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Posts Tagged ‘derrota’

Oswaldo de Oliveira caiu, Palestrinos. E dado o atual cenário, nem poderia ser diferente.

Afinal, embora 5 meses seja um tempo discutível para pegar um elenco com mais de 20 reforços e transformá-lo em um time imbatível, é indiscutível que hoje era para estarmos, no mínimo, em um estágio muito mais avançado. Não é normal participar da contratação destes atletas, treinar todos os dias e chegar ao mês de junho com uma equipe que só sabe chutar bolas para dentro da área dos adversários.

Ao lado de Alexandre Mattos, Oswaldo de Oliveira foi peça fundamental na montagem do nostro elenco para 2015. Mas ficou claro que sua teimosia o derrotou. A insistência no mesmo esquema tático, a demora para mexer durante as partidas e a obviedade em colocar Zé Roberto no meio, foram alguns dos exemplos que derruabaram o treinador. Não que ele seja o único culpado pela má fase, mas é hoje, certamente, o maior dos culpados.

Sem ele, no entanto, precisamos pensar no que muda.

O sistema de jogo é a primeira coisa que me vem a cabeça. O 4-2-3-1 de Oswaldo não decolou por causa de vários fatores (desde a falha proteção à defesa até o fato de termos um único atacante brigando lá na frente), e deve mudar seja lá quem for o treinador a chegar.

Também será uma prova de fogo para os atletas que vieram de Santos e Botafogo. Sem o ex-comandante no banco, é possível que os únicos atletas que comecem em vantagem junto ao novo técnico sejam Gabriel e Arouca. Outros como Lucas e Rafael Marques, por exemplo, podem começar a esquentar o banco. Isso sem falar de Wellington, Tobio, João Paulo e tantos que ainda não mostraram a que vieram.

O que também deve mudar é a interferência da diretoria de futebol na equipe. Não que teremos senhores de terno comandando treinos na Academia, mas depois da carta branca dada a Oswaldo não ter funcionado, acho bastante crível que Alexandre Mattos e Paulo Nobre fiquem ainda mais em cima do que acontece dentro das quatro linhas.

E, claro, muda muito quem fica e quem sai. Ayrton e Alan Patrik estão de saída para o Flamengo, e eu acredito que pelo menos outros três ou quatro devem deixar o Palestra. O caso Valdivia, que segue sendo aquela novela chilena sem fim, não entra neste parâmetro – mas também deve sofrer alteração de rota.

Entre Marcelo Oliveira e Cuca, prefiro o primeiro. Mas muito mais do que qualquer coisa no mundo, espero que o Palmeiras comece a jogar feito um time grande. Sem perder pontos para timecos e sem se deixar ser ameaçado em momentos que nem um time de várzea seria. Muito obrigado pelos esforços, Oswaldo, mas você não tem o calibre que precisamos.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Desde que chegou à Academia, Alexandre Mattos foi recrutado apenas para falar de coisas boas, Palestrinos. Foram pencas de entrevistas sobre contratações, sócio torcedor, os louros colhidos no Cruzeiro, filosofia de trabalho e etc. Agora, no entanto, chegou a hora da verdade.

Com os resultados pífios que o Palmeiras vem colhendo desde a final do Paulistão, o diretor de futebol precisa assumir a frente da situação. Estamos naquele momento delicado em que a cobrança em cima dos jogadores exige mais do que a voz do treinador (que pode perder o elenco se houver exageros), mas ainda menos do que um papo com o presidente (que deve administrar o todo). É neste exato momento que deve brilhar Alexandre Mattos.

Reconhecido como bom interlocutor junto aos atletas, Mattos está encontrando o seu primeiro momento de turbulência no Verdão. Por um lado, precisa justificar a permanência de Oswaldo de Oliveira junto a parte dos conselheiros e da torcida; por outro, no entanto, não pode passar por condescendente perante o grupo. E é justamente por estar acima de OO e de todo o elenco, que ele precisa bater no peito.

Na minha humilde opinião, chegou a hora dele mostrar sua independência e falar sobre resultados. Futebol é totalmente sobre isso e tanto treinador quanto jogadores precisam estar a par das aspirações do Palmeiras. Se acharem que estão desempenhando um bom papel, que falem com Mattos e decidam seu futuro. O nostro deve ser sempre vitória e, se possível, títulos.

Siamo Palestra!

ROJAS. 

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Veio a derrota, Palestrinos. E veio na rodada seguinte de uma vitória com V maiúsculo diante de um dos nostros maiores rivais. O que ajuda a evidenciar que, na média, ainda temos muito a evoluir.

Logo após a partida de quarta, Fernando Prass havia sido enfático em seu discurso: o time não estava maduro como sugeria os 3 a 0, mas também não estava cru como sugeriam as partidas anteriores. A verdade é que, mais ou menos como acontece em alguns esportes olímpicos – onde se elimina a maior e a menor nota -, o Palmeiras segue em busca do seu melhor.

