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Posts Tagged ‘dorival’

Fora tantos os erros de 2014 que fica até difícil elenca-los, Palestrinos. É por isso que eu preferi começar pelos básicos.

(1) Montar um elenco equilibrado

O Palmeiras deste ano foi um time manco tanto no sentido literal, quanto no figurado. Basta observar alguns poucos jogos da temporada para perceber claramente que o time sempre forçou o jogo pelo lado esquerdo do campo. E a explicação, claro, está na montagem do elenco.

Enquanto a lateral esquerda chegou a contar com 5 opções, a direita mal tinha duas (a dupla Wendel & Weldinho só foi suplantada por João Pedro faltando três meses pro ano acabar). Isso sem falar nas tantas vezes que o time entrou em campo com Juninho, Victor Luís, Marcelo Oliveira, Mazinho, Mouche e Henrique – todos canhotos.

Isso sem falar em um grupo com mais de 40 atletas, sendo que nem metade deles (uns 15, no máximo) eram usados.

 

(2) Ter um sistema de jogo definido

Olhe bem para as equipes que terminaram 2015 em evidência e repare que todas elas têm uma coisa em comum: a cara bem definida.

O Cruzeiro, por exemplo, se acertou em um 4-5-1 ofensivo, privilegiando os lados do campo; o SPFC escolheu um 4-4-2 clássico, com dois volantes e dois meias; o Galo optou por um 4-3-3 de correria pura; e assim vai.

Já o Palmeiras oscilou durante toda a temporada jogando no 4-3-3, 4-4-2, 4-3-1-2, 5-3-2 e mais uma infinidade de números que, somados, nunca passaram de zero. A solução para um time como o nostro era mais do que clara: proteger a defesa lenta com volantes e privilegiar Valdivia abrindo o jogo com a velocidade dos jovens laterais para acionar Henrique na área.

É preciso ter um jeito de jogar, até para que o time se acostume a treinar e repetir dentro de campo.

(3) Dividir e delegar decisões

Eu não conheço a política do Palmeiras. Mas basta ler um pouco e ver o que aconteceu nesta temporada para perceber que a gerência de futebol era uma total bagunça.

Afinal de contas, aparentemente a diretoria chamou pra si o planejamento de elenco, mas nunca o fez de verdade.

Kardec e Henrique são os símbolos-mor disso, mas perdemos muitos outros coadjuvantes (Vilson, Márcio Araújo e William Matheus por exemplo) sem pensar na reposição. A gestão Kleina naufragou muito por isso.

Quando Gareca chegou e água já passava dos nostros joelhos, chegou também a barca de argentinos (alguns com preços totalmente irreais). Com Dorival e o desespero latente, chegou a barca da molecada da base. E assim por diante, sem pensar nem analisar absolutamente nada.

Ter um diretor de futebol e um gerente dedicados a isso é o caminho certo. Quem contrata é o clube, não o treinador.

(4) Treinar, treinar e treinar

Eu adoraria ter estatísticas sobre quantas cobranças de falta de escanteio o Palmeiras acertou este ano. Infelizmente não as tenho, mas garanto que o número não passa de 15%, quando muito.

Time que não cria com a bola nos pés tem que ter recurso. E nem bola parada nós tivemos em 2014! Se pegar a trajetória de Inter e Grêmio no campeonato, vamos ver que eles marcaram incontáveis tentos dessa maneira.

Nostra criação foi tão inoperante que não conseguimos nem pressionar equipes pequenas no bumba meu boi. Isso é falta de qualidade, mas, sem dúvida nenhuma, também é falta de treino.

Enfim, estes são apenas alguns exemplos. No entanto, já seria um bom começo para 2015.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Hoje eu te vi na TV, Dorival.

E confesso que a combinação da legenda “ex-técnico do Palmeiras” com a sua feição de derrota a lá Cuca, me fizeram sentir dó de ti. Afinal de contas, você jogou no Verdão, teu tio é um dos maiores ídolos da nostra história e te considero um homem sincero. O problema foi que eu comecei a te escutar e foi tudo por água abaixo.

