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Posts Tagged ‘Internacional’

O gol de Barcos diante do Inter é o assunto da semana, Palestrinos.

Eu nem ia abordar o tema, mas, como desde as mesas redondas do domingo, só se fala nisso e este é um espaço Alviverde, achei necessário.

Antes de mais nada, vamos ao básico: sim, o gol foi de mão. E, sim, a arbitragem está correta em anulá-lo. No entanto, o que mais me chamou a atenção nisso tudo não foi o certo ou errado – afinal, as imagens da TV e fotos como essa aí de cima já provaram e comprovaram o acontecido -; o que mais me chamou a atenção foram os debates (anti)éticos travados desde então.

Primeiro, vamos ao ponto da arbitragem que, ao meu ver, é bastante simples. Se algum dos CINCO árbitros em campo viu o lance e chamou a atenção do juiz, está correto; é para isso que eles são pagos.  No entanto, se confirmado que quem decidiu se foi gol ou não foi a televisão, está errado. Infelizmente, a FIFA é avessa à tecnologia e qualquer coisa que se assemelhe ao “desafio” das partidas de tênis, é irregular. As imagens e um depoimento privilegiado de uma repórter de campo da Ban já comprovam que a informação veio de fora. Mas, conhecendo a morosidade da CBF e a proteção feita a qualquer tipo de erro crasso de nostra arbitragem, é impossível que algo aconteça no sentido de anularem a partida.

É aí que entra um assunto que me incomoda até mais do que o gol do Pirata em si: se apegar a este lance para resumir a situação do Palmeiras é desespero demais. Tanto eu quanto você sabemos que, ainda que falte um ponto para sairmos da degola, não será por causa deste jogo. Lembrem-se de que não estamos falando de um jogo de mata-mata; estamos falando de um campeonato com 38 rodadas, onde todos são prejudicados.

Fomos muito prejudicados este ano? Sim. Mas eu me nego a resumir nostra situação aos erros do apito. Sou um apaixonado, mas não sou tão estúpido a este ponto.

Agora vamos ao outro fato que me chamou tanto a atenção: o falso moralismo dos jornalistas e esportistas brasileiros. Está chovendo pessoas íntegras dizendo que Barcos deveria ter se entregado para o árbitro. Cazzo, se nenhum dos árbitros viu o lance e o gol seria importante na luta da equipe, por quê ele se acusaria?!

Ah, o Klose se acusou lá na Itália. Então me responda se a Lazio está brigando contra a degola ou se o cartão amarelo que ele levou o suspendeu da próxima partida (porque, sim, Barcos estaria suspenso do próximo jogo). Quando a dituação é fictícia, todo mundo é honesto, impressionante! De todos os comentários que ouvi, acho que apenas Walter Casagrande disse que não iria se acusar…

Enfim, se “La Mano Del Pirata” não serviu para nos tirar da lama, ao menos serviu para duas coisas também bastante importantes: para deixar ainda mais claro que a arbitragem brasileira faliu e para evidenciar que todos os 190 milhões de brasileiros são honestos até o limite do possível.

Haja saco.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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38 dias sem um único post, Palestrinos.

Desde quando esse blog nasceu, em 2009, essa foi a única vez que ficou tanto tempo sem nenhuma atualização. Peço desculpas para todos aqueles que nos visitam quase que diariamente, mas a verdade é que eu não quis contaminar ninguém com a minha latente desesperança.

Nunca, em nenhum momento da minha vida, estive tão desacreditado com o Palmeiras. Nunca estive tão atônito, pessimista e desgostoso com o que tenho visto e ouvido por aí. E olha que, sejamos francos, já tivemos motivos de sobra para se estar assim nos últimos anos. Tanto dentro quanto fora de campo, o momento é de terra arrasada. Um time perdido, jogadores medrosos, diretores sem comando e sem vergonha.

A impressão que tenho é a de que, mais do que nunca, o Palmeiras se tornou uma preocupação constante para nós que o amamos. É como um parente em coma: te dá a esperança de poder se recuperar, mas você sabe que isso  é quase impossível. E não falo somento do atual momento do Brasileirão, falo na última década como um todo. A tragédia veio em 2002 e hoje, dez anos depois, estamos prestes a viver a mesma situação daqueles tempos, como se nenhum avanço tivesse acontecido.

Nós, bravos e apaixonados, torcemos. Gritamos, empurramos, seguimos, levamos o Palmeiras no peito e nas costas. Mas  está difícil, cada dia mais pesado e doloroso para todos nós. Nunca desistiremos nem vamos deixar o Alviverde para trás. Contudo, coloquemos a mão na consciência, está difícil reunir forças.

