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Posts Tagged ‘edmundo’

É isso, Palestrinos: ao menos em primeira instância, Dudu foi condenado em 180 dias pelo STJD.

Óbvio que ainda cabe recurso e que a sentença não é definitiva, mas o atleta certamente pegará uma bela pena – ainda que seja bem menor que seis meses. Tempo longo, mas que pode ser precioso para todos os lados envolvidos repensarem essa turbulenta presença que Dudu tem tido na Academia este ano. A começar pelo próprio camisa 7.

Reconhecido por sua velocidade e poder de improviso, Dudu chegou ao Palmeiras com duas tarefas bastante claras: ajudar a equipe na transição defesa-ataque e abrir a retranca adversária com dribles. Convenhamos que, até aqui, o rendimento do atleta tem sido muito abaixo do esperado. Embora passe muito tempo isolado pelas pontas, ele tem errado passes demais e tentado jogadas de menos.

No campo temperamental, então, as coisas vão de mal pior. Não que seja ruim ter um jogador invocado, daqueles não leva desaforo pra casa e se defende com unhas e dentes, mas passar sempre do ponto atrapalha. Ele se envolveu em confusão em todos os clássicos e, mesmo em jogos menores, discute demais com os árbitros. O que fez na final do Paulista, então, sem comentários… Alguém precisa avisá-lo que, para ser um animal sem consciência nos atos, é também preciso jogar como Edmundo jogava – e disso ele tem estado longe.

Aliás, já que citamos o Animal (com A maiúsculo mesmo), é verdade que boa parte da torcida tem tratado Dudu da maneira que tratava nostro camisa sete da década de 90. Aplaudido as besteiras, apoiado na baixa e tentado exaltá-lo quando possível. E este, sim, é um ato consciente. Talvez percebendo que a cabeça do atleta é menor que seu tamanho diante dos zagueiros, a massa tem o tratado com carinho excessivo.

Atitude que a diretoria, no caso, não pode se dar ao luxo de ter. Sabedores que são do dinheiro investido na contratação e nos salários de Dudu, nostros diretores precisam cobrá-lo. Não apenas por sua postura indesejável, mas muito também por seu futebol. Afora os ônus e bônus da profissão, é preciso se ter consciência de que um jogador de futebol é como qualquer outro empregado e deve ser recompensado ou cobrado como tal.

Claro que cabe oferecer, de repente, uma ajuda psicológica. Mas não dá pra tratá-lo como alguém que não sabe o que faz. Dudu tem 23 anos, já passou por clubes da grandeza de Cruzeiro, Grêmio e Dínamo de Kiev, e deve ser totalmente responsável por seus atos.

Enfim, sejam 180 ou 18 dias, essa pena pode ser positiva. Basta que Palmeiras, atleta e a torcida repensem como anda esta relação intensa – e tentem consertá-la enquanto ainda há tempo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Há razões para amar, Palestrinos.

E ninguém gosta mais de racionalizar os sentimentos do que nós, os irracionais seres humanos. Preocupados em convencer a todos (e a nós mesmos) de que o que sentimos tem fundamento, passamos incontáveis horas enumerando os motivos de amar.

Amar o Palmeiras, no entanto, é inexplicável.

Eu mesmo poderia escrever aqui uma centena de motivos pelo qual amo a centenária Sociedade Esportiva Palmeiras. É o time do meu pai, do meu irmão e do meu falecido Tio Chico (que, mais velho, foi quem deu início a essa loucura toda na família); é o time que cresci vendo ganhar de tudo e de todos; é o ponto que unia meu pai e meu irmão por pelo menos quatro horas todos os finais de semana (e ainda nos une por horas e horas pela distância do telefone, graças a San Gennaro)…

Motivos, de fato, não faltam.
Mas quem, em sã consciência, explica o amor?

Um sentimento tão forte que eu não sei ilustrar se gosto de futebol por causa do Palmeiras ou se é o inverso. Uma força tão grande que eu não sei se minha cor favorita seria o verde se não fosse pelo Verdão. Algo tão incrível que me faz pensar se os domingos e quartas fariam algum sentido não fosse pelos jogos sempre decisivos.

Meu maior ídolo na vida – podendo ser um cantor, ator ou inventor – é um goleiro. As maiores história que já ouvi são sobre duas Academias. Meu lugar predileto neste mundo é a arquibancada. E meu mantra de paz e energia começa com “Quando surge o alviverde imponente”.

Da mesma forma, minhas maiores decepções vêm do meu maior amor. Quantos gols no último minuto, quantas bolas traidoras, quantos jogos oferecidos a outros que não a mim, quanta expectativa jogada fora depois de 90 e tantos minutos de terno otimismo?

