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Posts Tagged ‘flamengo’

Depois de contratar mais de vinte reforços em velocidade recorde, conhecemos de perto um clichê cruel, Palestrinos: mais do que elenco, é preciso se montar um time.

E o Palmeiras até que ganhou corpo. Com o passar dos meses ganhamos uma espinha dorsal montada no 4-2-3-1, que foi montada por Oswaldo e aprimorada por Marcelo Oliveira. Tivemos altos e baixos, mas a verdade é que o time havia encontrado uma forma de vencer partidas. Pena que essa realidade foi desmentida pelas últimas três partidas do Brasileirão.

Muito se fala na falta inegável que Gabriel faz ao sistema, mas a verdade é que temos falhado demais individualmente. E quando os indivíduos falham demais, naturalmente o coletivo é prejudicado.

Não que caiba aqui apontar o dedo para cada falha, mas as recentes derrotas têm culpados claros em todos os gols. Lucas, que espirrou bizarramente uma bola que sobrou para Walter, não vem jogando mal. Já Cleiton Xavier – que errou um passe decisivo diante do Cruzeiro – e Leandro Almeida – que ficou só olhando no segundo gol do Coritiba – nem merecem estar em campo.

Cada caso é um caso, mas todos têm de ser conversados. Muitas vezes acho que esquecemos que os jogadores de futebol são funcionários muito bem remunerados do clube e que devem ser cobrados naturalmente. Seja pelo treinador, pelo diretor de futebol, pelo presidente ou seja lá quem for.

Espero que neste domingo, diante do Flamengo, a equipe entenda que teremos uma final pela frente. Atenção e vontade têm que ser itens de série. Caso contrário, vamos continuar perdendo jogos em bolas bestas.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Perder partidas é totalmente normal, Palestrinos. Mas perder para o lanterna do campeonato, sem nem sequer pressioná-lo, já é demais.

Ontem, diante do Coritiba, ficou comprovado que está na hora de mudar o sistema de jogo. Não que Gabriel seja um craque de bola – longe disso, aliás -, mas está claro que o já surrado 4-2-3-1 não funciona sem a sua presença. Este esquema tem sido usado desde o início do ano e, embora já apresentasse falhas com Oswaldo, foi muito bem remendado com a chegada de Marcelo Oliveira. Agora, no entanto, não dá mais.

É claro que não jogamos bem nos últimos compromissos que tivemos, mas, de fato, todas as últimas três partidas foram perdidas no meio de campo. Contra o Furacão, o trio de volantes deles nos mataram; diante do Cruzeiro, o esquema sem um meia central deles matou a função de Amaral – e também nossa saída de bola; já ontem, em Curitiba, a ideia de usar Nathan na lateral para cobrir as subidas de Robinho para ajudar o lento Cleiton Xavier tampouco ajudou.

O que nos leva a crer que, sim, é preciso mudar. E, no meu humilde ponto de vista, só existem duas mudanças possíveis para o jogo de domingo: o 3-5-2 ou o bom e velho 4-4-2 losango.

Com a primeira opção, montamos um trio de zagueiros, aproveitamos a ausência de Egídio para escalar Zé Roberto de ala e, com a marcação reforçada, podemos deixar um marcador individual em cima de Guerrero enquanto Arouca ganha mais liberdade para subir. Neste caso, entraríamos em campo com Prass; Victor Ramos, Vitor Hugo e Nathan; Lucas, Arouca, Robinho, Dudu e Zé Roberto; Rafael Marques e Leandro Pereira.

Já no segundo esquema, Andrei se fixaria como volante único, voltaríamos a apostar em um meia central e, lá na frente, entramos com dois atacantes fixos. Implica basicamente em mudar mais jogadores – e, neste caso, acho que sobraria para a ineficiência de Dudu e a atual inconstância e de Rafael. Alinharíamos com Prass; Lucas, Victor Ramos, Vitor Hugo e João Paulo; Andrei, Arouca, Robinho e Cleiton Xavier; Cristaldo e Leandro Pereira.

