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Posts Tagged ‘campeonato paulista’

Vitória, Palestrinos!!!

Sofrida, suada e por isso mesmo deliciosamente heróica. A verdade é que, quando Fernando Prass pegou a cobrança de Petros, fez muito mais do que nos classificar para a final do Paulistão: fez renascer aquele Palmeiras que não tem medo de ganhar.

Sem exagero algum, essa é uma vitória que tem o poder de afastar para bem longe a década passada e todas as dragas que passaram por aqui – seja dentro ou fora de campo. Até porque o que vimos dentro de campo neste domingo, foi um time que quis vencer a qualquer custo. Sem medo, sem fraquejar, sem sentir a pressão. Saiu na frente, recuou, tomou a virada, mas teve fome de ir ao ataque para empatar e levar nos pênaltis.

Claro que isso não quer dizer que temos um esquadrão. Estamos anos-luz de ter de volta a Era Parmalat e uma nova Academia. Mas quando os resultados vêm, cria-se um ambiente fácil de se sentir (embora difícil de se explicar) onde tudo fica mais real e palpável.

São vitórias como esta e como a obtida diante do SPFC, poucas semanas atrás, que constroem uma equipe e uma torcida confiantes. São triunfos como estes que criam aquele clima que nos acostumamos na década de 90 de que, sim, sempre é possível. São tardes como a de ontem que fazem 15 milhões de fanáticos recuperarem a força – até porque o orgulho não se foi.

Vibremos com Prass. Comemoremos com Rafael Marques. Lutemos com Gabriel. Infernizemos com Dudu. Criemos com Cleiton Xavier. E, óbvio, busquemos este título diante do Santos a partir do próximo final de semana.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Pode não parecer, mas o jogo do próximo domingo vale muito mais do que uma vaga na final do Paulistão, Palestrinos: vale decidir qual será a cara do Palmeiras em 2015.

De um lado, a escolha de atuar da mesma maneira com o qual o time já tem atuado; de outro, a oportunidade de adicionar qualidade em campo e deixar a equipe mais ofensiva. Em outras palavras, Oswaldo de Oliveira está preso no dilema de ser Marcos Aurélio Galeano – nosso eterno e esforçado volante – ou Eduardo Galeano – o eterno e romântico escritor uruguaio.

Se pesar o fato de jogar na casa de um adversário que não perde por lá há 30 partidas, parece lógica a escolha por manter o 4-2-3-1. Com Gabriel e Arouca na cabeça da área, no entanto, ou sobra gente na frente ou Valdivia segue no banco. Como acredito que Oswaldinho escalará o chileno seja como for, acredito que o time teria Rafael Marques de centroavante com Jorgito no meio.

Agora, caso o nostro treinador considere que a melhor defesa é o ataque, dá para inovar e jogar no 4-1-4-1. Neste caso, Oswaldo teria que sacar Gabriel dos onze iniciais, isolar Arouca como primeiro volante e contar com um meio-campo repleto de meias. Embora alguns digam que Robinho pode ser um segundo volante, a real é que todos – exceto Valdivia – teriam a obrigação de marcar.

Eu, pessoalmente, gostaria de ver a segunda formação em campo. Mas não neste jogo. Contra uma maiúca que reúne tanta gente boa e rápida como a do Curintia, acredito que a primeira ideia seja mais segura. Com Guerrero dengoso e Vágner Love sozinho na frente, teremos formações espelhadas em campo. Vai ser um dérbi de igual pra igual, decidido por detalhes – através da falha e do talento de alguém.

Afinal, como escreveu Eduardo Galeano: “Por sorte ainda aparece nos gramados algum descarado cara-de-pau que sai não se sabe de onde e comete o disparate de desmoralizar toda a equipe rival, e ao juiz, e ao público das arquibancadas, pelo puro prazer do corpo que se lança à aventura proibida da liberdade”. E eu espero que este cara-de-pau seja nostro – ainda que seja Jorge Valdivia.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Bela vitória no sábado de Páscoa, Palestrinos. Em um primeiro tempo de toques rápidos e ousadia da dupla Dudu-Robinho, o Palmeiras passeou pra cima do Mogi Mirim – e só não meteu um chocolate ainda maior porque os erros brotaram na segunda etapa.

Após o jogo, no entanto, a frase que mais me chamou a atenção veio da entrevista de Oswaldo de Oliveira. Envolto por microfones ávidos por palavras sobre Valdivia, nostro treinador disse que o time terá um upgrade com as entradas do chileno e de Cleiton Xavier. Há de se entender.

