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Posts Tagged ‘Henrique’

“Tá feliz?”

Se você é palestrino, certamente está ouvindo essa pergunta em looping desde a noite de ontem. Seja dos pais, amigos, da namorada ou do porteiro do prédio, é só isso que nos perguntam há 12 horas.

E a resposta, óbvio, é não.
Porque nós estamos aliviados. Só isso.

Como uma família que acaba de passar por um tornado, não estamos felizes somente pela desgraça ter acabado. Ainda estamos olhando em volta e analisando horrorizados todo o estrago causado pela tormenta. Estamos respirando fundo, pensando no tamanho do trabalho que teremos para tudo ser reerguido de maneira digna.

A única coisa que nos passa pela cabeça agora é “que bom que acabou”.
É por isso que a palavra, de fato, é alívio – e não existe outra melhor.

É claro que isso é melhor que nada (embora isso que estamos passando continue sendo nada). É claro que estamos mirando o futuro (embora saibamos que nada de muito radical vai acontecer). É claro que estamos pensando que 2015 será melhor (embora os últimos anos nos deixem naturalmente desesperançados). Mas, feliz, definitivamente não dá pra estar.

Por isso, da próxima vez que te fizerem a pergunta acima, nem se dê ao trabalho de responder. Aliás, nem precisa. Dias melhores virão.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Quatro derrotas seguidas, Palestrinos. E todas pelo mesmo placar: 2 a 0 contra. Na conta de padaria, o resultado final é o título deste post; mas para bom observador e sofredor, a emenda sai ainda pior que o soneto.

A grande verdade é que eu não me recordo de um Palmeiras tão apático desde que me dou por gente. Me esforcei muito antes de escrever, mas, de fato, não consigo me lembrar de um time que tenha jogado 360 minutos seguidos criando praticamente uma chance de gol por jogo. Se não é o pior elenco que tivemos – e são muitos desde 2002 – certamente é o menos criativo em 100 anos de Palestra.

No jogo de ontem, apenas um chute de Wesley defendido pelo goleiro adversário. Diante do Sport, apenas uma cabeçada torta de Felipe Menezes para fora. Diante do SPFC, somente a escorada de Henrique que parou na canela de Ceni. Contra o Atlético, apenas aquele chute torto do mesmo Henrique antes mesmo dos 10 minutos de jogo.

E o pior é que não estou exagerando. É isso aí mesmo. Nem mesmo práticas arcaicas para pressionar os adversários – como cruzamentos na área ou chutes de longa distância – nós conseguimos executar. O elenco é ruim, e põe ruim nisso! Nas palavras de Fernando Prass: “Nós não ameaçamos os outros times. E como eles não se sentem ameaçados, se sentem a vontade para nos atacar”.

Para não me acusarem de leviano, usei o Footstats para fazer uma pesquisa nas estatísticas da equipe neste Brasileirão. Embora não seja surpresa nenhuma, o resultado foi mais do que óbvio: os números não mentem.

  • Assistências: Valdívia, que mais ficou fora do que jogou, tem 6. O segundo colocado, pasmen, é William Matheus (3) – que foi embora durante a Copa do Mundo.
  • Finalizações: Falem o que quiser de Henrique, mas nostro centroavante tem 39 finalizações corretas com 15 gols no campeonato . O segundo é Wesley, com 17 – sendo que ele fez apenas 2 gols no torneio.
  • Passes certos: Wesley é o grande líder da equipe com 1079 passes, seguido por Juninho, Marcelo Oliveira, Renato e Victor Luís. Ou seja, são passes corretos, mas inúteis: aqueles pro lado ou pra trás.
  • Cruzamentos: Apenas Wesley, Juninho e Victor Luís acertaram mais de 10 em 36 rodadas de campeonato. No entanto, há pelo menos seis atletas com mais de 25 cruzamentos errados, no mesmo número de rodadas.

