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Posts Tagged ‘Figueirense’

O relógio marcava 25 minutos do segundo tempo, Palestrinos. Em uma bela trama ofensiva da equipe pela esquerda, Valdivia recebeu na marca do pênalti, ajeitou o corpo, mas ao invés de bater em gol, resolveu rolar de lado. O zagueiro adversário cortou e o nostro segundo tento não saiu por um capricho.

É óbvio que nessa hora, em qualquer partida, nós xingaríamos o chileno. Mas com o time jogando melhor o jogo todo e com o volume que tinha de jogo, nem nos passava pela cabeça o que iria ter acontecido dez minutos depois. Em uma sequência de lances bizarros, o Palmeiras conseguiu levar três (3!) gols em cinco (5!) minutos e perder uma partida que já estava ganha.

Aí, é claro, lembramos do lance de Valdivia. Relembramos também do chute cruzado mal dado por Cristaldo. Ressuscitamos a reposição de bola mal feita por Deola, a marcação não feita por Victor Luís, todos os erros de passe de Marcelo Oliveira… bastaram dez minutos para lembrarmos que hoje, infelizmente, somos exatamente este Palmeiras.

Um time que não importa o quão bem esteja no jogo, sempre estará suscetível a perdê-lo. Um elenco que claramente não acredita que pode vencer – principalmente fora de casa. Minha impressão nítida é de que, ao sofrer o primeiro gol, os jogadores todos se olharam e pensaram juntos: “É, tava bom demais pra ser verdade. Lá vamos nós perder outra vez”.

E perderam. Feio. Como já perderam tantas outras partidas que poderíamos ter vencido tantas outras vezes. Porque este time é o time que desconhece que pode vencer. Que tem medo não só do adversário, mas que teme também as suas imperfeições.

Mesmo assim, reitero, estaremos lá na quinta-feira.
Porque este time pode desistir de si, mas nós jamais faremos o mesmo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Chegou a hora da verdade, Palestrinos: os seis próximos jogos do Brasileirão vão definir nostro futuro no torneio.

Sem exagero, choro nem vela, as três semanas que vêm pela frente irão mesmo sentenciar o que esperar de 2015. Para comprovar o que acabo de escrever, eis a sequencia: Flamengo (C), Goiás (F), Vitória (C), Figueirense (F), Chapecoense (C) e Botafogo (F). Em outras palavras, seis jogos contra times que estão da metade para baixo da tabela.

E aqui entra a velha história do médico que vai dar uma notícia importante ao paciente. Tem a parte boa e a parte ruim.

Dado a sarrafada que tomamos no último sábado, comecemos pela parte boa: todos estes duelos são verdadeiras finais. Três pontos a mais que ganhamos são três pontos a menos para adversários diretos na luta contra o descenso. E aqui nessa luta o fator casa acaba sendo abrandado; os times costumam jogar em casa pressionados e por isso mesmo devemos colocar o peso da camisa na ponta da chuteira e ir pra cima deles.

Quanto a parte pessimista das previsões, temos que considerar o momento. Nostras últimas apresentações mais uma vez confirmaram as velhas falhas (setor defensivo frágil, meio sem criação e ataque perdendo chances) e o time está com dificuldades claras em se organizar. Basta lembrar que as duas partidas que vencemos – Coritiba e Criciúma – foram vencidas pelo placar mínimo.

Cenário posto, apenas reforço o pedido feito tantas vezes anteriormente: se você quer ajudar o Palmeiras a sair desta situação, vá ao Pacaembu. O elenco é medíocre, não veremos grandes apresentações, mas a única forma destes atletas serem bem sucedidos dentro de campo é com o nostro apoio.

Sem a torcida que canta vibra, o nostro alviverde jamais será inteiro.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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38 dias sem um único post, Palestrinos.

Desde quando esse blog nasceu, em 2009, essa foi a única vez que ficou tanto tempo sem nenhuma atualização. Peço desculpas para todos aqueles que nos visitam quase que diariamente, mas a verdade é que eu não quis contaminar ninguém com a minha latente desesperança.

Nunca, em nenhum momento da minha vida, estive tão desacreditado com o Palmeiras. Nunca estive tão atônito, pessimista e desgostoso com o que tenho visto e ouvido por aí. E olha que, sejamos francos, já tivemos motivos de sobra para se estar assim nos últimos anos. Tanto dentro quanto fora de campo, o momento é de terra arrasada. Um time perdido, jogadores medrosos, diretores sem comando e sem vergonha.

A impressão que tenho é a de que, mais do que nunca, o Palmeiras se tornou uma preocupação constante para nós que o amamos. É como um parente em coma: te dá a esperança de poder se recuperar, mas você sabe que isso  é quase impossível. E não falo somento do atual momento do Brasileirão, falo na última década como um todo. A tragédia veio em 2002 e hoje, dez anos depois, estamos prestes a viver a mesma situação daqueles tempos, como se nenhum avanço tivesse acontecido.

