Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘Brunoro’

Lá se vai Gareca, Palestrinos. E junto com ele vai um pouco das nostras esperanças de novas ideias em um clube onde mandam as velhas cabeças.

Afinal, o “Projeto Gareca” era muito mais do que a simples chegada de um novo treinador. Era uma aposta em uma mentalidade diferente, em um cara que veio de fora trazendo conceitos que não estamos viciados. Infelizmente, no entanto, foi tudo por terra.

Culpa Gareca tem, sim. É inegável que ao perceber que o time não estava respondendo dentro das quatro linhas, o técnico se desesperou e começou a tomar decisões notoriamente errôneas. Manter Fábio em um momento de pressão extrema foi um exemplo disso. Bem como deixar (acertadamente) Wesley de fora da equipe por algumas rodadas e, de repente, escalá-lo (bizarramente) de capitão. Da mesma forma, recorrer a Eguren e Bruno César para mudar o jogo no sábado depois de meses sem relacioná-los, foi algo no mínimo estranho.

No entanto, é bom que se diga, ele é o menor dos culpados.
Ao meu ver, o elenco e diretoria têm culpa maior que a dele.

Os jogadores porque vêm falhando. A maioria é, sim, de qualidade duvidosa – e isso é culpa de quem monta o time -, mas mesmo para quem é nota 5 estão errando absurdamente. Wesley e Leandro demonstram uma má vontade acima do aceitável, Fábio se mostra um goleiro ainda inexperiente, Tobio chegou e não foi nem sombra do que nos venderam os noticiários, Bruno César e Bernardo parecem ter desistido de jogar, bem como Menezes e Mendieta já cansaram quem acompanha o time de perto.

E o veredito final sobre o grupo é o fato de que Lúcio, Marcelo Oliveira e Henrique têm sido os melhores em campo. Jogadores esforçados e limitados, mas que ao menos se entregam. O problema é que, para vencer, não se vive só de suor (muito menos de Valdivia). Ganha-se títulos com um Galeano, não com onze.

Quem errou e tem errado muito ultimamente é a diretoria. Embora tenha chegado com discurso diferente do que estamos acostumados, Paulo Nobre mostrou demasiada fraqueza nos últimos meses. O pulso firme do início (quando resolveu o caso Barcos e se negou a aumentar o salário de jogadores medianos) deu lugar a uma postura totalmente perdida (deixando Kardec sair por R$20 mil mensais e trazendo reforços nem tão baratos assim no desespero). A decisão de demitir Gareca, aceitando a pressão interna do clube, mostra isso claramente.

E que fique claro que ainda acho Nobre o mais capacitado a ser mandatário do Verdão. Não existem, hoje, candidatos melhores. Só que o Palmeiras é um ninho de cobras e, para comandá-lo, é preciso mais do que MBA e boas ideias. Infelizmente, é preciso fazer parte de um jogo de relacionamento sujo e escroto. Faz-se aliança com velhotes gagás e, automaticamente, arranja-se inimigos mortais sob o mesmo teto.

Este é o verdadeiro problema do Palmeiras: ter os mesmos “donos” desde 1980. E aí, sinceramente, pouco importa quem vai estar a beira do campo. Se é Dorival, Jorginho ou San Gennaro, a única triste certeza que tenho é a de que estamos cada vez mais a deriva.

E já que o Palmeiras segue sendo o mesmo Palmeiras, vamos seguir sendo os mesmos palmeirenses de sempre: na arquibancada, apoiando e protestando belo bem do Campeão do Século.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Vocês certamente já ouviram falar em marketing, Palestrinos. E é bem possível que após estes meses da gestão Paulo Nobre, boa parte de vocês já tenham raiva só de ouvir essa palavra.

Antes de mais nada, é bom dizer que embora seja uma competência bastante velha, ele só chegou ao futebol brasileiro na década de 90. Quem investiu primeiro foi o pessoal do Jardim Sônia que, ao passar pelo Japão, descobriu que tinha gente do outro lado do planeta que reverenciava nostro futebol o bastante para comprar produtos licenciados. Depois outros clubes começaram a fazer o básico, realizaram que suas camisas têm valor incrível e começaram a angariar patrocinadores em seus mantos. Até que, cinco anos atrás, nostro maior rival mostrou um outro lado: o de trazer craques (gastar mais para ganhar mais).

