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Posts Tagged ‘lateral’

Quem assistiu todos os jogos do Palmeiras na temporada sabe que as coisas não vão às mil maravilhas, Palestrinos. E, ao meu modo de ver, o sistema de jogo tem muito a ver com este desempenho.

Desde que chegou a Academia, Oswaldo optou pelo 4-2-3-1. O sistema é utilizado por várias equipe brasileiras e estrangeiras, não tem muito de inovador, mas com os jogadores certos pode funcionar bem. Nostra equipe mesmo já fez alguns bons jogos atuando assim este ano. O ponto é que temos falhas a resolver – e este esquema não tem ajudado.

A primeira delas é a claríssima fraqueza de nostra defesa, que implica em ter proteção extra. Isso implica em laterais que subam pouco ou em volantes que estejam dispostos a se matar. O que, de cara, já mata dois conceitos primário de Oswaldinho: Zé Roberto na lateral e Robinho (ou CX) de segundo volante. Sem uma dupla de zaga confiável, fica impossível jogar assim.

A segunda é a nostra principal fonte de preocupação dos últimos anos: a criação de jogadas. Embora tenhamos mais opções do que nunca (Robinho, Cleiton e até ele, Valdivia), a distribuição de jogo ainda é um problema para nós. Muito pelo problema dos volantes e muito pelo próximo ponto – o constante isolamento dos pontas.

Seja Dudu, Rafael Marques, Kelvin ou Maikon Leite a receber a bola, o Palmeiras se especializou em isolar seus pontas em 2015. A bola até chega neles, mas a jogada morre. Ou eles tentam ir pra cima ou – o que é mais comum – eles fazem um cruzamento só para se livrar da bola. É preciso que os laterais e o pivô se aproximem e facilitem as tabelas.

Por fim, é preciso rever este esquema com um atacante único. Que até funciona bem com a altura e força de Leandro Pereira, mas com nostros outros dois avantes (Cristaldo e Gabriel Jesus), muito menores e mais fracos, não. Ou centralizamos Rafael Marques ou jogamos com dois na frente.

A verdade é que, por mais que seja apenas maio, soluções não faltam. Ao contrário do ano passado, este ano temos muitas outras opções. É claro que as lesões constantes têm atrapalhado (principalmente a de Arouca), mas é possível driblá-las usando inteligência e – o mais importante neste post – as variações táticas.

Dá pra montar este Palmeiras no clássica 4-2-2-2 (com dois volantes, dois meias e dois atacantes de ofício), dá pra fazer o 4-1-2-1-2 (hexágono clássico, com apenas um meia armador e três homens que se movimentem), até mesmo um 3-5-2 (aqui sim usando Zé Roberto na ala esquerda) ou um 4-3-3 (Jesus, Dudu e Leandro Pereira na frente). Meu pensamento é simples: se os técnicos da Ponte e da Chapecoense conseguem montar times competitivos, por que o do Palmeiras não conseguiria?

Abre os olhos, Oswaldo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Todo fim de ano temos problemas com renovação de contratos, Palestrinos.

É praxe do futebol, mas no Palmeiras as coisas são sempre mais conturbadas. Neste ano, quando Paulo Nobre decidiu instaurar uma nova (e acertada) política de salários, sabíamos das dificuldades. Perdemos Vílson e Márcio Araújo, por exemplo, que não aceitaram este novo estilo – e é direito deles. No entanto, um jogador em especial se destacou negativamente na hora de renovar.

Luís Felipe tem 20 anos. É cria do próprio Verdão, passou por alguns empréstimos e ganhou a titularidade no ano passado. Com seu contrato acabando em março deste ano, a diretoria propôs uma renovação ao lateral que aceitou de bate pronto. Afinal, qual jovem levemente inteligente não gostaria de ser titular no centenário do Palmeiras?

O problema foi que, por um erro crasso de digitação em uma parte do contrato (trocaram dez/2014 por dez/2013), o mesmo perdeu a validade legal. Até aí, nada demais, bastaria que ele assinasse novamente a papelada.