Separei apenas quatro quesitos, porque com eles já dá pra entender a inoperância flagrante do time até aqui. Mas garanto a vocês que cada nova estatística analisada traz outra resposta escancarada para o que vemos todos os jogos das arquibancadas… se tiverem estômago, cliquem no link acima e se preparem para ter ainda mais dor de cabeça.

A verdade é que 8×0 é o placar não somente dos últimos quatro jogos.
É o placar de todo o campeonato.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Outra batalha se avizinha, Palestrinos. E embora seja menos aterrorizante que as últimas quatro que lutamos, esta ganhou um caráter de importância ainda maior.

Domingo, diante do Bahia em Salvador, teremos que ser gigantes mais uma vez. Não só porque nostro adversário é o penúltimo colocado e está precisando desesperadamente dos 3 pontos, mas também porque viajamos sem Henrique – autor de 14 dos nostros 31 gols no campeonato.

É óbvio que se vai especular muito ainda esta semana, mas a tendência é que, sem Henrique e Juninho, Dorival opte pelo simples. Se assim o fizer, entraremos com Renato na vaga do lateral (devolvendo Vitor Luís a sua posição original) e com Cristaldo no lugar do Ceifador, formando um 4-2-3-1 – tática que também deve ser usada pelo tricolor baiano.

Se mantiver o estilo de jogo, o Bahia deve apostar nas bolas paradas que sempre procuram as cabeças de Titi e Fahel, além da velocidade do meio para frente, usando jogadores como Marcos Aurélio, Maxi Biancucchi e Henrique . Desta feita, teremos dois times jogando com as mesmas características.

O segredo é o Palmeiras não se afobar. Afinal, quem precisa ir pra cima desde o apito inicial é o adversário. A inteligência estará em fazer o que fizemos muito bem contra o Cruzeiro e muito mal diante do Corinthians: atrair o adversário para contra atacar, não sofrer pressão.

Se der tudo certo, voltamos de lá prontos para inaugurar o Palestra em grande estilo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Não vou reclamar, Palestrinos.

Afinal, ao olhar para a tabela do Campeonato Brasileiro há um mês, imaginei que sairíamos da sequencia Grêmio/Santos/Cruzeiro/Corinthians muito mais avariados do que de fato saímos. Mas não deixa de ficar um gostinho amargo na garganta.

Diante do Grêmio, fomos na gigantes em raça e coração para virar um jogo que nos era tirado por um pênalti inventado. Diante do Santos, jogamos melhor até sermos atropelados pela molecada de São Vicente. E, por fim, contra Cruzeiro e Corinthians tivemos o mesmo final trágico do empate.

Em 12 pontos dos mais difíceis, conseguimos 5. Não é muito, mas também está longe de ser pouco. O problema é que, de repente, deixamos de ser o time que nunca vencia e passamos a ser o time que quase vence. E isso, sim, me assusta.

Porque de empate em empate, não vamos a lugar nenhum. Nunca foi segredo para ninguém que, com raras exceções, o empate é um resultado terrível em um campeonato de pontos corridos. E nós temos que vencer!

Ganhar do Bahia no próximo domingo, mesmo fora de casa, agora virou obrigação. Bem como reestrear bem no nostro Palestra diante do Atlético/MG. Com esses 6 pontos, praticamente escorraçamos as chances de desgraça e, de quebra, voltamos a ser o time do sempre.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Vitória essencial no Maracanã, Palestrinos! Embora jogando diante de um adversário totalmente esfacelado, não vencíamos fora de casa faz muito tempo e ganhar duas seguidas deve dar uma verdadeira injeção de ânimo neste time.

Time que ontem, aliás, demonstrou uma lucidez quase que inédita nesta temporada 2014. Entrou em campo determinado a dominar o jogo, tocou bem a bola, correu poucos riscos e apostou em suas (poucas) virtudes: o Valdívia e a velocidade.

Foi exatamente em cima dessas duas características que criamos tudo o que produzimos dentro de campo. Sem a bola, o time todo corria e protegia a frágil defesa; com a bola nos pés, entregávamos ao chileno e apostávamos na velocidade.

