Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘bruno’

Existe uma máxima do futebol que diz que jogador sem a confiança da torcida não vinga, Palestrinos. E cada vez mais eu acho que essa máxima está correta.

Vinícius é o típico jogador que ninguém confia. É da base, atua pelo profissional desde os 16 anos, já fez mais de uma centena de partidas com o nostro manto, mas… nunca empolgou. Nunca mesmo. Nem quando fez gol (e foram apenas oito em 103 jogos), nem quando arriscou alguns dribles, nem quando teve uma sequência de jogos. E olha que não foram poucos!

Antônio Carlos, Felipão e Kleina cansaram de dar chances a ele. O escalaram de ponta esquerda, ponta direita e até centralizado dentro da área. O menino, no entanto, sempre mostrou limitações. Na finalização principalmente – e aí não existe atacante que passe impune. Aos 20 anos, foi emprestado ao Vitória. E pode ter sido só o primeiro.

O elenco conta com outros atletas em situação semelhante, começando pelo gol. Muito embora eu o julgue mais azarado do que tecnicamente deficiente, Bruno poderia buscar espaço em outro clube. Com 28 anos e a sombra de Fernando Prass, ele mesmo sabe que jamais será titular do Palmeiras com frequência. Teve essa chance em 2013 e a jogou fora – junto com a nostra vaga nas quartas da Libertadores.

Quem vive situação parecida são Tiago Alves, Serginho, Felipe Menezes, Miguel e Diogo. O primeiro até deve ficar porque foi pedido de Kleina e por que temos poucas opções defensivas, mas os outro quatro certamente devem debandar até o fim do ano. Ao contrário de valores como Patrick Vieira e Marquinhos Gabriel – que sempre recebem o apoio ao entrar em campo – todos tiveram suas chances, mas não as aproveitam, deixando todos nós apreensivos em suas entradas.

Esperamos, portanto, que Vinícius tenha sido só o primeiro desse bonde. Precisamos de opções com muita vontade, mas também com a confiança da massa.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Mas que joguinho larazento, hein Palestrinos?

Morno, sem opções, sem boas jogadas, sem audácia… o que vimos ontem a noite no Pacaembu foi quase um atentado ao futebol. O Palmeiras, que deveria ter entrado em campo para matar o pequeno logo de cara, foi muito mais medroso do que deveria. Enquanto isso, o Vilhena, que tinha mil motivos pra estar com medo, gostou do jogo.

E quase fez 1 a 0 em uma cabeçada marota no meio do segundo tempo! Sorte nostra que o time deles pregou fisicamente e que Bruno César resolveu tomar a liderança de um time que estava aos frangalhos. Não fosse por ele e pela providencial entrada de Marquinhos Gabriel, sofreríamos até o final dos 90 minutos.

Tudo porque o Kleina, de fato, errou. Imagino que não deva ser fácil motivar o time depois da eliminação do Paulista e que também é difícil montar esse Palmeiras sem Prass, Valdivia e Kardec, mas a escalação respeitou demais adversário de menos. Não havia necessidade de entrar com um zagueiro na lateral-direita e mais dois volantes de marcação. A falta de sangue e de vontade de Leandro e Mendieta contrastavam com a pressa e falta de técnica de Wellington, Miguel e Tiago Alves. Quando corrigiu o time, já na segunda etapa, o futebol fluiu um pouco mais.

Duas lições que ficam do duelo de ontem são claras: 1) o time precisa e deve ser mais ofensivo e 2) Bruno César pode ser mais um dos líderes deste elenco. Afinal de contas, ontem, quando a equipe começou a sentir a pressão do resultado que não vinha, foi o camisa 30 quem deu calma a equipe. Sem dúvidas, é uma boa notícia.

Mas provavelmente tenha sido a única.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

A derrota de ontem foi doída, Palestrinos.

Afinal, cair em casa, para um time pequeno, com um gol aos 39 do segundo tempo, nunca vai ser algo fácil de se lidar. Agora, pelo amor de San Genaro, calma com a andança: o ano não acabou.

É mania nostra sair procurando culpados. Uns vão xingar o Kleina (que colocou Vinícius e Valdivia baleado), outros vão dizer que a culpa é da diretoria (que não trouxe lateral-direito e centroavante reservas), outros crucificarão até Bruno (dizendo, sem conhecimento algum de causa, que o chute era facilmente defensável). Pois bem, amicos, não é hora pra isso.

