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Mais uma derrota pra conta, Palestrinos. E muito embora não seja uma catástrofe perder para o Grêmio fora de casa, uma coisa é certa: este esquema tático não dá mais.

Eu entendo que boa parte dos grandes times do mundo (inclusive a Seleção Brasileira) atuem no 4-2-3-1, mas para o Palmeiras, definitivamente, não dá mais. Oswaldo tentou implantar este sistema desde o início do ano, peças foram trocadas com o passar dos meses, o próprio Marcelo Oliveira chegou disposto a manter o esquema, no entanto… não dá mais. Mesmo.

Já cansou ver um time sem criatividade e imaginação nenhuma, que fica tocando a bola de lado durante 90 minutos e transforma nostro meio-campo – que teoricamente deveria estar reforçado – em um deserto de ideias. No começo a desculpa era a de que sem o time completo não se poderia exigir nada demais. Porém a equipe está totalmente completa e o resultado continua sendo o mesmo: uma equipe que marca mal e ataca com total nulidade.

Eu, particularmente, tentaria jogar no 4-4-2 formando um losango no meio. Para quem é chegando em uma prancheta, este é o popular 4-1-2-1-2, onde prende-se apenas um volante na cabeça de área e libera-se um armador para distribuir a bola nos dois atacantes. Dessa forma, alinharíamos a equipe com Prass; Lucas (João Pedro), Victor Hugo, Jackson e Egídio; Gabriel, Arouca, Zé Roberto e Robinho; Rafael Marques (Gabriel Jesus) e Alecsandro. Simples assim.

Mas quem sou eu para debater isso com o treinador bicampeão brasileiro, né?

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Cristiano Ronaldo, Messi, Naymar? Que nada. Pelo menos aqui em São Paulo, o assunto da semana responde pelo nome de Eduardo Pereira Rodrigues – o “Dudu”.

Em bem da verdade, tudo aconteceu tão de repente que, do dia pra noite, parecia que o jovem atacante que atuou pelo Grêmio no Brasileirão era o novo Pelé. A bola de neve começou quando, por dias e dias, SCCP e SPFC se digladiaram pelo atacante nos microfones e bastidores. Um dizia estar por detalhes com o clube, outro que faltava apenas o jogador assinar. Foi quando, ainda mais que de repente, o Palmeiras surgiu do nada e anunciou a contratação de Dudu.

Daí, óbvio, a maré virou. Afinal, nós que acompanhávamos tudo a distância, comemoramos a chegada de um bom titular para a temporada 2015; enquanto isso, os torcedores dos outros dois clubes – que ficavam se alfinetando a cada mudança na negociação – mudaram totalmente de opinião e “agradeceram” ao Palmeiras pelo negócio.

Mas, convenhamos, nada mais natural.

Primeiramente porque, de fato, Dudu não é um fora de série. É um jovem com potencial, teve um início de carreira excelente no Cruzeiro, mas preferiu os euros da Ucrânia e desapareceu. Mesmo em 2014, sob a batuta de Felipão, foram apenas 5 assistências e 3 gols no campeonato nacional. No entanto, isso não faz dele um mau negócio. Longe disso. O atleta tem velocidade acima do normal (segundo Muricy Ramalho) e foi o melhor driblador da temporada passada (segundo o Footstats). Não sei o que pensam os outros, mas nós, definitivamente, precisávamos disso.

O segundo motivo é ainda mais implacável: a rivalidade. Nunca vai haver uma só contratação em que dois ou mais rivais se envolvam, sem que o lado que fique sem o possível reforço encontre defeitos na contratação. “Ele é enganação, é caro demais, tem menos de 1.70m, só atua bem em domingos de sol, usa Crocs, passa férias em São Vicente e blá blá blá”. Isso faz parte do mundo do futebol, é gostoso e ajuda a alimentar a mesa de bar e as redes sociais neste início de ano modorrento. Aliás, só lembrando o que o nonno do nostro nonno já dizia: quem desdenha quer comprar (ou melhor, queria).

Por fim, o terceiro ponto desta saga é todo pintado de verde e branco, e responde pela alcunha de “orgulho”. Exatamente isso que você leu: orgulho. Pode parecer exagero, mas quem é palmeirense sabe a importância de se entrar em uma negociação complicada como essa tantos anos depois, ver o clube agir em silêncio (interna e externamente) e conseguir sair vitorioso pra cima de outros que – por motivos variados – se acham constantemente acima do bem e do mal.

Em suma, sendo extremamente sincero, pode ter sido apenas uma boa contratação. Mas foi uma daquelas que sacode o mercado, lota a banca de jornal, faz o café da empresa parecer uma mesa redonda e faz crescer as nossas esperanças de um Palmeiras melhor em 2015.

Se vai dar certo ou não, só o tempo dirá. Ou alguém já se esqueceu o que já falaram sobre o incrível Pato ou internacional Álvaro Pereira? Fiquem a vontade, amigos: o chapéu – bem como o choro – é livre.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Eis o enigma da vez, Palestrinos: Leandro rende mal porque nunca foi bom ou nunca foi bom porque rende mal?

