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Posts Tagged ‘Hernan Barcos’

Do jeito que a notícia saiu, parecia que iria mudar o mundo. Mas foi só alarme falso, Palestrinos, não há nada de novo na entrevista cedida por Hernán Barcos a ESPN Brasil.

[Se você ainda não viu, veja agora.]

Grosso modo, nostro ex-atacante diz o que já sabíamos: que o Palmeiras tinha uma grande dívida com a LDU e com ele próprio (referente a salários atrasados) e que, dado o cenário, sugeriu a ele que aceitasse a boa proposta salarial do Grêmio (superior, embora não muito, aos R$150 mil que receberia aqui) e debandasse para o sul.

Ou seja, mais do mesmo.

Contudo, é claro que é possível achar vilões em qualquer um dos lado, se assim você desejar. Pode crucificar a diretoria por não ter sequer tentado segurá-lo, ainda mais em um momento em que ele era a nostra única referência; bem como pode-se taxá-lo de mercenário e dizer que ele forçou a sua saída com declarações sobre a seleção argentina, por exemplo.

Na minha humilde opinião, o negócio foi bom para os dois. Para o Palmeiras, que se livrou de mais uma dívida de milhões de reais e para o atleta, que recebeu aumento e foi jogar em um elenco claramente mais qualificado que o nostro. Da mesma forma, acho que não se discute o tal “fator visibilidade”, tão falado anteriormente – SP é SP, RS é RS e o cartaz daqui e mais luminoso que o de lá.

De resto, são clubes que hoje vivem boas fases. Barcos ainda não brilhou tanto nos pampas, nem o Palmeiras encontrou um dono definitivo da 9 (embora Alan Kardec pareça disposto a isso). Seguimos nós a nostra vida e segue ele a vida dele. Capicce?

Siamo Palestra!

ROJAS.

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O mundo dá voltas, Palestrinos. E se para alguns de nós ele gira a favor, para outros ele faz questão de girar contra.

Quando acontece dele girar contra, eu prefiro pensar que é para se aprender. É este, na minha opinião, o motivo de mais uma queda nossa: dez anos se passaram, nada mudou e fomos punidos novamente. Da mesma forma, acho que agora o mundo está dando uma bela lição em Hernán Barcos.

Aliás, que fique bem claro logo de saída, este não é um post revanchista (a imagem acima vale mais pela piada do que pelo texto). Eu, inclusive, fui fã fervoroso do argentino enquanto ele esteve por aqui – uma das provas cabais é essa. Mas, se tem um ponto desta negociação nebulosa que eu nunca entendi, era o argumento da “visibilidade para continuar a ser convocado pela seleção argentina”.

Pois bem, Hernán, você se foi. Acreditou no “pojéto” do Grêmio, debandou para o Sul esperando conquistar títulos e… nada aconteceu. Caiu no Gauchão, caiu na Libertadores e está capengando no Brasileiro. Seus gols rarearam, mesmo que você ache – com certa razão – que Elano e Vargas te dariam mais bolas que Valdivia e Vinicius. Na essência do futebol, nada de errado; você decidiu correr o risco.

Agora, se tem uma coisa que você precisava ter entendido antes de mais nada é que, para competir com Lavezzi, Higuaín e Agüero, você sempre precisou de duas coisas: fazer uitos gols e estar na mídia. O primeiro item, infelizmente, não tem como garantir; mas o segundo já era bem previsível.

Sem querer bancar o “EU JÁ SABIA”, mas já bancando, copiei apenas um argumento dos 9 que enumerei para você ficar:

“5) Série B, aqui, é A – Jogos semanais na televisão. Cobertura total da mídia. Times competitivos. Se você acha que jogar a segunda divisão vai te tirar de foco, caro Pirata, pode pensar de novo porque acontecerá exatamente o contrário. Pergunta lá pro Sabella!”

Pois é, Pirata, o mundo girou. O pojéto falhou. O #tamoxunto virou #cadaumnasua. E as suas convocações – ao contrário do que vem acontecendo com alguns meninos da base, Henrique, Leandro, Valdivia, Mendieta e, agora, Erguren – nunca mais voltaram a acontecer.

