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Posts Tagged ‘choque rei’

Foi de lavar a alma, Palestrinos. Após dez clássicos seguidos sem vitória, vencer da forma que vencemos ontem em casa foi absolutamente delicioso.

Teve golaço de Robinho, um belo gol de Rafael Marques, olé, tabelas, raça e boas trocas de passe. Mas, acima de tudo, teve uma vitória do Palmeiras exclusivamente para o Palmeiras.

Porque não é exagero nenhum dizer que este jogo, em bem da verdade, mexe pouco com a realidade dos outros clubes. Deixa, sim, um rival pressionado e nos dá uma possível vantagem de jogar no Palestra nas semifinais. No entanto, a maior sacudida é interna e toda nossa.

Primeiro porque tira uma carga pesada das costas deste elenco: não bastasse a sequência negativa em clássicos, ainda não havíamos vencido um jogo grande dentro da nova casa. Segundo porque mostra que alguns dos principais atletas do elenco – Zé Roberto e Arouca, por exemplo – podem resolver o jogo quando exigidos. E terceiro, óbvio, porque empolga grupo e torcida para o andamento de 2015.

Foi uma vitória linda, limpa, leve. Daquelas que não víamos há muito. Que fez o estádio entrar em total simbiose com a equipe, que fez uma noite qualquer de quarta-feira se transformar em uma noite memorável.

É claro que é importante dizer que ainda falta muito para este time funcionar redondinho dentro de campo. Os pontas ainda trombam nos laterais, nostros atacantes continuam sendo pouco efetivos e as opções de banco têm entrado fora de ritmo.

Enfim: não era final, mas, para nós palmeirenses, é como se fosse.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Eu não aguento mais o Wesley.
Eu não aguento mais depender de um só jogador para fazer gol.
Eu não aguento mais ter que me desesperar quando convocam o Valdivia.
Eu não aguento mais um time que não sabe articular uma jogada de ataque.
Eu não aguento ter que depositar esperanças de qualquer coisa boa saindo dos pés de Diogo, Felipe Menezes e Mazinho.
Eu não aguento mais o Juninho errando tudo o que faz.
Eu não aguento mais lesões crônicas de atletas inúteis e inutilizáveis como Victorino, Welligton e Leandro.
Eu não aguento mais um time que toma gol e (quase) nunca ter forças para virar um jogo.
E, acima de tudo, eu não aguento mais ter a sensação de que o próximo jogo – seja onde for e contra quem for, será sempre uma derrota em potencial.

Acaba, 2014!
E leva contigo 90% desse elenco merda.

Siamo Palestra sempre!

ROJAS.

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Eram 14 minutos do primeiro tempo, Palestrinos.

E embora o jogo estivesse amarrado, o Palmeiras havia tomado a iniciativa. Marcava em bloco atrás do meio-campo e saía no contra ataque com Mouche (menos) e Allione (mais) abertos pelos lados do campo. Quem distribuía o jogo, naturalmente, era Valdivia – que retomou os treinos e a posição depois de 3 meses. Foi então que ele desabou no gramado com a mão no rosto.

A primeira impressão, claro, foi de uma agressão. Um braço involuntário, no mínimo, que tivesse acertado em cheio o chileno. Veio o intervalo e a informação oficial era a de que ele havia mesmo tomado uma braçada e deixado o campo por conta de uma tontura. Só que a TV flagrou uma mãozinha na coxa que, de tão tradicional, virou sua marca registrada nos últimos anos.

Valdivia, no entanto, negou. Disse ao médico que o motivo fora uma pancada no rosto. O próprio médico do Palmeiras, após a partida, disse ter achado estranho. Até que hoje, vejam só, vem a notícia de que o camisa dez de fato teve um trauma na coxa esquerda.