Seguimos orgulhosos de nostra história e de nostras cores, vestimos a camisa verde e branca de tantas glórias todos os dias, discutimos entre a gente e com os outros ao menor sinal de ironia, mas estamos feridos. Faltam ainda 5 rodadas e vamos continuar apoiando. Mas a esperança, Palestrinos, essa está cada dia mais longe de nós.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Falar o quê, Palestrinos?

Que o Palmeiras mais uma vez perdeu um gol atrás do outro? Que a nostra zaga cometeu falhas individuais inexplicáveis? Que depender do Patrik é como depender de um cone? Que Cicinho e Gabriel Silva desaprenderam a jogar? Que criamos bastante, mas perdemos de novo?

Me desculpem, mas não tem o que falar. E nem tem quem culpar.

É culpa do Tirone que Valdivia e Maikon Leite vivem machucados? É culpa do Frizzo que Kléber continua tomando cartões amarelos por reclamação? É culpa do Felipão que o time consegue perder gols e mais gols embaixo da linha fatal?

Todos têm a sua culpa, mas não adianta dizer que é só de um ou só de outro. A fase é ruim e tudo o que acontece coopera pra isso. Estamos cansados de saber que o planejamento foi capenga, que não temos dinheiro, que alguns jogadores estão sem vontade, que outros têm baixo nível técnico e por aí vai.

Vamos brigar pelo G10. E esperar um 2012 melhor.

Ainda assim… Siamo Palestra!

ROJAS.

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Ficamos no quase novamente, Palestrinos.

Afinal de contas, novamente jogamos fora de casa contra uma equipe tida como favorita, mais uma vez contrariamos as expectativas apresentando bom futebol e, mais uma vez, sofremos o empate perto do final. É aquele paradoxo de ficar feliz pelo empate longe de casa, mas triste pela verdadeira água no chopp. Como bem disse Felipão, “é bom pros dois”.

O JOGO
De novo naquele 4-5-1 disfarçado de 4-3-3, o Palmeiras entrou em campo disposto a jogar bola. Não recuou, não chamou o Inter pra cima e cozinhou a partida buscando o gol em bolas paradas. Foi assim que Marcos Assunção bateu duas faltas perigosas, espalmadas por Renan, e fez ainda mais dois cruzamentos venenosos. Atrás, como tem sido uma constante, o Palmeiras se comportou bem.

Veio o segundo e, mesmo com Chico improvisado na vaga de Gabriel Silva (eita moleque zicado!), o Verdão continuava inteiro na partida. No entanto, num daqueles momentos inexplicáveis onde nem o próprio atleta consegue se defender, Marcio Araújo se empolgou e meteu um chutaço no ângulo de São Marcos. Óseas respirou aliviado, vão esquecê-lo por algum tempo.

E quando parecia que nostro time iria definhar sob a pressão exercida pelos chapolins, fomos novamente surpreendidos: empatamos três minutos depois em um gol contra de Rodrigo e viramos pouco mais de dez minutos depois em linda jogada de Luan. Estava tudo errado e tudo certo ao mesmo tempo!

Mas como o Palmeiras não economiza na falta de atenção, repetimos o roteiro diante do Cruzeiro e sofremos o empate em uma cobrança de escanteio, após desvio no primeiro pau. 2 a 2 no placar, com aquele gostinho de quero mais.

TROFÉU SÃO MARCOS
Marcos Assunção não só jogou “sozinho” na primeira etapa, como ainda participou dos dois gols.

TROFÉU RIVALDO
Apesar do gol contra, Márcio Araújo não mereceu tal prêmio. Vou deixá-lo novamente com Patrik, que não fez nada e ainda tomou um amarelo besta.

O MALEDETO ESCANTEIO
Eu sei que todos ficamos na bronca ao sofrer mais um gol de escanteio, mas, sinceramente, como evitá-lo? Tanto Felipão quanto os atletas dizem que a solução é treinar exaustivamente a jogada, mas eu, particularmente, acho que esse não é um tipo de jogada tão facilmente “marcável”. Na minha visão, depende muito mais de atenção do que de treino. Vale o Marcão dar uns gritos antes da cobrança e os atletas se ajudarem.

E AGORA?
Bom, seguindo as contas de nostro comandante está tudo dentro do figurino: duas vitórias em casa, dois empates fora. Sabadão recebemos o combalido Avaí no Canindé e, conseguindo os três pontos, devemos continuar entre os quatro primeiros colocados do campeonato. Parece pouco, meu amigo, mas pense bem, porque não é.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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