Afinal, após 20 partidas, o time ideal de OO parece estar escalado: Prass; Lucas, Victor Hugo, Tobio e Zé Roberto; Gabriel, Arouca, Robinho, ? e Dudu; Cristaldo. A única vaga totalmente em aberto é esta do meio-campo. Ora ocupada por Allione, ora ocupada por Rafael Marques, ela deverá ser de Valdivia ou Cleiton Xavier muito em breve. A única surpresa surpresa possível é Egídio entrar bem na lateral e Zé acabar aparecendo no meio (o que eu, pessoalmente, também acho uma bela possibilidade).

De qualquer forma, o comandante está certo. Seja quem for que entrar nesta vaga em aberto, será um ganho de qualidade para um time que ainda busca se afirmar. No momento, nostras melhores partidas foram àquelas em que atacamos tanto, mas tanto, que o sistema defensivo teve pouco tempo para errar.

Seja como for, somente com estes onze aí de cima em campo poderemos saber se somos o time que bailou sobre SPFC e Mogi ou se somos a equipe vacilante que perdeu para Santos e Red Bull. E é claro que, opiniões a parte, preferimos todos a primeira opção.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Veio a derrota, Palestrinos. E veio na rodada seguinte de uma vitória com V maiúsculo diante de um dos nostros maiores rivais. O que ajuda a evidenciar que, na média, ainda temos muito a evoluir.

Logo após a partida de quarta, Fernando Prass havia sido enfático em seu discurso: o time não estava maduro como sugeria os 3 a 0, mas também não estava cru como sugeriam as partidas anteriores. A verdade é que, mais ou menos como acontece em alguns esportes olímpicos – onde se elimina a maior e a menor nota -, o Palmeiras segue em busca do seu melhor.

Ontem, nitidamente, faltou movimentação. Faltaram tabelas, faltou pegada, posse de bola. Faltou um pouco de tudo, inclusive encarar o jogo diante do Red Bull com a importância que Oswaldo de Oliveira e o regulamento manco do Paulistão sugeriram antes da bola rolar.

Se não somos a equipe modorrenta que perdeu para a Ponte e penou diante de Bragantino e XV de Piracicaba, também não somos ainda o time que venceu bem Audax e São Paulo. Entre as notas 9 dos grandes jogos e a 3 dos piores, somos um time que flerta com um medíocre 6. Tivesse uma placa em frente ao CT da Barra Funda, seria ela “Estamos em obras”.

Obras que precisam começar a entrar na reta final, diga-se de passagem. As finais do Campeonato Paulista e o início do Brasilerão se aproximam e é preciso mostrar um entrosamento maior. Alternativas mais criativas. Jogadores mais inspirados. Um jogo, enfim, muito melhor do que apresentamos na maior parte dos jogos.

Afinal, queremos passar de ano com louvor. E se isso acontecer, 2016 promete ser o ano para sermos os melhores da classe.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Foi de lavar a alma, Palestrinos. Após dez clássicos seguidos sem vitória, vencer da forma que vencemos ontem em casa foi absolutamente delicioso.

Teve golaço de Robinho, um belo gol de Rafael Marques, olé, tabelas, raça e boas trocas de passe. Mas, acima de tudo, teve uma vitória do Palmeiras exclusivamente para o Palmeiras.

Porque não é exagero nenhum dizer que este jogo, em bem da verdade, mexe pouco com a realidade dos outros clubes. Deixa, sim, um rival pressionado e nos dá uma possível vantagem de jogar no Palestra nas semifinais. No entanto, a maior sacudida é interna e toda nossa.

Primeiro porque tira uma carga pesada das costas deste elenco: não bastasse a sequência negativa em clássicos, ainda não havíamos vencido um jogo grande dentro da nova casa. Segundo porque mostra que alguns dos principais atletas do elenco – Zé Roberto e Arouca, por exemplo – podem resolver o jogo quando exigidos. E terceiro, óbvio, porque empolga grupo e torcida para o andamento de 2015.

Foi uma vitória linda, limpa, leve. Daquelas que não víamos há muito. Que fez o estádio entrar em total simbiose com a equipe, que fez uma noite qualquer de quarta-feira se transformar em uma noite memorável.

É claro que é importante dizer que ainda falta muito para este time funcionar redondinho dentro de campo. Os pontas ainda trombam nos laterais, nostros atacantes continuam sendo pouco efetivos e as opções de banco têm entrado fora de ritmo.

Enfim: não era final, mas, para nós palmeirenses, é como se fosse.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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O barulho que tem sido feito em torno de Gabriel Jesus é totalmente compreensível, Palestrinos.