Sem ressentimentos, tá bom?
Só fica aqui uma aula sobre visibilidade e futebol brasileiro.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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É óbvio que nenhum palmeirense gostou da saída de Barcos.

Tenho certeza, aliás, de que a primeira reação de todos nós foi negar a notícia. A segunda, foi se desesperar. E a terceira, mais dolorosa, foi comprovar que era tudo a mais pura verdade. Após uma temporada, sessenta e um jogos, 31 gols e uma identificação instantânea, lá se foi o Pirata rumo o Sul.

E aí, de bate pronto, alguns dirão que ele é mercenário: que utilizou o Palmeiras como vitrine, que se aproveitou do Palmeiras para alçar voos mais altos e que, quando mais precisávamos dele, ele se foi. Outros responderão que não, que a culpa é do Palmeiras, que ele estava com salários atrasados e que o direito de buscar outro clube é digno.

Eu, sinceramente, penso que o ocorrido é uma mistura entre ambos os grupos acima.

Afinal, se é verdade que o Pirata fez juras de amor, disse que não sairia e recebeu um aumento substancial para que ficasse no Palestra, também é verdade que o Palmeiras faltou com muitos de seus compromissos. Se por um lado Nobre e Brunoro se depararam com uma dívida impagável com a LDU e com o atleta, por outro Barcos vislumbrou um dos melhores elencos do país e a possibilidade de continuar marcando gols em alto nível.

É claro que todo torcedor gostaria que seus craques agissem como ele próprio. Mas isso é a nostra porção criança falando mais alto. É aquela parte de nós que ainda ignora as mazelas do futebol e faz nostros olhos brilharem ao ver aqueles onze – sejam estes quais forem – dentro de campo. E o camisa 9 argentino se foi.

O caos administrativo vivido na “gestão” Tirone e a demora na passada de bastão para a nova diretoria são, na minha opinião, os grandes culpados para isso ter acontecido. Mais uma herança maldita da pior administração que tivemos em nostra longa e gloriosa história.

De certo mesmo, apenas a confirmação de que Barcos não é nem nunca será Marcos. E, o pior, saber que que este Palmeiras também está bem longe de ser aquele dos bons tempos do Santo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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1) Idolatria – Talvez você não saiba, Hernán, mas a torcida do Palmeiras é extremamente exigente. Nossos ídolos são Ademir da Guia, Dudu, Marcos, Rivaldo, Evair… E você, em menos de um ano, já mostrou que tem tudo para estar ao lado deles. Basta querer.

 

2) Casa – Olhe bem para a sua carreira e responda: quantas vezes você já jogou em um clube que realmente pode chamar de “casa”? Sua maior passagem por uma equipe foi na LDU, com apenas dois anos. Você está com 28, aceite o Palmeiras como o seu lar e fique o quanto quiser.

 

3) Gols – Centroavante que é, você sabe que sua fama é feita por gols. E isso você sabe fazer. Foram quase 30 este ano, no campeonato mais forte que você já disputou. Ano que vem, com a total confiança do time e da torcida, disputando todos os jogos, tende a marcar ainda mais.

 

4) Seleção – Você chegou até a seleção argentina marcando gols pelo Palmeiras. E ano que vem vai jogar nada menos que uma Taça Libertadores. É claro que você quer ter a certeza de que teremos um elenco forte e que a Série B te assusta, mas seja sincero: a Série B do Brasileiro é muito mais fraca que os campeonatos argentino, paraguaio, sérvio, chinês e equatoriano?

 

5) Série B, aqui, é A – Jogos semanais na televisão. Cobertura total da mídia. Times competitivos. Se você acha que jogar a segunda divisão vai te tirar de foco, caro Pirata, pode pensar de novo porque acontecerá exatamente o contrário. Pergunta lá pro Sabella!

 

6) Copa caseira – A Copa será aqui nos trópicos, Barquito. E não há Higuaín ou Agüero que conheçam ou sejam mais respeitados neste país como você já é. Pense bem.

 

7) La plata – Sejamos práticos: a Europa paga bem e, se você receber uma proposta, o dinheiro pesa. Mas lembre-se de que, aqui, você não receberá somente o salário do clube; com a fama conquistada aqui no Brasil, você vai conseguir fazer campanhas publicitárias e arrebanhar diversos patrocínios pessoais.

