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Quando a fase é boa muda tudo, Palestrinos.

A bola entra quando parece que não vai entrar, o goleiro pega o que seria quase impossível de pegar e, mais do que tudo, o time ganha mesmo quando não merece ganhar. Ontem, em Piracicaba, nós não merecemos. Mas vencemos!

Com um pênalti assinalado no momento em que sofríamos uma pressão injustificável, com defesas milagrosas de Fernando Prass e com golaço pra lá de improvável do França. Aliás, ninguém me tira da cabeça que ele foi cruzar aquela bola, mas o que importa é que entrou. Que está entrando. Jogo após jogo, em um ano que tinha tudo pra ser modorrento embora seja especial.

Devagar, graças ao inegável trabalho de Kleina e do pulso firme de Paulo Nobre, as coisas entraram no trilho. Não seremos 100% até o fim do campeonato, mas estamos 100% durante ele. Difícil de acreditar, mas fácil de entender; o Palmeiras de hoje joga com uma confiança que não víamos há tempos. E aí fica mais fácil ver Wellington e Lúcio se entrosarem, Marcelo Oliveira se superar, Marquinhos Gabriel resolver e tudo o mais.

Quando a fase é boa, dá certo. E este Palmeiras está no caminho.

Domingo tem Pacaembu. Avanti, Palestra!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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prassrique

Sim, Palestrinos, nostro elenco é medíocre.

Melhor que o do ano passado, mas ainda sim não passa de um grupo nota 6. O que, em bom futebolês, quer dizer que pode ser que dê caldo e chegue a ser nota 8 ou ainda que desande a coisa toda e sejamos nota 4. Nunca se sabe.

De fato, não é o que sonhamos no ano do centenário. Mas a formação desse time tem lá os seus méritos. Porque o que eu tenho sentido da diretoria é que, se não dá para montar um elenco milionário, a escolha é montar um elenco que tenha um pouco do DNA do Palmeiras. Um elenco que esteja disposto a correr, suar, brigar e, se possível, sair de campo com a vitória.

Isso está claro na nova política salarial, que privilegia os jogadores com ambição de vencer. Está claro na busca de reforços que estão em busca de espaço (Marquinhos Gabriel, França, Rodolfo) ou de reconquistar seu espaço (Lúcio, Diogo, Victorino). E, mais do que tudo, fica óbvio quando analisamos os líderes do elenco, eleitos pela própria diretoria: Prass e Henrique.

Prass tem 35 anos, qualidade reconhecida, já rodou por muitos times e sabe que vai se aposentar no Verdão. É calmo, aguenta pressão (lembre-se da xícara na orelha no aeroporto) e fala muito bem quando requisitado. Já cobrou a diretoria publicamente por reforços e definição de jogadores, mas nunca, jamais, jogou contra.

Já Henrique é bem mais jovem, mas tem alma de xerife. Embora tenha seus momentos de maluco dentro de campo, achando que é meia e até centroavante, o camisa 3 se encaixou naturalmente no elenco. Saiu e voltou ainda mais certo de que pode fazer história aqui e sempre exalta o que é defender o Palmeiras (recentemente, soubemos até que rejeitou boa proposta do Napoli).

É nas asas desses dois atletas que Nobre e Brunoro estão levando o elenco. Outros líderes surgirão naturalmente (Bruno, palmeirense nota 10 e goleiro nota 5, é um deles), mas terão que se enquadrar nessa nova realidade. A realidade de quem quer vencer, crescer e honrar dois nomes: o da Sociedade Esportiva Palmeiras e o seu próprio.

Boa sorte ao time em 2014. E como diz o nostro novo canto das arquibancadas:

“Eu sempre te amarei
E te apoiarei
Eu canto ao Palmeiras
São cem anos de histórias, de lutas e de glórias
Te amo meu Verdão
Porco e dá-lhe, dá-lhe porco
E dá-lhe dá-lhe porco

Razão da minha vida.”

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Prazer, Palestrinos: Andre Luiz.

Zagueiro-zagueiro, 33 anos, os últimos oito no modesto Nancy, da França. Olhando assim, a primeira vista, creio que todos nós diremos “Dio mio, é outro Leandro Amaro!”; mas fui buscar algumas informações e acho válido esperarmos um tempo antes de atacar a diretoria.

Revelado, mas pouco apresentado pelo Cruzeiro, ele foi para o Atlético/MG e de lá acabou se transferindo para o Nancy. Desde então jogou 208 partidas, fez 15 gols, foi expulso apenas 4 vezes e se tornou o capitão da equipe. Uma equipe quem, diga-se, nunca fez grandes campanhas, mas sempre perambulou pelo meio da tabela do Campeonato Francês.

O que mais me faz ter esperança na contratação dele, entretanto, não são os números, mas sim o caráter.

Passando por dificuldade já faz alguns anos, o seu clube perdeu seus melhores jogadores para outros grandes centros da Europa. Andre Luiz, porém ficou. E ficou até o limite. Só está de saída porque seu salário era o mais alto da equipe e o Palmeiras o procurou. Daí, como alivia a crise financeira do clube e também o dá tranquilidade, o zagueiro se mudou para o Verdão (veja o vídeo de despedida dele aqui).

Se é um bom jogador só mesmo o tempo irá dizer. Mas caráter ele tem de sobra. Já é um bom começo para uma equipe em reconstrução.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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