Tanto que o nostro gol nasceu assim: contra ataque, bola no camisa 10, cruzamento para Henrique, giro e chute perfeccionista no canto. Poderiam, aliás, ter saído outros do mesmíssimo jeito, não fosse o preciosismo de Leandro e a falta de inteligência de Allione.

E embora tenhamos dominado a partida, é óbvio que sofremos em algumas ocasiões. Foi aí que brilhou a estrela daquele que tanto nos fez falta neste segundo semestre: Fernando Prass. O goleirão fez ao menos duas grandes defesas e ajudou com que saíssemos de campo com os três pontos – e a moral elevada.

Neste ponto, aliás, acho que tem de se dar créditos ao treinador. Dorival Jr. recuperou alguns jogadores que estavam em baixa e fez o grupo jogar junto de novo. A comemoração da maioria dos atletas após o apito final ontem deixou isso bastante claro. Bem como é clara a diferença entre um time medíocre e um time medíocre, mas motivado.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Chegou mais uma semana decisiva para nós, Palestrinos. Mais dois jogos complicados se aproximam e está na hora de tentar engatar uma sequência favorável antes de enfrentar as pedreiras que se avizinham.

Nesta quarta-feira, diante do Botafogo, temos o último jogo da sequência de confrontos diretos do Z4 e, sendo realistas, podemos vencer. Apesar da nostra campanha fora de casa ser pífia –  de não termos aproveitado tão bem estes embates diante de times teoricamente mais fracos -, não existe um momento tão bom para enfrentá-los como o de agora. Eles estão devendo salário, acabaram de demitir 4 atletas importante se vêm para campo depois de uma derrota para outro time da degola, o Vitória.

Já a partir de sábado, começa outra sequência: a de jogos diante de clubes que estão na parte de cima da tabela. São quatro partidas, sendo três delas em casa (Santos/Grêmio/SCCP) e uma fora (Cruzeiro). Complicadíssimo, mas não impossível se Dorival entender o simples: que temos que jogar sempre por uma bola.

Não adianta abrir o time e achar que vamos envolver o adversário porque já tivemos diversas provas de que isso vai dar errado. É preciso proteger a nostra frágil defesa e exigir movimentação do meio-campo para ajudar. O Palmeiras de hoje não tem qualidade e, por isso mesmo, precisa de precaver.

Eu, pessoalmente, colocaria apenas Valdívia, Cristaldo e Henrique no comando de ataque. Seja qual foi a dupla de zaga, colocaria Marcelo Oliveira, Renato e Allione/Wesley/Washington/Matheus Sales a frente da zaga para deixá-la menos vulnerável. Isso sem falar que, com 3 volantes, pode-se dar mais liberdade a Victor Luís (que deve ser titular da lateral, não do meio, no lugar do atrapalhado Juninho). Lá na frente, deixemos que o trio de ataque se vire para criar chances.

É preciso entender que a única forma de ganharmos posições nessa grande votação chamado Campeonato Brasileiro é sendo conservador. 1 a 0 vale o mesmo número de pontos do que os 4 a 2 diante da Chapecoense – e nós precisamos vencer a qualquer custo. Fecha o time, Dorival!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Só pode ser milagre, Palestrinos! Afinal, pela primeira vez em todo o campeonato vencemos por goleada. E o tamanho do milagre só fica maior para quem assistiu à partida e sabe que o resultado por mais de dois gols de diferença não fez jus ao jogo.

Os mais de 15 mil presentes ao Pacaembu assistiram a um primeiro feio e brigado, onde as duas únicas jogadas de emoção foram ruins para nós: um gol pedido por Henrique após belíssima jogada de Valdívia e um gol feito pela Chapecoense após falha grotesca da nostra defesa.

O cenário, no intervalo, era de pura desolação.