No entanto, na hora H, ele negou. Muito mal assessorado por algum empresário ganancioso, o garoto pediu o triplo do aumento anteriormente acordado, mais um alto valor em luvas e disse que, se não fosse assim, iria embora porque tinha o interesse do Benfica. Nobre, irritado, disse então que ele deveria sair. E que iria treinar em separado até março, quando poderia se dirigir para onde quisesse.

Só que o Palmeiras tinha uma carta na manga, já que o contrato anteriormente assinado continha as duas datas (correta e incorreta) – o que obviamente retrata má fé de quem deu pra trás. Ontem, a Federação Paulista de Futebol anunciou ter aceitado a renovação e anunciou que o lateral é do Palmeiras até dezembro deste ano. Podemos reintegrá-lo (o que acho difícil) ou tentar negociá-lo com o Benfica como parte do negócio pela compra de Alan Kardec (o que seria excelente).

Só fico eu aqui imaginando o que se passa na cabeça de Luís Felipe agora. De titular de um dos maiores clubes do mundo, para treinar com o sub-20 em Guarulhos. Será que ele aprendeu a lição?

Como diz o velho jargão, a vingança do Porco vem a cavalo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Entra ano, sai ano, ele está em nostro elenco, Palestrinos.

Volante de formação e lateral por obrigação, Wendel já perambula pela Academia – entre empréstimos e serviços prestados – há mais de 10 anos.

A maioria torce o nariz para ele, alguns o defendem, mas a verdade é que, para um jogador medíocre, Wendel deve ser um dos mais longevos atletas nota 5 da história do Palmeiras. E, sinceramente, se você consegue se manter no Palestra por tanto tempo, passando por tantos técnicos, alguma qualidade você tem. Nostro camisa 13 é veloz, voluntarioso, faz o simples, mas, acima de tudo, demonstra vontade de vestir o manto alviverde.

Talvez sabedor de suas limitações e de sua eterna iminente saída do clube, Wendel se entrega a todos os jogos como se fossem sempre seus últimos com a camisa do Palmeiras. Pouco importa o torneio ou a importância do sertame, ele se esforça sempre no limite. Dá carrinho, se joga, come grama, tenta minizar suas falhas com suor. E tem dado certo. Este ano, por exemplo, ele começou impecável.

“Não faz mais que a obrigação”, dirão muitos, com alguma razão. Mas parem e pensem no tanto de jogadores iguais – e até piores – que nem sequer se preocuparam em se esforçar. Quantos nós xingamos meses e meses sem ver qualquer reação ou gana de melhorar. Comparado a estes, nostro volante-lateral que virou lateral-volante merece um grande voto de confiança.

Afinal, desde 2003, Wendel está aí. E tem feito por merecer.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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marcao1

Palestrinos, eu cansei.

Juro que tentei gostar do homônimo de nostro Santo, mas não dá. É impossível se sentir, no mínimo, um pouco seguro quando o Marcão joga na nostra zaga – ou lateral-esquerda, tanto faz.

Quando ele não erra diretamente, participa dos lances de maneira bizonha.

Lembrem do gol do Atlético/MG no Mineirão, quando ele deu uma canelada para trás. Da falha no gol de ontem. Dos pênaltis cometidos (ou mal marcados), onde ele sempre está envolvido. Os erros de passe. Os cartões amarelos…

Dio mio! Eu estou ficando louco com esse ragazzo.

Até o Milton Neves (quem diria…) protagonizou um diálogo sensacional no rádio, com o jornalista Pretzel:
– Milton, estou com o Marcão na escuta.
– Ah, meu Deus! É ele! Quero 40 minutos de Marcão!
– É o Marcão zagueiro, viu, Milton?
– Então 2 minutos.

Por isso gostaria de fazer uma campanha para Muricy ouvir a voz da massa palmeirenses: nós não aguentamos mais o Marcão!

Coloque o Maurício prata da casa, se precisar.

E você, por favor, pode aderir a nosa campanha deixando seu recado para o Muricy. “Para o Marcão, eu digo não!”

Siamo Palestra.

ROJAS.

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