Ontem, exceto por uns 15 minutos de lucidez, o Palmeiras foi muito mal em campo. O time, que já não contava com Valdivia e Wendel – lesionados pelos brucutus do Bragantino -, perdeu também Kardec e Prass por lesão. Em outras palavras, perdemos os poucos jogadores que podem fazer a diferença quando as coisas apertam (inclusive pelo prisma da liderança e confiança).

Me desculpem os torcedores que adoram colocar a culpa nas costas de um de outro jogador, mas, ontem, perdemos todos.

Só gostaria de lembrar a todos que, no início do ano, nenhum palmeirense esperava nada demais deste elenco. Ou alguém aqui cravaria um início de ano com 13 vitórias, 2 empates e 3 derrotas?

A diretoria está ciente de que nostro elenco precisa, sim, de alguns reforços pontuais. Kleina precisa rever algumas decisões de banco também (Tiago Alves, Mendieta e Vinícius valem a pena?). Da mesma forma, alguns jogadores – como Leandro e Wesley – precisam colocar a cabeça no travesseiro e repensar o que têm feito dentro das quatro linhas. Mas, repito: o ano não acabou.

Temos Copa do Brasil e Brasileirão pela frente. São muitos jogos ainda. O centenário segue vivo e nós temos que viver com ele. Caso contrário, morreremos todos nós com um tombo que foi grande como Itú, mas bem menor que o Palmeiras.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

20:45h | Acompanhado por um amigo das antigas, chego ao Pacaembu e fico extasiado em ver aquele mar de gente. Nas outras partidas, até pelo horário estúpido das 19h, foi impossível confraternizar antes da partida. Nesta terça, não; encontrei vários amigos, tomamos boas cervejas e confabulamos sobre o jogo. Vacinados pelos últimos anos de arquibancada, ninguém estava 100% convencido da vitória.

21:35h | Adentro a cancha municipal e a festa já está linda. São gritos, sorrisos, aquele mesmo clima que vimos contra Tigre e Libertad (a estreia com o Cristal foi mais fria e cheia de desconfiança). Quando acaba o hino nacional e começa o nostro, então, acontece aquela explosão que só nós sabemos qual é.

22:20h | O jogo se aproxima dos vinte minutos e tudo o que fizemos foi chutar uma falta no travessão. Temos a posse de bola, temos o apoio incondicional da torcida, mas não finalizamos.

22:30h | Como temíamos ali do lado de fora do gramado, estamos atrás do placar. Uma falha inexplicável de Bruno, uma bola que morreu mansa no fundo das nostras redes. E aí, mesmo gritando “Palmeiras”, voltam os fantasmas de Goiázes, ASAs, Santo Andrezes e Bocas.

22:50h | Intervalo de jogo. Todos apreensivos. O time não cria e, mais do que isso, não luta. O tal “sangue na veia” que piscava no placar antes do jogo não estava lá. E todos ali presentes sabem que sem garra, esse elenco fica tão forte quanto o Íbis.

23:20h | Mal retornamos para o segundo tempo e já vem o golpe final. Um contra ataque que vira gol em um chute tão improvável quanto possível em mais uma daquelas noites malditas. Agora, só um milagre.

00:02h | Fim de jogo. Conseguimos achar um golzinho em um pênalti mandrake, mas a verdade é que poderíamos jogar até domingo, sem parar, que o gol jamais sairia. Foi um festival de zagueiro no ataque, chuveirinho do meio-campo, trombada com adversários – e até no juiz -; foi um festival de desgosto.

00:30h | O jogo acabou já faz quase meia hora e eu e meu amigo ainda estamos ali. Balbuciamos algumas palavras, tentando consolar a nós mesmos, mas o silêncio tomou conta. Quase toda a massa já deixou o estádio, até as torres de iluminação já nos deixaram. Para piorar, a PM vem nos expulsar dos degraus públicos do Pacaembu, como se fossemos bêbados de fim de festa. A volta pra casa será melancólica.

03:00h | Contrariando o que costumo fazer, já assisti ao VT do jogo na Fox Sports. O sono ainda não veio. A diferença é que o sentimento, dessa vez, não é de profunda tristeza ou revolta. A passividade da equipe, somada a limitação que nós sempre tivemos conhecimento (embora lutássemos para acreditar no contrário), dá um tom melancólico de “e agora?” para a madrugada.

06:00h | Já de pé – e mancando por um acidente de arquibancada – ouço rádio, leio jornal, vejo na TV e ainda não consigo saber qual é o tal sentimento que tomou conta de mim. Não é tristeza, não é conformismo, talvez seja amargura. É aquele gosto odiável de saber que o sonho iria acabar, que a crônica estava pra lá de anunciada, mas que eu, ou melhor, nós, não quisemos acreditar.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Eu poderia escrever aqui que, independente do ocorrido de ontem, serei Palmeiras até a morte. Mas que tipo de torcedor de verdade abandona seu time por causa de um jogo?