Sorte nostra que o esporte em questão é o futebol e que as coisas podem mudar radicalmente em poucos minutos. Foi em um espaço ínfimo de 15 deles que Wesley empatou em belo arremate, Henrique virou de barriga e ainda ampliamos em uma cobrança de pênalti. Pra somar, ainda tivemos mais um penal convertido por Henricão e um gol bizarramente sofrido em contra ataque quando não havia a menor necessidade de ficar com o time aberto.

O resumo da ópera foi 4 a 2 Verdão. Um placar tão mentiroso quanto os 3 a 1 sofridos em Florianópolis no último domingo, mas que explica a beleza deste esporte que tanto amamos e ainda alivia a nostra situação na tabela. Agora é aproveitar o descanso no final de semana e trabalhar duro nos próximos dias para vencer o Botafogo fora de casa na quarta – o que, convenhamos, é bastante possível depois de termos visto o que o Santos fez com eles pela Copa do Brasil.

É bom Dorival tentar melhorar a proteção a defesa e, finalmente, colocar Cristaldo na frente ao lado de Henrique. Com a dupla de ataque e Valdívia armando, podemos jogar com 3 volantes (M. Oliveira, Renato e mais um) atrás e dar mais segurança ao lento Lúcio e aos garotos Nathan ou Gabriel Dias.

Vamos, Palmeiras! Brigando até o fim sairemos desta.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Vitória, Palestrinos! A primeira em meses por mais de um gol de diferença, sem sufoco e com aquele sentimento de que, sim, este time ainda tem jeito.

A última partida deste tipo que eu me recordo foi contra o Goiás, no 1o turno, antes ainda da pausa para a Copa do Mundo. De lá pra cá, mesmo quando vencemos foi um parto. Ontem, no entanto, o Palmeiras resolveu ser Palmeiras e venceu com autoridade.

Sustos houveram, claro, e sempre vão haver com este elenco. Mas os gols de Lúcio e Henrique só coroaram a boa partida que fez nostra equipe. Destaque para as exibições de Renato, Victor Luís, Cristaldo e Valdívia, que realmente fizeram a diferença nos momentos decisivos.

Desta feita, espero a partir de agora, que Dorival tenha entendido que a estratégia está bem clara: devemos jogar como grande em casa e jogar com mais inteligência fora. Ontem entramos com um time leve e fomos muito bem; mas fora de casa não dá pra ser kamikaze – precisamos de mais inteligência.

Todas as nostras últimas derrotas fora de casa foram marcadas por partidas mal jogadas. Time muito aberto, sem proteção e consciência do que fazer dentro de campo. No domingo, diante do rápido time do Figueirense, é preciso estar mais ligado. Melhor entrar fechado e jogar por um contra ataque do que tentar ir pra cima e deixar Lúcio/Nathan/Victorino no mano a mano com jogadores velozes.

Não é jogar “como time pequeno”. É ser inteligente.

Na ponta do lápis, se vencermos todos os jogos em casa estamos livres do rebaixamento. Isso é perfeitamente possível se pensarmos que a massa tem levado ao menos 15 mil pagantes em todos os jogos e ainda mais factível ao olhar a tabela e ver que temos clássicos no Pacaembu.

Vamos escapar.
Só precisamos ter a cabeça no lugar.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Enfim uma partida alentadora, Palestrinos.

Não que tenhamos vencido em Curitiba, mas finalmente jogamos um futebol um pouco melhor e merecemos a vitória. De quebra, não só aguentamos boa parte do segundo tempo com um jogador a menos (Josimar genial), como mostramos que existem recursos dentro do grupo para vencer.

Afinal, verdade seja dita, o elenco até o final do ano é este mesmo. E embora pouco tenha mudado neste primeiro jogo de Dorival, a pegada da equipe foi outra. Logo de cara, o novo treinador desencanou do 4-3-3 utilizado por Kleina e Gareca, colocando em campo um 4-4-2 diferenciado. Com Juninho aberto pela esquerda e Leandro aberto pela direita, o Palmeiras claramente entrou em campo para contra atacar.

