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Você queria Ronaldinho Gaúcho, Palestrino?

De forma bastante enfática, eu confesso que não. E, objetivamente, dou três motivos básicos: porque me parece notória a má vontade dele em se esforçar para jogar bola, porque chorar por isso é sinal de total desespero e – o mais importante – porque o seu empresário é um otário.

Sério. Pensem qual foi a última vez que vocês viram Ronaldinho jogar bola. Mesmo. Com vontade, se esforçando, repetindo aquela sede de dribles e gols que vimos na Europa. Eu me lembro de dois ou três jogos no ano passado (nenhum deles na Libertadores) em que ele tenha chamado a atenção de alguém que não seja um baba ovo confesso do que grande jogador que ele já foi, mas não é mais.

Outra coisa que me tira do sério é ver torcedor de mimimi porque ele salvaria o centenário. Pelo amor de San Gennaro, isso que é baixa auto estima! Embora seja óbvio que o meia seja muitíssimo superior tecnicamente ao que temos a disposição no grupo, não justificaria R$600 mil mensais. Se é pra ter jogador supervalorizado e inútil, fiquemos com Valdivia e Wesley que já está de ótimo tamanho.

Por fim, Assis é um dos maiores imbecis que o ramo do futebol já viu. Galgado em um passado glorioso, oferece seu irmão a peso de ouro, fazendo reivindicações que nem Cristiano Ronaldo deve fazer ao renovar com o Real Madrid. Já é a terceira vez que este senhor negocia com o Palmeiras e, na hora de fechar, coloca coisas a mais no contrato esperando que algum time sério pague. Quem pagou, sabe-se, é o bagunçado Flamengo e o abastado Kalil. Não a toa Ronaldinho foi oferecido para todos os times dos EUA e do Oriente Médio sem receber nenhuma proposta de volta…

De verdade, amicos: somos o Palmeiras! Embora em má fase técnica e administrativa que parece não ter fim, somos um gigante. Campeões do Século XX, com milhões de torcedores, com um camisa inestimável… ser extorquido por um jogador semi-aposentado é ridículo. Isso, sim, é apequenar o clube que somos.

Ganhar Ronaldinho Gaúcho de presente no centenário seria como ganhar cuecas de marca no Natal: embora o presente seja caro, está bem abaixo do que esperado.

Vamos discutir mais as soluções para a nostra política e menos contratações estapafúrdias como esta. Afinal, é isso – não um jogador de showbol – que vai mudar o destino do Palmeiras.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Sr. Mauro Martins,

Antes de mais nada, me sinto na obrigação de dizer que não iria escrever esta carta para o senhor. Primeiro porque já deram cartaz demais a você e segundo porque nem sei se o senhor lê tão bem o português. Mas, como ao contrário de você, não costumo subestimar nada nem ninguém, resolvi escrever.

O motivo, óbvio, são suas palavras sobre a Sociedade Esportiva Palmeiras quando perguntado, na semana passada, sobre o clube em questão ser o possível destino de seu filho em 2013.

Pois bem, de bate-pronto e sem pensar, você disse que o negócio seria impensável. Que seu filho querido jamais sairia do Grêmio para uma equipe menor, que negócio possível com ele só na Europa. Veja só, logo lá no Velho Continente, onde ele foi ganhar gelados euros no ucraniano Shaktar Donetsk, mas, reserva, resolveu voltar para o ensolarado e acolhedor Brasil. No entanto, o ponto não é este: o ponto é a sua falta de conhecimento.

Talvez a altitude boliviana faça seu cérebro demorar um pouco mais para processar nosso alto nível oxigênio, mas o Palmeiras pequeno a que você se referiu é também conhecido como “Campeão do Século XX”. E isso não é apelido de jornal ou alcunha auto proclamada; são números, tão incontestáveis quanto a cusparada de uma lhama raivosa. Aliás, não bastassem os títulos, o Palmeiras tem 15 milhões de torcedores (quase o dobro da apaixonada e presente torcida gremista, que nada tem a ver com suas palavras).

E, caso o senhor tenha assistido à rodada da Libertadores ontem, certamente deve ter percebido, ao lado de seu parceiro Wanderley Luxemburgo, que existem coisas que o dinheiro não compra. Tradição, vontade e até sorte são algumas delas. Por isso um desconhecido campeão chileno pode ganhar do milionário Tricolor Imortal fora de casa e um “menor” Palmeiras pode vencer o campeão peruano em casa.

Quer dizer que o Palmeiras é melhor que o Grêmio? Não.
Quer dizer que temos mais chances de título? Claro que não.
Só quer dizer que, dentro de campo, assim como fora dele, não se deve ser apressado.

Fraternal abraço,
Henrique Rojas.

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