Quem é palmeirense está cansado do comportamento do meia. Absolutamente nenhuma história dele vem a tona com total sinceridade. NUNCA. Foi assim com sua recente transferência (e a posterior viagem a Disney), foi assim com seu “sequestro”, foi assim quando traiu sua esposa (que disse que ia separar, mas não separou)… Enfim, se tem Valdivia tem confusão.

Está claro que ele escondeu a contusão por saber que a torcida e a imprensa iriam pegar em seu pé novamente. Afinal, deve ser a sua lesão muscular de número 100 só pelo Palmeiras – vejam só, se tornou centenário antes do clube! E é óbvio que se lesionou porque está atrasado. Tivesse voltado das férias pós-Copa dentro do prazo, estaria treinando e jogando normalmente (bem como os campeões mundiais da Alemanha já estão em campo por seus clubes).

Mas querem saber? O problema de Valdivia realmente é o nariz: nariz mentiroso.

Pior é ter um elenco onde sua presença se faz tão necessária. Dependemos de um atleta que não se comporta como tal. E aí, o jogador que poderia ser craque não só se sabota, mas também sabota a todos nós. Vira um camisa 10 nota 6. Se conforma com o que é sem nunca vislumbrar quem poderia ser.

Pois bem, senhores, já que Geppetto é italiano, este é Jorge Valdivia.
O Pinnochio do Palestra Itália.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Quando a fase é ruim não tem jeito: tudo dá errado, Palestrinos.

Você tem a bola do jogo duas vezes e ela não entra.

Você toma gols perto do final das partidas mesmo quando é melhor.

Seu goleiro é acertado por bolas na trave. E elas entram.

Seu melhor jogador sai de campo por lesionar… o nariz.

Seus jogadores limitados se superam, mas não é o bastante.

A torcida canta e vibra o jogo todo, mas não é recompensada.

Enfim, a fase está pesada para nós e não é de hoje. Mas se tem uma coisa que ajuda o azar, essa coisa se chama qualidade. Infelizmente, nostro time é esforçado, mas não passa disso. Os lances finais da partida são a pintura perfeita da nostra situação: bola no pé de um centroavante voluntarioso e ele escorrega; bola na cabeça de um centroavante técnico e ele mata o jogo.

Não tem exemplo nem sorte que mude isso.

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MONSTROS
Lúcio, Renato e Marcelo Oliveira foram gigantes. Mas, de novo: só vontade e suor ainda não ganha jogo; ou ganhamos em qualidade ou perdemos os jogos.

MONSTRUOSOS
Wendel, Mouche e Felipe Menezes foram o inverso dos atletas acima. Previsíveis, burocráticos, no nível que são e sempre serão.

GARECA ACERTOU E ERROU
Perfeito em deixar Wesley, Josimar e Leandro fora, montando a dupla de volantes com Oliveira e Renato. Errado ao insistir com Felipe Menezes e ainda demorar a tirá-lo de campo. Cristaldo parece bom jogador, mas com UM DIA de treino não dá pra saber o que acontece.

MASSA DEU SHOW
Ontem tivemos uma apresentação emocionante dos torcedores que foram ao Pacaembu. Nas arquibancadas e no tobogã, cantamos do início ao fim e fizemos o que esteve ao nostro alcance. Estendo meu elogio, inclusive, a quem sempre critico: a MV fez protesto pacífico sábado em frente ao CT e apoiou o jogo todo no domingo.

A quem insiste em ficar em casa reclamando, meu muito obrigado.
Fiquem aí mesmo.

E AGORA?
Sport fora (mas não na Ilha do Retiro) e Coritiba em casa. 4 pontos não iriam mal, mas 6 seriam o ideal. É hora de reagir antes que a pressão tome conta.

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E ainda assim… Siamo Palestra!

ROJAS.

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Domingo tem Choque-Rei, Palestrinos.

E eu duvido que alguém aqui não está com aquela saudade de ganhar bem um clássico. Saudade daquele jogo tenso, disputado, pegado, apertado, na bola, na raça, na rede, no grito nervoso da arquibancada… jogar clássico é jogar a vida em 90 minutos!

