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rolezinho

Esqueçamos por um momento a rivalidade, Palestrinos.

O que aconteceu no CT do Corinthians no último sábado foi tão absurdo quanto previsível. Ano após ano, vemos cada vez mais bandidos travestidos de torcedores estragarem um pouco mais o futebol brasileiro. E o pior: com a ajuda dos clubes e da Polícia.

Não bastasse o grande trabalho feito por Fifa, Comenbol e CBF para deixar nostro amado futebol cada dia menos atrativo graças a corrupção, temos que conviver há anos com essa horda de imbecis que acham que podem resolver os problemas de seus times com agressão.

Antes de rirmos de nostros rivais, olhemos para nós mesmos: em um curto espaço de tempo, consigo lembrar de dois episódios ridículos comandados por torcidas organizadas do próprio Palmeiras.

O primeiro, de 2012, foi aquele em que João Vitor e alguns uniformizados saíram na mão em plena Turiassú, durante uma tarde normal. Já o outro episódio, ainda mais recente, de 2013, envolveu uma confusão generalizada em um aeroporto argentino, onde tentaram pegar Valdívia na porrada – e acabaram acertando uma xícara na orelha de Fernando Prass. Repito: isso em um intervalo de menos de 1 ano!

E é claro que tem mais e para todos os gostos. Aquela tentativa de invasão dos corintianos pós-derrota para o River em 2006, é só mais um exemplo contundente. Isso sem falar em “enquadros” de são paulinos, santistas e tantos outros falsos torcedores espalhados país afora.

O fato é que, na verdade, ninguém quer resolver nada. E isso começa pelos clubes que, mesmo enfrentando problemas por décadas, continuam financiando viagens e ingressos destes imbecis. Alguns clubes, como o próprio Palmeiras e o Cruzeiro, dizem ter cortado de vez relações com estes grupos. Mas é difícil acreditar. Até pela impunidade.

Estes torcedores nunca são presos por estas invasões esdrúxulas e, pior, muitas vezes ainda ganham o direito de se reunir com jogadores, treinadores e dirigentes para poder fazer suas “exigências”. Quem os protege é o próprio clube, temendo reação pior destes “lixos organizados”.

E aí, amigos, a Polícia (Civil e Militar) também tem culpa. Porque, de novo, nunca leva ninguém preso e, ainda pior, sabendo quem são estes torcedores (vide que um dos agressores de sábado esteve preso em Oruro), ainda os trata na conversa boa, com reuniões e regalias. PVC disse na ESPN que é a própria PM quem determina que o Corinthians venda ingressos na quadra da Gaviões, o que os torna parte extremamente ativa da vida do clube.

Ninguém quer punir. Então vira festa.

Sou fanático e é óbvio que cobro os atletas do Palmeiras quando vão mal. Xingo na arquibancada, externo minha opinião na mesa de bar e na internet, até lesão de jogador fraco já desejei e comemorei (embora, se funcionasse, o Juninho já estaria sem pernas). Mas nunca, jamais, pensei em agredir quem quer que fosse.

Sou torcedor de estádio, conheço torcedores organizados que jamais participaram de nenhuma baderna (assim como alguns “torcedores comuns” que adoram se enfiar em briga), mas, na maioria das vezes, o problema vem trajado com a regata de uma TO. As imagens mostram, os registros deixam claro.

Se alguém quer acabar com isso, tem que punir. Cadastrar, mas levar preso. Do jeito que as coisas são feitas, o cara vai lá, faz besteira, é identificado, fichado e volta pra rua em questão de horas. A legislação é fraca e a vontade de quem deveria punir (e aqui, além da Justiça, tem PM e clubes) parece ser ainda menor.

Os jogadores não estão errados de reclamar, não: ganham milhares de reais, têm que aguentar a pressão das arquibancadas, mas passar por ameaçar e agressão é estupidez demais.

E o pior é que já sabemos no que isso tudo vai dar: nada. Até o dia em que – como bem disse Muricy – alguém vai morrer dentro de um CT. Como se já não bastassem mortes em arquibancadas, esteções de transporte público, estradas e arredores…

Por isso, o espaço entre um corte na orelha do Prass e um estrangulamento de Guerrero e de funcionários comuns do Corinthians, não existe espaço algum. São episódios gêmeos, coirmãos como os clubes que sofrem e fazem sofrer.

As derrotas e a crise do outro é legal, mas com violência nada faz sentido. 1 minuto de silêncio por mais uma imbecilidade no nostro futebol.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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É um absurdo, Palestrinos…

É um absurdo sem tamanho! Em uma tarde qualquer, após um treino qualquer, um bando de vagabundos travestidos de torcedores resolvem espancar covardemente um atleta do Palmeiras. Um garoto que chegou a pouco tempo, um volante esforçado, um cara que não só nunca fez nada contra ninguém como estava indo até a loja do clube comprar camisas. É tão inadimissível que eu nem tenho palavras.

Não dá pra explicar, não dá pra entender, muito menos justificar. Sejam quem for, estes covardes merecem cadeia, espancamento, pena de morte. Nem me venham falar que violência não justifica violência porque imbecis como estes nem seres humanos são. São verdadeiros vagabundos que, por não fazer nada da vida, ficam vigiando e se achando donos do Palmeiras.

E o pior é que tenho certeza absoluta que daqui a pouco vão surgir histórias sobre João Vitor ter ido para balada, ter sido corintiano na infância ou coisa que o valha. São as mesmas desculpas ridículas de sempre, as mesmas que já “justificaram” violência contra Lua, Vágner Love, Assunção e etc. São as mesmas desculpas que vão afastando novos atletas do Palmeiras. Ou você acha que isso não pesa na hora de um jogador olhar duas ou três propostas?

A verdade é que isso já acontece faz muito tempo e só tende a piorar. Torcedores ditos organizados – e aqui não estou falando que os caras eram de Mancha, TUP ou qualquer outra, falo organizado como “crime organizado” mesmo – pichando muros, jogando pedra em carros e ônibus, perseguindo atleta em balada e afins. A única saída é diretoria incompetente parar de dar regalias à este tipo de gente, simples assim.

Aliás, é bom que se diga, eu não ficaria nem um pouco surpreso se soubesse que essa ode ao terror foi arquitetada por gente que quer o poder no clube. Neguinho que quer chegar ao topo de qualquer maneira, ignorando até os limites da vida.

Porque os chutes que João Vitor tomou em sua boca hoje são, na verdade, chutes distribuídos no rosto de todos que amam o Palmeiras de verdade.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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