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Posts Tagged ‘futuro’

As cornetas já começaram a soar, Palestrinos. Nem bem fizemos 15 jogos na temporada e os arautos do apocalipse já pedem a cabeça de Oswaldo, jogam amendoins nas contratações e começam a questionar uma temporada menos de dois meses após ela ter se iniciado.

A todos estes que estão desesperados, deixo um pedido: tenham calma. Seja aqui ou na Europa, não se monta um time campeão do dia pra noite.

Do ano passado até aqui, fizemos mais de 50 movimentos de transferência entre chegada e saída de jogadores. Alguns nomes são melhores, outros são piores, mas é impossível exigir bom futebol de uma equipe que mudou 80% de seu elenco em três meses. É preciso ter uma base, trabalhar bem com ela durante meses e só então, após uma análise completa, ter um elenco afinado.

Entendo que a empolgação com a mudança de rumos do Palmeiras para este ano empolga. Mas não podemos ser cegos, há muito trabalho a ser feito. Se formos analisar os últimos bons times montados no Brasil, vê-se um ponto comum a todos eles: tempo. O Cruzeiro bicampeão brasileiro, por exemplo, começou a se moldar em 2011; foi colher os frutos em 2013 e 2014.

Mesmo na Europa, dinheiro nunca comprou tempo de trabalho. Vejam os claros exemplos de Chelsea e PSG que, mesmo com um aporte bilionário em contratações, ainda não são equipes maduras o suficiente. O clube inglês precisou de 9 anos do dinheiro de Abrahmovic para conquistar seu objetivo sonhado, a Champions League; já o time francês está no terceiro ano consecutivo dos petro-euros e nem mesmo o Campeonato Francês tem garantido com sobras.

É difícil admitir isso sendo apaixonado, mas a verdade é que é preciso paciência. Não podemos queimar um projeto promissor como este em um ano. Tenho certeza de que, mantida a base, será muito mais fácil pensar em reforços ao final desta temporada. Afinal de contas, em dezembro não precisaremos mais de vinte atletas; vamos precisar de quatro ou cinco pontuais.

Portanto, antes de sair por aí berrando por mudanças, é bom lembrar que a falta de noção tem um poder destrutivo alto. Lembrem-se do que a diretoria do Grêmio fez para a temporada 2013 (apostou altíssimos para a Libertadores e o clube acabou eliminado e endividado) e o que nostros vizinhos coloridos fizeram no ano passado (cacife alto, insucesso, pressão política). Não é comodismo, é a realidade.

Vamos apoiar um ano de montagem de elenco, vamos torcer por canecos plausíveis (Paulista/Copa do Brasil) e vamos pensar positivo. Se tudo for bem feito, o Palmeiras tem tudo para ser o time de 2016.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Atenção, Palestrinos: ao contrário do que anda dizendo o noticiário esportivo de 2015, nós (ainda) não temos um grande time.

A verdade é que estamos, antes de mais nada, remontando um time – que já é, sim, melhor que o de 2014. Mas muito embora este mês de janeiro tenha sido muito melhor em reforços do que foi o dos últimos anos, isto não significa que já temos um timaço agora. É preciso ter calma.

Afinal, nostros “craques” até aqui respondem por Lucas, João Paulo, Victor Hugo, Andrei Girotto, Amaral, Zé Roberto, Robinho, Dudu e Leandro Pereira. Sendo sinceros, um pouco acima da média, mesmo, só temos a dupla que chegou do Grêmio. O restante faz parte de remontar um elenco carente de qualidade e confiança.

A principal mudança desta temporada, ao meu ver, é a atitude da nostra diretoria.
Demorou, mas parece que lembraram qual é o tamanho do Palmeiras.

A achegada de Mattos e Cícero acordou os bastidores no Palestra Itália. Fez todos voltarem seus olhos para o clube novamente, enxergando o Verdão como ele nunca deveria ter deixado de ser visto. Somos gigantes, imponentes, os campeões do século XX. Se até ano passado só jogador apagado nos procurava, agora tem empresário ligando sem parar para a Academia. E este é o tipo de respeito que só se conquista dentro de campo se o conquistarmos também fora dele.

É claro que não podemos fazer loucuras, mas também não dá pra se conformar com jogadores que sobram nas outras equipes. Precisamos mesclar reforços jovens e com apetite àqueles que já são realidade e podem dividir a responsabilidade com jogadores como Prass e Valdivia.

Dá pra sonhar com um 2015 melhor.
Dá pra sonhar com nostro Palmeiras de volta.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Maurício tem 4 anos. Não tem pais, tios ou irmãos palmeirenses (a avó dele jura ser palestrina, embora na prática tenha pouca experiência futebolística). Talvez tenha alguns amigos de colégio palmeirenses, mas creio que seria pouco para influenciá-lo neste momento da vida. O fato, amigos, é que Maurício escolheu ser palmeirense.