Nós, bravos e apaixonados, torcemos. Gritamos, empurramos, seguimos, levamos o Palmeiras no peito e nas costas. Mas  está difícil, cada dia mais pesado e doloroso para todos nós. Nunca desistiremos nem vamos deixar o Alviverde para trás. Contudo, coloquemos a mão na consciência, está difícil reunir forças.

Seguimos orgulhosos de nostra história e de nostras cores, vestimos a camisa verde e branca de tantas glórias todos os dias, discutimos entre a gente e com os outros ao menor sinal de ironia, mas estamos feridos. Faltam ainda 5 rodadas e vamos continuar apoiando. Mas a esperança, Palestrinos, essa está cada dia mais longe de nós.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Mais uma derrota, Palestrinos…

Mais uma derrota em mais uma rodada ridícula, monótona e sem vibração. Um verdadeiro espelho do catado que tem entrado em campo vestindo o nostro manto verde. O que vimos sábado, no Canindé, foi mais do mesmo; mais do mesmo complexo de vira-latas que nos atingiu em cheio na última década e mais especificamente neste segundo turno de Brasileiro.

Não temos um elenco pior que o do Atlético/GO, do Coritiba, do Figueirense, nem mesmo pior que o do Botafogo. No entanto, com o racha que temos na relação treinador-alguns jogadores e com a má vontade que o time tem entrado em campo, nos aproximamos do América/MG.

Aliás, pouquíssimo me importa neste momento que após o episídio João Vitor alguns atletas e Felipão tenham se estranhado. O Palmeiras paga bons salários, em dia, todos os meses para que qualquer profissional de caráter entre em campo a fim de fazer o seu trabalho da melhor maneira possível. Se falta ânimo pela situação, deveria sobrar vontade pelo profissionalismo.

Precisamos de 4 pontos em 7 duelos e a situação não é tão simples quanto parece. Com a má vontade que temos visto, não será nem um pouco fácil tirar pontos de Atlético/MG, Grêmio e Bahia fora, nem de Coritiba e Vasco em casa. Isso sem falar nos dois últimos clássicos do campeonato… O rebaixamento, antes impensável, começou a se tornar bizarramente possível.

Ou o Palmeiras muda a postura ou teremos que mudar o hino. “Quando surge o Alviverde impotente…”

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DIRETAS JÁ!
Hoje, às 18h, tem movimento pró-Diretas Já em frente a Academia de Futebol, na Barra Funda. Mais uma oportunidade de mostrarmos a este bando de velhos sanguessugas que os 15 milhões de torcedores deste lado jamais se deixarão levar pelos mesmos 15 safados que se revezam no poder. Quem puder ir, por favor, vá.

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Siamo Palestra!

ROJAS.

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Finalmente uma vitória fora de casa, Palestrinos!

E aí pouco me importa se foi de um a zero, se foi sofrido ou se o gol foi feito de pescoço pelo zagueiro. Com essa vitória longe dos nostros domínios acaba aquela incômoda pressão sobre a equipe, a confiança volta a reinar e as chances de melhorarmos no Brasileirão aumentam ainda mais. Saiu a zica.

O JOGO
Mantendo a base do esquema tático, mas mudando as peças, Felipão mandou o Verdão a campo em um 4-3-3 com Wellington Paulista na vaga de Luan – que está mesmo de saída – e Gerley na vaga de Gabriel Silva. E pelo volume de jogo, a estratégia deu certo: foram diversas chances de gol durante toda a partida.

Logo no primeiro minuto, por exemplo, Kleber ganhou na corrida e perdeu um gol feito. Alguns minutos depois o Gladiador aproveitou a chance que teve, mas o bandeira anulou incorretamente o que seria nostro primeiro tento. O afã por balançar as redes era tão grande que tomamos alguns contra-ataques, muito bem contidos pela segurança de Deola. No entanto veio o intervalo e os gols ainda não haviam chegado.

Na segunda etapa continuamos forçando a barra, principalmente com as bolas paradas de Assunção, e sofrendo com os contra golpes do time da casa. Kid Bengala obrigou o goleiro do figuinho a fazer grande defesa em falta do meio da rua, Maikon Leite meteu bela bola na trave e o sofrimento durou até os 37 minutos, quando Maurício Ramos (sempre ele!) fez o gol salvador de pescoço.

Voltamos ao G4 e recuperamos a confiança.

TROFÉU SÃO MARCOS
Kleber: brigou, chutou, apanhou e demonstrou muita raça.

TROFÉU RIVALDO
Thiago Heleno teve uma noite rara de falhas e insegurança.

NOVO ESQUEMA
Parece mesmo que Luan vai embora. Assim sendo, Wellington Paulista e Patrik devem brigar pela vaga que ficará aberta na equipe. Eu, pessoalmente, acredito que WP seja mesmo a melhor opção, até para Kleber sair mais da área e ganhar liberdade. Gerley estava nervoso, não foi bem na estreia, mas certamente é melhor opção que Rivaldo. E quando Henrique estiver em forma, arrisco dizer que nostra zaga será a melhor do torneio.

CANJA NO SÁBADO
Sabadão, 21h, tem sopa de galinha no Canindé. Oportunidade única de vencer um time em crise existencial e colar ainda mais no grupo de cima da tabela.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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