Outra opção ainda é jogar em um 4-3-3 (na minha opinião extremamente) ofensivo, mas, em qualquer um dos casos, é preciso mudar a estrutura da equipe. Afinal, se não temos as peças certas para o esquema, é mais fácil mudá-lo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Sem mais ilusões, Palestrinos.

Já deu pra perceber que não é este time quem vai nos livrar de mais uma queda. A verdade é que, agora, nos resta apenas apostar no fracasso dos outros. Por isso, chegou a hora de fazer contas.

Hoje ocupamos o 16o lugar, com 39 pontos, só um a frente do Z4. Considerando que resta uma vaga apenas (Criciúma já foi, Bahia e Botafogo estão quase), nostros concorrente diretos são Vitória (38 pts.), Coritiba (41 pts.) e Chapecoense (42 pts.). Logo, vejamos a tabela:

  • Palmeiras: Inter (F) e Atlético-PR (C)
  • Vitória: Flamengo (F) e Santos (C)
  • Coritiba: Atlético-MG (F) e Bahia (C)
  • Chapecoense: Cruzeiro (C) e Goiás (F)

Sinceramente, acho que os piores confrontos são os nostros. Pegamos o Inter extremamente interessado e necessitado de vencer em casa e um Atlético Paranaense sem responsabilidade nenhuma – mas doido para carimbar o novo Palestra. O Vitória pega dois times que já não têm pretensão nenhuma no campeonato, o Coxa enfrenta um time que deve vir de ressaca de título e outro virtualmente rebaixado, enquanto que a Chape pega o Cruzeiro já campeão e um Goiás desinteressado fora de casa.

O melhor cenário que vejo no momento para o Palmeiras é o de 4 pontos: um empate fora e uma vitória em casa. Se conseguirmos isso, provavelmente nos salvaremos, porque não acho que Vitória e Coritiba vençam os dois jogos que têm pela frente – com 42 pontos, a Chapecoense só precisa ganhar um dos dois, acredito que se salva.

No entanto, indo para o cenário que mais me amedronta, podemos ter que decidir tudo na última rodada. E aí a pressão sobre o time medíocre que temos pode nos deixar em situação delicada. É por isso que, desde já, peço que todos os palmeirenses de verdade se programem para estar no Palestra Itália dia 07/12: vai ser preciso empurrar na garganta, na raça e na camisa.

Até porque esperar que este elenco nos salve, apresentando algum futebol minimamente decente, é totalmente impossível.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Empatar em casa nunca é bom, Palestrinos. Mas em um jogo tão cheio de reviravoltas como o de ontem, fica difícil atestar que o resultado final foi ruim.

Pela ótica de um time que saiu de campo destroçado após os 45 minutos iniciais e conseguiu reagir na segunda etapa, o saldo foi positivo. Mas na visão de quem está na zona de rebaixamento e teve a chance se virar um jogo histórico frente a 20 mil torcedores, a realidade é outra.

Até por isso vou dividir minha visão da partida em blocos.

UM PRIMEIRO TEMPO DE PESADELOS
Até entendo que, jogando em casa, Dorival tenha tentado ir pra cima desde o início. Mas dado o alto número de desfalques e a notória fragilidade defensiva do nostro time, não dá pra escalar 4 atacantes. Além do buraco natural deixado no meio-campo, Juninho esteve atrapalhado de segundo volante e os atacantes, embora se movimentando muito, não criaram nada. Foi um festival de passes errados e caneladas.

Não a toa, sofremos dois gols. E poderia até mesmo ter sido mais, caso o Flamengo tivesse um pouco mais de calma ao tocar a bola.

MUDANÇA TARDIA, REAÇÃO RÁPIDA
Com Allione e Valdivia em campo, foi natural que o time trocasse mais passes. Mesmo assim, foi no fator sorte que nós conseguimos fazer um gol tão cedo: o chutão de Lúcio encontrou Diogo e o atacante ganhou na raça pra diminuir o placar.