Primeiro você disse que não queria ser só “um bombeiro”. Vá lá, até posso entender o seu desejo. Só não posso é acreditar que você considere isso uma anormalidade, visto o que aconteceu com o time desde que você assumiu. Embora o elenco em si seja terrível, o desempenho a seu comando foi tão ruim quanto o de seus comandados.

Invenções como a de Victor Luís no meio e Diogo na ponta esquerda foram algumas das piores coisas que já vi na vida. Isso sem falar na insistência com jogadores totalmente sem condições como Lúcio, Juninho, e, claro, o lixo do Wesley – que não é possível que só você, em todo o planeta, tenha achado que merecia ser titular.

É aqui, aliás, que chegamos ao capítulo “os argentinos”. Eu entendo que todos foram pedidos por Gareca e que você os herdou, mas não tem como achar que eles não mereciam mais chances. Cristaldo tinha que ter sido titular ao lado de Henrique, Mouche se mostrou ótima opção para segundas etapas, Tobio sempre esteve fisicamente acima de Lúcio e você escalou Allione apenas duas vezes (e é verdade que ele foi expulso em ambas). A sua má vontade com eles, no entanto, foi notória.

Some-se a isso também a sua falta de noção ao tremer diante da pressão e colocar Valdivia em campo no 1o tempo diante do Coritiba, no Couto Pereira. Por mais que todos nós soubéssemos da diferença que ele faz em campo, escalar um manco é total despreparo.

E, por fim não dá pra deixar de falar do sistema tático mais indefinido do mundo. Jogamos no 4-3-3, no 4-5-1, no 4-4-2, 3-5-2, 4-3-1-2… jogamos em absolutamente todas as formações existentes durante as partidas disputadas! E não precisa ser um gênio para saber que precisávamos de muito mais proteção para a zaga do que conseguiu fornecer durante todos estes meses.

Hoje eu te vi na TV, Dorival.
E dei graças a San Gennaro que já foi embora.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Vitória importantíssima, Palestrinos! Fora de casa, diante de um concorrente direto, sem tomar gol após os 45 e depois de três jogos sem vencer: foi um combo de alívio.

Analisando friamente a partida, inclusive, tudo poderia ter dado errado. Começamos tomando pressão, bola na trave e não ficávamos com as bolas nos pés mais de 15 segundos. Pra piorar, todo lance de ataque era construído para lançar Mouche pelo alto – algo que, convenhamos, não iria dar certo nunca.

Depois do gol, no entanto, conseguimos equilibrar o jogo e ter um pouco mais de volume. O Bahia não chegou a nos sufocar como qualquer palmeirense calejado já esperava, mas sofremos até o apito final. O que, dada das condições, não deixa de expor os problemas e méritos deste elenco.

Os problemas, aliás, conhecemos muito bem. Meio-campo que erra passes demais, defesa que costuma vacilar em lances cruciais, ataque que sofre de Henriquedependência… nem é preciso ir além. O que me surpreende a esta altura do campeonato são as qualidades.

Que Prass e Valdivia são essenciais para o bom funcionamento da equipe, todos sabemos, por exemplo. Mas ter o camisa 10 tão comprometido e motivado como foi nos últimos jogos, além do goleiro com um papel de liderança marcante dentro e fora de campo é incrível.

Além deles, dá pra destacar as boas entradas de Nathan e João Pedro, a chegada providencial de Dorival Jr. e a recuperação de atletas como Renato, Mouche e Mazinho. Some-se a estas boas novidades uma limpa no elenco (são quase 40 atletas no grupo principal) e alguns reforços pontuais que podemos pensar em algo melhor para 2015.

