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Posts Tagged ‘campeão’

O título que eu não vi foi dividido em dois jogos. Mas, em bem da verdade, para nós ele foi decidido quase que exclusivamente no primeiro: chances perdidas, ritmo perdido, vantagem diminuída.

O título que eu não vi teve duas equipes equilibradas e montadas no início do ano. A desacreditada por problemas econômicos venceu, a empolgada por um grande momento financeiro acabou perdendo.

O título que eu não vi rolou no novo Allianz Parque e na velha Vila Belmiro. Ambos contaram com casa cheia e emoção de sobra, embora decidir em casa tenha feito a diferença.

O título que eu não vi contou com lesões que tiraram a qualidade do jogo. Mas, depois de 180 minutos, ficou claro que as ausências alvinegras pesaram mais na primeira partida do que as alviverdes pesaram no placar geral.

O título que eu não vi foi de quem errou menos. Decisões não costumam perdoar quem perde um pênalti no tempo normal de um jogo e toma dois gols de pura desatenção no outro.

O título que eu não vi poderia ser decidido por dois camisas 7. O de branco jogou apenas um jogo – e fez a diferença – , enquanto que o de verde jogou ambos – mas mostrou que ainda tem muito a amadurecer.

O título que eu não vi ficou ainda mais antagônico de pensarmos no restante do ano. O campeão deve sofrer com a falta de opções a partir do meio do ano e o vice deve ter que dispensar algumas opções para se montar até o final de 2015.

Até porque o título que eu não vi nos faz entender exatamente o que é o futebol. Um esporte onde as equipes são desenhadas em pranchetas, mas a qualidade é provada com a bola rolando.

Cabeça erguida, ainda estamos em maio.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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palestra

Sociedade Esportiva Palmeiras. 100 anos de luta, trabalho, bom futebol e algumas centenas de conquistas.

O time da Arrancada Heroica, das duas Academias, do Bi-Paulista e Bi-Brasileiro, dos 102 gols. Campeão da cidade, do estado, do país, da América, do Mundo.

Clube que nasceu italiano, virou brasileiro e se tornou tão internacional que 15 milhões de torcedores se espalharam pelo planeta. Gente que leva e eleva o verde e o branco a patamares nunca antes imaginados.

O problema destes fanáticos é que o “Campeão do Século XX”, hoje, está a séculos de conseguir ser campeão novamente. Seja do que for e onde for.

Nós não nos apequenamos. Mas nos apequenaram.

São Paulos, Luizes, Robertos, Mustafás, Afonsos, Hugos, Gilbertos e Josés. São um bando de Zé Manés. Uma corja formada por quem quer estar no comando, mas não sabe comandar nem o próprio carro de luxo.

São administrações terríveis, falta de planejamento, intrigas políticas e pessoais que jamais poderiam estar acima de uma instituição tão grande. E aí, toda a sociedade esportiva chora pelo Palmeiras.

Nossa defesa tem sido facilmente vazada. Nossa linha anda magra e nossos atacantes, de fato, só têm raça. E a torcida, mesmo que mal tratada, ainda canta e vibra. Com a diferença que hoje, o fazemos em busca de mudanças.

Durante os 90 minutos somos coração. Mas antes e depois deles, somos voz ativa. Não subestimem milhões de apaixonados que, embora sejam levados pelo coração, pensam demais no futuro do amor de suas vidas.

Queremos, sim, nos livrar das dívidas. Mas também queremos um time competitivo. Queremos craques. Queremos de volta um futebol minimamente vistoso. Queremos ter um ano de esperança por taças, não por milagres anti-rebaixamento. Pense bem: nosso último lampejo de bom futebol foi em 2009. Cinco anos seguidos de futebol pobre. É pouco para nós, é nada para a nossa história vitoriosa.

Sabemos, sim, que está difícil superar as dificuldades econômicas. Mas será possível que não conseguimos receita no ano do nosso centenário? Será possível ver craques como Del Piero na Austrália ou belos centroavantes como Milito no Racing, pensando que nós não pagaríamos melhor e ofereceríamos mais condições? Falta trabalho, falta preparo.

E aqui não é falar de A ou B: é falar de todos. De um alfabeto inteiro de analfabetos administrativos. Gente que diz ter o Palmeiras no peito, mas que não deixa nem um pouco de verde para o cérebro. É tanto ego e tanto bolso que nem cego deixaria de ver o tamanho desse calabouço.

Somos gigantes – e gigantes, meus amigos, não morrem. Estamos apenas em coma induzido por doutores sem diploma. Chegou a hora de acordar de vez. Chegou a hora de, uma vez por todas, voltar a ser Sociedade Esportiva Palmeiras.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Finalmente Rivaldo se aposentou, Palestrinos.

E se a simples notícia da sua aposentadoria já mereceria um post aqui no Siamo, a necessidade de uma homenagem aumenta ao lembrarmos a importância que o meia teve em nostra reconstrução nos anos 90.