A partir daí a torcida e animou e o Palmeiras cresceu. Poderia ter empatado já na sequência, mas foi buscar o empate só aos 25 minutos, quando Victor Luís aproveitou passe lindo do nostro camisa 10 desmiolado. Êxtase total na chance municipal, estávamos de volta ao jogo – e era pra valer!

O VALDIVIA DE SEMPRE E O PALMEIRAS PREGADO
Se a entrada do chileno melhorou demais nostra ligação entre meio e ataque, a falta mínima de sanidade deles também fez com que o time perdesse a chance de vencer. Aos 35, em um lance ridículo, Valdivia pisou no adversário sem qualquer motivo e foi expulso.

A impressão que me dá é a de que ter Valdivia no time seja a mesma coisa de se ter um filho viciado dentro de casa. Você gosta dele, sabe que ele pode ser muito bem sucedido se colocar a cabeça no lugar, mas depois de uma semana limpo ele é capaz de vender o carro da família e voltar a usar drogas.

Foi ali, naquele lance, que o jogo acabou para nós.

FINAL (IN)FELIZ
Os dez últimos minutos foram de angústia total. Com um a menos e o time abalado, quase sofremos o terceiro gol do Flamengo em duas oportunidades. Daí, quando o infeliz árbitro gaúcho (que deixou de dar pênalti em Henrique e ainda validou um gol ilegal do adversário) apitou o final da partida, bateu aquele misto de alívio e apreensão.

Poderíamos ter ganhado.
Poderíamos ter perdido.
Mas apenas sobrevivemos.

Domingo tem mais.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Chegou a hora da verdade, Palestrinos: os seis próximos jogos do Brasileirão vão definir nostro futuro no torneio.

Sem exagero, choro nem vela, as três semanas que vêm pela frente irão mesmo sentenciar o que esperar de 2015. Para comprovar o que acabo de escrever, eis a sequencia: Flamengo (C), Goiás (F), Vitória (C), Figueirense (F), Chapecoense (C) e Botafogo (F). Em outras palavras, seis jogos contra times que estão da metade para baixo da tabela.

E aqui entra a velha história do médico que vai dar uma notícia importante ao paciente. Tem a parte boa e a parte ruim.

Dado a sarrafada que tomamos no último sábado, comecemos pela parte boa: todos estes duelos são verdadeiras finais. Três pontos a mais que ganhamos são três pontos a menos para adversários diretos na luta contra o descenso. E aqui nessa luta o fator casa acaba sendo abrandado; os times costumam jogar em casa pressionados e por isso mesmo devemos colocar o peso da camisa na ponta da chuteira e ir pra cima deles.

Quanto a parte pessimista das previsões, temos que considerar o momento. Nostras últimas apresentações mais uma vez confirmaram as velhas falhas (setor defensivo frágil, meio sem criação e ataque perdendo chances) e o time está com dificuldades claras em se organizar. Basta lembrar que as duas partidas que vencemos – Coritiba e Criciúma – foram vencidas pelo placar mínimo.

Cenário posto, apenas reforço o pedido feito tantas vezes anteriormente: se você quer ajudar o Palmeiras a sair desta situação, vá ao Pacaembu. O elenco é medíocre, não veremos grandes apresentações, mas a única forma destes atletas serem bem sucedidos dentro de campo é com o nostro apoio.

Sem a torcida que canta vibra, o nostro alviverde jamais será inteiro.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Lá se vai mais um Brasileirão, Palestrinos.

Na terceira rodada, sem nem nos iludirmos e de forma tão inapelável quanto esperada. Para o Palmeiras, o campeonato mal começou e já se foi.

E aqui nem cabe me acusar de pessimismo. É a realidade mesmo. Até para nós – que sempre pensamos com o coração antes da razão – é possível enxergar que este elenco, mesmo com alguma sorte, não vai longe. Faltam contratações da diretoria, falta qualidade dentro de campo, falta criatividade vinda do banco.

