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Posts Tagged ‘despedida’

O dia era 23 de abril de 2003 e o Palestra Itália estava esquisito. Poucos meses após a nostra primeira queda, o Palmeiras recebia o Vitória em casa e, em um estádio meio cheio meio vazio, meio esperançoso meio tenso, estava tomando um verdadeiro baile.

Não chegávamos nem a metade do segundo tempo e o placar marcava sonoros 6 a 2. Aos 32 minutos veio então o lance derradeiro: em uma bola esticada pelo ataque baiano, Marcos saiu da área e, quando se preparou para dar um bico na bola, furou. Em bem da verdade, àquela altura pouco importava que era o sétimo gol sofrido pelo time; importava que São Marcos havia falhado.

O estádio desabou. Que aquele time era uma desgraça nós sabíamos, mas, cazzo, até tu, Marcão?! Desse jeito? Lembro que foram alguns segundos de profunda desilusão até que um coro lentamente ganhasse força total pelo estádio: “PUTA QUE PARIU, É O MELHOR GOLEIRO DO BRASIL: MARCOS!!!”.

Sim, ele era. Ele é. Vai ser sempre.

Marcos é o melhor porque é único. Porque é goleiro, capitão, exemplo, ídolo eterno. Marcos é São Marcos. E se diz que de santo não tem nada é porque carrega a humildade dos que sabem estar acima de derrotas, quedas e falhas, como foi aquela do dia 23 de abril de 2003. Falhou, admitiu, passou.

Nada nunca vai nos tirar aquele sentimento de segurança e invencibilidade que tínhamso com Marcos embaixo das metas. Se não fosse o medo de perder, eu pediria ao santo que devolvesse a bola ao atacante só para vê-lo praticar mais milagres atrás de milagres.

Daí, Marcão, quando você pega o microfone depois de quase 20 anos de convívio e pede que a gente não esqueça de você porque você não vai nos esquecer de nós… Porra, Marcão… Aí você me derruba. Nos derruba. Derruba 15 milhões de apaixonados. E essa, sim, é uma queda da que temos orgulho.

Por isso, peço um minuto de silêncio: a grande área está vazia.

Obrigado por tudo, São Marcos de Palestra Itália!!!

2012-12-11_22.28.28

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Ele parou, Palestrinos, São Marcos parou.

E por mais que soubéssemos que o dia chegaria, que ele estava mais e mais próximo, não dá para estar preparado para um momento deste. Ontem se aposentou não só o maior goleiro ou palmeirense que já vi em campo; ontem se aposentou um dos caras mais incríveis da história do futebol.

Para muitos, é fácil resumir Marcos como um “grande goleiro”. Como “campeão do mundo”. Como “um grande pegador de pênaltis”. Mas quem é palmeirense de verdade sabe que não é tão fácil assim. Porque apesar de ser tudo isso, Marcão é e foi mais, muito mais.

Marcos Roberto Silveira Reis é o caipira que brilhou na cidade grande. É o garoto de Oriente que ficou experiente antes da hora graças às suas defesas e à sua careca, ambas precoces. Marcos é o cara que jamais destratou nenhum adversário, que conversava com todos da imprensa, que contava piadas, que bebia cerveja, que agia feito torcedor com, vejam só!, a camisa 12.

Marcos é São Marcos porque é humano. Porque apesar de seus milagres feitos com a bola rolando e com seus mais de 30 pênaltis defendidos, nunca se eximiu de culpa. Foi ele quem assumiu a falha diante do Manchester, foi ele quem furou o chutão para frente diante do Vitória, foi ele quem chamou a bronca quando o time foi goleado.

E mais: ele nunca foi o super herói. Foi ele quem operou braços, ombro, punho, dedos e uma infinidade de outros ossos que só os goleiros e os cortopedistas bem formados sabem que existem. De ferro ele nunca teve nada, visto o coração mole de quem reagia tão veementemente à vitórias e derrotas.

Marcos é perfeito por nunca ter tentado ser.

Taxá-lo como melhor ou pior é de cada um. Ídolo cada um tem o seu. Mas não dá para deixar passar em branco a despedida dos gramados de um cara desses. Um cara que me ensinou que, ganhando ou perdendo, o dia seguinte ainda é dia de dizer: “Sou palmeirense mesmo e daí?”.

Muito obrigado, Marcão. De coração e em oração. Te amo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Eu sei que este blog é sobre o Palmeiras e para o Palmeiras, mas peço licença para agradecer um mito do futebol, Palestrinos.

Ontem eu estive no Pacaembu, presenciei os 15 minutos do Fenômeno em campo e me sinto um privilegiado. Primeiro porque se trata do maior artilheiro da história das Copas do Mundo; segundo porque se trata de um dos maiores de todos os tempos; e, terceiro e mais importante, porque ele é um mortal.

Explico: ídolos tendem a se tornar intocáveis. Botam marra, ignoram suas falhas, acham que podem viver acima do bem e do mal. Mas Ronaldo, não. Apesar de ser um gênio, ele sempre foi humano. Se lesionou, errou, chorou, caiu, levantou… Ronaldo fez o que todos nós já fizemos na vida.

Lembro-me quando eu tinha meus 12 anos e começaram alguns rumores de que ele viria da Internazionale para o Verdão. É claro que eram boatos infundados, mas, graças à minha idade e àquela conversa de que os contatos com a Parmalat iriam facilitar, eu sonhei alto. Por dias e dias falei disso na escola, me gabando da possibilidade.

E quando ele de fato voltou ao Brasil, mais de dez anos depois, veio bem para o nostro rival. Para piorar, seu primeiro gol foi diante da gente. Mas, pra ser sincero, passados aqueles minutos de ódio por ter sofrido o tento, meu sentimento era de tranquilidade. Simplesmente porque se tratava de Ronaldo. E também porque boa parte da graça do futebol é a rivalidade – e ter o Fenômeno como rival, ainda que gambá, é uma honra.

Novamente peço desculpas por um post que não fala do nostro Palestra. Mas eu sou da “geração Ronaldo”, respeito demais o camisa 9 e me sinto na obrigação de agradecê-lo. Muito obrigado, Fenômeno!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Espero que tudo isso seja apenas balela, Palestrinos.

Mas, se o que Benjamin Back publicou em seu blog oficial hoje for mesmo verdade, nostra diretoria terá conseguido errar pela 58ª vez em menos de 1 ano (provável recorde mundial).

Após acertar em marcar um amistoso de despedida para o Palestra Itália e ainda escolher bem o rival – todos nós odiamos o Boca e adoraríamos meter um sapeco neles -, as “ações” programadas para o dia 04/07 são simplesmente bizonhas.

E, se não bastasse o gosto duvidoso das idéias, são todas elas caríssimas! Arquibancadas por R$80, camarotes por milhares, ser gandula por milhões… não que eu ache que essas idéias não têm que existir, mas, cazzo, que existam idéias simples e funcionais.

Na minha opinião, duas coisas são muito importantes nesta partida: me despedir do estádio e vencer um rival histórico. O único ponto que me faria pagar mais caro do que um ingresso comum seria ter algum tipo de privilégio na reabertura do Palestra – que fosse financeiro ou de exclusividade.

Tudo, afora isso, é superficial. E se rolar mesmo, será uma despedida melancólica.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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