Sozinho, por vontade própria, sem a ajuda de ninguém. Apenas acordou um dia, olhou para a sua mãe (são paulina, diga-se de passagem) e cravou confiante: “sou palmeirense”.

Daí você dirá que ele é muito novo. Tantos garotos mudam de time nesta idade… Fora isso, a escolha pode ter se dado pela cor da camisa, pela empatia com algum dos atletas do elenco, até mesmo para contrariar a família ou os amigos do colégio.

Mas o fato dele ter escolhido nostro alviverde no atual momento é incrível. É algo louvável, daquelas coisas que você não entende porque não tem mesmo o que entender. Ele tem acesso a TV, ele sabe o que acontece, ele assiste aos jogos, deve ter até amiguinhos que zombam dele. No entanto, ele é palmeirense.

A verdade é que torcedores natos nascem assim, do nada. Porque mesmo quando alguém os influenciou, eles tiveram a oportunidade de mudar. E se não mudaram é porque gostaram. O tanto que gostam e o motivo desse gostar pouco importa. Torcedores não nascem em seus berços; nascem quando escolhem. Muitas vezes, inclusive, contra tudo e contra todos.

E é contra tudo e todos que devemos acreditar no Palmeiras. Porque por mais que a razão e a realidade nos passem rasteiras diárias, somos Palmeiras. São casos como o do pequeno Maurício que me fazem acreditar que sairemos dessa. É com a inocência deste garoto que não sabe quem é Tirone e nem imagina o quanto os bastidores do futebol podem ser podres, que eu vou olhar para 2013.

Obrigado, Mauricinho.
E continue sendo palestrino, por mais que o mundo lhe diga que não.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Momento de reflexão neste blog, Palestrinos.

Ontem, conversando com um amigo alviverde, percebi uma coisa que nunca havia me passado tão dura e claramente pela cabeça. Sendo frio e calculista, cheguei a conclusão de que, do jeito que vamos e estamos, o futuro do Palmeiras tende a ser de puro fracasso. É duro, eu sei, mas é a realidade – por mais difícil que seja admitir uma coisa dessas.

Acompanhem meu raciocínio…

DIRETORIA HISTORICAMENTE FRACA
A culpa pelo momento que vivemos não é desta diretoria ou da penúltima: é de todas. Sim, eu sei que parece óbvio, mas atente para uma coisa quando eu digo todas… são todas mesmo! Exceto pelos períodos que envolvem a nostra fundação (feita amadorísticamente por imigrantes italianos), os anos dourados das duas Academias e ao período Parmalat (administrado pela propria empresa), nós sempre passamos por dificuldades.

A briga interna sempre foi intensa, o ego sempre foi maior que os objetivos da equipe e, se é verdade que isso não é exclusividade nostra, também é verdade que nenhum outro clube sofre tanto com isso quanto a gente.

PERÍODOS BEM DEFINIDOS DE GLÓRIA
Peguem a nostra história de conquistas e atentem para os “ciclos de glória”. Temos a passagem de Palestra para Palmeiras, temos o período entre 60 e 70, com as duas Academias, e temos boa parte dos anos 90. O primeiro ciclo é facilmente explicado pela honra e força de vontade de quem jogava; o segundo é uma combinação de fatores incríveis como bons olheiros, diretoria e comissão técnica; já o terceiro foi o fator sorte: uma empresa gringa apareceu e despejou dinheiro no clube.

Ficar dez anos sem títulos não é um absurdo. Mas, para um time do nostro tamanho e com a nostra torcida, incomoda demais. Principalmente porque a perspectiva de melhora é nula.

SEM TÍTULOS, MENOS TORCIDA
Sim, eu sei que torcedor de verdade não apoia em função de títulos e que temos casos de torcidas que cresceram no período de seca (que é comum a todos os clubes de futebol). Agora, seja sincero: como você explicaria para uma criança de 6 anos que ela deve ser palmeirense, se tudo o que ela vê e lê são notícias de trapalhadas e ingerência, além de jogos fracos e times, no máximo, esforçados?

É isso que vemos há mais de uma década. E, a não ser que apareça um sheik disposto a comprar o time e contratar o Agüero, as coisas parecem fadadas ao insucesso.

SOLUÇÃO
Sinceramente, sei que não existe uma única solução. É preciso se organizar, balancear as finanças, fazer uma verdadeira limpa na diretoria composta, em sua maioria, por senhores retrógrados, ter uma comissão técnica bem definida e por aí vai. É difícil, complicado, passa por mudar estatuto, instituir voto direto e tudo o mais, mas não é impossível.

Basta querer revolucionar. E nós precisamos desesperadamente disso.

Só quem lê este blog sabe que eu sou extremamente otimista sempre. Só quem me conhece sabe o quanto eu amo o Palmeiras. E só quem é palmeirense de verdade sabe o quanto dói admitir tudo isso sem poder rebater o destino.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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