Rivaldo chegou a Academia em 1994, ano seguinte ao título Paulista que encerrou a nostra fila de 17 anos. E foi determinante para o bicampeonato do Paulista e do Brasileiro, que determinaram de vez a nostra mudança de mentalidade. Se os anos 80 haviam nos deixado com aquela imagem de que nunca venceríamos, foi a partir de 94 que acreditamos que poderíamos vencer sempre.

Alto, desengonçado e habilidosíssimo com a perna esquerda, Rivaldo nos ganhou rapidamente. Algo nada usual para alguém que chegou diretamente do Corinthians, diga-se de passagem, mas totalmente justificável por sua aversão crônica as câmeras e microfones. Quem fala pouco não se compromete – e Rivaldo sempre levou isso ao pé esquerdo da letra.

Dentre seus grande momentos com a camisa do Palestra estão os dois gols na final do Brasileiro de 1994 e as inúmeras jogadas mortais tramadas ao lado de Djalminha, Muller e Luizão em 96. Seu sucesso foi tanto que, dois anos após chegar, ele se foi para a Espanha brilhar ainda mais. O resto da história nós conhecemos: La Coruña, Barcelona, Milan, Seleção Brasileira… sempre com títulos, sempre com gols, sempre quieto e decisivo.

Nem suas passagens desastradas e tardias por São Caetano, Mogi e SPFW apagaram o brilho de uma carreira perfeita. É comum ouvir que, tivesse ele um pouco mais de “marketing”, teria sido muito mais rico e famoso – o que pode até ser verdade. Mas quem fala com os pés não precisa falar para as câmeras. E os pés de Rivaldo, bem como sua cabeça, gritaram em alto e bom som por 20 anos.

Obrigado, Rivaldo! Aproveita pra descansar bem quietinho na sua Recife amada.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Depois de tantas lágrimas, tanta piada, tanta dedicação… é campeão!

Depois de tantas derrotas, tantos tropeços, jogos em vão… é campeão!

Depois de rebaixamento, sofrimento, depressão… é campeão!

Depois de levar de seis, de quase virar freguês, de superação… é campeão!

Depois de jogar com garra, com alma, com o coração… é campeão!

Depois de suar o bigode, de dar carrinho, ralar a bunda no chão… é campeão!

Depois de tantos problemas, tanta tempestade e tanto trabalho…
É CAMPEÃO, CARALHO!!!

 

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Rodada final de Brasileirão é sempre polêmica, Palestrinos.

Ainda mais em uma rodada como esta, onde o título será decidido por dois clássicos regionais, o que vira um prato cheio para discussões infindáveis. E dentre todas as coias boas e ruins que se ouve por aí, a pior e mais repetida de todas é máxima de que “o Palmeiras vai ajudar o Vasco”.

Pois bem, amigos, não vamos.

Nós vamos, sim, entrar em campo para ganhar da gambazada. Palmeiras x Curintia é o maior jogo do mundo. Nada é mais importante que ele, seja o campeonato que for, e entrar em campo para ganhar é sempre uma obrigação. A diferença é que, desta vez, a nostra vitória pode melar o título da gentalha. E, se San Genaro quiser, vai melar bonito mesmo!

Agora vocês devem estar pensando: “Mas, cazzo, e isso não ajudar o Vasco?!”. É, mas é uma consequência. O Palmeiras entra em campo para ganhar o jogo e não ajudar terceiros. Se fosse trabalho filantrópico, teríamos entregado o jogo para os cruzmaltinos aqui no Pacaembu, três semanas atrás, quando empatamos por 1 a 1.

Coincidência ou não, são justamente estes dois pontos que fazem falta na tabela deles hoje. Por isso, é bom gambá ficar quietinho e jogar bola. O Palmeiras joga pelo Palmeiras, e só.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Eu estava em casa, pendurado na janela, gritando que nem um débil mental e acordando o condomínio inteiro junto com meu irmão (que, coitado, ficou 5h na fila e não conseguiu ingresso).

E você, onde estava?

Com quem estava?

E o dia seguinte?

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Jornal Libertadores 1999-3

Hoje, dia 16 de junho de 2009, faz exatamente 10 anos que o Verdão conquistou a Copa Libertadores da América. E amanhã, o mesmo Verdão entrará em campo pelas quartas-de-final da atual edição do torneio sul americano buscando o bicampeonato.

Sim, o mesmo Verdão.

Porque independente da equipe que entrou em campo uma década atrás e da que entrará amanhã, o Palmeiras sempre joga pra ganhar. Sempre é favorito. Sempre luta e vibra pelo nosso alviverde inteiro.

É por isso que hoje é dia de reverenciar Marcos, Velloso, Sergio, Arce, Neném, Júnior, Rubens Jr., Tiago Silva, Cléber, Júnior Baiano, Roque Júnior, Rivarola, Agnaldo, Galeano, Rogério, César Sampaio, Pedrinho, Juliano, Zinho, Alex, Paulo Nunes, Oséas, Evair, Euller e Felipão.

Mas sem esquecer de Pierre, Diego Souza, Cleiton Xavier, Keirrison, Luxemburgo e, é claro, do mesmo São Marcos.

O Palmeiras nasceu vitorioso e sempre o será.

080731marcos99

Siamo Palestra!

ROJAS.

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