wendel, Mouche e Felipe Menezes foram o inverso dos atletas acima. Previsíveis, burocráticos, no nível que são e sempre serão.

GARECA ACERTOU E ERROU
Perfeito em deixar Wesley, Josimar e Leandro fora, montando a dupla de volantes com Oliveira e Renato. Errado ao insistir com Felipe Menezes e ainda demorar a tirá-lo de campo. Cristaldo parece bom jogador, mas com UM DIA de treino não dá pra saber o que acontece.

MASSA DEU SHOW
Ontem tivemos uma apresentação emocionante dos torcedores que foram ao Pacaembu. Nas arquibancadas e no tobogã, cantamos do início ao fim e fizemos o que esteve ao nostro alcance. Estendo meu elogio, inclusive, a quem sempre critico: a MV fez protesto pacífico sábado em frente ao CT e apoiou o jogo todo no domingo.

A quem insiste em ficar em casa reclamando, meu muito obrigado.
Fiquem aí mesmo.

E AGORA?
Sport fora (mas não na Ilha do Retiro) e Coritiba em casa. 4 pontos não iriam mal, mas 6 seriam o ideal. É hora de reagir antes que a pressão tome conta.

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E ainda assim… Siamo Palestra!

ROJAS.

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O derby está no ar, Palestrinos.

40 anos após o gol de Ronaldo que os deixou ainda mais tempo naquela bendita fila e 20 anos depois daquele incontestável bicampeonato que enterrou ainda mais a nostra maldita espera. São tantas as coincidências e fatos que, talvez movido pela força de vontade demonstradas nas duas últimas partidas, estou confiante.

E não escrevo isso “só” por ser Palmeiras e Corinthians. Escrevo porque é mesmo um jogo histórico, o primeiro na Arena BNDES! História aliás que, se confirmada, joga mais uma vez ao nostro favor: o Palmeiras nunca perdeu para a gentalha quando fizeram o primeiro jogo de algum estádio.

  • Em 1917, no primeiro confronto entre os dois e também do Palestra Itália, metemos 3 a 0, acabando com uma invencibilidade deles que já durava 25 jogos.
  • Já no primeiro duelo disputado no Pacaembu, em 1940, não só vencemos por 2 a 1 como conquistamos a Taça Cidade de São Paulo.
  • E em 1967, no primeiro derby do Morumbi, vencemos por um módico e sonoro 1 a 0.

Ou seja, nada de novo. E eu não espero nada menos que motivação de sobra para o time que vai a campo. Gareca poupou os titulares de desgaste físico, o grupo conhece muito bem o adversário e a nostra caminhada neste campeonato pode dar uma guinada notável em caso de vitória.

É domingo, é na casa deles e será inesquecível.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Veio outra derrota, Palestrinos.

Um revés estranho, no entanto, daqueles em que fica o sentimento de que merecíamos mais. E isso porque o time que saiu de campo aplaudido na tarde deste domingo foi imensamente mais corajoso e brigador que o grupo que deixou o gramado da Vila Belmiro na última quinta.

Mas, admitamos todos, ainda é pouco. Muito pouco.

Afinal de contas, ninguém discute que Gareca chegou ao clube há 30 dias, que ainda não conhece todo o grupo e que faltam opções ao nostro “entrenador”; no entanto, é impossível perdoar a desorganização tática dos primeiros 30 minutos de jogo.

Tomamos dois gols em 10 minutos e por pouco não teve mais na primeira meia hora de partida. Os laterais estavam abandonados, o meio-campo completamente perdido e o ataque só corria atrás de chutões desnecessários. Os testes de Gareca (Eguren e Mendieta) foram mal  o que víamos era Diogo tentando fazer sozinho o que os outros nove jogadores de linha penavam para fazer.

O primeiro lance de lucidez foi justamente entre Mendieta e Leandro, mas após uma conclusão em cima de Fábio, Henrique jogou por cima o gol que nos colocaria de volta à partida antes do intervalo. Ali, no entanto, já dava para enxergar um time mais ciente do que deveria fazer.

E o segundo tempo foi todo nosso: tivemos posse, trocamos passes, ficamos mais ofensivos. Mas aí fez diferença a nostra falta de qualidade. Contido, quando pudemos definir para empatar a partida… perdemos. Não só as chances, mas também o jogo.

(Apenas um importante parênteses aqui: todos os 16 mil que compareçam ao Pacaembu foram incríveis. Cantaram, apoiaram, incentivaram. E, mais do que tudo isso, entenderam que vamos ter que levar esse time pela garganta.)

O futebol, sabemos, é assim: nem sempre permite que se durma por tanto tempo e se recupere depois. Ainda que seja merecido.

A esperança é que, a partir de agora, vejamos um time com mais atenção em campo. Porque se um mês de trabalho com um grupo limitado ainda permite que alguns erros sejam cometidos, a desorganização tática não é um deles. Avanti, Palmeiras.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Vitória moral no Sul, Palestrinos.

Que obviamente não vale três pontos, mas vale para nos tranquilizar antes da parada . O jogo de ontem foi, aliás, foi mais uma prova viva de que o Brasileirão é um campeonato sem pé nem cabeça e de que o Palmeiras é um time bipolar: fez um primeiro tempo pavoroso (tomando pressão por bons 30 minutos) e um segundo tempo animador (metendo pressão por uma outra meia hora).

Mas a verdade é que, não fosse aquele maldito bandeira, sairíamos de campo com um triunfo inesperado. Méritos de um bom jogo de Lúcio, Marquinhos Gabriel e Diogo, além de alguns lampejos de Marcelo Oliveira e Felipe Menezes (quem diria!).

Agora vem a parada para a Copa e, se conseguirmos mesmo buscar uns três reforços, fica a esperança de um desempenho melhor. Não vamos nos iludir muito, mas, se Gareca chegar e prestar atenção mesmo neste elenco, sem inventar nada e com a volta de lesão de alguns atletas, podemos sim melhorar (sem passar sustos no final do torneio e visando também a Copa do Brasil).

Enfim, já que o bandeira gordo e safado de ontem foi maldito, ao menos esta parada pra Copa será bendita.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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