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Dia 31.01 vai ser dada a largada para mais uma temporada, Palestrinos.

Com um elenco ainda mais competitivo do que em 2015, além de uma Copa Libertadores pela frente, a cena do Allianz Parque lotado deve fica ainda mais roteineira para todos nós. E aí não vai ter jeito: ou você e sócio-torcedor ou vai ter que se contentar com alguns jogos da primeira fase do Campeonato Paulista.

O ponto aqui não é ser ou não ser parte do Avanti; o plano de associado é justo, honesto e deve ser utilizado pelo clube. A grande questão envolvendo os jogos do Palmeiras para 2016 são os preços do ingresso.

Desde que a reforma do Palestra Itália foi oficializada e a primeira partida na nova chegou, este tópico tem sido muito polêmico. Até novembro de 2014, assistir um jogo do nostro Verde na arquibancada do Pacaembu custava R$30; a partir do mês seguinte, no entanto, assistir partidas no Allianz Parque, salvo raríssimas exceções, não tem saído por menos de R$80 (o tíquete médio mais caro do país). Levando-se em conta que a equipe faz de 30 a 40 jogos em casa por ano, acompanhar a temporada cheia do Palmeiras custa alguns milhares de reais.

Entendo que manter um estádio do nível do nostro tenha seu custo. Reconheço que o dinheiro obtido com a renda dos jogos fora de campo pode ser revertida em um time melhor dentro dele. Posso até mesmo levar em consideração que isso ajuda com que um maior número de torcedores diferentes frequente as partidas. Mas não dá pra fugir da realidade de que é muito caro.

Este assunto é recorrente, desperta emoções por parte da torcida e acontece em todo o mundo. Para fazer um paralelo interessante, o ingresso mais caro do mundo pertence ao Arsenal. Assistir 90 minutos no Emirates Stadium – considerado o mais suntuoso do planeta – não sai por menos de R$159 (27 libras) por jogo e mesmo o pacote de temporada sai por inacreditáveis R$11.800 (2.013 libras). Vá lá que o padrão é outro, que estamos falando em libras e em um sistema econômico melhor que o brasileiro, mas… é pesado.

É bem verdade que o Emirates está quase sempre cheio, que os cofres do clube idem, mas nada disso tem reverberado em títulos. Além do mais, o problema aqui é conceitual: nada impede que você tenha ingressos caros em seu estádio, no entanto é preciso pensar no valor da entrada mais barata.

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“Com 64 libras por um ingresso, mas sem torcedores no estádio, o futebol não vale um centavo.”

Existem boas práticas ao redor do mundo e os melhores provavelmente vêm da Alemanha. Assistir partidas do Bayern e do Dortmund, para ficar nos dois concorrentes ao título, conta com uma grande variável de valores. Nos ingressos mais baratos, a temporada de ingressos do time de Guardiola, por exemplo, sai por pouco mais de R$600 (o que daria uns R$20 por partida). Em outras palavras: é possível manter um estádio impecável sem ter que extorquir seus torcedores.

Seja como for, está mais do que na hora da nostra diretoria pensar menos na ganância e mais na massa. Até mesmo porque o afã com o novo estádio um dia vai passar, mas o amor daqueles que acompanham a equipe sempre não.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Eu não estou louco, Palestrinos. Sei que hoje tem jogo contra a Ponte, sei muito bem que temos um Dérbi se avizinhando no próximo domingo e a intenção deste post jamais seria desviar o foco de uma temporada que promete muito.

Mas torcedor de arquibancada que sou já há 25 anos, preciso abordar um tema que vem me incomodando muito: os altos preços e o público presente no novo Allianz Parque.

Estive em todos os principais momentos do estádio até aqui (obras parciais, filme sobre 1993, jogo festivo do Divino, partidas sofríveis do Brasileirão, amistosos de início de ano e também na estreia do Campeonato Paulista). E em todos estes dias mágicos – independente do resultado – só tive a lamentar o altíssimo dinheiro investido e também os bate-bocas recorrentes causados pelos insistentes pedidos para que eu me sentasse durante as partidas.

Veja bem, eu sou publicitário. Mas nem precisaria saber nada de marketing para entender que ninguém faz nada de graça. Se a WTorre construiu um estádio moderno e repleto de serviços, é porque o retorno dele seria gigantesco. Mas não dá, em um país como o nostro, para cobrar de 100 a 500 reais por um ingresso de futebol. SIMPLESMENTE NÃO DÁ!

E que pese aqui o fato de eu não estar sendo saudosista. Lembro-me do meu pai pagar 10 reais em ingressos do Paulistão de 1993, mas sei que os preços subiram. O problema é que, ao ser ganancioso ao extremo, você perde muito mais do que ganha. O exemplo veio no sábado passado: em uma tarde pra lá de aprazível, com a massa empolgada, tivemos apenas 25 mil pessoas. Em um estádio para 45. Tá errado, não importa o ponto de vista.

Quanto ao público presente aos jogos, o debate está aí desde a Copa do Mundo. Com preços mais altos, limita-se o acesso de muitos torcedores ao estádio, trazendo um novo tipo de “consumidor”. Nada contra trazer mais gente para os estádios (muito pelo contrário), mas essa troca de público trouxe algumas coisas bastante chatas pra dentro do jogo.

Pode até ser que eles tenham um poder financeiro maior. Que gastem mais nas lanchonetes, na loja, nos arredores. Pode ser até que imitando o que a Premier League fez na Inglaterra (com sucesso de ocupação e renda). Mas em campeonato pobres e mal organizados como os nostros, fica difícil aceitar qualquer argumento vindo do Reino Unido, não é mesmo?

Passada a raiva do elenco de 2014, o que tenho sentido este ano é um ódio ainda maior vindo de pessoas que, literalmente, sentam ao meu lado. Ali, em sua pequena cadeira numerada, eles passam 90 minutos fiscalizando o que os outros fazem ao invés de se preocuparem com a partida. Pedem para sentar, para não pular tão alto, para tomar cuidado com o copo de refrigerante que está batendo no meu joelho. E, sinceramente, eu quero que eles se explodam.

Estádio de futebol foi feito para extravasar. Cantar, gritar, xingar, pular, correr pelos degraus se for preciso. Só que, por causa desse “novo comportamento”, fui obrigado a mudar o local onde compro ingressos. Tive que desistir do Gol Sul (o meu querido gol da piscina) e migrar ao Gol Norte.

Parece, aliás, que isso foi cruelmente armado por quem planejou a arena: empurrar quem quer pular para trás de um gol e deixar o resto para quem quiser – ainda que o “resto” seja dois terços vazios de um estádio. “Vamos copiar aquela ideia do Borussia Dortmund”, algum executivo deve ter dito. E errado em cheio.

Enfim, achei que, a esta altura, o fator novidade já teria sido amenizado. E com ele, óbvio, teriam ido embora os preços surreais – trazendo de volta ao estádio aqueles que jamais abandonaram a equipe fosse no Pacaembu, em Barueri, Prudente ou qualquer outra cancha deste país.

Infelizmente, no entanto, isso não é verdade.
E a realidade tem sido injusta com a gente.

Siamo Palestra!

ROJAS

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