Isso é futebol.
Ou melhor, isso é Palmeiras.

Que como todo bom amor, tem apelidos (Verdão, Verde, Verdugo, Porco, Palestra, Parma, Parmera). Que como todo grande amor, tem lembranças inesquecíveis (aquele Paulista de 93, os 102 gols de 96, a Copa do Brasil de 98, a Liberta de 99, o golaço do Sampaio em 94, o de Alex em 2002, o gol feio e decisivo do Betinho em 2012). Amor que traz até aquilo que não vi (a Arrancada Heroica, as Academias, a temida fila). Amor que, eterno como só ele, já me fez cruzar fronteiras físicas e emocionais para ganhar um afago em forma de gol.

E pensar que esse amor não é só meu não me deixa ciumento. Pelo contrário. O Palestra é o amor de milhões. Se 12, 15 ou 18, tanto faz. O Palmeiras é poliamor. Por amor. Pelo amor! Daqueles tão irresistíveis que, por medo de perder, a gente aceita como é. Eleva suas inúmeras qualidades e diminui seus incontáveis defeitos.

Afinal, não dizem por aí que o amor é cego?

E olha que meu amor tem me maltratado muito nos últimos anos. Admito de peito aberto e consciência pesada. Ele tem ignorado a minha presença, desprezado meu carinho, me dado mais cabelos brancos do que verde-esperança no coração. Tem abusado da minha paciência e, sem reticências, brincado com a minha emoção.

Só que eu amo. E como amo esse meu Palmeiras!
Fico cego, surdo, embora jamais mudo por ele.

Que é capaz de matar meu humor durante as melhores férias do mundo e de transformar uma segunda-feira modorrenta no dia mais esperado do ano. Que me faz guardar ingressos como quem guarda aquele papel de bombom do primeiro encontro. Que me faz pular na chuva como quem pular em um show. Que me faz ajoelhar no cimento, orar contra o sofrimento, dançar sozinho dentro do carro em movimento.

Ah, Palmeiras, como eu te amo.

Você é Divino. Santo. É Oberdan, Junqueira, Romeu, Dudu, Leão, Luís Pereira, César Maluco, Servílio, Heitor, Sampaio, Cléber, Rivaldo, Evair, Edmundo, é Tonhão e Galeano dando carrinho por todo canto! É classe A mesmo com time B, é vencer mesmo com Mustafá.

Você é Palestra Itália. Parque Antarctica. Os Jardins Suspensos da Água Branca, o Allianz Parque, nostra Arena, a Arena Santa. Você sempre será minha casa, ainda que mudem sua fachada, estrutura, design, desenhos e planta. O bom filho a casa torna e retornaremos em breve para suas entranhas.

Você é amor.
Centenário. Milenar. Interplanetário.

100 anos de história. De lutas e de glórias.
Te amo, meu Verdão!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Cada um tem os ídolos que merece, Palestrinos.

Eu eu, nascido na década de 80, tenho orgulho de ter em Edmundo um dos meus. Atacante narigudo e agressivo que veio do Vasco a peso de ouro na época, ele sempre foi exatamente o que seu apelido sugere: um Animal.

Instintivo dentro e fora de campo, Edmundo foi um dos atletas em que eu mais vi a tal sede de vencer. Não pulava em dividida, não fugia de briga, nem aceitava que alguém o deixasse para trás. Rápido, habilidoso e letal com a perna direita, foi o terror de todos os zagueiros da década de noventa.

Para completar, ele foi um dos grandes símbolos do renascimento do Palmeiras. Chegou no início de 1993 – quando estávamos há 17 anos na fila – e deixou o clube em 1995, com nada menos que 5 títulos: um bicampeonato Paulista, um bicampeonato Brasileiro e uma Copa Rio-São Paulo. De quebra, foi um dos raros jogadores que souberam colocar em campo a eterna vontade das arquibancadas de jogar qualquer partida contra o Corinthians como se fosse a última de nostras vidas.

Instintivo como sempre foi, errou ao sair para o Flamengo em 1995, mas ainda voltou para nos dar alegrias em 2006. Foram 88 gols, um incontável número de dribles e mais uma balaiada de confusões (o supercílio de André Luiz que o diga), expulsões (eu lembro bem de umas 3, pelo menos) e julgamentos atabalhoados (como quando chutou uma câmera no Equador, na Libertadores/1995).

O que importa é que Edmundo é nosso. E hoje, completando 43 anos, merece os parabéns de todos que cansaram de comemorar seus feitos. Dá-lhe, Nariz! Au au au, Edmundo é Animal!!!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Nasci exatamente um mês e uma semana antes de o Palmeiras completar 71 anos, Palestrinos.