E em meio a tudo isso ficamos nós. Um Palmeiras que parou dentro e fora de campo. Um time que dependeu anos da boa vontade da Parmalat e, quando ela foi embora, demorou a perceber que não havia aprendido absolutamente nada. Prova cabal disso é o nostro centenário.

Faz exatos 100 anos que todos nós sabemos que em 2014 iríamos estar no ano do nostro centenário. E faz ao menos 8 anos que sabemos que, para melhorar, seria ano de Copa do Mundo no Brasil! Um cenário tão espetacular para ser aproveitado pelo marketing de qualquer empresa de fundo de quintal, mas que um dos maiores clubes do mundo simplesmente não soube utilizar.

Cadê o patrocínio máster, por exemplo? Será que NENHUMA empresa do país e do mundo têm o interesse de estar na camisa do Campeão do Século XX no ano em que ele celebra um momento tão importante? Aqui, de fora, me parece que o Palmeiras está pedindo demais e oferecendo de menos.

Marketing, hoje, exige estudo. Preparo. Nenhuma empresa vai investir 20 milhões de reais em algo que parece duvidoso. E sejamos sinceros: oferecer o espaço maior de nostra camisa, hoje, já não vale tanto. Estamos subindo de nostra segunda queda, nostro time é fraco, não vamos brigar por títulos… mas que dá pra arrumar alguém disposto a investir, dá! Basta oferecer um retorno decente.

Como vai ser a festa do centenário: será que esta empresa não gostaria de estar presente em destaque em algo que vai ser veiculado em todo o mundo? E quais as ativações possíveis com a história do Palmeiras: quais ídolos pode-se usar, quantos filmes, promoções, eventos e tantos outros programas não são possíveis?

E pra não ficar só no patrocínio de camisa, cadê o licenciamento da “marca Palmeiras”? Será que a FIAT não gostaria de ter uma linha de carros do centenário, com customização de automóveis só para palmeirenses? Cadê uma grande vinícola italiana produzindo o vinho oficial do nostro centenário? Por quê não aproveitar que a Allianz está patrocinando nostro estádio e fazer planos de seguro especiais para os palestrinos?

Isso sem falar dentro de campo. Não existe NADA mais óbvio do que trazer um grande jogador italiano para celebrar este ano. Onde estão Del Piero, Inzaghi, Cannavaro, Cassano, Materazzi, Gattuso? Imagino quais as marcas que não se acotovelariam para usá-los em comerciais. E por quê não aproveitamos a saída de jogadores clássicos como os do quarteto argentino da Inter Samuel, Cambiasso, Zanneti e Milito? Esses caras vendem camisas, lotam estádios, atraem a mídia.

De novo: as possibilidades são infinitas. Mas é preciso trabalhar duro. É preciso ter peritos em marketing, mas também peritos em bola: no futebol, não dá pra trabalhar puramente com propaganda. Enfim, deixo aqui o meu protesto contra quem, aparentemente, não soube aproveitar uma oportunidade literalmente de ouro.

O que agrava o rombo em nostros cofres e agrava ainda a nostra situação sofrível dentro de campo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

10496905_722493261138602_7854793225483978983_o

Fonte: Foto Torcida no Facebook

O protesto é legítimo, Palestrinos.

Sempre foi e seguirá sendo. Até porque, na nostra atual situação, bate o desespero e é impossível ficar sentado assistindo a tudo isso. O problema, na minha opinião, é ir até a casa de alguém fazer o tal protesto – e aí pouco importa quem é esse “alguém”.

Paulo Nobre é o presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras. Logo, realizemos o protesto em nossas casas: o Palestra Itália e/ou o CT da Barra Funda. Sem quebrar, sem vandalizar, sem ameaçar. Pedir mudança se faz com faixas, com a garganta e, mais importante de tudo, com a ajuda da mídia.