Afinal, já não é de hoje que o atacante vem apresentando um futebol bem abaixo das expectativas. Sendo realistas, desde o término da Série B ele ainda não fez um jogo memorável sequer – e olha que já estamos em agosto de 2014.

O descontentamento da torcida é geral. E ontem, diante do Avaí, isso ficou mais que aparente. Quando Leandro deixou o gramado, substituído por Mouche, a massa presente ao Pacaembu comemorou como se fosse um gol. Conversando com amigos nos últimos dias, percebi que existem duas correntes sobre a fase do camisa 38.

  • A primeira diz respeito a sua qualidade técnica: para esses, Leandro não é nada demais. Fez bons jogos no ano passado porque os adversários eram mais fracos e a facilidade com a qual o Grêmio o deixou sair deixa claro que ele nunca foi grande coisa.
  • A segunda parte dos torcedores incorre na vontade do atleta: para estes, Leandro deixou de render por causa de sua displicência. Argumentam que ele corre de menos, firula demais e anda desmotivado.

Eu, pessoalmente, acho que é uma mistura das duas coisas.

Que Leandro não é craque está mais do que óbvio; fosse ele um jogador tão acima da média, de fato o Grêmio jamais o venderia com apenas 20 anos de idade. No entanto, o jogador também está longe de ser um cabeça de bagre. É aí que entra a parte da má vontade: ele realmente parece não ter consciência da importância que tem em campo. Com companheiros mais limitados, sua técnica e improvisação com dribles podem ser importantíssimas para a equipe – o problema é que ele não liga pra isso.

Enfim, Leandro está mesmo merecendo o banco de reservas. Mas que seria importante recuperar um jogador que custou 5 milhões de Euros aos nossos cofres, isso seria.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Vitória moral no Sul, Palestrinos.

Que obviamente não vale três pontos, mas vale para nos tranquilizar antes da parada . O jogo de ontem foi, aliás, foi mais uma prova viva de que o Brasileirão é um campeonato sem pé nem cabeça e de que o Palmeiras é um time bipolar: fez um primeiro tempo pavoroso (tomando pressão por bons 30 minutos) e um segundo tempo animador (metendo pressão por uma outra meia hora).

Mas a verdade é que, não fosse aquele maldito bandeira, sairíamos de campo com um triunfo inesperado. Méritos de um bom jogo de Lúcio, Marquinhos Gabriel e Diogo, além de alguns lampejos de Marcelo Oliveira e Felipe Menezes (quem diria!).

Agora vem a parada para a Copa e, se conseguirmos mesmo buscar uns três reforços, fica a esperança de um desempenho melhor. Não vamos nos iludir muito, mas, se Gareca chegar e prestar atenção mesmo neste elenco, sem inventar nada e com a volta de lesão de alguns atletas, podemos sim melhorar (sem passar sustos no final do torneio e visando também a Copa do Brasil).

Enfim, já que o bandeira gordo e safado de ontem foi maldito, ao menos esta parada pra Copa será bendita.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Ao que tudo indica, lá se foi Kardec, Palestrinos.

Mais um raro exemplo de jogador que chegou faz pouco tempo, mas que se enquadrou bem no clube e tinha tudo para ser um ídolo da torcida. E quando digo “torcida”, neste caso me refiro principalmente a molecada.

Quem tem contato com crianças e adolescentes sabe o poder que ídolos têm em suas vidas. E é claro que com o futebol não é diferente: se o garoto olha para seu time e reconhece nele um ou dois atletas icônicos, se sente muito mais motivada a apoiar toda a equipe. O problema é que, de novo, estamos perdendo um possível ícone para outros.

E aí, o garoto e a garota que passam a semana assistindo jogos dos campeonatos europeus para ver Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar e outros craques mundiais, simplesmente perde o interesse pelo clube. Deixa de comprar camisa, deixa de ir ao jogo, deixa de pedir que o pai assine o pay-per-view… enfim, deixa de ajudar dentro e fora de campo.

Essa nova categoria de torcedores foi carinhosamente apelidada de “Geração Playstation”. Nada contra o video game (pelo contrário, eu mesmo jogo pra cacete), mas é assim que se denomina quem nasceu aqui, mora aqui, mas torce por uma agremiação de fora do país.

O futebol brasileiro, como um todo, está alimentando essa geração. E o Palmeiras não foge a regra e vai fazendo igual. Depois de Marcos, não tivemos mais ninguém. Barcos despontou e acabou vendido, Kardec chegou, mas também o perdemos. Hoje, quem mais chama a atenção da molecada são Prass, Lúcio e Valdivia – e olhe lá, fazendo um esforço. Não que eu sonhe em ter Ribéry no comando de ataque, mas a chance de Rodolfo e Diogo chamarem a atenção é infinitamente menor do que aconteceu com nostros ex-atacantes.

E aí, meus caros Brunoro e Nobre, seu argumento de um clube melhor se esvai. Pagar um salário um pouco maior por Kardec não é gasto, é investimento. Porque se o pequeno palestrino pediria de aniversário a camisa 14 do Verdão, agora vai preferir a 10 do Robben. Capicce?