Perdi a fundação do Palestra Itália, perdi a sua transformação campeã em Sociedade Esportiva Palmeiras e perdi duas Academias indescritíveis até para quem as viveu. Mas, naquele 19 de julho de 1985, ganhei um amor para o resto da vida.

19 de julho, aliás, que é o Dia Internacional do Futebol. O que não quer dizer rigorosamente nada perante o dia 26 de agosto. Mas, talvez por ironia do destino, sejam esses 37 dias que nos aproximam tanto deste esporte tão apaixonante.

Futebol que nasceu para ser jogado por lordes e que, surgindo imponente, acabou dominado por todos. Futebol que chegou da Inglaterra e que, por saber ser brasileiro, se espalhou por todos os cantos. Futebol de defesas que jamais querem ser transpassadas, de fabulosas linhas e atacantes de raça. Abençoado futebol de torcidas que cantam e vibram – principalmente por nostro Alviverde inteiro.

E aí ganhei mais  até que um amor eterno. Ganhei Paulistas, Brasileiros, Rio-São Paulos, Copas do Brasil, Libertadores, Mundiais, divisões de acesso e tudo o mais. Ganhei o prazer de torcer com meu pai, meu irmão, com amigos-irmãos.

Por tudo isso, hoje é um dia Divino. Dia Santo. Dia de Valdir Joaquim de Moraes, Leão, Waldemar Carabina, Alfredo Mostarda, Djalma Dias, Djalma Santos, Luís Pereira, Dudu, Leivinha, Servílio, Edu Bala, César Maluco, Julinho Botelho, Arce, Antônio Carlos, Cléber, Alex, Rivaldo, Oséas, Djalminha, Zinho, Tonhão, Edmundo, César Sampaio, Galeano, Evair e tantos outros craques e cabeças de bagre.

Hoje é dia de São Marcos pegar pênaltis e fazer milagres. É dia de atacantes botinudos nos redimirem, meias habilidosos criarem e de zagueiros sinistros nos derrubarem. Hoje é dia de levantar troféus e, maldito seja!, hoje é segunda – sim, segunda-feira em que vivemos uma segunda divisão pela segunda vez.

A verdade é que hoje é dia de vestir verde e mostrar orgulho por quem muitas vezes nos envergonha. Mas que nunca, jamais, repetirá o famoso bordão do também palmeirense Boris Casoy e será uma vergonha.

Parabéns, Sociedade Esportiva Palmeiras.
Parabéns, palmeirenses.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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São Marcos, Evair, Edmundo, Rivaldo, Galeano, Alex Cabeção, César Sampaio, Clebão, Felipão… São tantos os ídolos que eu vi jogar com a nostra imponente camisa que daria para fazer umas 3 seleções brasileiras.

Os tempos, no entanto, mudam. É inevitável (e não cabe aqui ser saudosista). A verdade é que o Verdão viveu tempos de escassez de ídolos. Ficamos dez anos aguentando Missos, Gioinos, Boiadeiros, Itamares e tranqueiras do gênero. E os tempos de vacas magras nos faz incorrer em erros crassos, também conhecidos como “falsos ídolos”.

Recentemente tivemos dois grandes exemplos: o Judas e o Chinelo Chileno. Ambos surgiram na mesma equipe campeã paulista de 2008, saíram logo após a conquista e retornaram pouco tempo depois com status de salvadores. Beijaram o escudo, fizeram promessas, custaram caro aos cofres do clube. Suas camisas venderam como água, a massa gritou seus nomes, havia esperança no ar. Mas bastou algum tempo para vermos quem são de verdade.

Percebam que não falo sobre resultados, falo sobre caráter. Marcos não é um ídolo só por causa de suas conquistas; ele é o Santo porque sempre defendeu nostras cores com amor. Evair idem. Edmundo, por outro lado, sempre se disse vascaíno, mas nunca fingiu lesão para ficar no DM descansando. Rivaldo atuou pelo Corinthians antes de chegar ao Palestra e, mesmo assim, nos encantou com bom futebol e profissionalismo.

Craque é aquele que conquista títulos, mas, acima de tudo, se envolve com o clube. É por isso que Valdivia merece o mesmo destino do Judas: a rua. E isso não é falta de agradecimento; é respeito ao nostro amor maior, a Sociedade Esportiva Palmeiras.

Portanto, Palestrinos, não vamos nos iludir. Morte aos falsos ídolos!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Siamo Palestra!

ROJAS.

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