Contudo, com o jogo rolando deu pra perceber um time mais compactado e que tocava a bola um pouco melhor. Sofremos o gol quando tínhamos domínio da partida e só paramos depois do gol. Já o segundo tempo todo foi nostro e, fosse Vuaden menos hipócrita – marcando pênalti claro em Marcelo Oliveira -, poderíamos ter saído de campo com os 3 pontos.

Na prática, no entanto, os nomes pouco mudaram. Weldinho e Wellington (depois Victorino) só jogaram porque Wendel e Lúcio não poderiam entrar em campo e, do meio pra frente, os nomes foram praticamente os mesmos. A inteligência de Dorival foi perceber que não temos mesmo um meia de ligação e desistir de colocar ali jogadores fracos; optou em um time que joga pelos lados. Nada de Wesley, Menezes, Mendieta ou Mouche: pontos para ele (embora Juninho no meio também não seja uma decisão absoluta).

A impressão que tenho é a de que ele poderia – e talvez ainda vá – colocar Allione na vaga de Diogo ou Leandro, adiantando um deles como segundo atacante. Faz, inclusive, mais sentido do que esperar que os atacantes marquem o campo todo. Dentro de campo, aliás, os destaques foram para Victorino e Henrique, dois monstros da raça (embora Henrique tenha perdido mais um gol no final da partida).

De qualquer forma, ao menos em ânimo a equipe já se renovou. E a salvação da equipe neste Brasileirão continua sendo a mesma: o nostro apoio.

Quarta-feira tem jogo de 6 pontos com o Criciúma.
E nós vamos estar lá novamente.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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O lance protagonizado por Henrique no último domingo foi emblemático, Palestrinos. Vou além, até: foi um retrato do que é – já faz algum tempo – o elenco da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Depois de empatar o clássico em um pênalti, o time cresceu no jogo. Foi além do que podia, graças ao esforço de alguns seus atletas medianos, e chegou próximo ao gol da virada em um lance que deixou claro os limites técnicos da equipe. Leandro driblou Rogério, perdeu o gol e quando conseguiu se redimir rolando a bola para quem vinha de trás, viu Henrique escorregar e jogar fora a chance da virada.

Muitos dirão que Henrique é grosso. Outros que Leandro é o culpado. E mesmo que ambos possam ter certa dose de razão (eu mesmo já não tenho mais paciência com o camisa 38), a grande verdade é que este tipo de lance é o que estamos nos acostumando a ver ao longo da última década.

Foi Henrique, mas poderia ter sido Itamar. Dodô. Ricardo Boiadeiro, Gioino, Vinícius, Kahê, Rodrigão ou qualquer um dos camisas 9 qualquer nota que temos depositado esperança. Foi Leandro, mas poderia ser ali Carlos Castro, Osmar, Cristiano ou Thiago Gentil. Bem como Wendel é Fabinho Capixaba, Juninho é Misso, Josimar é Adãozinho; o Verdão de hoje é o retrato do Verdão dos últimos anos.

Em que pese, claro, ser o ano do centenário. Em que pese ainda mais ter um time na Série A abaixo do que ele era na Série B. E em que pese logicamente a perda de jogadores sensivelmente melhores por motivos pesadamente banais.

O que eu quero dizer é que estamos assim porque nos acostumamos com isso. Não nós, os das arquibancadas, mas eles, os que comandam o clube. Paulo Nobre tem tido gestão desastrosa dentro de campo, mas pode ser espelho de Della Monica, Belluzzo, Tirone, Mustafá e tantos outros aventureiros. O Palmeiras muda de “dono” a cada dois anos e acaba mudando também de cara, de elenco, de treinador… só muda essa sina maldita do mau futebol.

É por isso que, por mais desanimadora que seja a situação hoje, a única solução é irmos ao estádio. Ou levamos este time no grito ou ele vai sucumbir muito antes da hora. Quando empatamos o jogo diante do SP, foram as vozes do Pacaembu quem elevaram o ânimo da equipe.

Esqueçam: a qualidade não existe dentro dele.
Mas tem de estar fora, qualificada pelas nostras vozes.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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