O novo Palestra merece isso.
Nós merecemos isso.
E a Sociedade Esportiva Palmeiras precisa disso.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Outra batalha se avizinha, Palestrinos. E embora seja menos aterrorizante que as últimas quatro que lutamos, esta ganhou um caráter de importância ainda maior.

Domingo, diante do Bahia em Salvador, teremos que ser gigantes mais uma vez. Não só porque nostro adversário é o penúltimo colocado e está precisando desesperadamente dos 3 pontos, mas também porque viajamos sem Henrique – autor de 14 dos nostros 31 gols no campeonato.

É óbvio que se vai especular muito ainda esta semana, mas a tendência é que, sem Henrique e Juninho, Dorival opte pelo simples. Se assim o fizer, entraremos com Renato na vaga do lateral (devolvendo Vitor Luís a sua posição original) e com Cristaldo no lugar do Ceifador, formando um 4-2-3-1 – tática que também deve ser usada pelo tricolor baiano.

Se mantiver o estilo de jogo, o Bahia deve apostar nas bolas paradas que sempre procuram as cabeças de Titi e Fahel, além da velocidade do meio para frente, usando jogadores como Marcos Aurélio, Maxi Biancucchi e Henrique . Desta feita, teremos dois times jogando com as mesmas características.

O segredo é o Palmeiras não se afobar. Afinal, quem precisa ir pra cima desde o apito inicial é o adversário. A inteligência estará em fazer o que fizemos muito bem contra o Cruzeiro e muito mal diante do Corinthians: atrair o adversário para contra atacar, não sofrer pressão.

Se der tudo certo, voltamos de lá prontos para inaugurar o Palestra em grande estilo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Vitória essencial no Maracanã, Palestrinos! Embora jogando diante de um adversário totalmente esfacelado, não vencíamos fora de casa faz muito tempo e ganhar duas seguidas deve dar uma verdadeira injeção de ânimo neste time.

Time que ontem, aliás, demonstrou uma lucidez quase que inédita nesta temporada 2014. Entrou em campo determinado a dominar o jogo, tocou bem a bola, correu poucos riscos e apostou em suas (poucas) virtudes: o Valdívia e a velocidade.

Foi exatamente em cima dessas duas características que criamos tudo o que produzimos dentro de campo. Sem a bola, o time todo corria e protegia a frágil defesa; com a bola nos pés, entregávamos ao chileno e apostávamos na velocidade.

Tanto que o nostro gol nasceu assim: contra ataque, bola no camisa 10, cruzamento para Henrique, giro e chute perfeccionista no canto. Poderiam, aliás, ter saído outros do mesmíssimo jeito, não fosse o preciosismo de Leandro e a falta de inteligência de Allione.

E embora tenhamos dominado a partida, é óbvio que sofremos em algumas ocasiões. Foi aí que brilhou a estrela daquele que tanto nos fez falta neste segundo semestre: Fernando Prass. O goleirão fez ao menos duas grandes defesas e ajudou com que saíssemos de campo com os três pontos – e a moral elevada.

Neste ponto, aliás, acho que tem de se dar créditos ao treinador. Dorival Jr. recuperou alguns jogadores que estavam em baixa e fez o grupo jogar junto de novo. A comemoração da maioria dos atletas após o apito final ontem deixou isso bastante claro. Bem como é clara a diferença entre um time medíocre e um time medíocre, mas motivado.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Chegou mais uma semana decisiva para nós, Palestrinos. Mais dois jogos complicados se aproximam e está na hora de tentar engatar uma sequência favorável antes de enfrentar as pedreiras que se avizinham.

Nesta quarta-feira, diante do Botafogo, temos o último jogo da sequência de confrontos diretos do Z4 e, sendo realistas, podemos vencer. Apesar da nostra campanha fora de casa ser pífia –  de não termos aproveitado tão bem estes embates diante de times teoricamente mais fracos -, não existe um momento tão bom para enfrentá-los como o de agora. Eles estão devendo salário, acabaram de demitir 4 atletas importante se vêm para campo depois de uma derrota para outro time da degola, o Vitória.

