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Posts Tagged ‘douglas’

Sim, Palestrinos, este é um blog sobre o Palmeiras.

Mas existem momentos em que o nostro Verde me leva a pensar no futebol como um todo. E, afinal de contas, não teríamos a Sociedade Esportiva Palmeiras se não tivéssemos futebol.

O que acontece é que este começo de ano andou me aterrorizando. Não somente pela absurda estupidez e falta de vergonha de nostros dirigentes, mas por perceber que o futebol está assustadoramente hipervalorizado. Veja bem, não me refiro ao valor do futebol – até porque este é inestimável -, me refiro aos valores envolvidos no esporte.

E a discussão, é claro, começa por Kléber, o Gladiador que virou trombadinha. Após aprontar o que já aprontou no Palestra e também na Toca da Raposa, o Judas foi contratado pelo Grêmio e vai embolsar nada mais, nada menos que 500 mil mensais. Exatamente: meio milhão por mês! O cara tem 28 anos, histórico terrível fora de campo e ganhou aumento.

Seguindo a prosa, ainda em 2011, disseram que o Palmeiras estava atrás de outro Kleber, o lateral-esquerdo do Inter, que é um bom jogador. Dias depois, notícias deram conta de que Vasco e Fluminense também o queriam e estavam duelando nos bastidores. Ou seja: todo mundo brigando por um jogador de 31 anos de idade que nem mais fôlego tem…

Daí, eis que surge Douglas. Meia canhoto habilidoso, mas também famoso por dormir durante os jogos, consta que o jogador de 29 anos do Grêmio pediu R$600.000 mensais ao Palmeiras. Na mesma linha, o SPFW sondou Thiago Neves e foi informado de que o salário mensal do meia ultrapassa os 700 mil, da mesma forma que Emerson, o Sheik que cantou música do Flamengo dentro do ônibus do Fluminense, recebeu proposta do Qatar para receber quase 3 milhões de reais a cada trinta dias.

É então que eu lhes pergunto: tem cabimento? Na minha concepção, não. Uma coisa é se fazer um esforço para trazer jogadores acima da média – como a gambazada tentou com Tevez, por exemplo, que sabidamente atrairia mais público aos estádios e possibilitaria lucro com venda de produtos licenciados – e outra é fazer loucuras para contar com jogadores medianos.

E os casos continuam quando se vê times se degladiando por Taison (um Muñoz levemente melhorado), Ricardo Jesus (da Ponte Preta, que fez 5 gols e virou solução), Vágner Love e por aí vai.

Cazzo, se o Ronaldinho Gaúcho vale 1 milhão por mês, quanto valeria hoje o Ademir da Guia?! Quem perde com tudo isso é o futebol. Não a toa, times como Barcelona, Santos e Internacional (só para citar um exemplo caseiro) investem há anos nas categorias de base e têm tido resultados. Claro que não vão surgir Messis, Neymares e Nilmares a todo o momento, mas vale mais investir no clube do que em um atleta só.

Se quer contratar “camarão”, como pediu Felipão, que se vá atrás de bons jogadores e que se negocie o justo. Pagar centenas de milhares de reais a jogadores razoáveis é um desrespeito não só aos torcedores como também ao dinheiro do clube.

Além do mais, essa inflação do nostro futebol tem prazo de validade. Quem forçar o orçamento até 2014 corre o risco de começar a dever bem mais do que já deve hoje – e falo apenas de processos trabalhistas. Enfim, é aquela história de finjo que jogo e tu finges que paga.

Ainda assim… Siamo Palestra!

ROJAS.

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Sejamos sinceros, Palestrinos.

Está certo que queremos ver grandes jogadores vestindo o nostro manto verde e que reforços de nome cairiam muito bem em um time basicamente voluntarioso, mas não é legal criar ilusões desnecessárias. É claro que ficamos sonhando acordados – e que isso é inevitável -, mas os tais “grandes craques” não vêm.

Esqueçam Valdívia, esqueçam Kléber, nem pensem em Alex Cabeção, menos ainda em Macnelly Torres. Escrevo isso com dor no coração, mas escrevo consciente: simplesmente esqueçam.

Obviamente chegarão mais jogadores, contudo serão jogadores “comuns”. Não confundam com ruins; comuns. O que quer dizer que não chegarão Diegos Souzas, mas chegarão Deyvids Sacconis. E isso tem, sim, o seu valor.

Segundo o próprio Muriçoca: “O elenco ainda vai mudar muito. (…) Queremos um número dez e um nove, mas não serão jogadores mais ou menos”. Ou seja, serão bons jogadores – nem craques, nem zé manés.

 No momento cogita-se a chegada de Douglas, ex-gambás, e parece que o negócio tem chance de sair. Eu, pessoalmente, nunca vi nada demais nele, mas se o rapaz resolver ficar acordado poderá ser importante. Para o ataque, realmente a coisa está complicada (Love – assim como Ortigoza – deve mesmo sair, Robert ainda não conseguiu assinar e de repente teremos que apostar no tal Miguel, centro avante da Copinha), porém vou confiar na diretoria.

Afinal, se não é bom criar ilusões, é ótimo sonhar com um ano melhor.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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