Poderia dizer que a culpa é do goleiro, do técnico, do zagueiro. Mas de que adianta isso agora?

Poderia atestar que a arbitragem nos prejudicou nos dois jogos. Mas será que isso justifica toda a passividade e falta de vontade da equipe?

Eu poderia até mesmo dizer que, sabedor da limitação deste time, chegamos longe. Mas que tipo de imbecil que não se empolga com fases finais de grandes campeonatos, esperando por partidas mágicas e inesperadas?

A verdade, Palestrinos, é que eu poderia estar enchendo este espaço com clichês chatos, lamentações vazias e falsa esperança para todos nós, 15 milhões, que andam tão judiados na última década.

Mas, sinceramente, só me resta agradecer a presença dos outros 35 mil que estiveram ao meu lado no Pacaembu e incentivaram ainda que desconfiados uma equipe que parece precisar de um milagre a cada jogo.

O principal objetivo do ano começa no dia 25. E nós estaremos lá em Itu, no Pacaembu ou no inferno, ainda que  sofridos, desconfiados e judiados. Levanta, Palmeiras!

Siamo per sempre Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Voltamos com um zero a zero do México, Palestrinos.

Resultado que acabou ficando de bom tamanho em um jogo que poderíamos tanto ter vencido quanto perdido.

Um jogo ao melhor estilo deste time montado por Gilson Kleina; um Palmeiras que corre, briga e tenta superar seu limites a cada jogo. É justamente neste Palmeiras de Bruno, Marcelo Oliveira, Charles e Vinícius que temos que apostar. Um elenco que não transborda qualidade técnica, mas que dificilmente irá pecar por falta de vontade.

Os erros, óbvio, acontecem. A espanada de Henrique para a meia-lua, a bola (mal) cruzada por Tiago Real no meio-campo, os chutes insossos da nostra dupla de ataque, as disparadas sem noção de Wesley (ainda que na primeira delas tenha havido pênalti)… Tudo isso é normal para um elenco que ainda tem cara mesmo de Série B.

Eu, pessoalmente, tenho me apegado mais às qualidades da equipe. A casa está sendo arrumada fora de campo e, dentro dele, nostro treinador tem feito o que pode. Cabe a nós incentivar, confiar, gritar e empurrar uma equipe que, querendo ou não, está tentando nos honrar.

O Palmeiras é, hoje, uma companhia limitada. Mas pode surpreender.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Caímos novamente, Palestrinos.

E muito embora a maioria diga até que a queda de sábado tenha sido até certo ponto positiva, uma desclassificação é e será sempre um fracasso. Até entendo os que dizem que dessa forma teremos mais tempo para os compromissos  da Libertadores e para a preparação para a Série B, mas me nego a achar que a derrota nos pênaltis tenha sido benéfica.

A julgar pelo que vimos na Vila Belmiro, de fato não há nada de que se envergonhar: o time jogou, lutou, tentou e conseguiu buscar um empate já quase improvável no final do jogo. No entanto, é triste ver que mais uma vez tivemos a posse de bola por grande parte do certame e não conseguimos criar nada de tão perigoso.

Basta assistir ao VT da partida do último final de semana para perceber o óbvio. Embora fiquemos com a bola quase sempre em nostro poder, quase nunca criamos chances de fato perigosas.

E aqui não cabe exatamente análise estatística. Se pensarmos em todos os clássicos do ano até aqui – e até na maioria da s partidas disputadas -, o Palmeiras tem tido domínio da bola. O problema tem sido aquela chamado último passe, a bola que vai ao pé do atacante tão limpa que até o asno do Maikon Leite empurraria para dentro. Pensem no jogo de sábado, lembrem do clássico diante do SPFW e até mesmo do melhor Dérbi que fizemos nos últimos anos… A bola é nostra, mas falta qualidade.

Qualidade que poderia estar, é claro, nos pés de Valdívia, mas que nós sabemos que já virou utopia. Assim sendo, ficamos dependentes de um lampejo de consciência de Wesley, Souza, Tiago Real e aí a coisa complica.

Afinal, se é verdade que temos tido a posse de bola do tão badalado e campeão Barcelona, também é verdade que nostro aproveitamento na frente tem sido digno do pior ataque do Campeonato Paulista, a rebaixada União Barbarense.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Older Posts »