Sejamos sinceros, já faz tempo que não temos uma boa vitória em jogos deste porte. Até porque Santos é clássico também, mas, pra mim, Curintia e SPFW vêm muito acima da lambarizada em importância histórica. E, falando nos cor de rosas, confesso que uma das grandes memórias que trago da minha infância foi forjada em um Palmeiras x SP.

4 de dezembro de 1993 era um domingo. Eu, então com 8 anos, estava naquele Morumbi abarrotado de gente com meu pai, meu irmão e um amigo. Era seminifinal de Brasileiro e, mesmo com a Era Parmalat começando em grande estilo, nostros rivais estavam vivendo os melhores anos das suas vidas. Era um duelo em que, sem exageros, qualquer coisa poderia acontecer.

O estádio estava abarrotado e dividido ao meio (saudade disso também). Nós estávamos nas numeradas, bem abaixo da arquibancada vermelha. E naquele dia, por algum motivo, César Sampaio estava possuído pelo demo. Marcou e atacou o jogo todo, de maneira impressionante. Então, em uma jogada linda do camisa 5, ele serviu Edmundo e o Animal chapou a bola cruzada no canto: 1×0 pra gente. A partir daí, amigos, com a classificação a nostro favor, a pressão do São Paulo cresceu de maneira assustadora: eram ataques, ataques e mais ataques do time de Telê.

Foi quando Sampaio, com aquela cadência meio Dudu/Ademir de ser, rouba uma bola de Leonardo e arranca de trás do meio-campo em um contra ataque. Procura o passe e, sem achar ninguém, ninguém mesmo, resolve correr com ela. Passa por um, por dois e quando Zetti sai nele, simplesmente o finta com o corpo e toca pro fundo do gol. Eu, que tive a brilhante ideia de ir mijar minutos antes do gol, saí correndo do banheiro do Morumbi e, quando apontei no alto dos degraus, consegui ver meu pai pulando de alegria lá longe. Chegando perto dele, ele apenas me chacoalhava e gritava “Que golaço, que golaço!!!”.

A maldição de eliminações para aquele time maldito havia terminado e estávamos na final. Foi, literalmente, lavar a alma. Foi ir além, ter esperança, dormir embriagado de alegria.

E é isso que eu quero domingo. Que Wesley encarne Sampaio, Kardec entre de Evair, Leandro seja Edmundo, que o Pacaembu substitua aquela numerada do Panetone e o nostro Verde vença rumo ao esperado caneco. Vencer clássico não tem preço e este, Palestrinos, terá sabor especial.

PRA CIMA DELAS!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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palmeiras_fev

Os últimos dez dias foram complicados, Palestrinos.

A maré de paz causada pelos sete jogos invictos neste início de ano deram repentinamente lugar a uma pequena turbulência causada pelos dois revezes na Copa Libertadores – que, graças a uma parte estúpida da torcida, acabaram se transformando em um grande furacão. Por isso, vamos por partes.

COPA LIBERTADORES
A derrota para o Libertad até estava nas contas iniciais. Não da maneira que foi, com um total domínio dos paraguaios e com o nostro time praticamente na roda, mas estava. O problema foi perder para o fraquíssimo time do Tigre. É inadmissível que o Palmeiras, independente do momento ou do elenco que tenha a disposição, não vença uma equipe tão fraca.

Pior foi que tivemos tantas chances de matar o jogo, que a sensação de fracasso ficou ainda mais retumbante ao apito final. A chance desperdiçada por Kleber chega a ser vexatória. Não dá para perder aquela chance, ainda mais quando se está começando uma história em um clube como o nostro. Agora não nos resta outra coisa senão vencer os dois jogos em casa e tentar pontuar fora. Ainda dá!