 

8) Exemplo Santo – Marcos, campeão do mundo em 2002, não só jogou a Série B no ano seguinte como foi o líder da equipe – motivando e ensinando a molecada. Se você pretende continuar a trilhar seu caminho de ídolo, não nos abandone em um momento tão complicado quanto este.

 

9) Um novo Palmeiras – Recentemente, ninguém representou tão bem a imagem de um Palmeiras vencedor como você. Embora Assunção seja mais experiente e tenha mais tempo de casa, é em você que confiamos e depositamos todas as esperanças quando a bola rola. Seja o incentivador dessa nova cara da Sociedade Esportiva Palmeiras.

 

Com carinho,
ROJAS.

 

Siamo Palestra!

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Conhecem a história de Dom Quixote, Palestrinos?

Pois bem, “Dom Quixote de la Mancha” é um personagem castelhano criado pelo espanhol Miguel de Cervantes que, de tanto ler livros e admirar os atos de seus heróis preferidos, quis imitá-los e ser ele também um herói. Muitos o achavam maluco, mas, em bem da verdade, ele era acima de tudo um homem de princípios.

Já Hernán Barcos, atacante de princípios que fala em castelhano, parece ser seu par do mundo real. Admirador de goleadores que fazem o que for preciso para chegar ao gol, El Pirata encantou a nostra massa em menos de um ano de casa (feito quase impossível frente a uma torcida tão exigente).

O problema é que, assim como o original espanhol, nostro Dom Quixote de la Mancha Verde está cercado por Sancho Panças demais – aqueles que, de tão realistas, estragam o sonho. E no Palmeiras eles se fazem ainda mais presentes, tanto fora quanto dentro de campo. E aí, por mais que nostro sonhador tenha vestido a sua heróica armadura alviverde, a fábula caducou.

O cenário é de terra arrasada: caos, preocupação, desespero e lágrimas. No entanto, se com o nostro camisa 9 em campo estamos assim, sem ele não haveria nem mesmo o pouco de esperança que ainda nos resta. Uma esperança que tem nome e sobrenome: Hernán Barcos.

Viva o Pirata.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Eu sei que você já viu o lance aí de cima, Palestrino.

Mas ele é tão lindo que merece ser visto e revisto quantas vezes mais você puder vê-lo e revê-lo. E não digo isso só pelo gol; digo porque temos novamente um atacante de qualidade no Verdão! Faz quanto tempo que amargávamos Buenos, Osmares, Gioinos E Boiadeiros?

É por isso que eu e o outro autor deste blog, o querido Elton Reale, resolvemos fazer uma homenagem a Hernán Barcos. O botafoguense Ricardo Diniz ajudou com a letra e nós ajudamos com a voz.

CONFIRAM AQUI!!!

Olê Porco, olê Porco (4x)

Ééééééééé…
Pedro de Lara ele não é
Zé Ramalho também não
O nome dele é Hernán Barcos
O artilheiro Verdão!!!

Olê Porco, olê Porco

Válido ou não? Até porque o nostro hermano não é um qualquer, capicce?!

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Hernán Barcos, Palestrinos, este é o cara.

Um atacante que chegou cheio de informações desencontradas, que era uma aposta, que causou (mais um) desconforto entre Felipão e Frizzo, o camisa 9 que usa a 29, o Pirata que impôs respeito a quem lhe chamou de Zé Ramalho. Um cara pacífico, centrado e, até agora, matador.

Não, ele não é um craque. Longe disso. Mas perto das opções que temos e tivemos no elenco recentemente, é uma dádiva. É um cara, no mínimo, diferente. A reação de todo palmeirense após o gol de rebote marcado por Maikon Leite na última quinta-feira, diante do Oeste, foi a mesma: “caraca, um atacante que chuta no gol!”.

Parece óbvio, mas não é. Um atacante objetivo é o que há de mais puro no futebol. Um cara que domina, gira e chuta; um cara que faz a sua função sem enfeitar. Ficamos tanto tempo sem ver isso no Palmeiras que é até encantador ver jogadas e gols como os de ontem acontecendo.

Se ele vai marcar mesmo 27 gols no ano eu não sei. Mas que ele já caiu nas graças da massa, isso eu tenho certeza.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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