Já a partir de sábado, começa outra sequência: a de jogos diante de clubes que estão na parte de cima da tabela. São quatro partidas, sendo três delas em casa (Santos/Grêmio/SCCP) e uma fora (Cruzeiro). Complicadíssimo, mas não impossível se Dorival entender o simples: que temos que jogar sempre por uma bola.

Não adianta abrir o time e achar que vamos envolver o adversário porque já tivemos diversas provas de que isso vai dar errado. É preciso proteger a nostra frágil defesa e exigir movimentação do meio-campo para ajudar. O Palmeiras de hoje não tem qualidade e, por isso mesmo, precisa de precaver.

Eu, pessoalmente, colocaria apenas Valdívia, Cristaldo e Henrique no comando de ataque. Seja qual foi a dupla de zaga, colocaria Marcelo Oliveira, Renato e Allione/Wesley/Washington/Matheus Sales a frente da zaga para deixá-la menos vulnerável. Isso sem falar que, com 3 volantes, pode-se dar mais liberdade a Victor Luís (que deve ser titular da lateral, não do meio, no lugar do atrapalhado Juninho). Lá na frente, deixemos que o trio de ataque se vire para criar chances.

É preciso entender que a única forma de ganharmos posições nessa grande votação chamado Campeonato Brasileiro é sendo conservador. 1 a 0 vale o mesmo número de pontos do que os 4 a 2 diante da Chapecoense – e nós precisamos vencer a qualquer custo. Fecha o time, Dorival!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Enfim uma partida alentadora, Palestrinos.

Não que tenhamos vencido em Curitiba, mas finalmente jogamos um futebol um pouco melhor e merecemos a vitória. De quebra, não só aguentamos boa parte do segundo tempo com um jogador a menos (Josimar genial), como mostramos que existem recursos dentro do grupo para vencer.

Afinal, verdade seja dita, o elenco até o final do ano é este mesmo. E embora pouco tenha mudado neste primeiro jogo de Dorival, a pegada da equipe foi outra. Logo de cara, o novo treinador desencanou do 4-3-3 utilizado por Kleina e Gareca, colocando em campo um 4-4-2 diferenciado. Com Juninho aberto pela esquerda e Leandro aberto pela direita, o Palmeiras claramente entrou em campo para contra atacar.

Contudo, com o jogo rolando deu pra perceber um time mais compactado e que tocava a bola um pouco melhor. Sofremos o gol quando tínhamos domínio da partida e só paramos depois do gol. Já o segundo tempo todo foi nostro e, fosse Vuaden menos hipócrita – marcando pênalti claro em Marcelo Oliveira -, poderíamos ter saído de campo com os 3 pontos.

Na prática, no entanto, os nomes pouco mudaram. Weldinho e Wellington (depois Victorino) só jogaram porque Wendel e Lúcio não poderiam entrar em campo e, do meio pra frente, os nomes foram praticamente os mesmos. A inteligência de Dorival foi perceber que não temos mesmo um meia de ligação e desistir de colocar ali jogadores fracos; optou em um time que joga pelos lados. Nada de Wesley, Menezes, Mendieta ou Mouche: pontos para ele (embora Juninho no meio também não seja uma decisão absoluta).

A impressão que tenho é a de que ele poderia – e talvez ainda vá – colocar Allione na vaga de Diogo ou Leandro, adiantando um deles como segundo atacante. Faz, inclusive, mais sentido do que esperar que os atacantes marquem o campo todo. Dentro de campo, aliás, os destaques foram para Victorino e Henrique, dois monstros da raça (embora Henrique tenha perdido mais um gol no final da partida).

De qualquer forma, ao menos em ânimo a equipe já se renovou. E a salvação da equipe neste Brasileirão continua sendo a mesma: o nostro apoio.

Quarta-feira tem jogo de 6 pontos com o Criciúma.
E nós vamos estar lá novamente.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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