MANCHA CANCERÍGENA
Assíduo frequentador das arquibancadas, eu já me manisfestei algumas vezes contra a MV. E meu principal motivo é  bastante claro: não posso respeitar torcedores que coloquem o nome e os símbolos de uma “torcida organizada” acima do clube que apoiam. Para mim, fica bastante claro que a Mancha vai ao estádio para torcer por ela, e só por ela. Isso, por si só, é estúpido.

Agora, quando os mesmos velhos e conhecidos bandidos resolver agredir ameaçar os atletas não só gritando, mas também chegando as vias de fato, aí é caso de banimento perpétuo. Chega da diretoria sustentar esses vagabundos que se acham acima da verdade, chega de pagar viagem e ingressos, chega de permitir que imbecis como estes entrem em campo para conversar com técnico e líderes do elenco… isso tudo é muito absurdo!

Nenhum torcedor é mais torcedor que o outro. O presidente da MV é tão palmeirense quanto eu ou uma senhora que jamais tenha ido ao estádio na vida. Está mais do que na hora desse câncer travestido de “organizada” ser banido dos jogos da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Na partida contra a Penapolense, já houve bete-boca velado entre a dita “organizada” e os “torcedores comuns”. E isso tende a piorar se nada for feito. Chegou a hora de Paulo Nobre convocar a PM, o Ministério Público, a CBF e os presidentes dos principais clubes do país para acabar de vez com esses grupos de criminosos.

Ou você vai defender indivíduos que não fazem nada da vida além de beber em frente ao Palestra e fazer viagens de dias e dias por dizerem amar tanto o time? Muito antes de serem torcedores, esses caras são bandidos. E eu aposto que o elenco prefere jogar com a arquibancada vazia fora de casa do que com vândalos desses supostamente apoiando.

CHOQUE-REI
Mais uma vez ficamos no quase. A diferença é que, contra o Curintia, graças ao momento vivido e o abismo técnico entre os elencos, o empate até que desceu pelas nostras gargantas. Agora, ontem, com um a mais durante todo o segundo tempo no Panetone, não dá para sair de campo satisfeito.

O que me parece claro é que, nas duas partidas, faltou qualidade para ganhar. Estamos parando em nostras próprias limitações. Com um pouco – eu disse pouco – mais de calma e atenção, podemos sair de campo com vitórias que nos dariam uma moral mais do que necessária. E vendo as chances perdidas ontem, que saudade que dá do Pirata…

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Empatamos, mas saimos de campo merecendo a vitória, Palestrinos.

Porque quando se alinha um time cheio de desfalques em um clássico e ainda se perde o último dos zagueiros machucado e o melhor dos volantes expulso no início da segunda etapa, não dá para dizer que um simples empate foi justo.

Após a falha inicial de marcação – e do gol do SPFW -, o Palmeiras lutou, tentou, buscou e fez por merecer melhor sorte. Finalizamos o dobro de vezes e demos o triplo se sangue para sair de campo com os 3 pontos. Não é exagero nenhum; quem assistiu o jogo sabe!

E boa parte dessa raça demonstrada dentro de campo veio de Felipão. Nostro comandante substituiu um zagueiro por um atacante, consertou o meio após a expulsão de Henrique e, pelo visto, incentivou a equipe como nos velhos tempos. Garanto que nenhum torcedor deixou a Arena Barueri com a cabeça baixa. E isso, amigos, isso já é uma grande vitoria!

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TROFÉU SÃO MARCOS
Pelo oportunismo e por iniciar 90% das nossas jogadas de ataque, Mazinho merece o prêmio. Destaque também para Juninho e Leandro Amaro, que deve ter feito uns 12 desarmes no jogo e ainda deu o passe para o gol.

TROFÉU FABINHO CAPIXABA
João Vitor não marcou, não armou e não ajudou em nada. E quando alguém é mais inoperante que Márcio Araújo merece o prêmio inglório.

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Siamo Palestra!

ROJAS.

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