O que a MV realizou ontem foi quase perfeito; só erraram o lugar. A família de Nobre e os vizinhos dele nada têm a ver com a atual situação do clube. E embora a organização do protesto tenha sido bem estruturada, nunca se sabe quando um cara mais esquentado pode fazer besteira. Portanto, voltemos as reivindicações para a Turiassu.

A atual diretoria vem de duas décadas de administração terrível e conseguiu dar continuidade a má conduta dos tiranos que tomam conta da SEP há tanto tempo. Brunoro não mostrou merecer o salário que ganha, Omar Feitosa é praticamente um fantasma dentro da estrutura e Nobre precisa se ligar disso. Ele é o presidente e tem autonomia para dar um jeito nessa situação, demitindo quem merece.

A formação do elenco foi terrível, temos um time de Série B na A e, sinceramente, não penso que haja tempo hábil para melhorar a situação. Temos que torcer nas arquibancadas e pressionar por mudanças na diretoria.

Mas, de novo: na nostra casa. A casa do Nobre não é o lugar.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Dia 18 de janeiro, abertura do Campeonato Paulista. O Palmeiras entrou em campo com Prass; Serginho, Henrique, Tiago Alves e Juninho; Oliveira, Renato, Wesley e Mazinho; Diogo, Vinícius e Alan Kardec.

Dia 30 de março, semifinal do Paulistão. O time que iniciou o jogo no Pacaembu foi Prass; Bruno, Tiago Alves, Lúcio, Wellington e Juninho; Wesley, Mendieta e Bruno César; Leandro, Vinícius e Alan Kardec.

Dia 27 de julho, Derby pelo primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Os onze iniciais foram Fábio, Wendel, Tobio, Oliveira e Victor Luís; Renato, Wesley, Mendieta e Felipe Menezes; Mouche e Henrique.

3 jogos, 7 meses e 24 jogadores jogadores diferentes: tá na cara que isso não pode dar certo. Eu sei que trocamos de treinador, que sofremos com algumas lesões importantes e que houveram transferências, mas não é normal.

Na verdade, este cenário apenas explicita a falta de qualidade do elenco. Uma ou outra alteração é totalmente normal, mas quando a escalação do time muda em 10 jogadores em pouco mais de três meses, é porque algo está errado. É porque não temos titulares. É porque mudar parece que vai resolver, mas não resolve.

Defendo total paciência com Gareca (até porque enfrentamos times com elencos melhores e mais entrosados), mas precisamos abrir os olhos. Se for necessário contratar (e é!), que se vá direto ao ponto: laterais, meia e centroavante. Não precisam ser craques, mas têm que ser acima dos “nota 5” que já temos no grupo.

É preciso trabalhar, mas também é preciso ter qualidade. caso contrário, vamos continuar com este gosto amargo na garganta após jogos decisivos.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Eu entendo as críticas a Paulo Nobre, Palestrinos.

Inclusive eu mesmo o critiquei aqui quando perdeu Alan Kardec por uma miséria. Mas quando a demora para a escolha do novo treinador estava prestes a me desanimar de vez, surge Mustafá Contursi e nos lembra de que poderíamos estar MUITO pior em outras mãos.

Afinal, a frase proferida pelo Sapo Gordo ontem foi de uma ignorância sem tamanho. Do alto de sua empáfia e de seus 200kg, nostro ex-maldito-presidente fez a seguinte afirmação: “Gestor profissional é para grandes empresas, não para clubes em dificuldade”. (Ou, em outras palavras, “Eu preferia no meu tempo, quando mandava, desmandava e roubava sozinho”.)

É óbvio que um clube de futebol minimamente organizado precisa de gestores. E quanto mais profissionais, melhor. A grande armadilha nesta crítica feita diretamente a Brunoro é que Mustafá não percebeu que, ao dizer isso, defende o amadorismo. Retorna aos tempos em que velhos italianos comandavam o Palmeiras sem ser importunados por ninguém, nem ao menos uma pequena e sufocada oposição (sem nem falar que boa parte do “clubes em dificuldade” foi causada por ele próprio.)

