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Posts Tagged ‘Joinville’

Até o mais ateu dos Palestrinos começou esta semana agradecendo Jesus.

Depois do baile no Mineirão, ontem foi dia do menino Gabriel intervir novamente a nosso favor. Meteu dois gols (um deles milagrosamente aos 49 segundos de jogo), se movimentou bastante e ajudou o Verdão a vencer o Joinville por 3 a 2 no Allianz Parque.

No entanto, enquanto boa parte da torcida surfa na nova onda de fé promovida pelo camisa 33 e pela grande fase de nostros atacantes, eu prefiro olhar para trás e temer os inúmeros erros bobos do nostro setor defensivo. Pode até parecer que estou sendo pessimista ao extremo, mas não dá para ignorar os números e fatos apresentados nas últimas partidas.

Nos últimos cinco jogos, o Palmeiras obteve 4 vitórias e 1 derrota, com 13 gols a favor e 9 contra. Sem dúvidas, um belo retrospecto. Porém analisar os números defensivos mais de perto nos faz temer pelo pior em algumas partidas. Senão vejamos:

  • 4×2 Flamengo: dois gols (um em vacilo do meio e outro de cabeça) em dois minutos, jogando em casa e com o placar a favor.
  • Palmeiras 2×1 Cruzeiro: novamente na frente do placar, gol de falha individual total. Bola infantil nas costas da zaga e, no último minuto, quase tomamos o empate pelo alto.
  • 1×2 Atlético/MG: com um gol de vantagem desde o cinco minutos, tomamos a virada com uma falha de Prass e um pênalti estúpido cometido por Lucas.
  • 3×2 Cruzeiro: jogo totalmente decidido, 3 a 0 no placar e… mais uma vez um gol de bola nas costas e outro em mais um pênalti totalmente desnecessário.
  • 3×2 Joinville: ganhando o jogo por dois a zero, mais uma vez tomamos dois gols em dois minutos. O primeiro de contra ataque (!) e o segundo em um vacilo medonho.

O ponto aqui é que não podemos nos dar o luxo de falhar tanto e tão seguidas vezes. Vez ou outra conseguimos vencer, mas tem vezes que perdemos pontos importantíssimos. São partidas como a derrota para o Galo, o empate sofrido diante do Sport e o revés diante do Furacão que nos tiram da briga pelo título no momento.

E aqui não adiante culpar somente o miolo de zaga. Vitor Hugo perdeu várias partidas por lesão, Victor Ramos também andou fora, mas as entradas de Jackson e Leandro Almeida foram desastrosas e, no geral, temos marcado muito mal. Sem Gabriel e Arouca, Amaral, Girotto e Robinho têm deixado um buraco na cabeça de área, sem contar as muitas falhas de nostros laterais (todos eles). Marcelo Oliveira acertou em cheio nostro ataque, mas agora precisa ter mais carinho com a defesa.

Caso contrário, é bom construirmos logo um altar para Jesus. Porque se ele não salvar, nós vamos acabar indo direto pro inferno.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Se você assistiu aos últimos jogos do Palmeiras vai concordar com o título deste post, Palestrino. Depois do jogo final diante do Santos, do primeiro tempo conta o Sampaio Correia e dos 90 minutos versus o Joinville, dá pra dizer tranquilamente que este time merece este título.

O toque de bola irritante e sem objetividade – principalmente no campo de defesa – é uma afronta à prática do futebol. Nenhum time do mundo que pretenda, de fato, vencer uma partida, pode estar confortável com esta estratégia de jogo.  Estamos terminando as partidas com impressionantes 70% de posse de bola, mas ridículos com três chutes a gol! É o tiki-taka versão Oswaldo de Oliveira.

E ontem, amigos, tivemos a obra prima desta “estratégia”. Lucas tocava para Victor Ramos, que acionava Victor Hugo, que acionava Egídio, que achava Gabriel que… devolvia para Lucas. Isso repetidamente, trezentas vezes, até que um deles errasse o passe – ou, pior, até que o nostro camisa 3 desse uma lançamento totalmente sem propósito para o campo de ataque. Parece que Lúcio foi embora, mas deixou de presente para o zagueiro do beijo no pescoço a mania de dar balões pra frente.

Isso que, teoricamente, opções não faltavam. Acredito que na cabeça do treinador, Robinho (mais uma vez mal escalado de segundo volante), Zé Roberto, Dudu e Rafael Marques deveriam se mexer para criar alternativas. O que vimos, no entanto, foi a repetição de todos os jogos: pontas isolados, meio parado e o menino Gabriel que ia e voltava incessantemente para tentar abrir espaços.

É pouco – ou melhor, nada – para um trabalho que atingiu a marca dos 5 meses. Se o problema do ano passado era a falta de opções, o modelo 2015 tem de sobra. Não que sejam todos craques – longe disso, aliás! -, mas dá pra montar uma equipe que, ao menos, tente agredir os adversários. Já passou da hora de Oswaldo enxergar que o sonhado 4-2-3-1 dele não está funcionando.

A culpa do técnico, aliás, vai bem além disso. Passou meses insistindo com Zé Roberto na lateral para perceber que ele rende melhor no meio; forçou Cristaldo de titular até perceber que Leandro Pereira é o titular; insiste com Rafael Marques e Dudu abertos mesmo vendo que a efetividade é zero; mantém no banco Kelvin em melhor momento que os demais; e assim por diante.

Eu já disse e repito que o nostro ano tem tudo para ser 2016. Mas, para isso acontecer de verdade, precisamos encaminhar bem o trabalho. O que me parece é que, desde a final do Paulistão, regredimos. O time está burro, acéfalo, fácil de ser marcado… tanto que, pela milésima vez, ficamos esperando por algo de Mago Valdisney. Se não conseguimos incomodar Joinville e Sampaio, vamos botar medo em quem?

Siamo Palestra!

ROJAS.

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