Ontem, nitidamente, faltou movimentação. Faltaram tabelas, faltou pegada, posse de bola. Faltou um pouco de tudo, inclusive encarar o jogo diante do Red Bull com a importância que Oswaldo de Oliveira e o regulamento manco do Paulistão sugeriram antes da bola rolar.

Se não somos a equipe modorrenta que perdeu para a Ponte e penou diante de Bragantino e XV de Piracicaba, também não somos ainda o time que venceu bem Audax e São Paulo. Entre as notas 9 dos grandes jogos e a 3 dos piores, somos um time que flerta com um medíocre 6. Tivesse uma placa em frente ao CT da Barra Funda, seria ela “Estamos em obras”.

Obras que precisam começar a entrar na reta final, diga-se de passagem. As finais do Campeonato Paulista e o início do Brasilerão se aproximam e é preciso mostrar um entrosamento maior. Alternativas mais criativas. Jogadores mais inspirados. Um jogo, enfim, muito melhor do que apresentamos na maior parte dos jogos.

Afinal, queremos passar de ano com louvor. E se isso acontecer, 2016 promete ser o ano para sermos os melhores da classe.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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As cornetas já começaram a soar, Palestrinos. Nem bem fizemos 15 jogos na temporada e os arautos do apocalipse já pedem a cabeça de Oswaldo, jogam amendoins nas contratações e começam a questionar uma temporada menos de dois meses após ela ter se iniciado.

A todos estes que estão desesperados, deixo um pedido: tenham calma. Seja aqui ou na Europa, não se monta um time campeão do dia pra noite.

Do ano passado até aqui, fizemos mais de 50 movimentos de transferência entre chegada e saída de jogadores. Alguns nomes são melhores, outros são piores, mas é impossível exigir bom futebol de uma equipe que mudou 80% de seu elenco em três meses. É preciso ter uma base, trabalhar bem com ela durante meses e só então, após uma análise completa, ter um elenco afinado.

Entendo que a empolgação com a mudança de rumos do Palmeiras para este ano empolga. Mas não podemos ser cegos, há muito trabalho a ser feito. Se formos analisar os últimos bons times montados no Brasil, vê-se um ponto comum a todos eles: tempo. O Cruzeiro bicampeão brasileiro, por exemplo, começou a se moldar em 2011; foi colher os frutos em 2013 e 2014.

Mesmo na Europa, dinheiro nunca comprou tempo de trabalho. Vejam os claros exemplos de Chelsea e PSG que, mesmo com um aporte bilionário em contratações, ainda não são equipes maduras o suficiente. O clube inglês precisou de 9 anos do dinheiro de Abrahmovic para conquistar seu objetivo sonhado, a Champions League; já o time francês está no terceiro ano consecutivo dos petro-euros e nem mesmo o Campeonato Francês tem garantido com sobras.

É difícil admitir isso sendo apaixonado, mas a verdade é que é preciso paciência. Não podemos queimar um projeto promissor como este em um ano. Tenho certeza de que, mantida a base, será muito mais fácil pensar em reforços ao final desta temporada. Afinal de contas, em dezembro não precisaremos mais de vinte atletas; vamos precisar de quatro ou cinco pontuais.

Portanto, antes de sair por aí berrando por mudanças, é bom lembrar que a falta de noção tem um poder destrutivo alto. Lembrem-se do que a diretoria do Grêmio fez para a temporada 2013 (apostou altíssimos para a Libertadores e o clube acabou eliminado e endividado) e o que nostros vizinhos coloridos fizeram no ano passado (cacife alto, insucesso, pressão política). Não é comodismo, é a realidade.

Vamos apoiar um ano de montagem de elenco, vamos torcer por canecos plausíveis (Paulista/Copa do Brasil) e vamos pensar positivo. Se tudo for bem feito, o Palmeiras tem tudo para ser o time de 2016.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Correria. Batalha. Vontade. Ataque organizado. Tudo o que sobrou nas alamedas em volta do Allianz Parque antes do clássico deste domingo, faltou para o nostro time dentro do gramado, Palestrinos.

Em uma jornada onde pouco salvou-se, vimos um elenco ainda desentrosado ficar dezenas de minutos com as bolas nos pés e não conseguir fazer absolutamente nada. Não é o fim do mundo – longe disso –, mas certamente servirá para Oswaldo ficar de olho.

Medindo pelas contratações e opções para a temporada, o meio-campo vai ser o coração deste time. E foi justamente este setor que mais decepcionou. Afinal, nostra defesa é lenta e limitada, já sabemos disso faz tempo; enquanto que lá na frente, Leandro é um novo Henrique, vai fazer o que estiver a seu alcance. Logo, precisamos ir acertando a meiúca com o tempo que temos até o Brasileiro.

Algumas coisas, no entanto, já são certas e precisam ser levadas em consideração:

  • Lucas é um lateral-direito fraco, pior que João Pedro ou Ayrton.
  • Victor Hugo não é ruim, mas temos que ver como reage pós-falha. Nathan pode ganhar campo.
  • Gabriel tem bola pra ser titular, mas precisa de uma dupla que jogue mais que Amaral. Arouca deve ser a resposta.
  • Maikon Leite não dá. Ponto.
  • Robinho não é armador. Apenas Valdivia e Cleiton Xavier poderão fazer essa função e, como ainda vão demorar a entrar no time, temos que apostar em jogar pelos lados do campo.

