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A pausa do Brasileirão faz pensar, Palestrinos.

Claro que quase todas as atenções do mundo estão voltadas para a Copa do Mundo, mas é impossível esquecer o nostro Verdão e o que está acontecendo nele. Chegou Kléber, voltou a FIAT, o Palestra já está em reforma, fala-se em Felipão, Valdivia e Ricardo Oliveira, mas… sabemos que nostra ferida é mais profunda.

E é praticamente conscenso que o nostro maior câncer é a própria desorganização da nostra diretoria. Vocês sabem disso. Quando o sapo gordo foi expulso do poder e Della Monica chegou – sendo sucedido por Belluzzo – parecia que isso iria terminar. Mas já vimos que, infelizmente, esta não é verdade.

Ainda somos regidos por velhos (em idade ou mentalidade) que só pensam em seus umbigos e fazem uma guerra sem fim entre situação e oposição. Ainda que isso custe tudo, inclusive atrasar o progresso do clube.

E foi lendo o livro “A Bola Não Entra Por Acaso” que percebi que existem muitas mudanças a se fazer. Mas a principal delas é a de mentalidade (e, consequentemente, de estrutura). Ferran Soriano, o autor da obra, foi um dos grandes responsáveis pela revitalização do Barcelona no ano de 2003 – quando o Barça tinha uma dívida gigante, perdia quase tudo para o Real e estava em baixa – e conta boas histórias.

Em suma, o que eles fizeram de mais importante foi tratar o clube como um negócio sério. Não estou falando de vender o time (como fazem na Inglaterra), nem de achar que um clube de futebol é uma empresa (afinal ele não é feito pra lucrar, mas sim para ganhar e gastar o que ganha em melhorias, num ciclo natural), porém de tratá-lo com a seriedade necessária.

No Palmeiras tudo é muito amador. Parece que diretores, apesar de remunerados, tratam o Verdão como um serviço beneficente feito por paixão, quase um hobby. E não tem que ser assim. Não pode ser assim. É preciso pessoas preparadas e qualificadas, independente de serem palmeirenses ou não. Quem vive só de amor ao clube somos nós, não os profissionais pagos por nós.

Enquanto pegarem ex-jogadores para gerirem tudo porque têm “vivência no futebol” e italianos que só estão lá porque são torcedores, a coisa não anda. É difícil engrenar no achismo, no chute, no amadorismo. É necessário uma equipe que trabalhe por e pelo Palmeiras integralmente.

É preciso ver maneiras de quitar gradualmente nostra dívida (o Barcelona não quitou até hoje, mas diminuiu radicalmente, principalmente com gastos tolos), é necessário investir com inteligência na base (porque você investe em 100 garotos pra achar um Messi), ter um planejamento de elenco (com perfil de jogadores, não apenas pensando neles como máquinas de jogar), etc.

Eu sei que não estamos na Espanha, mas ler este livro só me faz ver o quão amadores somos. E é possível melhorar, basta querer.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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O Palmeiras é mesmo um clube de contrastes.

No momento em que nos despedimos do Palestra Itália por dois anos na esperança de ver uma moderna arena de pé, vemos que a diretoria do clube simplesmente ignora a palavra “modernidade” – dando um tiro no próprio pé.

Atrás de mais dinheiro, nostra direção tem recorrido a tudo e a todos para conseguir quantias satisfatórias. Na última semana, por exemplo, foi noticiado que a quebra de contrato com a Samsung está próxima de acontecer, trazendo a FIAT de volta ao clube por mais R$5 milhões anuais. Parece ótimo negócio, porém é bom saber o motivo da troca: ao entrar, a empresa sul coreana assegurou que teria a camisa toda a seu dispor (isso inclui as mangas), o que nos fez perder dinheiro. Mas não foi o presidente quem assinou o contrato e, portanto, sabia disso?!

E a saga da incompetência não pára por aí. No afã por transformar nostro manto em um abadá, nostros dirigentes esquecem de outra grande fonte de renda: a torcida. Até a nostra fornecedora de artigos esportivos já entendeu a força de nostra massa e vem nadando em vendas a cada nova coleção de camisas e artigos alviverdes lançados. Já nostros diretores… esses nos ignoram.

E isso se estende pelos sucessivos e fracassados planos de sócio-torcedor que ignoram o apelo básico de ter ingresso  fácil, além da falta de promoções e eventos ligados ao clube. Ações essas que podem ser exemplificada pelo que (não) ocorreu sábado.

Os textos perfeitos sobre o ocorrido estão aqui e aqui, mas basta dizer que falta visão. Que falta conhecimento, vontade, inteligência. Eu trabalho com propaganda e, lendo o livro “A Bola Não Entra Por Acaso” de Ferran Soriano (o homem que revitalizou o Barcelona), percebo que nem atrasados estamos: nós simplesmente não saimos do lugar. Claro que a realidade é outra, a economia é outra, mas nostras ações de marketing e captação de sócios são nulas.

A impressão real é de que o Palmeiras acha que marketing é somente patrocínio em uniforme, ignorando solenemente as ações que cativam ainda mais a paixão da torcida. Benfica e Barcelona, agremiações que lideram o ranking de clubes com mais sócios-torcedores, não são por acaso os que fazem mais ações especiais para sua torcida. O Inter mesmo (único brasileiro no Top 10 do ranking) captou milhares de torcedores com um plano ridiculamente simples.

É realmente frustrante. E aí vem a pergunta: de que adianta estádio moderno, se a mentalidade é atrasada?

Para não me alongar ainda mais no assunto, deixo apenas o vídeo de uma ação promovida pelo Benfica na temporada 2007/08. É simples e genial. Usa a história do clube, os ícones, o mascote, mobiliza um mundo de pessoas apaixonadas pelo alvirubro português. Apenas assistam (e eu espero que o Belluzzo também assista).

Siamo Palestra!

ROJAS.

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