O Palmeiras e o futebol brasileiro, como um todo, estão alimentando o desamor da criançada pelo nostro futebol. E nem dá pra dizer que eles estão errados.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Do jeito que a notícia saiu, parecia que iria mudar o mundo. Mas foi só alarme falso, Palestrinos, não há nada de novo na entrevista cedida por Hernán Barcos a ESPN Brasil.

[Se você ainda não viu, veja agora.]

Grosso modo, nostro ex-atacante diz o que já sabíamos: que o Palmeiras tinha uma grande dívida com a LDU e com ele próprio (referente a salários atrasados) e que, dado o cenário, sugeriu a ele que aceitasse a boa proposta salarial do Grêmio (superior, embora não muito, aos R$150 mil que receberia aqui) e debandasse para o sul.

Ou seja, mais do mesmo.

Contudo, é claro que é possível achar vilões em qualquer um dos lado, se assim você desejar. Pode crucificar a diretoria por não ter sequer tentado segurá-lo, ainda mais em um momento em que ele era a nostra única referência; bem como pode-se taxá-lo de mercenário e dizer que ele forçou a sua saída com declarações sobre a seleção argentina, por exemplo.

Na minha humilde opinião, o negócio foi bom para os dois. Para o Palmeiras, que se livrou de mais uma dívida de milhões de reais e para o atleta, que recebeu aumento e foi jogar em um elenco claramente mais qualificado que o nostro. Da mesma forma, acho que não se discute o tal “fator visibilidade”, tão falado anteriormente – SP é SP, RS é RS e o cartaz daqui e mais luminoso que o de lá.

De resto, são clubes que hoje vivem boas fases. Barcos ainda não brilhou tanto nos pampas, nem o Palmeiras encontrou um dono definitivo da 9 (embora Alan Kardec pareça disposto a isso). Seguimos nós a nostra vida e segue ele a vida dele. Capicce?

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Um dos assuntos da vez é Leandro, Palestrinos.

Jovem, rápido e habilidoso, o camisa 38 ganhou nostra torcida em pouco tempo.

Apesar de ter chegado em meio a polêmica negociação de Barcos, é inegável que o garoto já mostrou ser muito bom de bola e que ele seja titular absoluto de nostro ataque, ao lado de Alan Kardec. O papo da vez, no entanto, não diz respeito ao jogador que ele é, mas sim a como fazer ele ficar no Palmeiras.

Por contrato, ele está emprestado até o final deste ano. A partir daí, existem dois caminhos:

  • Renovar o empréstimo por mais 1 ano: Está lá no contrato. Se o Palmeiras quiser permanecer com o atleta, basta reajustar seu salário e automaticamente tê-lo até dezembro de 2014.
  • Comprá-lo em definitivo: Neste caso, será necessário pagar algo em torno de R$13 milhões ao Grêmio e ajustar o contrato de acordo com a pedida do atacante.

Obviamente a segunda alternativa seria a melhor para o clube. Afinal, mais do que tê-lo por mais uma temporada, poderíamos contar com Leandro por quanto tempo quiséssemos, podendo ainda revendê-lo no futuro e fazer um bom dinheiro (lembrando que ele já foi convocado e, após a Copa/2014, haverá uma mudança de geração na Seleção). No entanto, o entrave dessa alternativa é igualmente óbvio: não temos o dinheiro.

Assim sendo, analisando a situação pelo fluxo do caixa, o primeiro ponto parece ser bastante plausível. O entrave é que, renovando-se o empréstimo, o Palmeiras perde o direito aos 15% do valor que tem caso o atacante seja negociado até dezembro deste ano. Ou seja, se o problema é grana, eu, você, Nobre e Brunoro temos um verdadeiro impasse pela frente.

Pois foi de uma conversa sobre este assunto com o meu pai que nasceu uma alternativa audaciosa: o Projeto Leandro. A ideia, basicamente, consiste em comprar o atleta com a ajuda de um time europeu, contar com ele por mais um ou dois anos e depois repassá-lo, ganhando a diferença válida pelo período em que ele se valorizou aqui.

Calma que eu explico.

  • Passo 1: Sondar empresários com moral ligados a clubes europeus que possam já ter interesse no futebol de Leandro (vale de Barcelona a Shaktar, DVD com jogadas bonitas e cabelo bacana ele já tem).
  • Passo 2: Argumentar com o interessado que Leandro tem apenas 20 anos, ainda precisa se firmar como titular no futebol brasileiro e que será valorizado jogando pelo Palmeiras.
  • Passo 3: Precificar o atleta e o período pelo qual ele ainda ficará no clube (um a dois anos), pedindo como adiantamento justamente o dinheiro cobrado pelo Grêmio.
  • E pronto! Leandro fica no clube por mais um tempo, nós ganhamos um dinheiro em cima do que foi pago e ainda nos preparamos para a saída dele com tempo suficiente para substituí-lo.

Sim, eu sei o que você está pensando. Se o clube europeu tem interesse nele, vai vir e pagar menos agora – não mais depois. O lance é que poucos europeus devem conhecer Leandro e, se o Palmeiras for rápido nessa negociação, podemos ter um negócio inteligentemente encaminhado.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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