Enfim, foi apenas o primeiro clássico. Segunda derrota em três jogos. Mas não chega a preocupar nem ser motivos de corneta. Esperemos que O.O. enxergue o jogo que nós estamos vendo da arquibancada e mude o esquema.

Do contrário, melhor convocar os palhaços da Mancha e da PM pra promover ao menos uma correria útil: a que acontece dentro de campo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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O sorriso da Luisa é lindo – e contra fatos não há argumentos. No entanto, infelizmente esses dentinhos perfeitamente alinhados não estão sorrindo PELO Palmeiras. Estão sorrindo APESAR dele.

Não que ela saiba o que está acontecendo. Por sorte, seus menos de dois anos ainda não permitem que ela saiba o que anda passando dentro e fora dos jardins outrora suspensos da Água Branca. O que não deixa, em absoluto, o sorriso da Luisa menos lindo e ainda muito mais esperançoso para todos nós palmeirenses.

Acontece que quando o pai dela comemora, ela comemora junto. Faz festa, bota a camisa, grita “Tumelas”, entoa até um “Olê Porquinho” (ela ama porquinhos). O problema é que tanto o pai quanto o tio e o avô dela têm feito pouca festa ultimamente. Para nós, o sorriso lindo da Luisa é hoje muito mais um alento do que qualquer outra coisa.

A verdade é que todos os 15 milhões de palmeirenses querem voltar a sorrir lindamente como a Luisa. Mas, depois de certa idade, fica impossível achar graça do que não tem. E o que aconteceu no último domingo verteu muito mais lágrimas de tristeza do que manifestações de alegria genuína.

Afinal, se salvar dá alívio – mas não é nada além disso. É como o remédio que ameniza, mas não cura; é tormenta que passa, mas deixa estragos; é chuva que cessa, mas fez enchente. E faz mais de uma década que assistimos quase que anualmente a tempestade chegar sem ter o que fazer. Nos protegemos, blindamos e esperamos a pancada tentando fingir para tantas Luisas por aí que não é nada, que é bobagem, que há de passar. Nós, os adultos alviverdes, andamos sofrendo da síndrome do palhaço: sorrimos por fora, mas choramos por dentro.

E, definitivamente, não dá mais. Porque a gente aguenta sofrer, mas não quer se acostumar com isso. A gente criou casca – e das grossas, visto a presença maciça nas arquibancadas –, mas tá doendo mesmo assim. Tá doendo muito. A comemoração vista no Palestra Itália no último jogo desta temporada foi de puro desespero e vergonha, sem qualquer traço de alegria pueril (essa mesma que emoldura o rostinho angelical da Luisa).

A verdade é que o palmeirense quer voltar a sorrir. Chega de tantas administrações de mentira, tantas contratações que desfalcam, tantos Messias que viram Judas. Chega de falsas promessas, de apostar em roleta-russa, de fechar os olhos pra realidade. É preciso mudar de verdade pra surtir efeito. É preciso mudar (quase) tudo para voltar a ser campeão. É preciso recomeçar pra gente finalmente voltar a sorrir.

Assim como sorri tão lindo a minha sobrinha Luisa.

Olê, Porquinho!
Avanti, Palmeiras!
Siamo Palestra!

ROJAS.

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Eu estava com tanta saudade do clima de dia de jogo no Palestra, que parei o carro a 2km do estádio só para ir caminhando pelo bairro.

Eu estava com tanta saudade da Turiassu que fiz questão de ir até o Posto Ipiranga do cruzamento coma Sumaré, comprar uma gelada e ir até o portão prevendo junto com os amigos quem é que faria os gols.

Eu estava com tanta saudade de adentrar o portão do Palestra que o fiz sem nenhuma pressa, cantando na fila como quem já cantava nas arquibancadas.

Eu estava com tanta saudade de me sentir em casa que, quando cheguei ao meu lugar, olhei em volta não para ver o novo, mas sim para relembrar cada curva de cimento do nostro velho amigo.

Eu estava com tanta saudade de ouvir a torcida entoando o hino do início ao fim em nosso quintal, que o fiz não uma, mas três vezes antes mesmo de a bola rolar.

Eu estava com tanta saudade do clima do nostro campo que, quando o intervalo chegou, fiz amizade com quem estava em volta – discutindo substituições, mudanças, sonhos e objetivos para 2015.

Eu só não estava com saudade de uma coisa: dos atletas que hoje vestem o nostro manto verde. E foram bem eles os culpados por estragar uma noite que tinha tudo para ser incrível, mas acabou sendo esquecível.

Foi aí que bateu saudade de Marcos, Evair, Edmundo, Djalminha, Rivaldo, Oberdan, Luís Pereira, Dudu, César Maluco, Ademir e tanta gente boa de bola que eu vi ou ouvi falar e jogar. E essa saudade, Palestrinos, está bem difícil de matar.

Ainda assim… Siamo Palestra!

ROJAS.

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