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Empatar em casa nunca é bom, Palestrinos. Mas em um jogo tão cheio de reviravoltas como o de ontem, fica difícil atestar que o resultado final foi ruim.

Pela ótica de um time que saiu de campo destroçado após os 45 minutos iniciais e conseguiu reagir na segunda etapa, o saldo foi positivo. Mas na visão de quem está na zona de rebaixamento e teve a chance se virar um jogo histórico frente a 20 mil torcedores, a realidade é outra.

Até por isso vou dividir minha visão da partida em blocos.

UM PRIMEIRO TEMPO DE PESADELOS
Até entendo que, jogando em casa, Dorival tenha tentado ir pra cima desde o início. Mas dado o alto número de desfalques e a notória fragilidade defensiva do nostro time, não dá pra escalar 4 atacantes. Além do buraco natural deixado no meio-campo, Juninho esteve atrapalhado de segundo volante e os atacantes, embora se movimentando muito, não criaram nada. Foi um festival de passes errados e caneladas.

Não a toa, sofremos dois gols. E poderia até mesmo ter sido mais, caso o Flamengo tivesse um pouco mais de calma ao tocar a bola.

MUDANÇA TARDIA, REAÇÃO RÁPIDA
Com Allione e Valdivia em campo, foi natural que o time trocasse mais passes. Mesmo assim, foi no fator sorte que nós conseguimos fazer um gol tão cedo: o chutão de Lúcio encontrou Diogo e o atacante ganhou na raça pra diminuir o placar.

A partir daí a torcida e animou e o Palmeiras cresceu. Poderia ter empatado já na sequência, mas foi buscar o empate só aos 25 minutos, quando Victor Luís aproveitou passe lindo do nostro camisa 10 desmiolado. Êxtase total na chance municipal, estávamos de volta ao jogo – e era pra valer!

O VALDIVIA DE SEMPRE E O PALMEIRAS PREGADO
Se a entrada do chileno melhorou demais nostra ligação entre meio e ataque, a falta mínima de sanidade deles também fez com que o time perdesse a chance de vencer. Aos 35, em um lance ridículo, Valdivia pisou no adversário sem qualquer motivo e foi expulso.

A impressão que me dá é a de que ter Valdivia no time seja a mesma coisa de se ter um filho viciado dentro de casa. Você gosta dele, sabe que ele pode ser muito bem sucedido se colocar a cabeça no lugar, mas depois de uma semana limpo ele é capaz de vender o carro da família e voltar a usar drogas.

Foi ali, naquele lance, que o jogo acabou para nós.

FINAL (IN)FELIZ
Os dez últimos minutos foram de angústia total. Com um a menos e o time abalado, quase sofremos o terceiro gol do Flamengo em duas oportunidades. Daí, quando o infeliz árbitro gaúcho (que deixou de dar pênalti em Henrique e ainda validou um gol ilegal do adversário) apitou o final da partida, bateu aquele misto de alívio e apreensão.

Poderíamos ter ganhado.
Poderíamos ter perdido.
Mas apenas sobrevivemos.

Domingo tem mais.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Está complicado, Palestrinos.

A derrota de ontem foi o terceiro jogo fraco seguido do Palmeiras no campeonato. E só não foi pior do que contra o Náutico porque ontem, ao menos, tentamos chutar umas três ou quatro bolas a gol.

A diferença para o vice-líder diminuiu para 4 pontos. Acreditem: o Verdão está tentando doar o título para alguém.

O JOGO
Mesmo tocando pouco e lançando muito, fomos melhores até os 20 minutos do 1º tempo. Ali, naquele exato minuto, Robert cabeceou uma bola para fora na cara do gol – e o erro custou caro. Porque 3 minutos depois Edmílson dormiu, Petkovic desceu nas suas costas, passou por TODA a defesa e fez um golaço.

A partir daí, ficou claro o susto que o time levou. Errando passes e lançando bolas ridículas a todo momento, o time simplesmente facilitou o trabalho dos urubus. Diego Souza parecia cansado e Cleiton estava muito bem marcado. Só Vágner Love tentava se desmarcar e jogar, junto com Armero.

O segundo tempo veio e, junto com ele, mais apatia do Palmeiras. Parecia que era um jogo de Paulistão contra o Mirassol! Time parado, ninguém se movimentava. Apenas Wendel – que melhorou muito no segundo tempo, até errar no gol -, Souza e Love queriam jogo.

O castigo veio aos 16′, quando de novo o vovô sérvio bateu escanteio, Wendel furou ridiculamente e não deu pra Marcos. Não é protação: a falha não foi de Marcos.

Depois disso Muricy demorou, mexeu, mas o time não reagiu.

E quando teve uma chance – em pênalti, na minha opinião, inexistente -, perdeu. Love bateu um tiro de meta e isolou a bola. Minutos depois, ele novamente tentou em chute cruzado, mas a bola saiu.

A sensação é de que o time poderia jogar mais 1 hora que não faria gol nenhum.

O MELHOR
Perdeu pênalti? Sim. Mas ainda sim Vágner Love foi o melhor em campo. Se mexeu, tentou, finalizou… nota 6 e melhor em campo.

O PIOR
Edmílson. Já não é de hoje que critico aqui o excesso de “calma” dele em alguns lances. Mas ontem foi demais: errou todos os lançamentos, perdeu bolas e deixou Petkovic jogar sozinho.

PERGUNTA 1
Por quê diabos a gente não joga mais de verde em casa? Sem superstição nem nada, a camiza azul é realmente linda, mas cazzo, somos o Verdão.

PERGUNTA 2
O Palestra Itália diminuiu? Contra o Avaí, tudo quase lotado, e deu 16 mil. Ontem não cabia mais nenhuma alma viva e tinham 26 mil. O que acontece?!

PERGUNTA 3
Quarta-feira o time volta a mostrar futebol? É contra o lixo do Santo André, que nem torcida tem… Dio mio… reage Parmera!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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