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Posts Tagged ‘camisa 9’

O mundo dá voltas, Palestrinos. E se para alguns de nós ele gira a favor, para outros ele faz questão de girar contra.

Quando acontece dele girar contra, eu prefiro pensar que é para se aprender. É este, na minha opinião, o motivo de mais uma queda nossa: dez anos se passaram, nada mudou e fomos punidos novamente. Da mesma forma, acho que agora o mundo está dando uma bela lição em Hernán Barcos.

Aliás, que fique bem claro logo de saída, este não é um post revanchista (a imagem acima vale mais pela piada do que pelo texto). Eu, inclusive, fui fã fervoroso do argentino enquanto ele esteve por aqui – uma das provas cabais é essa. Mas, se tem um ponto desta negociação nebulosa que eu nunca entendi, era o argumento da “visibilidade para continuar a ser convocado pela seleção argentina”.

Pois bem, Hernán, você se foi. Acreditou no “pojéto” do Grêmio, debandou para o Sul esperando conquistar títulos e… nada aconteceu. Caiu no Gauchão, caiu na Libertadores e está capengando no Brasileiro. Seus gols rarearam, mesmo que você ache – com certa razão – que Elano e Vargas te dariam mais bolas que Valdivia e Vinicius. Na essência do futebol, nada de errado; você decidiu correr o risco.

Agora, se tem uma coisa que você precisava ter entendido antes de mais nada é que, para competir com Lavezzi, Higuaín e Agüero, você sempre precisou de duas coisas: fazer uitos gols e estar na mídia. O primeiro item, infelizmente, não tem como garantir; mas o segundo já era bem previsível.

Sem querer bancar o “EU JÁ SABIA”, mas já bancando, copiei apenas um argumento dos 9 que enumerei para você ficar:

“5) Série B, aqui, é A – Jogos semanais na televisão. Cobertura total da mídia. Times competitivos. Se você acha que jogar a segunda divisão vai te tirar de foco, caro Pirata, pode pensar de novo porque acontecerá exatamente o contrário. Pergunta lá pro Sabella!”

Pois é, Pirata, o mundo girou. O pojéto falhou. O #tamoxunto virou #cadaumnasua. E as suas convocações – ao contrário do que vem acontecendo com alguns meninos da base, Henrique, Leandro, Valdivia, Mendieta e, agora, Erguren – nunca mais voltaram a acontecer.

Sem ressentimentos, tá bom?
Só fica aqui uma aula sobre visibilidade e futebol brasileiro.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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É óbvio que nenhum palmeirense gostou da saída de Barcos.

Tenho certeza, aliás, de que a primeira reação de todos nós foi negar a notícia. A segunda, foi se desesperar. E a terceira, mais dolorosa, foi comprovar que era tudo a mais pura verdade. Após uma temporada, sessenta e um jogos, 31 gols e uma identificação instantânea, lá se foi o Pirata rumo o Sul.

E aí, de bate pronto, alguns dirão que ele é mercenário: que utilizou o Palmeiras como vitrine, que se aproveitou do Palmeiras para alçar voos mais altos e que, quando mais precisávamos dele, ele se foi. Outros responderão que não, que a culpa é do Palmeiras, que ele estava com salários atrasados e que o direito de buscar outro clube é digno.

Eu, sinceramente, penso que o ocorrido é uma mistura entre ambos os grupos acima.

Afinal, se é verdade que o Pirata fez juras de amor, disse que não sairia e recebeu um aumento substancial para que ficasse no Palestra, também é verdade que o Palmeiras faltou com muitos de seus compromissos. Se por um lado Nobre e Brunoro se depararam com uma dívida impagável com a LDU e com o atleta, por outro Barcos vislumbrou um dos melhores elencos do país e a possibilidade de continuar marcando gols em alto nível.

É claro que todo torcedor gostaria que seus craques agissem como ele próprio. Mas isso é a nostra porção criança falando mais alto. É aquela parte de nós que ainda ignora as mazelas do futebol e faz nostros olhos brilharem ao ver aqueles onze – sejam estes quais forem – dentro de campo. E o camisa 9 argentino se foi.

O caos administrativo vivido na “gestão” Tirone e a demora na passada de bastão para a nova diretoria são, na minha opinião, os grandes culpados para isso ter acontecido. Mais uma herança maldita da pior administração que tivemos em nostra longa e gloriosa história.

De certo mesmo, apenas a confirmação de que Barcos não é nem nunca será Marcos. E, o pior, saber que que este Palmeiras também está bem longe de ser aquele dos bons tempos do Santo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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