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Eu não sou sócio do Palmeiras, Palestrinos.

Sou sócio-torcedor já faz algum tempo, mas, por morar longe do clube, nunca tive um título oficial. Recentemente até me interessei em ter um, contudo os valores não me permitem fazê-lo. O fato é que, ainda que eu fosse um sócio do clube, não votaria em ninguém.

Como já disse várias vezes aqui mesmo neste espaço, não tenho influência nem vivo ativamente o dia a dia de diretores e conselheiros. As informações que tenho vêm por parte de amigos, esses sim envolvidos, que me contam o que acontece nos jardins suspensos. E, ultimamente, muitos deles têm me procurado para falar sobre as eleições do próximo dia 21.

A maioria deles me fala bem de Paulo Nobre. Alguns outros fazem campanha objetivando apoio à eleição de Décio Perin. Eu, sinceramente, não apoio nenhum.

De todos os presidentes que já passaram pelo Palmeiras nas última décadas, o único que atraiu minha atenção e despertou em mim militância favorável foi Luiz Gonzaga Belluzzo. Grande economista e palmeirense que é, eu já o conhecia por meio de entrevistas e textos publicados, o apoiando veementemente na época. O resultado, no entanto, todos nós conhecemos.

A verdade é que, independentemente de quem vença as eleições, esse cara não vai comandar o clube sozinho. Ele precisa de diretores e vices competentes, que o ajudem nesta tarefa. Aí que vem um dos nossos maiores problemas: essas pessoas são as mesmas há 20 anos. E o panorama não parece passível de mudança.

Obviamente, se tivesse o poder do voto eu iria atrás de informação valiosa. Mas pelo que tenho ouvido até agora, tudo me parece muito obscuro. Um é jovem, o outro é experiente, um tem grana, o outro tem apoio, ambos são palmeirenses fervorosos… e por aí vai.

Nestas eleições do Palmeiras, meu voto já tem dono: a Dona Esperanza.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Eu devia ter uns 5 anos, Palestrinos.

E mesmo depois de tanto tempo, me lembro perfeitamente do dia em que sentei nas cadeiras cobertados do Palestra Itália pela primeira vez e perguntei ao meu pai quem era aquele senhor de bigodes e cabelos pretos tão bem alinhados que estava cercado por pessoas. Foi quando meu pai abriu um sorriso e me disse que aquele era Oberdan Cattani, goleiro do Palmeiras nas décadas de 40 e 50, uma verdadeira bandeira do clube – tal qual era o mais conhecido Leão.

Pois então o tempo passou, tive o prazer de ver Sérgio e Velloso, o desprazer de ver Gato Fernandez e a benção de acompanhar de perto a trajetória linda de São Marcos com o manto alviverde. Trajetória tão bela que vai virar busto: ontem o conselho do Palmeiras aprovou por unanimidade a construção de uma estátua para São Marcos.

Até aí, tudo perfeito. Só mesmo um Santo poderia unir nostra oposição e situação.

O que chamou a atenção negativamente foi a declaração daquele senhor que vi nas cadeiras do Palestra há mais de 20 anos. Ao ser questionado sobre o assunto, ele – que é sócio e conselheiro – disse que foi contra. Não que tenha nada contra Marcos, mas achava aquilo tudo um exagero.

Em suas próprias palavras: “Eu tenho 73 anos de Palmeiras e hoje sou esquecido lá. (…) Mas eu tenho minhas mãos lá na sala de troféus, o estádio novo vai ficar lindo e isso é o mais importante. Sobre o Marcos, o busto é merecido. Ele deu glórias para o Palmeiras. Só não tenho relacionamento com ele.”

Sabem o que é isso? Mágoa. Não inveja, não ódio, mas mágoa por não ter sido lembrado como deveria. Mágoa por ter vestido a mesma camisa por 14 anos, em tempos onde o futebol não era o que é hoje, e ter obtido sucesso. E isso, amigos, é algo que não dá para desconsiderar.

Estamos acertanto 100% em homenagear um jogador da estirpe de Marcos. Mas continuamos errandoa o esquecer daqueles que fizeram o Palmeiras ser o que é hoje. Ainda dá para consertar.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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