O garoto tem números impressionantes nas categorias de base (54 gols em 48 partidas), é a maior revelação que temos desde Vágner Love (chegou ao time de cima em 2003) e tem tudo para ser um daqueles raros ídolos nascidos e criados dentro do clube (o último foi Marcos). Não a toa teve seu contrato renovado com todo o cuidado, não a toa já assinou contrato com a Adidas e não a toa tem chamado a atenção de todos – Fred, inclusive, o citou em uma entrevista na SporTV.

Após a última rodada, no entanto, duas declarações chamaram a atenção. A primeira foi de Oswaldo de Oliveira, que atestou estar farto de torcedores clamando pelo atacante como groupies clamavam pelos Beatles; já a segunda veio de Rafael Marques, que revelou que o grupo tem tomado cuidado para blindar o garoto do assédio da imprensa – e até de chegadas dos adversários.

A minha humilde opinião é a de que precisamos ir com calma ao lançar o garoto, mas que é necessário dar cada vez mais chances a Gabriel.

Por um lado é preciso calma porque a base e o profissional são mundos totalmente diferentes. Raros são os atletas que passam reto por essa fase de adaptação. Messi, Tévez e Neymar são alguns exemplos de “anomalias da base”. É claro que nostro bambino d’oro pode ir pelo mesmo caminho, mas vendo tantos que já ficaram sem ter tido o menor sucesso, dá pra entender a paciência de Oswaldo em lançá-lo na equipe.

Por outro lado, é preciso testá-lo dentro de campo. Nostra classificação está sacramentada no Campeonato Paulista e as quatro últimas rodadas parecem ideais para dar chances reais ao camisa 33. Até mesmo porque, sejamos claros, nostro setor ofensivo está totalmente abaixo do ideal. Cristaldo merece ser titular, mas não tem sido unanimidade: é preciso ter alternativas a ele e tanto Leandro Pereira quanto Rafael Marques não têm feito por merecer.

Enfim, acredito que o caminho não seja nem tão ao céu nem tão ao mar. Gabriel merece mais minutos em campo, mas ainda não pode ser alçado ao posto de Menino Jesus.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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As cornetas já começaram a soar, Palestrinos. Nem bem fizemos 15 jogos na temporada e os arautos do apocalipse já pedem a cabeça de Oswaldo, jogam amendoins nas contratações e começam a questionar uma temporada menos de dois meses após ela ter se iniciado.

A todos estes que estão desesperados, deixo um pedido: tenham calma. Seja aqui ou na Europa, não se monta um time campeão do dia pra noite.

Do ano passado até aqui, fizemos mais de 50 movimentos de transferência entre chegada e saída de jogadores. Alguns nomes são melhores, outros são piores, mas é impossível exigir bom futebol de uma equipe que mudou 80% de seu elenco em três meses. É preciso ter uma base, trabalhar bem com ela durante meses e só então, após uma análise completa, ter um elenco afinado.

Entendo que a empolgação com a mudança de rumos do Palmeiras para este ano empolga. Mas não podemos ser cegos, há muito trabalho a ser feito. Se formos analisar os últimos bons times montados no Brasil, vê-se um ponto comum a todos eles: tempo. O Cruzeiro bicampeão brasileiro, por exemplo, começou a se moldar em 2011; foi colher os frutos em 2013 e 2014.

Mesmo na Europa, dinheiro nunca comprou tempo de trabalho. Vejam os claros exemplos de Chelsea e PSG que, mesmo com um aporte bilionário em contratações, ainda não são equipes maduras o suficiente. O clube inglês precisou de 9 anos do dinheiro de Abrahmovic para conquistar seu objetivo sonhado, a Champions League; já o time francês está no terceiro ano consecutivo dos petro-euros e nem mesmo o Campeonato Francês tem garantido com sobras.

É difícil admitir isso sendo apaixonado, mas a verdade é que é preciso paciência. Não podemos queimar um projeto promissor como este em um ano. Tenho certeza de que, mantida a base, será muito mais fácil pensar em reforços ao final desta temporada. Afinal de contas, em dezembro não precisaremos mais de vinte atletas; vamos precisar de quatro ou cinco pontuais.

Portanto, antes de sair por aí berrando por mudanças, é bom lembrar que a falta de noção tem um poder destrutivo alto. Lembrem-se do que a diretoria do Grêmio fez para a temporada 2013 (apostou altíssimos para a Libertadores e o clube acabou eliminado e endividado) e o que nostros vizinhos coloridos fizeram no ano passado (cacife alto, insucesso, pressão política). Não é comodismo, é a realidade.

Vamos apoiar um ano de montagem de elenco, vamos torcer por canecos plausíveis (Paulista/Copa do Brasil) e vamos pensar positivo. Se tudo for bem feito, o Palmeiras tem tudo para ser o time de 2016.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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