Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘entrevista’

Do jeito que a notícia saiu, parecia que iria mudar o mundo. Mas foi só alarme falso, Palestrinos, não há nada de novo na entrevista cedida por Hernán Barcos a ESPN Brasil.

[Se você ainda não viu, veja agora.]

Grosso modo, nostro ex-atacante diz o que já sabíamos: que o Palmeiras tinha uma grande dívida com a LDU e com ele próprio (referente a salários atrasados) e que, dado o cenário, sugeriu a ele que aceitasse a boa proposta salarial do Grêmio (superior, embora não muito, aos R$150 mil que receberia aqui) e debandasse para o sul.

Ou seja, mais do mesmo.

Contudo, é claro que é possível achar vilões em qualquer um dos lado, se assim você desejar. Pode crucificar a diretoria por não ter sequer tentado segurá-lo, ainda mais em um momento em que ele era a nostra única referência; bem como pode-se taxá-lo de mercenário e dizer que ele forçou a sua saída com declarações sobre a seleção argentina, por exemplo.

Na minha humilde opinião, o negócio foi bom para os dois. Para o Palmeiras, que se livrou de mais uma dívida de milhões de reais e para o atleta, que recebeu aumento e foi jogar em um elenco claramente mais qualificado que o nostro. Da mesma forma, acho que não se discute o tal “fator visibilidade”, tão falado anteriormente – SP é SP, RS é RS e o cartaz daqui e mais luminoso que o de lá.

De resto, são clubes que hoje vivem boas fases. Barcos ainda não brilhou tanto nos pampas, nem o Palmeiras encontrou um dono definitivo da 9 (embora Alan Kardec pareça disposto a isso). Seguimos nós a nostra vida e segue ele a vida dele. Capicce?

Siamo Palestra!

ROJAS.

Anúncios

Read Full Post »

Você conhece Márcio Araújo, Palestrino. Ele está desde 2009 no Palmeiras, já quebrou a barreira dos 200 jogos e, exceto por curtos períodos de tempo, tem sido titular do nostro meio-campo com infalível frequência.

Já Ricardo Darín, não sei se você conhece bem. Ele é um talentosíssimo ator argentino, talvez o latino americano de maior prestígio fora do continente, tem um Oscar e atuou em diversos longa-metragens de sucesso. Uma espécie de Messi com a idade do Maradona.

E, por fim, Deus, tenho certeza absoluta que você conhece bem. Mesmo que não acredite, já ouviu falar. Ele é o “Ele”, com E maiúsculo, dispensa maiores apresentações ou esmiúce de currículo.

O fato é que, por um golpe do destino, os três acabaram se trombando nesta semana.

Ao ser entrevistado aqui, em terras brasilis, sobre a constante pressão que a massa palmeirense faz pela sua saída da equipe já há tantos anos, Márcio Araújo foi enfático: “Deus me abençoou. Não vou largar a minha carreira porque não gostam de mim e nem vou reclamar.”. Nem é preciso dizer que a declaração do camisa 18 causou risos, revoltas e piadas aos montes – algumas delas minhas, inclusive.

Enquanto isso, lá na Argentina, ao ser indagado por um repórter da Playboy sobre religião, Darín disse ser ateu, mas prosseguiu com as seguintes palavras: “O ser humano tem a necessidade de acreditar que algo maior esteja olhando tudo o que acontece aqui. Pode ser uma besteira. (…). Mas quem sabe nós não sejamos valentes o suficiente para aceitar isso. Por isso preferimos acreditar que existe algo superior que nos vá entender, ser misericordioso, perdoar e ajudar.”.

O que me fez pensar que, na verdade, nostro volante deve ter razão. Se após tantos técnicos e momentos distintos, ele ainda é titular do Palmeiras, deve haver um motivo maior.

E se este motivo é o fato dele treinar bem, correr muito, ser gente boa ou simplesmente acreditar em Deus, tanto faz. Prefiro um cabeça de bagre convicto de que pode ser titular do Palestra, a um pseudo-craque que faça o manto verde pesar 400kg a suas costas.

Vai lá, Márcio Araújo. Faça uma corrente antes do jogo, se entregue em toda partida como se fosse a sua última e, mesmo limitado, honre a nostra camisa dentro de campo. Seja pela torcida, pela sua família ou por “Ele”.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »

marcao_sempre

É Deus no céu e ele na terra, Palestrinos.

Por mais que muitos digam que às vezes ele exagera e prejudica o ambiente, Marcos tem que falar. E tem que falar sempre!

E tem que falar não só pela liderança, mas também pela sinceridade. Em tempos em que o discurso padrão é “respeitar o adversário, dar 100% e se Deus quiser sair de campo com os 3 pontos”, ouvir respostas diferente e verdadeiras vale muito.

Marcos se empolga e se irrita como um torcedor. Se vê falhar, fala quem foi; se falhou, pede desculpas; se ganha, dá entrevistas de horas. Sem querer aparecer: ele é assim.

E isso, claro, incomoda alguns. Sir Luxemburgo, por exemplo. Sem falar que é um prato cheio para a imprensa criar crises.

Mas Marcos é o capitão, tem 15 anos de casa, é torcedor, é goleiro, é comandante, é caipira, toma sua cerveja, fuma seu cigarro e é Santo. Acima de tudo, ele é São Marcos.

Portanto, para aqueles que criticam nostro camisa 12, eu deixo um belo e gigante CALEM A BOCA. Bem ou mal, Marcos tem que falar.

Siamo Palestra!

ROJAS.

Read Full Post »