Quando o ano começou e a equipe fez um princípio de boa campanha no Paulista, deu pra enxergar que, com os 11 melhores em campo e um ou outro momento de pura raça da equipe, poderíamos almejar algo a mais em 2014. Mas o tempo passou, vimos que o banco não daria conta, percebemos que a qualidade das equipes do interior era mais do que duvidosa, perdemos nostro artilheiro e entornou o caldo.

Qualquer um que acompanhe a equipe desde o início do ano sabe que isso poderia acontecer. E aconteceu. Sem Prass entra Bruno, sem Wendel não temos reserva, a zaga só conta com Lúcio, o ataque está órfãos… enfim. Até por isso fica difícil culpar só um lado nesta situação.

Bruno e Nobre começaram um trabalho que eu acho muito promissor, mas as dificuldades chegaram. É quase impossível faze rum omelete sem ovos, mas ajudaria se Kleina não inventasse tão errado vez ou outra. E mesmo o elenco parece abatido com tudo o que aconteceu recentemente.

Infelizmente, no ano do nostro centenário o objetivo será escapar de mais uma degola. E, pra isso acontecer, vamos depender das únicas duas forças que o clube sempre teve: a camisa e a torcida. Rumemos até o Pacaembu no sábado e cantemos.

“São cem anos de história
De lutas e de glórias
Te amo, meu Verdão.”

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Não existe império que dure pra sempre, Palestrinos.

Assim como aconteceu com otomanos, romanos e americanos, fora de campo, o futebol nos mostra cada vez mais ser cíclico dentro dele. Pode parar e pensar: dificilmente um time se mantém mais de três ou quatro anos absoluto no topo.

Mirando para a Europa, já tivemos de tudo: um “Ajax” imbatível; um Milan “imbatível”, um Real Madrid “imbatível”, um “Barça” imbatível, um “Manchester” imbatível… a bola da vez é o Bayern que, escrevam, será “imbatível” por no máximo mais dois anos.

Aqui no Brasil, o cenário é bem parecido – sendo, muitas vezes, até mais dinâmico.  O Santos de Pelé brilhou absoluto entre 1961-65; o Inter de Falcão atropelou em 75/76; a mostra amada Academia teve duas fases e precedeu um jejum maldito de 17 anos; o Flamengo de Zico desfilou entre 1980 e 1983; o SPFW de Telê durou 3 anos; e por aí vai.

O fato é que, graças a San Genaro, o futebol tem períodos. O grande lance, no entanto, é que esses períodos não caem do céu. É preciso se preparar para estar na liderança.

É óbvio que alguns fatores podem ser fruto de sorte. Um grande craque que alavanca as contas e a massa, um baita patrocinador que injeta milhões, uma conquista fortuita que acorda um gigante… Mas, mesmo nestes exemplos, houve preparo de alguma forma.

Ou vocês acham que Pelé e Neymar foram parar em Santos por vontade própria? Alguém os encontrou, o clube foi atrás, negociou, fez dinâmicas para trazê-los e etc. Da mesma forma, a combinação Palmeiras/Parmalat só deu certo porque haviam pessoas capacitadas cuidando de tudo. Mesmo quando, em um arroubo do destino, o Paulista de Jundiaí venceu a Copa do Brasil, houve um grande trabalho técnico para isso acontecer.

Dois grandes exemplos disso estiveram em campo na noite de ontem decidindo a Recopa. De um lado, o atual campeão da Libertadores e do mundo que até um ano atrás era chacota por nunca ter sido campeão continental; do outro, um ex-campeão continental e mundial que não consegue nem mais beliscar um estadual. Os times estão aí por vontade própria. Plantaram e colheram seu sucesso e seu fracasso.

Pelos ares do mundo do futebol, é bem provável que daqui a uns dois anos o Corinthians esteja com dificuldades dentro de campo. Mas, se não se desestruturar fora dele, possivelmente volte a brilhar algum tempo depois. O que não dá é viver de Juvenais e Mustafás por mais de uma década.

Nós já caímos duas vezes nos últimos dez anos. Ou arrumamos a casa a partir deste ano, ou a sorte vai demorar a sorrir para a gente novamente.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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