Eu e toda a torcida do Verdão esperamos, de coração, que esse tempo tenha acabado para sempre. Seja nas mão de Paulo Nobre ou de qualquer outro presidente minimamente bem intencionado.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Antes de mais nada, Palestrinos, eu conheço o currículo de (W)Vanderlei(y) Luxemburgo.

Tenho ciência que ele é o treinador com maior aproveitamento da história do Verdão (67%) e de todos os títulos que ele ganhou conosco. Só que o tempo passou. E ele perdeu a mão. Hoje, trazer Luxa é trazer problemas.

1. Ele é arrogante.

2. Vanderlei nos abandonou logo no começo do Brasileirão/02, em um processo que culminou com nostro primeiro rebaixamento nacional.

3. Ele fala “pojéto”.

4. A saída dele em 2009 se deu por criticar abertamente a diretoria. E não foi a primeira vez (nem será a última).

5. Ele fala espanhol pior do que o Joel Santana fala inglês.

6. Apesar de ter dirigido Palmeiras, Santos, Atlético Mineiro, Flamengo, Grêmio e Fluminense nos últimos 10 anos – e com bons elencos –, seu último título nacional foi com o Cruzeiro, em 2003 Santos, em 2004. De lá pra cá, só estaduais.

7. Ele é viciado em pôquer.

8. Luxa pegou dinheiro emprestado de Edmundo e pagou com cheques sem fundo. Não precisa nem comentar o caráter do cara.

9. Ele sempre contrata Maldonado, Fabiano e Leandro Bochecha.

10. Se analisarmos os últimos grandes títulos do treinador, ele sempre teve grandes elencos para trabalhar. Isso, claramente, não é nostro caso no momento.

11. Ele vai colocar uma multa de rescisão milionária para poder pular fora do barco quando o caldo entornar.

Imagino ele lendo este post agora e, tenso, empurrando os óculos para o alto do nariz, enquanto gesticula obrigando o seu mordomo a fazer um overlap pelo sofá. Boa, pofexô.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Quem será nostro novo treinador, Palestrinos?

Muito tenho ouvido sobre Luxemburgo e Dorival, mas a verdade é que a lista é mais extensa. Conta com Ney Franco, Doriva e até mesmo Arce, nostro ex-lateral que está no Cerro Porteño (eliminado pelo Cruzeiro da Libertadores).

Na pesquisa que fizemos aqui no Siamo, em uma amostra de 63 respostas, o vencedor foi – para a nostra sincera surpresa – Luxa (19 votos). Na sequência, vieram Jorginho (13), Dorival (11) e Doriva (9). Leão (3), Narciso e Renato Gaúcho (1) vieram bem atrás – assim como Renê Simões, que zerou.

A conclusão é que, cansada e temerosa, a torcida está dividida em um paradoxo: ou um grande figurão ou uma grande novidade.

Afinal, o currículo de Wanderley – tanto no Palestra quanto em outras equipes – é inegavelmente bom. Mas igualmente inegável é que ele nos deixou de maneira traumática em 2002 e que sua má fase já está durando longos anos.

Quanto a Jorginho, joga a favor dele a boa impressão deixada em 2009, quando deixou o Palmeiras líder (com Obina pedindo música do Fantástico contra a gambazada) nas mãos trêmulas de Muricy. Mas o fato é que, desde então, oscilou muito em times de menor expressão.

Dorival tem o Palmeiras no sangue – e a torcida gosta disso. Também tem bons trabalhos com grupos limitados, o que é nostro caso hoje. No entanto, seus últimos trabalhos também deixaram a desejar.

Doriva é novidade – e também algum desespero. Ninguém nem lembrava da existência do ex-volante, mas, ao conquistar o Paulistão com o Ituano, ganhou status. O problema, de fato, é sua inexperiência.

Ou seja, definitivamente não existe um nome de consenso. Mas existem muita opções. Vamos torcer para Nobre acertar dessa vez.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

Older Posts »